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  • 6 nov

    O papel da comunicação e das artes para o futuro das cidades 

    O artigo foi publicado no portal Gazeta do Povo 19/09/2017

    Artigo – O papel da comunicação e das artes para o futuro das cidades 

    A praça lotada, a rua animada, o mercado, parques, bares, cafés representam espaços multifuncionais, onde estamos sempre dispostos a encontrar e participar

    Fred Kendi/Gazeta do Povo

    O papel dos artistas, inventores e de todos aqueles que trabalham com a construção de memórias e comunicações é o legado na construção de narrativas, da contação de histórias, do patrimônio histórico e cultural. São as manifestações artísticas de toda natureza que levam a informação às pessoas que estão à procura das referências materiais, imagéticas e simbólicas na construção dos repertórios para conhecermos e convivermos nas cidades.

    Quando visitamos as pinacotecas, o que somos capazes de escutar? Qual história aquele espaço é capaz de nos contar? Quando nos alimentamos com a comida local, os pratos típicos da região, da cidade, do bairro e das famílias, qual história fomos capazes de ouvir, ver e sentir? As relações afetivas vão se delineando a partir das percepções, das sensações das emoções porque o espaço, o ambiente foi absorvido pelo nosso cérebro. Por isso, mais que os souvenires que trazemos na mala como lembranças, ou os tíquetes dos museus que visitamos, ou o ingresso de algum espetáculo que colamos em nossos diários, o que todos nós estamos fazendo e não nos damos conta é “viver as cidades”.

    É preciso também compreendermos quais são as nossas responsabilidades e papéis que desenvolvemos nas cidades. O primeiro é o registro de nascimento: documento civil que nos denomina e nos dá um local de nascimento, quem são nossos pais. Neste dia já passamos a exercer o nosso primeiro papel na cidade: o de cidadãos. Como tais, temos um conjunto de direitos e deveres. Mas para o pleno exercício da cidadania devemos desenvolver a capacidade de cuidar não só do espaço comum, mas uns dos outros. O cuidar das relações entre as pessoas, cuidar do nosso patrimônio histórico cultural, cuidar da nossa cidade, do nosso lar, do nosso planeta.

    Precisamos reviver as praças, espaços multifuncionais

    Os espaços dedicados às artes são espaços que nos proporcionam afetividades, sociabilidades, trocas. “Cidades Afetivas” é um manifesto na direção da política do bem viver, na direção de uma vida mais comunitária, solidaria. É aposta na via convivialista, sem ser utópico, mas na esperança de uma cidade mais democrática, aberta e solidária. Significa abraçarmos a nossa condição humana de sujeitos cientes, mas que também somos imperfeitos, individualistas, consumistas e predadores do planeta. Mas por sermos cientes sabemos que é preciso romper essas fronteiras para construirmos uma nova política que procure refundar a ética e nos religue com os outros e com o cosmos. Se não trilharmos um caminho por cidades mais afetivas e humanas, as cidades, seus espaços e as pessoas estarão rumando ao abismo. Basta vermos os países fechando as fronteiras para os imigrantes e refugiados.

    Zygmunt Bauman, falecido recentemente, afirmou, em seu livro Ensaio sobre o Conceito de Cultura, que “dominar a cultura significa dominar uma matriz de permutações possíveis, um conjunto jamais implementado de modo definitivo e sempre inconcluso – não uma coletânea finita de significações, é a arte de reconhecer seus portadores. Convite a constante mudança”. No Manifesto Convivialista, Edgard Morin ressalta a importância da metamorfose aposta nessa ideia: a afetividade presente no resgate das relações comunitárias. Um novo caminho sereno entre crescimento e decrescimento simultaneamente.

