Atualizações de agosto 2015 Ativar/desativar aninhamento de comentários | Teclas de atalho

  • 22 ago

    Recomendação de Leitura: A riqueza de poucos beneficia todos nós? Zygmunt Bauman 

    ARiquezaDePoucosBeneficiaTodosNos“Bauman como sempre surpreendente! Recomendo a leitura para refletir a respeito da crise do sistema capitalista. Seria uma grande ilusão pensarmos que o crescimento econômico beneficiaria a todos nós. Estamos entorpecidos e anestesiados por crenças errôneas que comprometem a democracia. O crescimento econômico aumenta o fosso existente entre os super ricos e pobres e pioram as condições de vida nos afastando cada vez mais do estado ilusório de bem estar. Por outro lado, também seria uma grande ilusão condicionarmos a atual realidade na desesperança de um mundo melhor. A esperança está na mudança da mentalidade individual e no realinhamento de valores morais em praticas cotidianas diárias. Eis a grande aposta para o século XXI”. Professora Vivian Blaso, editora do Blog Conversa Sustentável.

     
  • 18 ago

    A ÉTICA DA RELIGAÇÃO 

    “Se a crise ecológica é uma expressão ou uma manifestação externa da crise ética, cultural e espiritual da modernidade, não podemos iludir-nos de sanar a nossa relação com a natureza e o meio ambiente, sem curar todas as relações humanas fundamentais”.

    No processo de Life Coaching a aproximação com a essência humana se torna a via regeneradora da vida abrindo novos caminhos e direcionamentos. O trecho que destaquei da encíclica de Francisco aposta na cura das relações fundamentais para a saída da crise ecológica. É a aposta na Ética da religação individuo/especie/sociedade proposta por Edgar Morin. Cada passo na direção do autoconhecimento é uma aproximação com o nosso sentido de existência humana no planeta.

    Mas afinal o que é Coaching?

    É um processo conduzido por um profissional qualificado, geralmente com certificação e habilitação profissional visando identificar o estado atual de seu cliente auxiliando a caminhar junto com ele até um estado desejado. Este processo pode ser realizado em diversos momentos da sua vida pessoal e profissional. A partir de uma metodologia específica o processo de coaching permite o alinhamento e equilíbrio pessoal e profissional. Coaching não é auto ajuda e não é terapia, é uma metodologia processual que requer envolvimento e reciprocidade. Durante o processo crenças e valores são questionados. Muitas vezes, adotamos comportamentos que acabam nos afastando da nossa essência e até mesmo do nosso sentido de existência.  Estamos vivendo uma sociedade 24/7 ( 24horas por dia durante os sete dias da semana) e com isso, acabamos deixando de lado prazeres, criações, momentos de ócio, contato com a natureza e com isso ficamos entorpecidos por prazeres que nos condicionam a ter e não a ser. Só vamos construir uma nova sociedade se apostarmos na ética da religação que propõem a Ecologia Integral como a via regeneradora das ideias e novas ideias poderão nos levar a outra condição: aquela que nos devolva direitos universais como proposta na declaração universal dos direitos humanos de 1948.

     

    Recomendação de leitura: Edgar  Morin. O método 6: ética. Trad. Juremir Machado Silva. 5. ed. Porto Alegre: Sulina, 2005.

    Declaração Universal:  http://unesdoc.unesco.org/images/0013/001394/139423por.pdf

    ProfessoraVivian Blaso: Life Coach com certificação internacional pela SLAC Coaching. Relações Públicas, Doutoranda e Mestre em Ciências Sociais (Antropologia) – PUC SP; Especialista em Gestão Responsável para Sustentabilidade – FDC – Fundação Dom Cabral e Diretora da Agência Conversa Sustentável. Professora na FAAP – Fundação Armando Álvares Penteado e Universidade Presbiteriana Mackenzie. Blogueira em Sustentabilidade. Pesquisadora do Núcleo de Estudos da Complexidade na PUC SP.

    Pesquisa: Sustentabilidade e Complexidade: O impacto das tecnologias sustentáveis no estilo de vida contemporâneo.

