Atualizações de junho 2017 Ativar/desativar aninhamento de comentários | Teclas de atalho

  • 13 jun

    Poema: Cidades em Tempos Sombrios 

    Cidades em tempos sombrios

    A relva

    O perfume matinal

    Extraído na umidade das flores,

    Beija-flores, serpentes coloridas,

    Um paraíso despertando um ciclo,

    Um novo tempo.

    Um verde escuro

    Deixando suas cores

    No calor do dia.

    Os micro-organismos

    Se consolidam na inanição,

    Uma nova forma

    Um princípio da evolução:

    Uns sequer se iniciam.

    O homem pisoteia

    Sem observar por onde passa,

    Em suas pegadas descompassas,

    Mata o que não sente,

    O que não vê.

    A gente que passa

    Passando ao passo,

    Ao passo

    Que leva ao longe,

    Ao longe que leva ao nada.

    Belo Horizonte, 13 /06/17 -ATALIR Ávila.

    Fonte inspiradora: Livro – Cidades  em tempos sombrios de Vivian Blaso

     
  • 13 abr

    “Por cidades mais afetivas e humanas” será apresencapa inteiratada durante o Alas – XXXI Congreso Asociación Latinoamericana de Sociología  nos dia 3 – 8 de diciembre de 2017, Montevideo, Uruguay.

    A proposta foi idealizada pelos pesquisadores Sydney Cincotto Junior e Vivian Blaso  do Complexus – Núcleo de Estudos da Complexidade na PUC/SP.

    “Por cidades mais afetivas e humanas” investe na política do bem viver, na direção de uma vida mais democrática, pública, aberta e solidária, em sintonia com a realidade do mundo que não comporta mais as tormentas do crescimento e do lucro obtidos das relações entre capital e trabalho, nem tampouco suporta a ideologia do sujeito empreendedor de si – comandada por uma subjetividade neoliberal, que valoriza o individualismo, o consumismo, a meritocracia e a privatização da vida. Sem ignorar ou negar a realidade dos conflitos inerentes às relações e aos contextos sócio-político-econômicos nos quais estão inseridos, uma cidade afetiva aposta no resgate das relações comunitárias e na arte de viver juntos, que possibilitam aos humanos cuidar uns dos outros, do meio em que vivem, da natureza e, por extensão, de todo planeta.

    Sobre os autores:

    Sydney Cincotto Junior, Doutorando na PUC/SP – Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Professor no Centro Universitário Motta

    Ph.D. Vivian Aparecida Blaso Souza Soares César – Professora: Universidade Presbiteriana Mackenzie, Fundação Armando Álvares Penteado e FGVEAESP. Pesquisadora no Complexus – Núcleo de Estudos da Complexidade, PUC/SP, Sócia na Conversa Sustentável.

    Informações para imprensa:

    contato@conversasustentavel.com.br

     

     

     
  • 30 jul

    Como estudar sustentabilidade? Por onde começar? 

    Por Vivian Blaso***

    O tema Sustentabilidade vem sendo cada vez mais incorporado aos discursos das escolas, empresas e universidades. Hoje temos uma rede ampla de possibilidades para realizar cursos sobre o tema de maneira gratuita e online.

    http://www5.fgv.br/fgvonline/Cursos/Gratuitos/Sustentabilidade-No-Dia-A-Dia–Orientacoes-Para-O-Cidadao/OCWCIDEAD-01slsh2010-1/OCWCIDEAD_00/SEM_TURNO/356/

    Alguns autores que também são ativistas, disponibilizam a maior parte de seus livros e artigos em seus sites.