    Imersas em concreto, as cidades formam espaços opressores ao nosso espírito e produzem grande instabilidade social e emocional, por conta de muitos espaços monofuncionais, como os shopping centers, e do uso do automóvel. Agora precisamos reviver as praças, espaços multifuncionais. Um bom exemplo são os processos de requalificação de áreas degradadas para outros usos, o que já acontece em várias cidades do mundo, como Barcelona e Buenos Aires; o que acontece aos domingos na Avenida Paulista, em São Paulo, que é fechada para possibilitar novas formas de convivência com o espaço; e em Colônia del Sacramento, no Uruguai, que tem espaços para a prática do slow food, movimento que ganhou notoriedade no norte da Itália e hoje é uma das saídas estratégicas apontadas pela União Europeia para vencer a crise.

    Hortas urbanas comunitárias, passeios a pé para apreciar o grafite (como proposto pelo coletivo Expressão Urbana SP), o projeto Senta Aqui e Conversa Comigo (uma ação social para promover encontros de pessoas em espaços públicos), batalhas cosplay no Parque Villa Lobos vão delineando cada vez mais os espaços para os afetos. A praça lotada, a rua animada, o mercado, parques, bares, cafés representam espaços multifuncionais, onde estamos sempre dispostos a encontrar e participar.

    Ressignificar o espaço das cidades é fundamental para a sociedades que virão, principalmente porque será a primeira geração de pessoas que só viveu com a vida mediada pela tela dos smartphones. Os mais velhos serão como mentores dessas gerações, porque os jovens terão de aprender a falar, ouvir, comunicar e sentir. Se na história dos povos indígenas a sapiência foi transmitida pela oralidade, é de lá que vamos ter de buscar inspirações para falar, contar histórias, viver mitos que possam dar sentido a essa nova vida. Nem todos entenderão, nem as cidades serão transformadas em sua totalidade, mas teremos espaços para pessoas que buscam o que vem do coração: um resgate antropoético do existir. Essas pessoas devolverão às cidades seu espaço: o local da festa, do encontro, o espaço para os afetos.

    “Cidades Afetivas” é uma via imaginaria poética porque os afetos só podem ser construídos e sentidos no coração. É a aposta que os artistas são os anunciadores do futuro porque as artes são instrumentos de religação dos afetos nas cidades do futuro e da cidadania do presente.

    Vivian Blaso, autora de “Cidades em Tempos Sombrios. Barbárie ou Civilização”, é sócia na Conversa Sustentável, idealizadora do Cidades Afetivas e professora na Faap, Mackenzie e FGV.
     
  • 13 abr

    “Por cidades mais afetivas e humanas” será apresencapa inteiratada durante o Alas – XXXI Congreso Asociación Latinoamericana de Sociología  nos dia 3 – 8 de diciembre de 2017, Montevideo, Uruguay.

    A proposta foi idealizada pelos pesquisadores Sydney Cincotto Junior e Vivian Blaso  do Complexus – Núcleo de Estudos da Complexidade na PUC/SP.

    “Por cidades mais afetivas e humanas” investe na política do bem viver, na direção de uma vida mais democrática, pública, aberta e solidária, em sintonia com a realidade do mundo que não comporta mais as tormentas do crescimento e do lucro obtidos das relações entre capital e trabalho, nem tampouco suporta a ideologia do sujeito empreendedor de si – comandada por uma subjetividade neoliberal, que valoriza o individualismo, o consumismo, a meritocracia e a privatização da vida. Sem ignorar ou negar a realidade dos conflitos inerentes às relações e aos contextos sócio-político-econômicos nos quais estão inseridos, uma cidade afetiva aposta no resgate das relações comunitárias e na arte de viver juntos, que possibilitam aos humanos cuidar uns dos outros, do meio em que vivem, da natureza e, por extensão, de todo planeta.

    Sobre os autores:

    Sydney Cincotto Junior, Doutorando na PUC/SP – Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Professor no Centro Universitário Motta

    Ph.D. Vivian Aparecida Blaso Souza Soares César – Professora: Universidade Presbiteriana Mackenzie, Fundação Armando Álvares Penteado e FGVEAESP. Pesquisadora no Complexus – Núcleo de Estudos da Complexidade, PUC/SP, Sócia na Conversa Sustentável.

