Atualizações de outubro 2012 Ativar/desativar aninhamento de comentários | Teclas de atalho

  • 30 out

    Palestra Gratuita – Facilities Design, Operacionalização e Desempenho de Empreendimentos 

     
  • 30 out

    3º FÓRUM NACIONAL GESTÃO PARA SUSTENTABILIDADE 

    Nos dias 04 e 05 de dezembro Brasília será palco de discussões sobre ferramentas e metodologias para promoção de ações de transformação na 3ª edição do Fórum Nacional Gestão para Sustentabilidade. O encontro tem como objetivo propor alternativas para alavancar resultados através da Sustentabilidade e estabelecimento de metas e indicadores para uma Gestão Organizacional Responsável.
    O Fórum receberá um dos professores mais renomados do país na área de Sustentabilidade, Cláudio Boechat, pesquisador do Núcleo Petrobras de Sustentabilidade da Fundação Dom Cabral; apresentando o Workshop “Como Gerenciar uma Organização para o Caminho da Sustentabilidade”.
    A programação do Fórum conta também com a exposição de Casos Práticos da SABESP, BANCO DO BRASIL, Prefeitura de São Paulo e PHILIPS, que irão expor quais os principais desafios para engajamento dos públicos interno e externo, planos e objetivos para conquistar o desenvolvimento sustentável, Agenda Ambiental na administração pública e parcerias colaborativas entre empresas.
    Para completar o evento, 6 experts foram convidados para apresentar palestras: Christel Scholten,  ex-superintendente de Sustentabilidade do Banco Real; Reinaldo Bulgarelli, coordenador de cursos de Sustentabilidade da FGV;  Marcio Reis, especialista em Gestão para Sustentabilidade do Instituto Ethos; Marcelo Torres, consultor em sustentabilidade para as áreas de negócios e produtos; Ana Maria Santos Neto, diretora do Departamento de Produção e Consumo Sustentáveis do Ministério do Meio Ambiente e Raimundo Soares, cocriador do Núcleo de Sustentabilidade da FDC.
    Confira a programação completa:
    Flávia Peixoto
    Assessoria de Comunicação 
     
  • 20 out

    “VIDA E PENSAMENTO DE UM CAMINHANTE” 

    EDIÇÕES SESC SP lançam coletânea de diários do pensador francês Edgar Morin

    Posso afirmar, entretanto, que é nos meus diários que dou o melhor de mim mesmo: são observações, reflexões, julgamentos nos quais me encanto ou me revolto, nos quais minhas qualidades literárias se expressam e desabrocham. (…) Ainda que eu seja percebido de maneira restrita como sociólogo e, por vezes, de maneira mais aberta, mas ainda classificadora e limitada, como “sociólogo filósofo”, sou antes de mais nada um ser humano que ama o que existe de maravilhoso na vida e tem horror ao que ela tem de cruel, um ser humano bastante comum enraizado nos séculos XX e XXI, que neles viveu e sofreu todos os grandes e pequenos problemas.
    Edgar Morin, Diários, prefácio à edição brasileira. Paris, Fevereiro de 2012.
    Teórico da complexidade, Edgar Morin pode ser considerado um dos principais nomes do pensamento ocidental que reúne em sua trajetória de vida um denso trabalho sistemático de pesquisa, de interpretação, criatividade e de experiências vividas que marcaram o século XX e XXI.
     A coleçãoDiários de Edgar Morin, composta pelos títulos Diário da Califórnia, Um ano sísifo e Chorar, amar, rir, compreender, será lançada em São Paulo, no dia 30 de outubro (terça-feira), 20h, no Sesc Pompeia (Teatro). O evento gratuito e aberto ao público, contará com a presença do autor. 
    Aos 91 anos de idade, o intelectual evoca pelas palavras e pela livre linguagem de diários as suas reflexões, memórias e experiências. Como aponta o Diretor Regional do Sesc São Paulo, Danilo Santos de Miranda, na apresentação de Chorar, amar, rir, compreender: “(…) em seus diários, (há) uma relação estreita e simples com o complexo, com a tessitura intrincada das relações humanas, discorrendo livremente sobre os dias e suas idiossincrasias, suas percepções sobre fatos políticos e econômicos no planeta juntamente com o corriqueiro viver.”.
      