    Curriculo Lattes

    Email: vivianblaso@uol.com.br

     
  • 3 mar

    Slow Food 

    “É inútil forçar os ritmos da vida. A arte de viver consiste em aprender a dar o devido tempo às coisas”.
    Carlo Petrini, fundador do Slow Food

    1525680_999777880050740_8965682275085379851_nConheci o movimento Slow Food na Itália o ano passado quando visitei a Rua Corso Como 40 está entre as ruas mais badaladas da cidade. Lá encontrei a Rede Eataly com sede em outros países fora da Itália e que hoje mantem um franqueado da sua rede na Cidade de Itú em São Paulo o restaurante Macorronaria Di Grano. A Macarronaria Di Grano segue  a estratégia Slow Food e seus princípios universais propostos por Carlo Petrini, fundador do Slow Food: alimentação orgânica, sem conservantes, preço acessível com ênfase na sustentabilidade. Incrível quando os sentidos e a sincronicidade da vida seguiram nessa direção e desaguaram nas  pesquisas que venho fazendo para a minha tese sobre Smart Cities. A força que o pensamento complexo opera em nossas vidas me fizeram enxergar  conexões onde aparentemente não existiriam.  Contudo, outro dia um colega perguntou: mas se o seu  estudo é sobre o impacto das tecnologias sustentáveis no estilo de vida contemporâneo que é Smart o que isso tem haver com o tema central da sua tese? Eu respondi: Tudo, porque o movimento Slow Food,ou seja,o movimento anti fast food clama por resgatarmos dentre outros o prazer pela alimentação e isso acontece bem diante dos nossos olhos só não enxerga quem não quer. Ao mesmo tempo que clamamos velocidade também queremos cultivar o tempo, a boa conversa, a boa alimentação e os prazeres de sentarmos à mesa com os amigos e familiares um fenômeno que pode ser compreendido diante da compreensão da complexidade que a vida requer. Inspirada na vida como ela é estou preparando um artigo que será apresentado durante o Congresso Brasileiro de Sociologia além de integrar as minhas aulas, e a tese. Para saber mais sobre Slow Food acesse:http://www.slowfoodbrasil.com/slowfood/o-movimento

     

     
  • 12 fev

    Por Leonardo Boff 

     

    O bem comum foi enviado ao limbo

     
  • 21 jan

    Estamos sem água, e parece que vamos ficar sem luz. E agora? 

    “O decrescimento é uma proposta alternativa para a política pós-desenvolvimento. Sua meta é uma sociedade em que se viverá melhor trabalhando e consumindo menos.” Serge Latouche

    Diante do cenário policrísico que atravessamos, não enxergo neste momento outra saída para o capitalismo a não ser o decrescimento sereno. Já estamos vivendo uma era de incertezas e escassez que nos obriga a repensar a maneira como vivemos. Em São Paulo, onde resido atualmente, sentimos na pele o calor excessivo, a falta de água com o rodízio velado em bairros da periferia e falta de energia elétrica, resultado das mudanças climáticas que são ocasionadas pela sociedade dos excessos.
    Em maio de 2014, o professor José Goldemberg já alertava sobre a falta de energia elétrica no Brasil: “Corremos o risco de apagões elétricos e isso é evidente, só o ministro da energia não vê isso… ou está tentando empurrar o problema para o ano que vem baixando a tarifa de energia”. O professor ainda fez um alerta sobre a pane nos sistemas das hidroelétricas e comentou que as termoelétricas, naquela época, já operavam acima da capacidade. E agora?
    Segundo o relatório “Mudando a atmosfera: Antropologia e Mudança climática”, disponível no site da American Anthropological Association, psicólogos consideram que os mecanismos cognitivos e emocionais influenciam a percepção, e isso já havia sido anunciado por Edgar Morin e Frijot Capra, devido à crise de percepção em função da visão mecanicista da vida e da incapacidade de a ciência enxergar a vida como sistemas. A questão em jogo é que a falta e o excesso de informações levaram a sociedade científica e os tomadores de decisões globais a diferentes interpretações sobre o fenômeno das mudanças climáticas. O resultado desastroso é que ainda hoje existem certos grupos que acreditam que os estudos sobre as mudanças climáticas são exagerados ou mesmo que o fenômeno não existe. Isso acontece por alguns motivos: o nosso imprinting cultural, a normatização excessiva, a visão de mundo ocidentalizada, que analisa as crises apenas sob os aspectos econômicos, reflexo da visão fragmentada entre natureza e cultura. Por isso, é tão difícil abandonarmos certos padrões mentais e comportamentos repetitivos e até mesmo perversos – pessoa que persiste no erro, teimosa, que ignora as evidências, que se desvia do certo e do verdadeiro.
    É o efeito recursivo de como agimos. Isso se espelha na sociedade e talvez seja por isso que não consigamos alcançar padrões de comportamentos que nos levem à sustentabilidade.
    Não encaro o consumo como o único vilão dessa história, mas a arrogância e os modos de vida desde a modernidade, que separou natureza e cultura e atribuiu ao homem o falso poder de controlar a vida e os fenômenos da natureza. Somos frutos da artificialidade que nós mesmos criamos, e isso é fácil de entender: basta acessarmos o Facebook e nos depararmos com as mentiras que contamos sobre nós mesmos. Mesmo assim, como sou esperançosa, acredito que muitas bifurcações nos levarão às regenerações e metamorfoses múltiplas e simultâneas, que nos colocarão novamente em reconexão com a tríade perdida indivíduo-espécie-sociedade e nos trarão um novo modo de vida em que nossos valores serão revitalizados, recontextualizados e reeditados para o bem da era planetária. É preciso ecologizarmos as ideias. Ecologizar significa reaprender a pensar!

