Atualizações de outubro 2011 Ativar/desativar aninhamento de comentários | Teclas de atalho

  • 31 out

    Conversa Sustentável e Cia. Kómus no Sustentabilidade SA – ALL TV 

    Para quem não pode ver a Conversa Sustentável e a Cia Kómus no programa Sustentável SA falando sobre a peça “É Greenwash, mas um dia amadurece”, acompanhe agora como foi. Ao lado de Vivian Blaso da Conversa Sustentável, a idealizadora da peça.
    Programa exibido ao vivo no dia 12 de Outubro, às 20 hs na All Tv.

    Sustentável SA – Programa 63 – Cia Kómus e Conversa Sustentável from Sustentável S.A. on Vimeo.
    ­ ­

     
  • 25 out

    O Apagão da Reciclagem 

    Adriano Assi (*)

    Analisando as várias facetas da regulamentação da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), chego à conclusão de que a mesma é mais uma política voltada para o social e menos para o ambiental. O termo “catador” ou “catadores” aparece 82 vezes no texto da PNRS divulgado para consulta pública. “Reciclador” uma vez. “Sucateiro” uma vez (em nota de rodapé). Aparista, nenhuma.

    É claro que devemos criar empregos e promover a inclusão social. Mas até onde esta política tem seu foco na solução do problema como um todo, social e ambiental?

    O que constatamos é a proposta de se eternizar uma atividade insalubre, mascarada sob o manto ambiental, de grande simpatia por parte da população. Uma tentativa de transformar em empresários – pessoas altamente qualificadas, com visão de mercado e perfil empreendedor – uma parte da sociedade com baixa formação e respectiva baixa empregabilidade.

    Mas, esta ainda não é a maior miopia do governo para resolver o problema ambiental. Ao querer priorizar a atividade do catador como a solução para os resíduos sólidos no país, o governo pretende criar uma cadeia de negócios pelo elo mais fraco.

    A força da reciclagem brasileira (geração, comércio e preparação) movimenta R$ 10 bilhões de reais ao ano, que representa, principalmente:

    – 10 milhões de toneladas de sucatas ferrosas;

    – 4,5 milhões de toneladas de aparas de papel;

    – 700 mil toneladas de aparas de plástico;

    – 400 mil toneladas de sucatas de alumínio;

    – 200mil toneladas de cobre;

    Cerca de 70% desta força concentra-se no estado de São Paulo e 50% do total está na Grande São Paulo.

    No começo dos anos 2000 o índice de reciclagem de latas de alumínio nos Estados Unidos caiu. O motivo? Com o aquecimento da economia, aqueles que catavam recicláveis migraram para atividades formais, empregos com direitos trabalhistas e melhores remunerações.

    Em poucas palavras, o que o governo promove, hoje, é a importância da atividade do catador como a solução do problema ambiental, mas se esquece que esta força de trabalho, com o aquecimento da economia, deixará de ser exercida em busca de uma vida melhor. Então, quando a indústria estiver mais aquecida, necessitando de mais matéria prima haverá uma queda nos índices de reciclagem, simplesmente pelo motivo de haver escassez de mão de obra na coleta e/ou triagem dos materiais.

    E isto já está ocorrendo no município de Maringá (PR) enquanto você lê este texto.

    Catadores migram para a construção civil e ganham algo em torno de R$ 80,00 ao dia. Um catador para levantar esta quantia tem que coletar quase duas mil latas de alumínio em uma jornada de trabalho. Desnecessário dizer que isto não ocorre.

    Aqueles que trabalham em centrais de triagem criados pelas prefeituras com a operação e gestão das concessionárias de limpeza pública, não precisam da PNRS. Estes preenchem todo o perfil de funcionários de prefeituras ou empresas de coleta/varrição e, como tais, suas atividades já estão regulamentadas e seus direitos trabalhistas (deveriam estar) garantidos. Então, o que estes catadores fazem é trabalhar como cooperativas quando deveriam ser registrados pelo trabalho que prestam, uma vez que ficam em galpões esperando os caminhões da prefeitura/empresa concessionária trazerem os recicláveis para a triagem.

    A legislação a ser desenvolvida não deveria focar em “capacitação para empreender” mas, sim, na formalização dos postos de trabalho já existentes, onde prefeituras e concessionárias exploram esta mão de obra e não honram com direitos garantidos pela Constituição Federal.