    Vandana Shiva que na década de 1970, participou do Movimento das Mulheres de Chipko, que se amarraram às árvores para impedir sua derrubada e o despejo de lixo atômico na região. Líder do International Forum on Globalization e ganhadora do prêmio Right Livelihood Award em 1993, considerado uma versão alternativa do Prêmio Nobel da Paz dedica sua vida para a militância política ambiental compartilha seu conhecimento também no googledocs. Site: http://vandanashiva.com/

    Frijotf Capra ativista e físico autor do livro que deu origem ao filme “O ponto de mutação” também disponibiliza seu conhecimento por meio de cursos e informações em seu site   http://www.fritjofcapra.net/

    Essa são boas referências para quem quer começar a mergulhar na sustentabilidade. O que me encanta nos autores é a forma como eles conseguem fazer ciência e compartilhar conhecimento rompendo os muros das universidades. O conteúdo é acessível para qualquer pessoa que tenha a vontade de aprender, refletir para mudar o mundo onde vivemos.

    Agora se você, assim como eu é adepto dos bons livros não pode deixar de ler o livro The Top 50 Sustainability books, de Wayne Visser e Universidade de Cambridge traduzido para o português “Os 50 + importantes livros em sustentabilidade”. A obra reúne sinopses e principais ideias dos livros mais importantes relacionados ao tema de acordo com 3.000 líderes e ex-alunos do Programa de Sustentabilidade da Universidade de Cambridge. http://www.saraiva.com.br/os-50-importantes-livros-em-sustentabilidade-4053247.html

    Edgar Morin está na minha lista de pensadores favoritos. Morin é um dos mais importantes pensadores que atravessa as fronteiras do século XXI trazendo os riscos de um pensamento livre e complexo.  “A via para o futuro da Humanidade” foi traduzida pelo inquieto pensador Edgard de Assis Carvalho, Professor Titular do Departamento de Antropologia da PUCSP. O ensaio é dividido em quatro partes: a primeira é a regeneração das relações sociais e a busca das alternativas que reduzam as desigualdades; a segunda passa pela crise cognitiva e a reforma da educação; a terceira aponta para a fragmentação da medicina, do hiperconsumo, alimentação contaminada que pioram as condições de vida no planeta; a quarta trata as reformas morais necessárias para repensarmos a vida.

    http://www.record.com.br/livro_sinopse.asp?id_livro=26634

    VIVIAN BLASO – Life Coach e Leader Coach com certificação internacional pela SLAC Coaching. Professora na FAAP – Fundação Armando Álvares Penteado e Universidade Presbiteriana Mackenzie. Doutoranda no Núcleo de Estudos da Complexidade e Mestre em Ciências Sociais (Antropologia) PUCSP. Especialista em Gestão Responsável para Sustentabilidade Fundação Dom Cabral. Sócia na Agência Conversa Sustentável.

    Email: vivianblaso@conversasustentavel.com.br

     

     
  • 19 fev

    #falarsobreooceano – É preciso refletirmos sobre nós mesmos! 

     
  • 25 nov

    O futuro em 4D 

    Vivian Aparecida Blaso Souza Soares César, Life Coach e Leader Coach. Doutoranda e Mestre em Ciências Sociais  na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Professora e autora do Blog http://www.conversasustentavel.com.br.

    Contato: vivianblaso@conversasustentavel.com.br

    Diante da banalidade do mal que apavora o século XXI, nunca foi tão necessária a reivindicação por uma ética planetária que religue natureza, humanismo e democracia.

    A aposta está no futuro? O futuro já está dado?

    O que será das próximas gerações diante das barbáries humanas que nos afastam da condição de sujeitos, do espírito da coletividade e da vida nas relações comunitárias?

    É preciso desacelerar, desapegar, descompartimentalizar e desterritorializar.

    O futuro em 4D seria a aposta para o futuro da humanidade?

    Desacelerar implica contemplar, reintegrar a vida à natureza, à cultura, às artes, às ciências e à literatura. Desacelerar é seguir na contramão da sociedade 24X7 (vinte quatro horas por dia, sete dias por semana).

    Desapegar significa simplificar. Para que tantos artefatos tecnológicos se o que fazemos com eles tem levado os homens a um controle ilusório sobre a natureza e a ciência, que já nos provaram ser incapazes de lidar com as questões mais igualitárias e equitativas da vida?

    Descompartimentalizar os saberes significa mestiçar, colorir, religar, reintegrar as áreas que estão fragmentadas e precisam ser reinseridas à teia complexa da vida. A vida que requer mais complexidade para lidar com ordem, desordem, organização, reorganização, bifurcação.