    VIVIAN APARECIDA BLASO SOUZA SOARES CESAR – Docente na FAAP – Fundação Armando Álvares Penteado. Doutoranda e Mestre em Ciências Sociais.  Pesquisadora do Complexus Núcleo na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo – PUC/SP. Relações Públicas. Especialista em Sustentabilidade. Diretora da Agência Conversa Sustentável. Autora do Blog: Conversa Sustentável. E-mail:  vivianblaso@uol.com.br

     
  • 20 jan

    Crise no sistema de abastecimento de energia já havia sido anunciada 

    Em maio de 2014 o Professor José Goldemberg já alertava sobre a falta de energia elétrica no Brasil. “Corremos o risco de apagões elétricos e isso é evidente, só o ministro da energia não vê isso… ou está tentando empurrar o problema para o ano que vem baixando a tarifa de energia”

    Exatamente como previsto por Goldemberg essa crise já havia sido anunciada. O professor, ainda fez o alerta sobre a pane nos sistemas das hidroelétricas e comentou que as termoelétricas naquela época, já operavam acima da capacidade. E agora?

    Entrevista completa:  ENTREVISTA COM JOSÉ GOLDEMBERG

     
  • 19 jan

    Recomendação de Leitura: Pequeno tratado do decrescimento sereno 

    7045049GGO decrescimento é uma proposta alternativa para a política pós-desenvolvimento. Sua meta é uma sociedade em que se viverá melhor trabalhando e consumindo menos. Serge Latouche.

    Estou lendo este livro de Serge Latouche e diante o cenário policrísico que atravessamos, não enxergo neste momento outra saída para o capitalismo que o decrescimento sereno. Já estamos vivendo uma era de incertezas e escassez que nos obriga a repensarmos a maneira como vivemos. Em São Paulo, onde resido atualmente, sentimos na pele o calor excessivo, a falta de água com o rodízio velado em bairros da periferia, e falta de energia eletrética, resultados das mudanças climáticas que são ocasionadas pela sociedade dos excessos.Não encaro o consumo como vilão dessa história, mas a arrogância, e os modos de vida desde de a modernidade que separou natureza e cultura e atribuiu ao homem o falso poder de controlar a vida e os fenômenos da natureza. Somos frutos da artificialidade que nós mesmos criamos e isso é fácil de entender: basta acessarmos o facebook e nos depararmos com as mentiras que contamos sobre nós mesmos. Mesmo assim, como sou esperançosa, acredito que muitas bifurcações nos levarão às regenerações e metamorfoses múltiplas e simultâneas que nos colocarão novamente em reconexão com a tríade perdida indivíduo-espécie-sociedade e nos tratará um novo modo de vida onde nossos valores serão revitalizados, recontextualizados e reeditados para o bem da era planetária. Professora, Vivian Blaso – Doutoranda e Mestre em Ciências Sociais, editora do Blog Conversa Sustentável.

     
  • 4 ago

    Comunicação e Sustentabilidade: caminhos e desafios 

    Professora Vivian Ap. Blaso Souza Soares César, Doutoranda E Mestre Em Ciências Sociais (PUC-SP), MBA Em Gestão Estratégica De Marketing (UFMG), Especialista Em Sustentabilidade (FDC) E Relações Públicas (CNP)-.
    Autora Do Blog: http://conversasustentavel.blogspot.com.br/

     Comunicação e Sustentabilidade
    Nos processos de comunicação para sustentabilidade, é importante considerar os efeitos da tríplice ação ética-transparência-governança, porque hoje, na sociedade em redes, apenas um clique, impulsionado por um descompasso entre discurso e prática, pode abalar a reputação das organizações. O efeito negativo dessa tríplice ação é o surgimento espontâneo de crises reputacionais que poderão comprometer os negócios. Ao mesmo tempo, esse efeito também nos direciona a trilhar um caminho em que as organizações busquem cada vez mais a veracidade das informações, a concretude e a transparência.
    Para iniciar o processo de comunicação sustentável, é importante a realização de um diagnóstico que apresente o posicionamento e a situação da marca e do produto no mercado em relação à sustentabilidade.