    Informações para imprensa:

    contato@conversasustentavel.com.br

     

     

     
  • 4 mar

    Responsabilidade Social Empresarial e Sustentabilidade: Reflexões Teóricas e Algumas Práticas no Nordeste Brasileiro 

    Capítulo de livro publicado em 2016 disponível para leitura no link:

    https://issuu.imagescom/eduern/docs/responsabilidade_social_empresarial

    Dados da Publicação:

    ISBN 978-85-7621-095-5                                                                                                               “Responsabilidade Social Empresarial: reflexões teóricas e algumas práticas no nordeste brasileiro”

    Capítulo: “A EVOLUÇÃO DO CONCEITO DE SUSTENTABILIDADE ? DA CONFERÊNCIA ESTOCOLMO 72 À RIO+ 20”

    Autora: Vivian Aparecida Blaso Souza Soares César

     
  • 15 out

    EDUCAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE: UMA QUESTÃO FUNDAMENTAL? 

     
  • 14 out

    Confira o capítulo: Responsabilidade social: ecologizar ideias e ações para as vias transformadoras do futuro da humanidade. Autores: Vivian Aparecida Blaso Souza Soares Cesar e Sydney Cincotto Junior. Página: 132 

     
  • 8 ago

    Livro: Ciência e Tecnologia como vetores para a Sustentabilidade 

     
  • 22 jan

    Comentário do Professor João Salvador Furtado sobre o artigo que publiquei ontem 

    "É parte da vida de uma sociedade de desiguais onde todos querem ser iguais e acabam sendo separados por diferenças. Aproveito o frete e mando-lhe minha visão de biólogo.
    abs,Furtado


    Título: Movimento e inteligência de massa (swarming).
    Fronteira crítica para sustentabilidade das organizações
    humanas

     
  • 11 out

    Não é só a embalagem que deve ser sustentável. A estratégia também precisa ser 

    Marcus Nakagawa* 
    Hoje em dia o tema sustentabilidade pode ser observado em todos os lugares: na televisão, nos jornais, nos anúncios, nos desenhos animados, nos filmes, nas camisetas, nas marcas das empresas, entre tantos outros lugares. Nas mídias sociais e redes, por exemplo, vemos muitos “posts” com animais sofrendo e com tema social de todo o mundo. Ainda constata-se que a maioria dos bancos brasileiros torna-se mais verdes, assim como grande parte das empresas de cosméticos avaliando seus fornecedores com base nesse parâmetro. A indústria automobilística e a logística pensam na emissão de CO2, as indústrias eletroeletrônicas desenvolvem a reciclagem, as empresas extratoras de minérios e derivados da natureza estudam seu legado na região, enfim, diversas ações estão sendo feitas em busca de um objetivo maior e comum. Com este conceito sendo colocado diariamente em pauta, existe a questão da complexidade do tema e como as empresas inserem a sustentabilidade nas suas atividades e processos, produtos e embalagens. Na pesquisa “Comunicação e sustentabilidade: O que a sua organização pensa e faz nesta área?” realizada com as 25 grandes empresas do CEBDS (Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável), 90% comentou que possui a sustentabilidade incorporada na estratégia de negócios. Já de acordo com pesquisa divulgada pela Accenture e United Nations Global Compact, 93% dos 776 CEOs entrevistados acham que a sustentabilidade será fundamental para o futuro das empresas. Entretanto, a questão colocada é exatamente o que se entende por colocar a sustentabilidade na estratégia de negócios da empresa? Com certeza não é somente ter uma embalagem reciclável ou com partes recicladas, mas sim um programa ou alguns processos de desenvolvimento sustentável em sinergia com os seus produtos, embalagens e serviços. Não estamos considerando somente a bela frase de missão, visão, valores e objetivos da organização, e sim de quais produtos e serviços vêm o faturamento e lucro destas empresas. E quando a empresa, no Brasil, faz um contrato social e posteriormente define quais serão as formas de faturamento e lucratividade, isto passará necessariamente por um produto ou um serviço à sociedade como um todo. Dessa forma, seja este produto ou serviço qual for, na sequência haverá a sua produção em massa, distribuição, venda e coleta (take back and recycling), e é justamente nestes pontos processuais que elas devem se adequar a normas, regras, legislações, certificações etc. Diante disso, a questão da inserção da sustentabilidade na estratégia e nos negócios da empresa está sendo bastante discutida, e implementada em parte das corporações brasileiras, porém não na sua maioria nem de forma orgânica, e isso se agrava ao considerarmos também as pequenas e médias empresas. Sendo assim as embalagens, produtos e serviços mais sustentáveis, somados aos processos, práticas, ações, indicadores e planos têm que estar intimamente ligados à estratégia das empresas. Isso realmente é inserir a sustentabilidade na estratégia de negócios, não somente uma maquiagem verde nos produtos e serviços. Agora estas oportunidades estão mais próximas do Brasil, pois sua situação econômica e social está cada vez melhor e todos os focos de investimentos se voltam também para este país dos mercados emergentes. Temos que mostrar o poderio criativo e inovador das empresas locais buscando uma real transformação cultural, social e focado no desenvolvimento sustentável. 

