Atualizações de janeiro 2014 Ativar/desativar aninhamento de comentários | Teclas de atalho

  • 31 jan

    Empreendedorismo na economia verde 

    *Professor Marcus Nakagawa

    Você já se imaginou trabalhando para um negócio que fará parte da próxima tendência econômica? Já pensou em um empreendimento que esteja dentro de um dos seis setores mais promissores, sendo que o seu mercado triplicará até 2020 atingindo 2,2 trilhões de dólares, de acordo com a ONU? Pois bem, esta é a economia verde, uma iniciativa que foi lançada pelo PNUMA – Programa das Nações Unidas pelo Meio Ambiente, em 2008, que visa mobilizar e reorientar a economia para investimentos em tecnologias verdes e infraestrutura natural. Este movimento possui apoio de economistas e tem as seguintes estratégias: valorizar e divulgar os serviços ambientalmente corretos para consumidores; gerar de empregos no marco dos empregos; definir políticas nesse sentido; desenvolver instrumentos e indicativos do mercado capazes de acelerar a transição para uma economia verde.
    Um dos setores que foi colocado na economia verde é a agricultura. Para este setor existe uma expectativa que o mercado mundial dos produtos alimentícios e de bebidas orgânicas duplique até 2015, chegando a 105 bilhões de dólares. Por exemplo, quando o famoso chá mate Leão, que agora é uma das marcas de bebidas não gaseificadas da Coca-Cola, resolve ter uma linha orgânica é que a tendência está se massificando.
    Outro setor é das energias renováveis com os biocombustíveis, energia eólica, solar fotovoltaica, entre outros. Esta área começa a aparecer também no nosso país, não só pelo biocombustível da nossa cana de açúcar, mas também as paisagens que já veem sendo modificadas pelos grandes cataventos no nordeste e em outras regiões do país. Além disso, feiras como a Enersolar +Brasil 2013, que aconteceu em julho, em São Paulo, ganha maior visibilidade e, cada ano, mais expositores e visitantes.
    Em um outro setor desta economia está o turismo, principalmente o ecoturismo, que está crescendo muito no país, com agência especializadas e pacotes específicos para a grande massa. De acordo com a Organização Mundial do Turismo, enquanto o turismo cresce 7,5% ao ano, o ecoturismo supera os 20%.
    A pesca certificada e a aquicultura também estão sob os holofotes,  com uma captura anual de 18 milhões de toneladas de peixes e frutos do mar, ou seja, cerca de 17% da pesca internacional.
    O setor florestal não poderia deixar de estar nesta economia, fundamentalmente quando falamos em florestas certificadas e com processos que estejam dentro dos parâmetros mundiais de manejo.
    E, por último, a indústria e suas práticas de sustentabilidade para garantir os negócios dentro das cadeias de fornecimento internacional. Neste sentido, pode-se observar o aumento de empresas certificadas com a ISO 14.001 referente ao respeito ao meio ambiente. Além do aumento de consultores e o mercado em torno deste tema.
    Portanto, existe uma nova economia para aquele empreendedor que quer juntar algumas crenças e valores ambientais com o tipo de negócio que desenvolverá. E ele será o empreendedor da economia verde, que crescerá ainda mais e passará a fazer parte da vida das próximas gerações.
    *Marcus Nakagawa é sócio-diretor da iSetor, professor da ESPM, presidente do conselho deliberativo e idealizador da Abraps – Associação Brasileira dos Profissionais de Sustentabilidade e palestrante sobre estilo de vida sustentável, sustentabilidade e responsabilidade social (marcus@isetor.com.br).

     
  • 29 jan

    Fique por dentro das mudanças sobre o Relatório de Sustentabilidade 


    G4: nova forma de checar o relatório

    Se, antes, os relatos recebiam qualificações do nível de aplicação (A,B e C), que eram concedidas com base na quantidade e tipo de indicadores relatados, a partir de agora, o único selo será o “Materiality matters”, isto é, a “Materialidade importa”, que poderá ser aplicado na capa ou contracapa do relatório aprovado pela GRI.