    O diagnóstico pode ser feito em cinco etapas: Situação da Marca no Mercado, Situação da Comunicação, Estratégia de Conteúdo por Produto, Sustentabilidade do Produto e Sustentabilidade da Empresa. É importante destacar que a empresa deverá relatar os objetivos estratégicos destacando as necessidades de comunicação com cada parte interessada. Os profissionais de comunicação e marketing, a partir desse diagnóstico, conseguirão enxergar as necessidades de outras pesquisas e os métodos adequados para a estruturação de um plano de comunicação estratégica que vise a comunicação sustentável.

     
  • 29 abr

    Pensamento do Dia: Somos todos macacos? 

    Foto:Sítio dos meus pais em São José da Lapa, em Minas Gerais.
    Nos oferecemos bananas aos micos e eles nos brindam com interações e reciprocidades.
    Somos todos macacos?
    Ansiedade, precipitação, falta de visão sistêmica e imediatismo seriam os sintomas da nossa sociedade vigilante? Somos guiados por tecnologias smarts e a maioria das pessoas acha que sofre de TDAH (Transtorno do Deficit de Atenção com Hiperatividade)? É isso mesmo? O sistema está em colapso e estamos à beira de um ataque de nervos? Infelizmente, esses comportamentos vêm sendo incorporados pelas pessoas também nos processos de gestão das marcas e talvez seja por isso que ataques de net-ativistas vêm sendo incorporados por consumidores ou formadores de opinião que vigiam os comportamentos e discursos equivocados frequentemente alvo desse tipo de ação. Gosto de lembrar o que Foucault (1970) mencionou sobre as práticas discursivas: “As práticas discursivas não são pura e simplesmente modos de fabricação de discursos. Ganham corpo em conjuntos técnicos, em instituições, em esquemas de comportamento, em tipos de transmissão e difusão, em formas pedagógicas, que ao mesmo tempo as impõem e as mantêm”. Por isso, a responsabilidade de todos nós só aumenta porque as práticas discursivas em curso apenas mantêm o que estamos presenciando na boca das campanhas equivocadas – elas revelam muito sobre o pensamento vigente da nossa sociedade atual e sobre nós mesmos. Todo cuidado é pouco.
    Precisamos mudar nosso modelo mental. Chega de jogar pedra na Geni: a publicidade não é a vilã! Só para lembrar: somos primatas humanos, incompletos. Nunca teremos as nossas necessidades plenamente satisfeitas, mas nossa responsabilidade aumenta cada vez mais porque temos o domínio de técnicas que nos permitem tomar decisões sobre todos os outros seres vivos da terra. Mas isso não nos faz superiores; ao contrário, tem nos tornado medíocres e míopes em relação a nós mesmos e às outras espécies. Esquecemos a solidariedade, a reciprocidade a favor de uma “moral” que privilegia os valores capitalistas de mercado.

    Frans de Waal, em suas pesquisas com bonobos e chimpanzés, conseguiu comprovar que a moralidade está presente também em primatas não humanos porque há dois fatores sempre presentes: a reciprocidade, o senso de justiça e a partir deles a empatia e a compaixão. Infelizmente, os humanos vêm demonstrando visões imediatistas, supondo que o dinheiro pode comprar tudo ou que a publicidade pode vender tudo. No entanto, nem sempre essas estratégias capitalistas têm convencido as pessoas dessa falsa moral, e a campanha #somostodosmacacos acabou causando a antipatia do público. Encerro essa reflexão com o pensamento de Edgar Morin: “A dominação dos objetos materiais, o controle das energias e a manipulação dos seres vivos foram importantes para o avanço da humanidade, mas se tornou míope para captar as realidades humanas, convertendo-se numa ameaça para o futuro humano”. Professora Vivian Blaso, Doutorada em Mestre em Ciências Sociais e autora do Blog Conversa Sustentável.

     
  • 29 abr

    O Carro que eu quero 

    Eu assinei e faço parte do coro que ajuda a promover importantes mudanças e a chamar a atenção das grandes montadoras para que estas produzam carros mais eficientes energeticamente. No Brasil, o setor de transportes é um dos que mais contribuem para o aquecimento global: além de emitir mais gases de efeito estufa na atmosfera, esses carros do passado consomem mais combustível, afetando diretamente o meio ambiente e também o seu bolso. Assine também: http://www.ocarroqueeuquero.org.br

     
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