    *Marcus Nakagawa é sócio-diretor da iSetor- gestão integrada; professor da ESPM; criador e presidente da Abraps – Associação Brasileira dos Profissionais de Sustentabilidade e palestrante sobre sustentabilidade.

     
  • 3 set

    Grupo Boticário treina fornecedores e colaboradores sobre iniciativas do Programa Brasileiro GHG Protocol 

    Ferramenta, utilizada para a elaboração de inventários de gases de efeito estufa, auxilia na identificação de riscos e oportunidades para lidar com a nova realidade de escassez de recursos naturais e incertezas relacionadas a eventos climáticos
    Preocupado com os impactos sociais, ambientais e econômicos de suas operações e visando estimular a cultura corporativa para a elaboração e publicação de inventários de emissões de gases do efeito estufa, o Grupo Boticário treina colaboradores de suas transportadoras e de áreas internas como Logística; Sustentabilidade; Segurança, Meio Ambiente e Serviços, sobre a metodologia do Programa Brasileiro GHG Protocol, uma ferramenta utilizada para entender, qualificar e gerenciar emissões de gases de efeito estufa (GEE). O encontro será realizado nos dias 04 e 05 de setembro, na sede da FGV, em São Paulo.
    “O transporte dos produtos é uma das atividades mais significativas em relação à emissão de GEE dentro do Grupo Boticário. Por isso, o intuito do encontro é engajar as transportadoras que fornecem este serviço para a organização, em iniciativas relacionadas aos riscos climáticos, além de promover uma economia de baixo carbono no país”, afirma o diretor industrial do Grupo Boticário, Silvio La Rocca. Baixo carbono, nessa área, lembra La Rocca, significa inovar em processos logísticos e soluções tecnológicas que resultam em menor impacto sobre o clima do planeta, com destaque para a busca de eficiência e alternativas energéticas para combustíveis, redução de emissões de GEE e gestão em sustentabilidade.
    O treinamento será realizado pela equipe técnica do Centro de Estudos em Sustentabilidade da FGV e serão abordados nove subtemas, entre eles: introdução à ciência do clima; a iniciativa GHG Protocol e o Programa Brasileiro GHG Protocol; princípios de contabilização e relato; limites organizacionais e operacionais; cálculo de emissões de GEE; definição e recálculo de ano base; elaboração e publicação de inventário; verificação de inventários e gestão das emissões de GEE.
    Informações à Imprensa – Grupo Boticário
    Brodeur Assessoria de Comunicação
    Atendimento Institucional: Aline Brandi
    aline.brandi@brodeur.com.br – fone: (11) 3330-3841
    Coordenação: Thais Szpigel

    thais.szpigel@inpresspni.com.br – fone (11) 3323-1582
     
  • 3 set

    Livro Ciência e Tecnologias como Vetores para Sustentabilidade está no ar! 

    Download gratuito!

    http://www.ciis.com.br/livro/cienciaetecnologia.epub

     
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