    Mas, então, o que o governo pode fazer de efetivo para se alavancar os índices de reciclagem e gerar empregos formais e não ainda mais empresários informais? Simples: o governo precisa focar seus esforços no consumo de matérias primas secundárias (recicladas). Garantir que as indústrias – quando forem fabricar seus mais diversos produtos – se voltem para aquelas em que estarão tirando os resíduos do meio ambiente e reinserindo-os na cadeia de consumo como novos produtos. Simples assim.

    Se uma indústria automobilística, por exemplo, priorizar a fabricação de uma peça feita de plástico reciclado, há a criação de uma demanda. E, num mercado onde a oferta é escassa como a de recicláveis, a demanda gera aumento de preços. Aumento de preços, por sua vez, gera valor e aí toda a cadeia de negócios para fornecer esta peça à indústria automobilística é remunerada e retira o plástico do meio ambiente.

    Menciono plástico e indústria automobilística apenas como ilustração. Mas o mesmo vale para os demais segmentos da indústria, como vidro e bebidas; sucata ferrosa e fundição/siderurgia; papel e embalagem. A fórmula é a mesma.

    O que não dá mais é para o governo achar que a solução do mercado de reciclagem (e da geração de empregos) está na coleta. Afinal, não adianta nada coletar se este material não terá o destino correto. E aí os fundamentos de oferta e demanda funcionarão ao contrário. Haverá material reciclável sobrando por aí. E, aí sim, teremos um problema para pagar a conta da cadeia da reciclagem.

    (*) Adriano Assi é sócio-diretor da Ecobrasil e atua há mais de 12 anos no setor de reciclagem.

     
  • 21 out

    Certificação de Empreendimentos – Green Buildings e a importância estratégica dos recursos naturais 

    Por Vivian Blaso, Relações Públicas (CNP), Doutoranda e Mestre em Ciências Sociais (PUC-SP), diretora da agência de Relações Públicas Conversa Sustentável, MBA em Gestão Estratégica de Marketing (UFMG) e Especialista em Sustentabilidade (FDC). Professora convidada do curso de Pós-Graduação em Construções Sustentáveis (FAAP).