    Dentre as muitas mudanças trazidas pela nova versão das diretrizes Global Reporting Initiative (GRI), a G4, uma das mais radicais está na forma como a GRI passa checar e validar os  relatórios de sustentabilidade conduzidos de acordo com a metodologia. 

     
  • 28 jan

    Participe do grupo de Professores nas áreas de Consumo, Responsabilidade Social e Sustentabilidade 

    Olá pessoal,

    Criamos um grupo de Professores  no FACE nas áreas de Consumo, Responsabilidade Social e Sustentabilidade. Faça parte e fique por dentro das vagas e oportunidades para docentes e pesquisadores.
    O grupo é aberto e foi criado com objetivo de compartilhar oportunidades nas áreas de Consumo, Responsabilidade Social Corporativa e Sustentabilidade. 
    Vamos divulgar: Eventos, Pesquisas e Trabalhos Científicos e Oportunidades para Docentes.

    Acesse e participe: https://www.facebook.com/groups/654342117966514/

    Abraços,

    Vivian Blaso

     
  • 27 jan

    Mundo pode ter um ‘Brasil’ em terras degradadas

     
  • 27 jan

    Sustainable Organization Library (SOL) 

    “Sustainability is one of the key issues for the 21st century, and this is an exceptional collection that will be of great value to business schools and companies all over the world.”
    Eric Cornuel, CEO & Director General, EFMD, Belgium

    The Sustainable Organization Library (SOL) is an online library of around 8000 book chapters, case studies and research papers drawn from nearly 600 books and journal issues, focused on sustainability and social responsibility. Each item is individually tagged with its own metadata, and can be searched and found very easily.
    SOL is the world’s leading collection on sustainability and social responsibility. It supports research, teaching, practice and policy-making.
    SOL draws from a number of partner publishers including Greenleaf Publishing, Oxfam, EFMD, AMACOM, Practical Action Publishing, Cambridge Scholars Publishing, Peter Lang and Access Press. Please see our Partner Pages for further information.
    The pages below show a browseable list of titles on SOL. The Search button above gives access to all items quickly and easily. The Browse SOL button brings you back to this landing page.
    SOL operates under the Chest agreement from Eduserv in the UK and Ireland, and worldwide with bodies including PRME, EFMD, AACSB, ABIS and GRLI.
    SOL is available to own outright or to rent on an annual basis.

    For more information about SOL, contact sales@gseresearch.com

     
  • 22 jan

    Comentário do Professor João Salvador Furtado sobre o artigo que publiquei ontem 

    "É parte da vida de uma sociedade de desiguais onde todos querem ser iguais e acabam sendo separados por diferenças. Aproveito o frete e mando-lhe minha visão de biólogo.
    abs,Furtado


    Título: Movimento e inteligência de massa (swarming).
    Fronteira crítica para sustentabilidade das organizações
    humanas

     
  • 21 jan

    Diversão e Arte? Não, Rolezinho 

    Professora Vivian Ap. Blaso S. S. César, Doutoranda e Mestre em Ciências Sociais Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, Diretora da Agência de Relações Públicas Conversa Sustentável e  autora do Blog Conversa Sustentável. 