    Na tênue espessura que não separa a vida da obra, mas a intensifica, encontra-se a figura do humanista Edgar Morin. “Meus diários não tem nada a ver com um diário literário, não visa minha “estatuificação” em poses nobres, mas minha “desestatuificação”, mostrando-me como uma pessoa comum que não esconde nenhuma de suas faltas e de seus erros.”, declara o pensador no prefácio brasileiro dos Diários.

    Diário da Califórnia
    Escrito no período em que Morin residiu na Califórnia, em 1969, a convite do Salk Institut (centro de pesquisas biológicas presidido por Jonas Salk, Prêmio Nobel de Biologia) onde conviveu com Jacques Monod – bioquímico e biólogo – e John Hunt – biólogo – dentre outros cientistas e pesquisadores que tinham como ponto comum desenvolver suas pesquisas e estudos com uma preocupação humanitária com o individuo e a sociedade.
    Em Diário da Califórnia, segundo Adauto Novaes, que assina a orelha da obra “(…) o que observamos neste livro é uma sutil influência do espírito sobre si mesmo, da própria obra teórica e científica de Morin e sobre a vida do autor. (…) Seguindo a tradição de Rousseau, Morin propõe uma nova descoberta da subjetividade como fonte infinita da afetividade”.
    Numa narrativa que mistura o rigor da teoria com divertidos acontecimentos, o autor foi buscar na Califórnia dos anos 1960/1970 elementos para dar corpo a suas ideias, desafiando com seu Diário os cânones estéticos e ideológicos que procuravam limitar a arte apenas à ficção.

    Um ano sísifo
    Com subtítulo Diário sobre o fim do século (1994), Um ano sísifo faz uma analogia com o mito de Sísifo, condenado pelos deuses a levar de volta, continuamente, uma grande pedra ao topo da montanha, depois de ter ela rolado pela enésima vez em direção ao vale. O pensador viu-se, nas palavras de apresentação do filósofo italiano Mauro Maldonato, que fez o texto de orelha desse Diário em “uma punição tremenda: recomeçar tudo, a cada vez, desde o começo. E de novo ainda. Até o infinito”.  
    Um ano sísifo na história de um planeta cujas esperanças caíram e onde tudo parece ter que começar do zero. Um ano sísifo na vida de um homem (o autor) onde todas as resoluções para reformar sua vida afundam e que deve partir do ponto zero.
    Esse diário caleidoscópico é ao mesmo tempo um espelho dos acontecimentos do mundo e o espelho daquele que os anota. Como o ponto singular de um holograma que traz em si o todo do qual ele faz parte, Edgar Morin viveu o ano sísifo de 1994.
    Compõem ainda Um ano sísifo, fatos marcantes e transformadores na história, narrativas sobre a sua vida cotidiana e de eventos públicos, momentos de ternura e melancolia profundos, impressões e perguntas sobre nosso tempo e o contínuo embate entre o “presente da hesitação e uma possibilidade de um futuro”. A resistência que consiste na recusa da automatização dos dias e da vida ecoa no grito de alerta de que não é necessário render-se ao mundo assim, tal como ele parece. 
    Chorar, amar, rir, compreender
    Em Chorar, amar, rir, compreender, o filósofo espanhol Emilio Roger Ciurana, que escreveu o texto de orelha, enfatiza que o autor olha o mundo, olha a vida e a vive. Trata-se de um olhar e um viver que são reflexos de sua enorme complexidade, universalidade e da concretude da condição humana. Mas não se trata de um simples anotar num diário os eventos que ocorrem no mundo e de acontecimentos na vida cotidiana. Morin vai além de Spinoza, que frente aos acontecimentos do mundo dizia não ter sentido alegrar-se, nem chorar, nem odiar, trata-se de compreender. Morin afirma-se na vida e afirma a vida: “(…) frente aos acontecimentos do mundo faz sentido chorar, amar, rir, compreender”.
    Trata-se, no cotidiano, de resistir á barbárie humana de uma época bárbara, cruel, devido à incapacidade generalizada de ver a vida e o mundo além da linearidade, da previsibilidade e fragmentação.
    A guerra dos Balcãs é um dos principais panos de fundo que ocupam muitas reflexões do texto, além da guerra étnica e o massacre em Ruanda, assuntos de saúde de sua mulher Edwiges com implicações do comportamento dos profissionais da medicina, da traição do amigo, fato que abalou profundamente o autor, viagens, conferencias, debates dentre outros.


