Marcado como: cidades afetivas Ativar/desativar aninhamento de comentários | Atalhos do Teclado

  • 6 nov

    Cidades Afetivas: uma via ecológica para o bem viver 

    Cidades afetivas requerem novas formas de convivialidade como slow food, economia solidária/colaborativa, mandatos coletivos para o bem viver. Confiram o vídeo da série Cidades afetivas: uma via ecológica para o bem viver. As cidades afetivas requerem novas formas de convivialidade.
    Curtam nossa página no facebook e acompanhem este movimento.
    Pesquisadores: Sydney Cincotto Junior e Vivian Blaso

     

     
  • 6 nov

    O papel da comunicação e das artes para o futuro das cidades 

    O artigo foi publicado no portal Gazeta do Povo 19/09/2017

    Artigo – O papel da comunicação e das artes para o futuro das cidades 

    A praça lotada, a rua animada, o mercado, parques, bares, cafés representam espaços multifuncionais, onde estamos sempre dispostos a encontrar e participar

    Fred Kendi/Gazeta do Povo

    O papel dos artistas, inventores e de todos aqueles que trabalham com a construção de memórias e comunicações é o legado na construção de narrativas, da contação de histórias, do patrimônio histórico e cultural. São as manifestações artísticas de toda natureza que levam a informação às pessoas que estão à procura das referências materiais, imagéticas e simbólicas na construção dos repertórios para conhecermos e convivermos nas cidades.

    Quando visitamos as pinacotecas, o que somos capazes de escutar? Qual história aquele espaço é capaz de nos contar? Quando nos alimentamos com a comida local, os pratos típicos da região, da cidade, do bairro e das famílias, qual história fomos capazes de ouvir, ver e sentir? As relações afetivas vão se delineando a partir das percepções, das sensações das emoções porque o espaço, o ambiente foi absorvido pelo nosso cérebro. Por isso, mais que os souvenires que trazemos na mala como lembranças, ou os tíquetes dos museus que visitamos, ou o ingresso de algum espetáculo que colamos em nossos diários, o que todos nós estamos fazendo e não nos damos conta é “viver as cidades”.

    É preciso também compreendermos quais são as nossas responsabilidades e papéis que desenvolvemos nas cidades. O primeiro é o registro de nascimento: documento civil que nos denomina e nos dá um local de nascimento, quem são nossos pais. Neste dia já passamos a exercer o nosso primeiro papel na cidade: o de cidadãos. Como tais, temos um conjunto de direitos e deveres. Mas para o pleno exercício da cidadania devemos desenvolver a capacidade de cuidar não só do espaço comum, mas uns dos outros. O cuidar das relações entre as pessoas, cuidar do nosso patrimônio histórico cultural, cuidar da nossa cidade, do nosso lar, do nosso planeta.

    Precisamos reviver as praças, espaços multifuncionais

    Os espaços dedicados às artes são espaços que nos proporcionam afetividades, sociabilidades, trocas. “Cidades Afetivas” é um manifesto na direção da política do bem viver, na direção de uma vida mais comunitária, solidaria. É aposta na via convivialista, sem ser utópico, mas na esperança de uma cidade mais democrática, aberta e solidária. Significa abraçarmos a nossa condição humana de sujeitos cientes, mas que também somos imperfeitos, individualistas, consumistas e predadores do planeta. Mas por sermos cientes sabemos que é preciso romper essas fronteiras para construirmos uma nova política que procure refundar a ética e nos religue com os outros e com o cosmos. Se não trilharmos um caminho por cidades mais afetivas e humanas, as cidades, seus espaços e as pessoas estarão rumando ao abismo. Basta vermos os países fechando as fronteiras para os imigrantes e refugiados.

    Zygmunt Bauman, falecido recentemente, afirmou, em seu livro Ensaio sobre o Conceito de Cultura, que “dominar a cultura significa dominar uma matriz de permutações possíveis, um conjunto jamais implementado de modo definitivo e sempre inconcluso – não uma coletânea finita de significações, é a arte de reconhecer seus portadores. Convite a constante mudança”. No Manifesto Convivialista, Edgard Morin ressalta a importância da metamorfose aposta nessa ideia: a afetividade presente no resgate das relações comunitárias. Um novo caminho sereno entre crescimento e decrescimento simultaneamente.

