Rejeito: reflexão sobre o rompimento da Barragem da Samarco

 Para este momento trágico, causado pela ambição humana,nada como uma belíssima poesia do nosso querido Poeta, Sr. Atalir, para epitomizar o nosso sentimento.
Faço aqui, Caro amigo, um pedido para que a sua mensagem seja compartilhada em outras Redes Sociais e até mesmo em outras Mídias (jornais, TV, etc.)
Todo lenitivo é muito Bem-Vindo para esta triste realidade de tantas “Marianas” no Mundo!
Um abraço! Atalir Ávila de Souza, poeta, advogado e pai da autora do Blog Conversa Sustentável.

Rejeito

Rejeito rejeição,

O inaceitável.

O rejeito que mata:

A mata nativa

Numa avalanche

De terror

Ceifando vidas,

Devastação!

Vidas na sua origem

O seu produto final.

Mata, e mata cada vez mais.

Produzindo armas

Além-mar.

Rejeito, o sangue da terra

De cores coagulantes

Impróprias à vida!

Só mata

A mata

Num egoísmo inconsequente?

Não, continua matando muita gente,

Mata a clorofila do amor!

Belo Horizonte, 06/11/2015- Atalir Ávila