     
  • 18 out

    SEMINÁRIO INTERNACIONAL SOBRE REMEDIAÇÃO E REVITALIZAÇÃO DE ÁREAS CONTAMINADAS 

    22 de Outubro – 23 de Outubro
    SEMINÁRIO INTERNACIONAL SOBRE REMEDIAÇÃO E REVITALIZAÇÃO DE ÁREAS CONTAMINADAS

    VIII edição

    Local: Centro Universitário Senac – Campus Santo Amaro
    Endereço: Rua Eng. Eusébio Stevaux, 823
    Horário: 22 e 23/10 das 8h às 18h
    Promotor: Instituto Ekos Brasil
    Link: http://www.ekosbrasil.org/seminario
    O Seminário de Remediação e Revitalização de Áreas Contaminadas é o mais importante e especializado evento na divulgação de conhecimentos técnicos e desenvolvimento de networking que envolvem a investigação, a gestão e a remediação de áreas contaminadas. No evento se reunirão conceituados especialistas do Brasil, America Latina, Europa e Estados Unidos, atuantes em consultorias, empresas industriais e órgãos ambientais estatais, para debater metodologias, apresentar casos reais nacionais e internacionais bem sucedidos e comparar abordagens de gestão dos passivos ambientais nos diversos países.
    No dia 23 de outubro durante o Seminário Ellen Blaso – Geografa Ambiental, Especialista em Gerenciamento de Áreas Contaminadas e Sócia da empresa Conversa Sustentável estará apresentando os resultados da pesquisa sobre o Mercado Imobiliário e as áreas Contaminadas em São Paulo.
      
     
  • 18 out

    Programa de Pós-Graduação em Ciências Ambientais da UFSCar é aprovado pela Capes 

    Com conceito 4, programa é ligado ao recém-criado Departamento de Ciências Ambientais e conta com docentes de diferentes departamentos da Universidade
    A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) divulgou, no último dia 3 de outubro, a aprovação dos cursos de Mestrado e Doutorado do Programa de Pós-Graduação em Ciências Ambientais (PPGCAm) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). Recomendada com nota 4, a proposição do novo programa é uma iniciativa dos docentes ligados ao Bacharelado em Gestão e Análise Ambiental e ao recém-criado Departamento de Ciências Ambientais (DCAm) do Centro de Ciências Biológicas e da Saúde (CCBS). Além do DCAm, também participam da proposta docentes dos departamentos de Engenharia Civil (DECiv), Engenharia de Materiais (DEMa), Engenharia de Produção (DEP), Sociologia (DS) e Botânica (DB). 

    O PPGCAm tem uma área de concentração em Ciências Ambientais e três linhas de pesquisa: Ambiente e Sociedade; Sistemas Ecológicos e Geociências; Gestão da Paisagem. O objetivo do Programa é formar recursos humanos para desenvolver estudos interdisciplinares usando instrumentos conceituais e metodológicos essenciais das Ciências Ambientais. O início das atividades está previsto para agosto de 2013.

    Em setembro a Capes já havia aprovado a criação do mestrado profissional em “Gestão de Organizações e Sistemas Públicos” da UFSCar, iniciativa ligada a um projeto institucional que pretende contribuir para a qualificação dos agentes públicos e será oferecido para os públicos interno e externo à UFSCar. O curso será composto por três linhas de pesquisa científico-tecnológicas: “Gestão de Organizações Públicas”, “Gestão de Políticas de Ciência, Tecnologia e Inovação” e “Estado e Políticas Públicas”. Com as duas novas propostas aprovadas pela Capes, a Universidade passa a ter 44 programas de pós-graduação, com seis cursos de mestrado profissional, 39 de mestrado e 26 de doutorado. Mais informações podem ser obtidas nos sites dos novos programas, disponíveis a partir da página da Pró-Reitoria de Pós-Graduação na Internet, em http://www.propg.ufscar.br.