    E finalmente desterritorializar, que implica mudar a noção de territórios. É preciso agir em rede e não abater aviões, enviar mísseis para territórios que não aguentam mais a guerra.

    Já estamos na 3ª guerra mundial?

    Essa guerra não é uma guerra apenas para a reivindicação de territórios porque já não são mais configurados como nos séculos 19 e 20. Os territórios são virtuais, reticulares e interdependentes. Atrelados economicamente à vida e ao poder dos donos do mundo. Desterritorializar significa que o território dizimado e poluído pelo conglomerado Vale do Rio Doce não é e nunca foi só de Mariana, em Minas Gerais; é do Brasil, é do mundo, é o planeta.

    O mal que mata me conforta, já dizia Michel Serres, na reivindicação de um novo homem capaz de hominescer, ou seja, se reinventar para reivindicar a vida no planeta.

    Reivindicar uma ética planetária significa restabelecer a moral que foi perdida em uma grande massa amorfa, inerte, que hoje parece ser incapaz de se conectar com o próprio sentido de existência humana no planeta.

    Já sabemos que chegamos a essa condição. O mal está na terra entre os homens, incapazes de se conectar consigo e com os outros, que recorrem a Deus para abater, matar, excluir e intolerar o outro.

    O que nos resta é aprender e compreender que o outro somos nós.

     
  • 8 nov

    Rejeito: reflexão sobre o rompimento da Barragem da Samarco 

     Para este momento trágico, causado pela ambição humana,nada como uma belíssima poesia do nosso querido Poeta, Sr. Atalir, para epitomizar o nosso sentimento.
    Faço aqui, Caro amigo, um pedido para que a sua mensagem seja compartilhada em outras Redes Sociais e até mesmo em outras Mídias (jornais, TV, etc.)
    Todo lenitivo é muito Bem-Vindo para esta triste realidade de tantas “Marianas” no Mundo!
    Um abraço! Atalir Ávila de Souza, poeta, advogado e pai da autora do Blog Conversa Sustentável.

    Rejeito

    Rejeito rejeição,

    O inaceitável.

    O rejeito que mata:

    A mata nativa

    Numa avalanche

    De terror

    Ceifando vidas,

    Devastação!

    Vidas na sua origem

    O seu produto final.

    Mata, e mata cada vez mais.

    Produzindo armas

    Além-mar.

    Rejeito, o sangue da terra

    De cores coagulantes

    Impróprias à vida!

    Só mata

    A mata

    Num egoísmo inconsequente?

    Não, continua matando muita gente,

    Mata a clorofila do amor!

    Belo Horizonte, 06/11/2015- Atalir Ávila

     
  • 15 out

    EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE: UMA QUESTÃO FUNDAMENTAL? 

     
  • 5 out

    GENTILEZA

    Um gestual de vontade livre
    Perpetuando
    Hábitos e costumes,
    Paz solidariedade,
    Simbolizando diversas raças.
    Catalisada quando incorporada
    A essência originária.
    Os monobos com seus hábitos
    Perpetuam a dinastia decorrente.
    Pureza sem jaça,
    O mais brilhante dos cristais.
    O osculo de Judas
    Traindo Jesus Cristo Nosso Senhor,
    Ainda assim, o gestual é tão concreto,
    Que o protagonista,
    Turbada a consciência,
    Sai em disparada
    Louca de dor!
    A natureza
    Mãe terra
    Abundante em gestos
    Sem observância
    Dos incautos predadores.
    Analfabetos do abc  ilhano.
    A relação entre os povos
    De todos os rincões.
    O grande propósito,
    Lhaneza incontestável
    Quando da divisão
    Da tribo de Judá.
    A universalidade dos matizes
    Sem distinção de cor.
    A aurora boreal
    Difundindo a beleza
    Incontestável
    Com todo esplendor.
    Mãos abertas
    Em sinal de abundância
    Eivadas de amor!
    Belo Horizonte, 19 de agosto de 2015- Atalir Ávila de Souza.
    Atalir Ávila
     