    Imersas em concreto, as cidades formam espaços opressores ao nosso espírito e produzem grande instabilidade social e emocional, por conta de muitos espaços monofuncionais, como os shopping centers, e do uso do automóvel. Agora precisamos reviver as praças, espaços multifuncionais. Um bom exemplo são os processos de requalificação de áreas degradadas para outros usos, o que já acontece em várias cidades do mundo, como Barcelona e Buenos Aires; o que acontece aos domingos na Avenida Paulista, em São Paulo, que é fechada para possibilitar novas formas de convivência com o espaço; e em Colônia del Sacramento, no Uruguai, que tem espaços para a prática do slow food, movimento que ganhou notoriedade no norte da Itália e hoje é uma das saídas estratégicas apontadas pela União Europeia para vencer a crise.

    Hortas urbanas comunitárias, passeios a pé para apreciar o grafite (como proposto pelo coletivo Expressão Urbana SP), o projeto Senta Aqui e Conversa Comigo (uma ação social para promover encontros de pessoas em espaços públicos), batalhas cosplay no Parque Villa Lobos vão delineando cada vez mais os espaços para os afetos. A praça lotada, a rua animada, o mercado, parques, bares, cafés representam espaços multifuncionais, onde estamos sempre dispostos a encontrar e participar.

    Ressignificar o espaço das cidades é fundamental para a sociedades que virão, principalmente porque será a primeira geração de pessoas que só viveu com a vida mediada pela tela dos smartphones. Os mais velhos serão como mentores dessas gerações, porque os jovens terão de aprender a falar, ouvir, comunicar e sentir. Se na história dos povos indígenas a sapiência foi transmitida pela oralidade, é de lá que vamos ter de buscar inspirações para falar, contar histórias, viver mitos que possam dar sentido a essa nova vida. Nem todos entenderão, nem as cidades serão transformadas em sua totalidade, mas teremos espaços para pessoas que buscam o que vem do coração: um resgate antropoético do existir. Essas pessoas devolverão às cidades seu espaço: o local da festa, do encontro, o espaço para os afetos.

    “Cidades Afetivas” é uma via imaginaria poética porque os afetos só podem ser construídos e sentidos no coração. É a aposta que os artistas são os anunciadores do futuro porque as artes são instrumentos de religação dos afetos nas cidades do futuro e da cidadania do presente.

    Vivian Blaso, autora de “Cidades em Tempos Sombrios. Barbárie ou Civilização”, é sócia na Conversa Sustentável, idealizadora do Cidades Afetivas e professora na Faap, Mackenzie e FGV.
     
  • 17 set

    Entrevista com a Professora Vivian Blaso no Programa Retrato Urbano – RádioFaap 

     
  • 17 set

    Qual o Papel da Comunicação e das Artes para o Futuro das Cidades? Um debate com Juliana Russo e Vivian Blaso 

    Dia 21/9 – quinta-feira das 21h às 22h30 vai ter sessão de autógrafos do Livro Cidades em Tempos Sombrios. Barbárie ou Civilização e palestra com a Profa. Vivian Blaso.
    Qual o Papel da Comunicação e das Artes para o Futuro das Cidades?
    Um debate com Juliana Russo, Artista Plástica; e Vivian Blaso, Professora da FAAP.
    Centro de Convenções. Este evento é aberto ao público!

    Informações e inscrições: http://www.faap.br/40SEMANA/
    Centro de Convenções. Este evento é aberto ao público! #nafaap @nafaap #rpnafaap #cidadedasartes #cidadesafetivas #viverascidades#comunicacaoartecidades #40semanacomunicacaodafaap #complexidade#conversasustentavel #arteurbanasp

     
  • 30 jul

    VII Conferência Brasileira de Estudos em Comunicação e Mercado. Um Mergulho na Multiterritorialidade 

    Proposta temática

    COMUNICAÇÃO E MERCADO – UM MERGULHO NA MULTITERRITORIALIDADE

    O desafio de recortar temas e abordagens no campo das ciências sociais aplicadas, tem se constituído em uma constante autorreflexão sobre a inseparável subjetividade inerente as leituras possíveis como também os limites dos campos (territórios) envolvidos na produção de saberes, ou da legitimação de determinadas abordagens teóricas-conceituais. Uma vez que contribuem para a compreensão do fenômeno comunicação e consumo, mais precisamente focado na comunicação de mercado. Em edições anteriores buscamos apoio nos aportes tecnológicos, na discursividade poética, na complexidades das relações sociais vivenciadas pelos sujeitos da contemporaneidade, no caráter plural de uma sociedade composta por crescentes coletivos e tribos. O argumento presente em todas as edições tem sido sempre a multiplicidade de olhares e pensares e a visível emergência de um indivíduo coletivizado (socius), ou ainda da multiplicidade do indivíduo em suas interações individuais.