    Contato para essa pauta: Rodrigo Botelho    Telefone: (16) 3351-8120    


     
  • 18 out

    Parceria Serasa Experian e Instituto Ethos vai identificar a quem interessa a preservação da Amazônia 

    Ferramenta possibilita que 60 empresas signatárias de pacto ambiental e social pesquisem e analisem histórico dos fornecedores, que não podem estar envolvidos em crimes ambientais, como desmatamento, e sob o aspecto social, não devem, por exemplo, usar trabalho escravo e infantil, entre outros aspectos
    A Serasa Experian e o Instituto Ethos iniciam neste mês uma parceria que proporcionará a análise dos fornecedores das empresas que fazem parte do programa Conexões Sustentáveis. São cerca de 60 instituições signatárias de um pacto de conformidade ambiental e social que prevê a valorização das cadeias produtivas sustentáveis na Amazônia, incluindo a produção de soja, madeira e o setor da pecuária, com o objetivo de preservar a floresta e seus povos.
    Para isso, os fornecedores têm de estar de acordo com a legislação brasileira do ponto de vista ambiental e social. Ou seja, não podem estar envolvidos em crimes ambientais, como desmatamento, e sob o aspecto social, não devem, por exemplo, usar trabalho escravo e infantil, entre outros aspectos.
    O papel da Serasa Experian na parceria será fornecer ao Instituto Ethos uma ferramenta que possibilite essa análise. Elaborada a partir de um projeto piloto, ela capta informações em todos os órgãos ambientais em vários níveis de governo, usando o CPF (Cadastro de Pessoa Física) e o CNPJ (Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica) do fornecedor.
    A Serasa Experian, ao disponibilizar os produtos que analisam os fornecedores nas três dimensões, contribui para que o setor produtivo brasileiro avance no rumo da sustentabilidade. “Compartilhamos esta responsabilidade com o governo, com a sociedade civil, com o ETHOS, com as instituições financeiras e com as melhores empresas signatárias do Pacto Conexões Sustentáveis”, afirma Ricardo Loureiro, presidente da Serasa Experian. “Fazemos parte dessa rede de valor que contribui consistentemente para construir um futuro melhor, pois nosso negócio promove a sustentabilidade”, conclui ele.
    São pesquisados quatro órgãos federais, ANA (Agência Nacional de Águas), Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) e Ministério do Trabalho, e secretarias dos 27 Estados do país. A ferramenta inclui ainda o cadastro rural do fornecedor.
    “Existe a necessidade de informações consistentes e oportunas sobre os fornecedores, não só para valorizar os mesmos, mas também para estabelecer concorrência justa considerando as externalidades socioambientais”, ressalta o presidente da Serasa Experian, Ricardo Loureiro.
    Com as informações disponibilizadas no Produto Conformidade Ambiental, o Instituto Ethos poderá acompanhar, por exemplo,  se os fornecedores dos signatários dos pactos da soja, madeira e pecuária dentro do programa Conexões Sustentáveis estão na Lista do Trabalho Escravo do Ministério do Trabalho e  Emprego e  se estão em situação irregular junto ao IBAMA,   entre outras informações.
    Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social é uma organização sem fins lucrativos, caracterizada como Oscip (organização da sociedade civil de interesse público). Sua missão é mobilizar, sensibilizar e ajudar as empresas a gerir seus negócios de forma socialmente responsável, tornando-as parceiras na construção de uma sociedade justa e sustentável.
    Criado em 1998 por um grupo de empresários e executivos da iniciativa privada, o Instituto Ethos é um polo de organização de conhecimento, troca de experiências e desenvolvimento de ferramentas para auxiliar as empresas a analisar suas práticas de gestão e aprofundar seu compromisso com a responsabilidade social e o desenvolvimento sustentável.
    Acesse http://www.ethos.org.br para mais informações.
     