  • 22 ago

    Recomendação de Leitura: A riqueza de poucos beneficia todos nós? Zygmunt Bauman 

    ARiquezaDePoucosBeneficiaTodosNos“Bauman como sempre surpreendente! Recomendo a leitura para refletir a respeito da crise do sistema capitalista. Seria uma grande ilusão pensarmos que o crescimento econômico beneficiaria a todos nós. Estamos entorpecidos e anestesiados por crenças errôneas que comprometem a democracia. O crescimento econômico aumenta o fosso existente entre os super ricos e pobres e pioram as condições de vida nos afastando cada vez mais do estado ilusório de bem estar. Por outro lado, também seria uma grande ilusão condicionarmos a atual realidade na desesperança de um mundo melhor. A esperança está na mudança da mentalidade individual e no realinhamento de valores morais em praticas cotidianas diárias. Eis a grande aposta para o século XXI”. Professora Vivian Blaso, editora do Blog Conversa Sustentável.

     
  • 18 ago

    A ÉTICA DA RELIGAÇÃO 

    “Se a crise ecológica é uma expressão ou uma manifestação externa da crise ética, cultural e espiritual da modernidade, não podemos iludir-nos de sanar a nossa relação com a natureza e o meio ambiente, sem curar todas as relações humanas fundamentais”.

    No processo de Life Coaching a aproximação com a essência humana se torna a via regeneradora da vida abrindo novos caminhos e direcionamentos. O trecho que destaquei da encíclica de Francisco aposta na cura das relações fundamentais para a saída da crise ecológica. É a aposta na Ética da religação individuo/especie/sociedade proposta por Edgar Morin. Cada passo na direção do autoconhecimento é uma aproximação com o nosso sentido de existência humana no planeta.

    Mas afinal o que é Coaching?

    É um processo conduzido por um profissional qualificado, geralmente com certificação e habilitação profissional visando identificar o estado atual de seu cliente auxiliando a caminhar junto com ele até um estado desejado. Este processo pode ser realizado em diversos momentos da sua vida pessoal e profissional. A partir de uma metodologia específica o processo de coaching permite o alinhamento e equilíbrio pessoal e profissional. Coaching não é auto ajuda e não é terapia, é uma metodologia processual que requer envolvimento e reciprocidade. Durante o processo crenças e valores são questionados. Muitas vezes, adotamos comportamentos que acabam nos afastando da nossa essência e até mesmo do nosso sentido de existência.  Estamos vivendo uma sociedade 24/7 ( 24horas por dia durante os sete dias da semana) e com isso, acabamos deixando de lado prazeres, criações, momentos de ócio, contato com a natureza e com isso ficamos entorpecidos por prazeres que nos condicionam a ter e não a ser. Só vamos construir uma nova sociedade se apostarmos na ética da religação que propõem a Ecologia Integral como a via regeneradora das ideias e novas ideias poderão nos levar a outra condição: aquela que nos devolva direitos universais como proposta na declaração universal dos direitos humanos de 1948.

     

    Recomendação de leitura: Edgar  Morin. O método 6: ética. Trad. Juremir Machado Silva. 5. ed. Porto Alegre: Sulina, 2005.

    Declaração Universal:  http://unesdoc.unesco.org/images/0013/001394/139423por.pdf

    ProfessoraVivian Blaso: Life Coach com certificação internacional pela SLAC Coaching. Relações Públicas, Doutoranda e Mestre em Ciências Sociais (Antropologia) – PUC SP; Especialista em Gestão Responsável para Sustentabilidade – FDC – Fundação Dom Cabral e Diretora da Agência Conversa Sustentável. Professora na FAAP – Fundação Armando Álvares Penteado e Universidade Presbiteriana Mackenzie. Blogueira em Sustentabilidade. Pesquisadora do Núcleo de Estudos da Complexidade na PUC SP.

    Pesquisa: Sustentabilidade e Complexidade: O impacto das tecnologias sustentáveis no estilo de vida contemporâneo.

    Curriculo Lattes

    Email: vivianblaso@uol.com.br

     
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