    A proposta assumida para a VII edição da Conferência Brasileira de estudos de comunicação e mercado, busca não apenas reforçar a sedimentação dessa trajetória, mas avançar na compreensão de que estamos diante da multiterritorialidade, conceituado por Haesbaert (2004) como produto da sobreposição de territórios hierarquicamente articulados ou encaixados. Os avanços teóricos no contexto da contemporaneidade, implica na identificação dos diversos territórios e suas contribuições, todavia as trocas efetivas extra territórios, resulta na busca de aberturas que promovam a sobreposição, a apropriação, a mimetização, a ressignificação e demais contribuições que só poderão ocorrer se houver o movimento de saída de um determinado território, ou seja, uma desterritorialização e o consequente retorno agregando-se novas contribuições, ou melhor, uma reterriorialização, como propõe Deleuze e Guattari (1997), ao apresentarem esse movimento como indissociáveis e portanto pertinente a máxima de que toda relação social, acarreta uma interação territorial. As relações de consumo mediadas pela comunicação e materializadas pelas organizações, encontram-se ou deveriam encontrar-se em uma busca permanente por trocas e novas apropriações teóricas-conceituais para além das práticas convencionais diante da multiterritorialidade que tem caracterizado a contemporaneidade.

     

     
  • 7 jul

    Na Prática, o que são Cidades Inteligentes? 

    Assista o Workshop Prática, o que são Cidades Inteligentes realizado no dia 03 de julho de 2017 no IETEC em Belo Horizonte.

     
  • 7 jul

    Cobertura Completa do Debate: Homo Consumans nas Cidades em Tempos Sombrios. 

    No contexto polissêmico das cidades não existem fronteiras nítidas entre o homo demens e o homo consumans. “O planeta terra avança à sombra da morte”. Em tempos sombrios é preciso abrir espaços para esperanças, resgatar o sentido de humanidade e dar luminosidade às sombras como proposto por Hannah Arendt em sua obra; “Homens em Tempos Sombrios”. Quais os desafios do homo consumans nas cidades? Este foi o tema do debate “Homo Consumans nas Cidades em Tempos Sombrios” realizado entre os pesquisadores: Fábio Mariano Borges doutor em sociologia do consumo pela PUC/SP atua há 25 anos com comportamento do consumidor, estudos etnográficos econsumer insights, desenvolvendo estudos acadêmicos e pesquisas de mercado e Vivian Blaso: doutora em antropologia pelo Complexus Núcleo de Estudos da Complexidade na PUC/SP, autora do livro Cidades em Tempos Sombrios. Barbárie ou Civilização. Realizado no dia 29 de junho de 2017 na Livraria da Vila na Alameda Lorena em São Paulo.

     
  • 14 jun

    Connected Smart Cities Cidades do futuro no Brasil contará com a mediação de Vivian Blaso no painel Cidades Humanas, Resilientes e Inclusivas 

    Connected Smart Cities, será realizado nos dias 21 e 22 de Junho de 2017, no Centro de Convenções Frei Caneca, São Paulo.

    14h00 às 15h30 | Painel 1: A criação de espaços públicos nas cidades inclusivas e humanas

    PALCO LAPA – EIXO TEMÁTICO: CIDADES HUMANAS, RESILIENTES E INCLUSIVAS
    Segundo a organização 100 resilient cities as cidades resilientes são divididas em quatro dimensões: saúde & Bem-Estar, economia & sociedade, infraestrutura & meio ambiente e liderança estratégia. Além disso, possuem sete qualidades: Reflexão, recursos, robustez, redundância, flexibilidade, inclusão e integração. Como desenvolver cidades humanas, resilientes e inclusivas?
    14h00 às 15h30 | Painel 1: A criação de espaços públicos nas cidades inclusivas e humanas
    Considerações painel 1
     Como criar políticas inclusivas no desenvolvimento urbano proporcionando bem-estar e segurança nas cidades? Como envolver as pessoas na criação de uma nova dinâmica social no espaço público criando uma nova cultura com inclusão social?
     A importância na defesa do território da criança na cidade para o futuro da cultura cidadã
     Como estimular a integração, inclusão e o desenvolvimento urbano a partir da educação e cultura?
    Cidade Vencedora Ranking Connected Smart Cities 2017 Eixo Temático Educação
    Roni Hirsch, Sócio e Diretor Criativo, Erê Lab
    TBC
    MODERADORA: Doutora Vivian Blaso, Sócia na Conversa Sustentável

     
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