  • 14 out

    ARTIGO:MERCADO IMOBILIÁRIO E AS ÁREAS CONTAMINADAS EM SÃ0 PAULO 

    Outubro de 2012  

    Autoras: Profa. Msc. Vivian Ap. Blaso S.S. Cesar, Profa. Dra.Sasquia Hizuru Obata e Esp. e Geógrafa Ambiental Ellen Blaso.

    A transição urbana, a desindustrialização em São Paulo, e as consequências das ocupações inadequadas do solo já foram amplamente discutidas em estudos anteriores, mas hoje o setor imobiliário está diante de um novo cenário: a redução de poder de compra de empreendimentos de imóveis de categoria média e seus redimensionamentos de produtos, a valorização de produtos comerciais diferenciados e de excelência e no extremo inferior o atendimento do déficit habitacional pelo programa de subsídio governamental – “Minha casa, Minha vida”. Tais cenários estão também sob a conjuntura e já em reconhecimento mercadológico dos impactos das pegadas sustentáveis, valorização de empreendimentos imobiliários com certificações verdes, bem como, a procura por estoques de áreas contaminadas em regiões com fortes pressões imobiliárias. Com isso, o setor vem sendo pressionado a requalificar áreas, e buscar por estes estoques, pois existe uma carência por ambientes “virgens” que poderiam ser ocupados para a concepção de novas construções.

    O setor imobiliário é um importante agente indutor do processo de concepção da cidade, pois ele articula, através das parcerias público-privadas, as operações urbanas, mas de maneira geral nos aponta que existem lacunas nos aspectos de planejamento urbano da cidade e ocupações de terrenos contaminados e a falta conhecimento da população sobre os riscos inerentes a saúde humana recorrentes aos processos de ocupação nestes locais. Por isso, vale destacar, que se fazem necessários estudos complementares aos fenômenos de ocupação e expansão urbana as suas consequências e implicações nas ocupações em terrenos e áreas contaminadas ou áreas com passivos ambientais. Além disso, os cidadãos tem o direito de escolher se gostariam de morar em um imóvel cujo terreno fazia parte de um estoque de áreas contaminadas na cidade de São Paulo.

    A partir da lei 13.577, de 09 de julho de 2009, todo cidadão tem direito de ter informações sobre as áreas contaminadas. A lei dispõe sobre diretrizes e procedimentos para a proteção da qualidade do solo e gerenciamento de áreas contaminadas, e dá outras providências correlatas. Dentre as medidas previstas podemos destacar:
    • Garantia à informação e à participação da população afetada nas decisões relacionadas com as áreas contaminadas;
    • Educação Ambiental;
    • Possibilitar o compartilhamento das informações obtidas com os órgãos públicos, os diversos setores da atividade produtiva e com a sociedade civil;
    •  Cadastro de Áreas Contaminadas e Remediadas.

    Mas o que é percebido é que hoje existe uma falta de conhecimento por parte da população dos riscos inerentes a saúde humana aos terrenos ou empreendimentos que apresentam este tipo de situação. Dessa forma, em função da forte tendência do setor imobiliário por novos estoques de áreas para o seu desenvolvimento se faz necessário estudos mais abrangentes em torno das ocupações das áreas contaminadas e a sua saudabilidade. Outro aspecto importante está na disseminação dessas informações junto à população no sentido de esclarecer e alertar sobre os riscos de tais terrenos sob a vida humana. Sabemos que esse tipo de informação vem à tona quando casos como o do Shopping Center Norte cujo teve grande respaldo das mídias onde a população tomou conhecimento que o Shopping havia sido construído em uma área contaminada e naquele momento estaria com risco eminente de explosão caso não fossem adotadas as medidas plausíveis ao devido gerenciamento dessa área contaminada.

    De acordo com matéria publicada na TV Folha em 12 de agosto de 2012, a cidade de São Paulo possui 40 terrenos classificados como contaminados pela CETESB (agência ambiental paulista) estes terrenos estão nas mãos do setor imobiliário e 15 prédios já estariam prontos ou em fase de lançamento para comercialização.

