Atualizações de janeiro 2015 Ativar/desativar aninhamento de comentários | Teclas de atalho

  • 26 jan

    Recomendação de leitura: Rascunho de Família de João Anzanello Carroscoza 

    Tenho  muita admira487760_rascunho-de-familia-677459_L1ção por João Anzanello Carrascoza. Ele acaba de lançar o livro Rascunho de Família, uma história de um casal e de seu cotidiano no lixão. São personagens invisíveis aos nossos olhos, porém reais. O livro faz parte da Coleção Sonho Verde uma coletânea literária para incentivar crianças e adultos com as questões éticas e ecológicas. Carrascoza trabalha muito bem a compexidade da vida cotidiana.

    Na sexta feira passada fui assistir uma peça de teatro inspirada na obra “Aquela água toda”, um livro que reúne 11 contos com ilustrações de Leyla Brander. A peça está em cartaz até  1 de Março

    Sessões: Sextas, Sábados e Domingos às 20h

    Casa Laboratório das Artes para o Teatro /Rua Conselheiro Brotero, 182 (Barra Funda) Telefone: (11) 3661 0068

     
  • 21 jan

    Estamos sem água, e parece que vamos ficar sem luz. E agora? 

    “O decrescimento é uma proposta alternativa para a política pós-desenvolvimento. Sua meta é uma sociedade em que se viverá melhor trabalhando e consumindo menos.” Serge Latouche

    Diante do cenário policrísico que atravessamos, não enxergo neste momento outra saída para o capitalismo a não ser o decrescimento sereno. Já estamos vivendo uma era de incertezas e escassez que nos obriga a repensar a maneira como vivemos. Em São Paulo, onde resido atualmente, sentimos na pele o calor excessivo, a falta de água com o rodízio velado em bairros da periferia e falta de energia elétrica, resultado das mudanças climáticas que são ocasionadas pela sociedade dos excessos.
    Em maio de 2014, o professor José Goldemberg já alertava sobre a falta de energia elétrica no Brasil: “Corremos o risco de apagões elétricos e isso é evidente, só o ministro da energia não vê isso… ou está tentando empurrar o problema para o ano que vem baixando a tarifa de energia”. O professor ainda fez um alerta sobre a pane nos sistemas das hidroelétricas e comentou que as termoelétricas, naquela época, já operavam acima da capacidade. E agora?
    Segundo o relatório “Mudando a atmosfera: Antropologia e Mudança climática”, disponível no site da American Anthropological Association, psicólogos consideram que os mecanismos cognitivos e emocionais influenciam a percepção, e isso já havia sido anunciado por Edgar Morin e Frijot Capra, devido à crise de percepção em função da visão mecanicista da vida e da incapacidade de a ciência enxergar a vida como sistemas. A questão em jogo é que a falta e o excesso de informações levaram a sociedade científica e os tomadores de decisões globais a diferentes interpretações sobre o fenômeno das mudanças climáticas. O resultado desastroso é que ainda hoje existem certos grupos que acreditam que os estudos sobre as mudanças climáticas são exagerados ou mesmo que o fenômeno não existe. Isso acontece por alguns motivos: o nosso imprinting cultural, a normatização excessiva, a visão de mundo ocidentalizada, que analisa as crises apenas sob os aspectos econômicos, reflexo da visão fragmentada entre natureza e cultura. Por isso, é tão difícil abandonarmos certos padrões mentais e comportamentos repetitivos e até mesmo perversos – pessoa que persiste no erro, teimosa, que ignora as evidências, que se desvia do certo e do verdadeiro.
    É o efeito recursivo de como agimos. Isso se espelha na sociedade e talvez seja por isso que não consigamos alcançar padrões de comportamentos que nos levem à sustentabilidade.
    Não encaro o consumo como o único vilão dessa história, mas a arrogância e os modos de vida desde a modernidade, que separou natureza e cultura e atribuiu ao homem o falso poder de controlar a vida e os fenômenos da natureza. Somos frutos da artificialidade que nós mesmos criamos, e isso é fácil de entender: basta acessarmos o Facebook e nos depararmos com as mentiras que contamos sobre nós mesmos. Mesmo assim, como sou esperançosa, acredito que muitas bifurcações nos levarão às regenerações e metamorfoses múltiplas e simultâneas, que nos colocarão novamente em reconexão com a tríade perdida indivíduo-espécie-sociedade e nos trarão um novo modo de vida em que nossos valores serão revitalizados, recontextualizados e reeditados para o bem da era planetária. É preciso ecologizarmos as ideias. Ecologizar significa reaprender a pensar!

    VIVIAN APARECIDA BLASO SOUZA SOARES CESAR – Docente na FAAP – Fundação Armando Álvares Penteado. Doutoranda e Mestre em Ciências Sociais.  Pesquisadora do Complexus Núcleo na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo – PUC/SP. Relações Públicas. Especialista em Sustentabilidade. Diretora da Agência Conversa Sustentável. Autora do Blog: Conversa Sustentável. E-mail:  vivianblaso@uol.com.br

     
  • 20 jan

    Crise no sistema de abastecimento de energia já havia sido anunciada 

    Em maio de 2014 o Professor José Goldemberg já alertava sobre a falta de energia elétrica no Brasil. “Corremos o risco de apagões elétricos e isso é evidente, só o ministro da energia não vê isso… ou está tentando empurrar o problema para o ano que vem baixando a tarifa de energia”

    Exatamente como previsto por Goldemberg essa crise já havia sido anunciada. O professor, ainda fez o alerta sobre a pane nos sistemas das hidroelétricas e comentou que as termoelétricas naquela época, já operavam acima da capacidade. E agora?

    Entrevista completa:  ENTREVISTA COM JOSÉ GOLDEMBERG

     
  • 19 jan

    Recomendação de Leitura: Pequeno tratado do decrescimento sereno 

    7045049GGO decrescimento é uma proposta alternativa para a política pós-desenvolvimento. Sua meta é uma sociedade em que se viverá melhor trabalhando e consumindo menos. Serge Latouche.

    Estou lendo este livro de Serge Latouche e diante o cenário policrísico que atravessamos, não enxergo neste momento outra saída para o capitalismo que o decrescimento sereno. Já estamos vivendo uma era de incertezas e escassez que nos obriga a repensarmos a maneira como vivemos. Em São Paulo, onde resido atualmente, sentimos na pele o calor excessivo, a falta de água com o rodízio velado em bairros da periferia, e falta de energia eletrética, resultados das mudanças climáticas que são ocasionadas pela sociedade dos excessos.Não encaro o consumo como vilão dessa história, mas a arrogância, e os modos de vida desde de a modernidade que separou natureza e cultura e atribuiu ao homem o falso poder de controlar a vida e os fenômenos da natureza. Somos frutos da artificialidade que nós mesmos criamos e isso é fácil de entender: basta acessarmos o facebook e nos depararmos com as mentiras que contamos sobre nós mesmos. Mesmo assim, como sou esperançosa, acredito que muitas bifurcações nos levarão às regenerações e metamorfoses múltiplas e simultâneas que nos colocarão novamente em reconexão com a tríade perdida indivíduo-espécie-sociedade e nos tratará um novo modo de vida onde nossos valores serão revitalizados, recontextualizados e reeditados para o bem da era planetária. Professora, Vivian Blaso – Doutoranda e Mestre em Ciências Sociais, editora do Blog Conversa Sustentável.

     
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