    Outubro 2011. O setor imobiliário é responsável pelo consumo de 21% da água tratada, 41% da energia elétrica gerada, gera 65% do lixo e 25% do CO2 equivalente e é o maior consumidor de recursos naturais, daí a importância da conscientização sobre a necessidade de se difundir os edifícios verdes.
    Na construção civil, a partir dos sistemas de certificações ambientais para empreendimentos, a cadeia da construção começou a dar importância para os chamados Green Buildings, ou seja, os prédios verdes, que são construídos com menos impactos do que um prédio convencional. Dentre os sistemas de certificação praticados no Brasil atualmente podemos destacar o LEED, AQUA, Procel Edifica e Selo Azul da Caixa.
    Os ganhos com um empreendimento certificado são diversos. O consumo de energia, em média, é 30% menor, ao passo que o consumo de água sofre redução de 30% a 50%. Outros ganhos incluem redução da emissão de CO2 em 35% e redução de 50 a 90% na geração de resíduos, incluindo materiais recicláveis. Ainda que o custo da obra seja em média 5% maior do que uma obra convencional, há valorização de 10% a 20% no preço de revenda.
    Outras iniciativas no setor da Construção Civil podem ser observadas no contexto mercadológico, como as premiações existentes, desenvolvimento e elaboração de programas de sustentabilidade através da iniciativa privada, além da articulação setorial e formação de ONGs e entidades, conforme mostraremos a seguir.
    A certificação é uma organização de alto poder de influência, mas custa dinheiro, demanda de paciência, ao mesmo tempo em que há prédios em São Paulo que não são certificados, mas são altamente sustentáveis. Além disso, um prédio certificado se torna referência no mercado porque é um parque de aplicação de novas tecnologias por parte dos fabricantes da construção civil e com isso também impulsiona a produção de produtos e serviços de alta performance e mais sustentáveis, induzindo o setor a uma mudança de cultura. Por exemplo, quando se começou a utilizar elevadores inteligentes, com antecipadores de chamada etc., isso era muito caro e ninguém usava; hoje qualquer um já pode começar a usar. Nós induzimos e ajudamos no desenvolvimento de tecnologia. Os sustentáveis certificados puxam a ponte do iceberg positivo: traz toda a indústria da construção civil junto.
    O abastecimento de água
    A questão do abastecimento de água já faz parte das discussões do governo. Após a Conferência Mundial das Nações Unidas sobre a água, realizada em 1992, na qual se advertiu que a água é um recurso vulnerável e finito, muitos esforços têm sido feitos para preservação e conservação dos recursos hídricos no mundo inteiro. No Brasil, um dos esforços foi a criação da ANA (Agência Nacional das Águas), cuja missão é “implementar e coordenar a gestão compartilhada e integrada dos recursos hídricos e regular o acesso à água, promovendo o seu uso sustentável em benefício da atual e das futuras gerações”.
    Na região metropolitana de São Paulo, os recursos hídricos disponíveis para manter os quase 20 milhões de habitantes não são mais suficientes para abastecer a cidade. Neste sentido, a preocupação com este recurso natural tem incentivado – inclusive a Sabesp – Companhia de Saneamento Básico de São Paulo – a manutenção de convênio com o CEDIPLAC e ProAcqua para estruturar, desenvolver e elaborar documentação técnica e funcional para o sistema de medição individualizada de água em edifícios.
    O objetivo geral do programa será a Garantia da Qualidade dos Serviços nas diversas etapas (projeto, execução e manutenção) dos sistemas, a segurança dos perfis de consumo, a justa cobrança de água dos diversos consumidores, bem como o uso racional de água.
    Já a medição individualizada tem sido aplicada por construtoras de São Paulo, e o objetivo principal é fazer com que o consumidor pague apenas pelo que consumiu. Dessa forma, ele terá condições de avaliar o quanto está desperdiçando de água no mês. Este sistema permite a reeducação dos consumidores para um consumo mais racional. A partir dele será possível identificar, por exemplo, a existência de vazamentos. Para a utilização desse sistema é necessária a instalação de um hidrômetro em cada unidade habitacional.
    Em Niterói, município do Rio de Janeiro, a Lei nº 2856 obriga os novos edifícios com mais de 500 metros quadrados e que tenham consumo igual ou superior a 20 metros cúbicos de água por dia a terem projetos de sistemas de aproveitamento da água proveniente dos chuveiros, banheiras, tanques, máquinas de lavar e lavatórios de banheiros – conhecida como águas cinzas – e implantarem sistema de reúso de água. A tecnologia, que foi importada da Alemanha e adaptada aos projetos brasileiros, utiliza um processo simples de digestão natural da carga orgânica do esgoto, sem introduzir nenhuma substância ou produto estranho no processo. Os sistemas funcionam automaticamente e não geram odor. A partir dessa lei, Niterói vai se tornar independente no seu abastecimento, pois hoje é abastecida pelos recursos importados de Cachoeiras de Macacu.
    Pegada Hídrica
    A Pegada Hídrica é uma metodologia utilizada para mensurar o consumo de água nas atividades humanas e na produção de bens e serviços, considerando o consumo de água e sua contaminação. Trata-se de um instrumento de gestão que se baseia na promoção da eficiência no uso da água, na busca do seu uso sustentável e no estímulo ao compartilhamento equitativo da limitada disponibilidade hídrica.
    Por que devemos racionalizar o consumo de água?
    – O consumo nos últimos anos dobrou, e a expectativa é que dobre novamente, estimulada pelo consumismo.
    – A disponibilidade de água per capita já é três vezes menor do que 1950.
    – Alguns estudos de instituições internacionais estimam que até 2025 um terço da população mundial experimentará efeitos extremos de escassez de água.
    – Com a preocupação e agravamento da falta de água, as pessoas devem assumir uma nova forma de pensar e agir, mudando seus hábitos e desenvolvendo formas de economizar água.
    – Deve-se buscar a cada dia a conscientização para que com isso possamos obter resultados positivos contra o desperdício de água doce.
    Eficiência energética
    Hoje, 22% da energia elétrica é consumida no uso residencial, por isso o governo federal, em parceria com a Eletrobras e o Inmetro, lançou algumas iniciativas visando ajudar os consumidores a diminuir seus gastos com energia elétrica dentro das edificações. O consumidor tem condições de selecionar aparelhos, como televisores, geladeiras e demais eletrodomésticos, através do Selo Procel – Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica, que foi lançado em 1993 pela Eletrobras.
    O Selo Procel faz parte do Programa Brasileiro de Etiquetagem – PBE, em parceria com o Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial – Inmetro. O principal produto é a Etiqueta Nacional de Conservação de Energia: os produtos são submetidos a análise para avaliar seu potencial de economia de energia.
    Após vários estudos desenvolvidos pelo programa, foi lançado em junho de 2009 o selo Procel Edifica, cujo objetivo principal é incentivar a conservação e o uso eficiente dos recursos naturais (água, luz, ventilação etc.) nas edificações, reduzindo os desperdícios e os impactos no meio ambiente.
    Conservar energia é importante, pois no Brasil a nossa energia é proveniente de hidrelétricas, ou seja, quanto maior o consumo de energia, mais evidente se torna a necessidade de construção de novas hidrelétricas, o que implica a inundação de várias áreas e um desastre ambiental desnecessário, já que o curso natural dos rios é afetado e toda população que vive no seu entorno também sofre com impactos ambientais e sociais.
    O setor da construção civil, apesar de apresentar avanços significativos nas tecnologias capazes de transformar os edifícios em ambientes mais eficientes do ponto de vista da economia de recursos naturais, como água e energia, apresenta uma dificuldade de compreender que as edificações são produzidas para as pessoas, portanto elas também deverão aprender como operar as novas tecnologias prediais e utilizá-las na promoção da sustentabilidade.
     