    Em outra matéria da Folha publicada em 30 de agosto obtemos as seguintes informações:
    “Só no Estado de São Paulo, a CETESB cadastrou, até dezembro, 4.131 áreas contaminadas. Dessas, apenas 264 haviam sido reabilitadas. São terrenos com existência comprovada de poluentes no solo e nas águas subterrâneas”.

    Perguntas curiosas deveriam ser feitas por parte dos consumidores caso eles tivessem consciência dessas informações sobre áreas contaminadas e seus riscos:
    • Quais os riscos a saúde humana caso o gerenciamento não seja realizado adequadamente?
    • Qual o tipo de contaminações essa população estaria exposta?
    • Quem deve gerenciar essa área e por quanto tempo?
    • Quais os sinais visíveis de possíveis problemas que poderiam causar inclusive explosões como foi o caso do Shopping Center Norte?
    • De quem é a responsabilidade pelo terreno, após a ocupação do empreendimento? Dos moradores, no caso de condomínios residenciais? Quais os custos de gerenciamento?

    Por outro lado, o conhecimento por parte de empresários e construtores das tecnologias de remediação e descontaminação de terrenos, suas metodologias e custos passam a ser referenciais de viabilidades de empreendimentos imobiliários.

    Viabilidades que são por princípio de atendimento a sustentabilidade de modo amplo e pelo próprio princípio de resgate de áreas pela melhoria ambiental e também como viabilidades de diferenciação do produto imobiliário através de pontuação em certificações.

    No que concerne à viabilidade de empreendimentos e estoques de terrenos a serem utilizados em remediações e descontaminações, há ainda mais dois atores além dos usuários finais / população do entorno, empresários e construtores, ou seja, os investidores e o poder público, ambos importantes para as viabilidades destas ações, a saber:
    • Os investidores veem como diferencial de sustentabilidade a aplicações de seus fundos em empreendimentos sob estas condições de remediações e descontaminação, vendo a precificação diferenciada e valorização não só do imóvel como da imagem mercadológica.
    • O poder público, no momento possui bases normativas, mas ainda residem questionamentos sobre as formas de certificações e aprovações e ainda a falta de incentivos para estas ações.

    Contudo, o setor imobiliário, vem utilizando recursos da “publicidade verde” para proporcionar uma plasticidade entre o presente e o futuro na comercialização de empreendimentos cujos terrenos foram construídos em áreas contaminadas sendo assim, questões morais e éticas que envolvem os terrenos contaminados em São Paulo devem ser discutidos e colocados na pauta da sociedade civil, do poder publico e do interesse privado.

    Ao considerarmos o meio artificial como os terrenos contaminados e o meio ambiente como dispositivo de urgência poderíamos considerar que a sustentabilidade vem se reafirmando como um meio capitalista de utopia por um futuro melhor?

    Um planeta ingovernável onde se convoca a participação da sociedade por uma cultura de paz com cidades resilientes – será que estaríamos mesmo “preocupados” em resguardar uma comunidade que ocupa terrenos contaminados colocando em risco a saúde e a vida das pessoas?

    SOBRE AS AUTORAS:

    Vivian Ap.Blaso Souza Soares César – Doutoranda e Mestre em antropologia – Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, membro do corpo docente do curso de Pós Graduação Lato-sensu em Construções Sustentáveis e Publicidade e Propaganda da FAAP. vivianblaso@uol.com.br

    Sasquia Hizuru Obata – Doutora em Arquitetura e Urbanismo, Mestre em Engenharia Civil, Docente nos cursos de Arquitetura e Urbanismo e Engenharia Civil da FAAP e Universidade Cruzeiro do Sul e Coordenadora do Curso em nível de Pós-graduação Lato-sensu em Construções Sustentáveis da FAAP. sasquia@terra.com.br

    Ellen Maria Blaso de Souza – Geógrafa Ambiental, Especialista em Gerenciamento de Áreas Contaminadas, Educação Ambiental Empresarial e Sócia da Consultoria e Assessoria Mercadológica Conversa Sustentável. ellenblaso@conversasustentavel.com.br

    Informações à Imprensa:
    Conversa Sustentável
    fone: (11) 4108 4064 | (11) 9 9616 5360

     
  • 13 out

    Ecopolítica: governamentalidade planetária, novas institucionalizações e resistências na sociedade de controle. 