     A partir dos anos 90 até os dias de hoje, São Paulo passou por períodos de grandes mudanças, pois na região metropolitana houve uma desconcentração das atividades industriais e uma reestruturação das atividades terciárias, consequência da globalização. 
    A metrópole transformou-se e ficou conhecida como capital dos serviços. Com isso, a segregação espacial tornou-se evidente, e os processos de favelização e o adensamento das populações de baixa renda concentraram-se nas periferias da cidade. 
    Vamos destacar alguns fatores que foram responsáveis pela mudança do perfil da cidade, articulados ao setor imobiliário, que é considerado um dos agentes indutores dos processos de concepção e transformações das cidades:
    • A competitividade do setor na construção civil e o “esgotamento do modelo de financiamento à produção” – as construtoras e incorporadoras passaram a ser agentes de financiamento aos consumidores;
    • Abertura econômica e reorganização da economia em bloco;
    • Mudança nas relações entre capital e trabalho;
    • Mudanças no ambiente competitivo global;
    • Mudanças no perfil do consumidor brasileiro;
    • Novas formas de financiamento estavam ligadas às necessidades de retorno e margens adequadas para assegurar a atratividade do mercado;
    • Novos parâmetros de projeto e execução das obras – o Estado também passou a ser agente financiador da construção civil;
    • Número elevado de competidores na produção – em função da concorrência os preços são impostos pela demanda;
    • Integração entre todos os agentes do setor.

    Nesse contexto, os shoppings centers foram concebidos para garantir às elites um local privilegiado para o consumo. Promessas de segurança, conforto, lazer, como explicado por Tereza Caldeira e ratificado por Zygmunt Bauman em seu livro Confiança e medo na cidade, mostram-nos como a relação centro/periferia provocou uma tensão que colocou a classe média em risco de acabar vítima de um processo que não conhece e de perder o “bem-estar” conquistado no decorrer das últimas décadas. 
    Essa dinâmica estrutural da ocupação das cidades e a forma como as cidades montam e desmontam seus espaços de elite, excluindo para as periferias as populações menos privilegiadas, acabam gerando conflitos e a segregação. 
    Os shoppings centers atendem à nova proposta estética de segurança para as cidades globais, pois elas pressupõem certa vigilância. Segundo Bauman, “as cidades contemporâneas são campos de batalha, nos quais os poderes  globais e os sentidos e identidades tenazmente locais se encontram, se confrontam e lutam tentando chegar a uma solução satisfatória ou pelo menos aceitável para esse conflito: um modo de convivência que espera-se possa equivaler a uma paz duradoura, mas em geral se revela antes um armistício, uma trégua útil para reparar as defesas abatidas e reorganizar as unidades de combate. É esse confronto geral, e não algum fator particular, que aciona e orienta a dinâmica da cidade na modernidade líquida – de todas as cidades, sem sobra de dúvida, embora não de todas elas no mesmo grau” (Bauman, p. 35, 2005).

    Os “rolezinhos” têm chamado a atenção da sociedade,  incomodado as elites tirado os dirigentes dos shoppings centers da zona de conforto, e o medo desse novo fenômeno na sociedade brasileira faz com que a polícia reaja com ações truculentas, violentas e opressoras.

    Jovens considerados da “periferia” ocupam os templos do consumo. Conectados em redes sociais, articulam-se e manifestam seus desejos, vontades e pensamentos sobre marcas, produtos e serviços. Talvez eles tenham encontrado nessas redes um dos espaços mais democráticos e de mobilização, que vem mediando as manifestações e a luta por garantia de direitos e fazendo renascer o desejo por mais cidadania. 

    Os jovens participantes dos “rolezinhos” também são consumidores. De acordo com o sociólogo e especialista em comportamento do consumidor Fábio Mariano Borges, “todos nós somos consumidores, mesmo quando não nos damos conta. Os diferentes papéis que desempenhamos na vida contemporânea nos colocam claramente como consumidores ou, então, como responsáveis por um tipo de consumo”. 

    Os jovens praticantes dos “rolezinhos” são estrangeiros? 

    “O estrangeiro é, por definição, alguém cuja ação é guiada por intenções que, no máximo, se pode tentar adivinhar, mas que ninguém jamais conhecerá com certeza. O estrangeiro é a variável desconhecida do cálculo das equações quando chega a hora de tomar decisões sobre o que fazer”  (Bauman, p. 37, 2005).

    Não, os praticantes dos ”rolezinhos” são os vizinhos que estão separados por muros.

    Refugiar-se em ilhas de segurança, como os condomínios fechados, é a prova de que nós consumidores estamos atendendo à demanda proposta para as novas cidades. 

