Wal Mart Lança End to End – Sustentabilidade de Ponta a Ponta

O QUE É END TO END?
“Sustentabilidade de Ponta a Ponta”
Partindo da análise do ciclo de vida de seus produtos – da matéria-prima ao descarte – as indústrias parcerias do projeto – 3M, Cargill, Coca-Cola Brasil, Colgate-Palmolive, Johnson&Johnson, Nestlé, Pepsico, Procter&Gamble e Unilever – desenvolveram ou promoveram alterações significativas em produtos do seu portifólio, buscando reduzir seus impactos socioambientais.

“A ideia do projeto foi, em parceria com os fornecedores, levar a cadeia de suprimentos a dar um novo salto rumo à sustentabilidade, desenvolvendo produtos, linhas de produtos ou categorias que considerem e reduzam seus impactos no meio ambiente durante seu ciclo de vida”, afirma o presidente do Walmart Brasil, Héctor Núñez. “Dessa forma, o consumidor terá mais informações e opções sobre produtos mais sustentáveis, gerando um ciclo virtuoso de produção e consumo consciente”, acrescenta.

Ciente da complexidade em colocar em prática a sustentabilidade nas cadeias de suprimentos, especialmente num universo de 7 mil fornecedores e 60 mil itens em nossas lojas, o Walmart desafiou sua equipe de marcas próprias e nove parceiros comerciais para participar do projeto. Outra premissa foi que todos os produtos deveriam ser marcas reconhecidas pelo público. No caso de indústrias multinacionais, as melhorias dos processos e dos produtos podem ainda se tornar boas práticas nos setores em que atuam.

Os parceiros que aceitaram o desafio fornecem mais de 40% dos produtos oferecidos nas lojas da rede, portanto, com um grande potencial para ampliar os conceitos do projeto para outros produtos de seus portifólios.

Os produtos que integraram o projeto foram: o achocolatado Toddy Orgânico, da Pepsico; a linha de águas Pureza Vital, da Nestlé, o amaciante Comfort Concentrado, da Unilever; o Band-Aid, da Johnson&Johnson; o desinfetante Pinho Sol, da Colgate-Palmolive; a esponja de banho – Ponjita Naturals Curauá, da 3M; a fralda Pampers Total Confort, da Procter&Gamble; o Matte Leão Orgânico, da Coca-Cola Brasil; a linha de óleos vegetais Liza, da Cargill; além do sabão marca própria TopMax, do Walmart (fabricado pela indústria Gaúcha Bertolini).

“Os produtos trazem diferenciais que vão da redução ou alteração do tipo de embalagem e matéria-prima utilizada, optando por opções recicláveis ou certificadas, à diminuição no consumo de energia, água e dos resíduos sólidos gerados”, cita Núñez.

CONSTRUÇÃO SUSTENTÁVEL
O Wal Mart está presente no Brasil há 15 anos e possui 436 lojas, 09 bandeiras, 80 mil funcionários. Em 2010 a rede pretende abrir entre 100 a 110 novos pontos de vendas que terão itens de sustentabilidade na construção. O presidente Héctor Núñez ontem na coletiva de imprensa respondeu ao Blog Conversa Sustentável sobre importância de adotar a construção sustentável em seus projetos para validar o seu compromisso assumido no mundo com as metas de redução de suas emissões de gases causadores do efeito estufa em função das alterações do clima. Com unidades mais ecoeficientes o Wal Mart já tem resultados positivos em sua operação nas unidades Ecoeficientes no Brasil:
40% redução do consumo de água
25% redução com energia
30% redução com as emissões de gases causadores do efeito estufa
O presidente salientou que o desafiou hoje para o Wal Mart é encontrar soluções para implantação de mecanismos ecoeficientes em suas lojas menores, pois nos hipermercados já sabem como fazer para reduzir suas emissões e ainda redução dos recursos naturais como água e energia, outro desafio está na educação dos colaboradores e sem dúvida dos consumidores. O ano passado o Wal Mart investiu na capacitação de 20.000 funcionários sobre sustentabilidade que também precisam de uma reciclagem, pois o assunto sustentabilidade é novo e precisa fazer parte do dia a dia das pessoas. A intenção do Wal Mart é capacitar todos os coladoradores. Em 2010 o Wal Mart ainda irá contribuir com desenvolvimento do país com a geração de 10.000 novos postos de trabalho.
PACTO PELA SUSTENTABILIDADE

No Pacto pela Sustentabilidade Walmart Brasil, realizado em julho do ano passado, CEOs de 20 grandes indústrias subiram ao palco para assinar um compromisso e firmar acordos em prol de práticas mais sustentáveis em toda a cadeia de suprimento. Entre os pactos, na área de cadeia produtiva e redução de embalagem, as empresas se comprometeram em:

1. Compras responsáveis
• Reduzir em 70% o fosfato nos detergentes para lavanderia e cozinha até 2013;
• Oferecer produtos de lavanderia, no mínimo, 2 x mais concentrados até 2012;
• Oferecer pelo menos 1 produto orgânico por categoria de alimentos até 2012;
• Estimular as vendas de produtos com diferencial em sustentabilidade;
• Apoiar e estimular o desenvolvimento de produtos de ciclo fechado;
• Produtos de Marca Própria do Walmart Brasil devem liderar pelo exemplo em sustentabilidade.

2. Redução de Resíduos
• Reduzir as embalagens em 5% até 2013;
• Implantar o Packaging Scorecard até 2009;
• Reduzir o consumo de sacolas plásticas em 50% até 2013.

AMAZÔNIA

Pacto da Madeira – Promover o financiamento, produção, uso, comercialização e consumo de madeiras e produtos florestais apenas com certificação de origem sustentável.
Pacto da Soja – Estabelecer restrições ao financiamento, produção, uso, distribuição e consumo de grãos de soja (in natura ou processado) que tenham origem em áreas de desmatamento ilegal na Amazônia.
Pacto pela Erradicação do Trabalho Escravo – Estabelecer restrições comerciais às empresas e/ou pessoas identificadas em sua cadeia produtiva que se utilizem de condições degradantes de trabalho associadas a práticas que caracterizem escravidão.
Pacto da Pecuária – Não participar do financiamento, uso, distribuição, comercialização e consumo de produtos pecuários que tenham qualquer ilegalidade em sua cadeia, principalmente desmatamento e trabalho análogo ao escravo. Exigir dos fornecedores de carne bovina plano de auditoria independente e de reconhecimento internacional que assegure que os produtos comercializados pelo Walmart não são procedentes de áreas de devastação da Amazônia