    Projeto Temático FAPESP – (Nu-Sol — Núcleo de Sociabilidade Libertária do Programa de Estudos Pós-Graduados em Ciências Sociais/Departamento de Política da PUC-SP)
    Resumo
    Ecopolítica: governamentalidade planetária, novas institucionalizações e resistências na sociedade de controle é um projeto temático de pesquisa relacionado à análise genealógica do poder. Tem como objetivo principal situar a passagem da biopolítica— controle da vida da população — na sociedade disciplinar, para ecopolítica— controle da vida do planeta — na sociedade de controle, com atenção dirigida ao Brasil. Estamos diante de uma maneira de controlar que se interessa menos pela utilidade e docilidade do corpo e mais pela sua inteligência; que ultrapassa fronteiras delimitadas, provoca acontecimentos em espaços contínuos, participa da produção e da decisão de uma maneira programática. A institucionalização inacabada apresenta-se como característica da sociedade de controle na qual preponderam as práticas democráticas. Nesse sentido, a pesquisa se desloca da relação saber-poder para a relação governo-verdade, e retira o pesquisador da nítida relação superfície-profundidade, com base na gravidade, para a mesma relação no espaço sideral, onde superfícies variam segundo a perspectiva. A problematização da noção de ecopolítica contemplará fluxos cartográficos de resistências singulares e intermitentes sob a perspectiva de suas emergências, capturas e linhas de fuga. A pesquisa será realizada por movimentos singulares justapostos por fluxos de multiplicidades entre direitos; segurança; meio ambiente e penalizações a céu aberto. A pesquisa articulará dois movimentos ou fluxos: mapeamentos de institucionalizações inacabadas e cartografia de resistências singulares e intermitentes.Informações sobre o projeto e conteúdos relacionados ao tema acesse: http://www.pucsp.br/ecopolitica/o_projeto.html

     
  • 13 out

    O TEMPO E O MODO – Vandana Shiva 

    “A biopirataria, que é a apropriação indevida da Natureza ou do conhecimento para fins de lucro e  dominação, representa a nova face do colonialismo. Tão agressiva e dilapidadora
    quanto há 500 anos.A biopirataria é um dos piores males que encontramos no modelo econômico que nos é imposto. É um dos piores inimigos da vida sustentável no Planeta. Particularmente nos últimos 25 anos,
    venho me empenhando na proteção das sementes, porque as grandes corporações viraram donas de
    tudo. Elas alegam que criaram as sementes das quais se apropriaram e aplicam os royaltes, que têm  custos altíssimos aos  proprietários de nosso país. Esses royalties levam nossos produtores à morte”. 
    Fonte: Debate: Vandana Shiva e o mundo atual

    SUSTENTABILIDADE EM DEBATE, VOL. 3, NO 1 (2012)

     
  • 9 out

    Recomendação de leitura: O Caminho da esperança 

    Hessel e Morin em seu manifesto a Caminho da Esperança apontam o resgate a solidariedade como um bem viver que pressupõem o desenvolvimento individual no seio das relações comunitárias pautadas pela ética cuja fonte é a responsabilidade das ações e hábitos sociais que vem causando o estresse no planeta e levando a sociedade a viver nos limites que o planeta pode suportar. Para que isso ocorra, será necessário o desenvolvimento da democracia que fosse capaz de religar individuo espécie e sociedade, ou seja, natureza cultura e tecnologia com um único propósito: o bem viver. “O bem viver pode parecer sinônimo de bem estar”. “Bem viver significa qualidade da vida, e não quantidade de bens”.Os autores fazem um manifesto há necessidade de se instaurar um mundo melhor. O caminho da esperança nos traz uma gama de possibilidades de mudanças nas situações mundiais que visam a sustentabilidade, equidade e ao bem viver. Edgar Morin e Stéphane Hessel nascidos em 1917 e 1920 sempre lutaram por uma política para humanidade visando um mundo melhor.
     
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