    “A cidade sempre teve relações com a sociedade no seu conjunto, com sua composição e seu funcionamento, com seus elementos constituintes (campo e agricultura, poder ofensivo e defensivo, poderes políticos, Estados etc.), com sua história. Portanto, ela muda quando muda a sociedade no seu conjunto. Portanto, as transformações da cidade não são os resultados passivos da globalidade social, de suas modificações. A cidade depende também e não menos essencialmente das relações de imediatice, das relações diretas entre pessoas e grupos que compõem a sociedade (famílias, corpos organizados, profissões e corporações etc.); ela não se reduz mais à organização dessas relações imediatas e diretas, nem suas metamorfoses se reduzem às mudanças nessas relações” (Henri Lefebvre, 1999).

    Por isso, é necessário romper com a visão dualista entre centro e periferia e caminharmos na direção de um pensamento que religue esses polos, o jovem de elite e o jovem da periferia; as relações estão entrelaçadas, interconectadas e interdependentes e fazem parte de um mesmo fenômeno: “rolezinho”.

    Encerro esta reflexão com a letra da música Comida, da banda Titãs, para lembrar que a nova classe C no Brasil deseja todo tipo de consumo e inserção na vida em redes. Provavelmente, os jovens dos “rolezinhos” não querem só comida; eles também querem diversão e arte.    

    “A gente não quer só comida
    A gente quer bebida
    Diversão, balé
    A gente não quer só comida
    A gente quer a vida
    Como a vida quer”  
    Bibliografia 
    BAUMAN, Zygmunt. Confiança e medo na cidade. Trad.Eliana Aguiar. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2009.  
    LEFEBVRE, Henri. A revolução urbana. Trad. Sérgio Martins. Belo Horizonte:  Ed. UFMG, 1999.

     
  • 20 jan

    Dica – Cidadania, Consumo e Responsabilidade Social – Coheça o Buycott 

    Acesse http://buycott.com/about e confira essa iniciativa que ajuda os consumidores a se engajarem com causas que orientam e restringem o consumo. 


    Você pode baixar o aplicativo e começar a usar.
    Basta digitalizar  um código de barras com o app Buycott e vai procurá-lo no Banco de dados e tentar determinar quem é o responsavel. Buycott faz uma varredura e verifica se a marca se envolveu com alguma das campanhas que podem ser contra uso de animais em testes de laboratórios, escravidão infantil, responsabilidade social dentre outras. 


    Os usuários também podem criar campanhas e espalhar nas redes.
    Lembrando alguns conceitos importantes citados por Fátima Portilho Professora do CPDA (Programa de Pós-Graduação de Ciências Sociais em Desenvolvimento, Agricultura e Sociedade), da UFRRJ. Doutora em Ciências Sociais (UNICAMP), com Doutorado Sandwich na Oxford University.

    Boicotes as marcas: “Não compre para fazê-los modificar  suas formas de produção ou suas políticas”
    Buycotts:“compre produtos rotulados e de empresas responsáveis” (causumers)
     
  • 16 jan

    Recomendação de leitura – Comunicação Organizacional Verde 

    O livro nasceu com a proposta interdisciplinar de, através dos conhecimentos de Economia, Marketing e Comunicação, lançar as bases do crescimento sustentável por meio do conceito de Comunicação Organizacional Verde.  Não por acaso, o livro foi pensado por um economista, Emmanoel de Oliveira Boff, por um jornalista, Nemézio Clímico Amaral Filho, e por um publicitário, Eduardo Guerra Murad Ferreira, todos eles professores universitários que ministram disciplinas que fazem a interface entre suas áreas de formação e as questões ambientais. 





    Acesse o Blog: http://comunicacaoorganizacionalverde.blogspot.com.br/p/pagnias.html

     
  • 15 jan

    Apresentação da Agência de Comunicação Conversa Sustentável 

     
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