  • 20 out

    2º FÓRUM NACIONAL SUSTENTABILIDADE NA PRÁTICA 


    QUANDO: 01 E 02 DE DEZEMBRO DE 2011

    ONDE: BRASÍLIA-DF

    Saber – Saber Fazer – Saber Agir

    O papel da Gestão Sustentável nunca foi tão discutido dentro das organizações, deixando de figurar como elemento diferencial e passando a ser encarado como filosofia de trabalho e sobrevivência organizacional.

    Convictos dessa idéia, a Conexxões Educação traz para Brasília a segunda edição do Fórum Nacional Sustentabilidade na Prática, que acontecerá nos dias 01 e 02 de dezembro, e tem como propósito ir além do discurso recorrente e apresentar efetivamente novas formas de atuar e contribuir para promover ações de gestão responsável para a sustentabilidade.

    Acreditando que o processo de mudança exige mobilização de pessoas, ampliação da consciência e atitudes concretas, selecionamos casos práticos que já produziram bons resultados, como: Banco Santander, CEMIG, ALCOA, Governo de Minas, Itaipu Binacional, Governo de São Paulo e TCU.

    Grandes nomes foram convidados para discutir soluções sustentáveis em dois workshops: “Agenda Estratégica de Sustentabilidade”, apresentado por Aerton Paiva, focará planejamento, execução e acompanhamento do ciclo de implementação para Gestão da Mudança e “Liderança, Inovação e Sustentabilidade”, liderado por Ricardo Voltolini, destacará a importância de como formar líderes e integrar os stakeholders para criar uma nova cultura nas diferentes camadas da organização.

    A programação do Fórum conta também com as palestras de Raimundo Soares, professor e pesquisador, cocriador do Núcleo de Sustentabilidade da FDC; Maeli Estrela Borges, diretora da ABES-MG e consultora reconhecida nacionalmente na área de Limpeza Urbana e Resíduos Sólidos; Marco Fujihara, um dos consultores referência no Brasil em Qualificação em Sustentabilidade Empresarial nos parâmetros preconizados por Kyoto; Mariana Meirelles, vice-presidente do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável; Maria Celina Arraes, coordenadora da Unidade de Planejamento Estratégico e Desenvolvimento de Capacidades do PNUD Brasil e Geraldo Abreu, diretor do Departamento de Responsabilidade Socioambiental da Secretaria de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental do Ministério do Meio Ambiente.

    Mais informações, acesse: http://www.conexxoes.com.br/sustentabilidade-na-pratica/


     
  • 19 out

    Feira de Meio Ambiente Industrial e Sustentabilidade reúne as maiores novidades do setor 

    No mês de novembro acontecerá em São Paulo a XIII FIMAI – Feira de Meio Ambiente Industrial e Sustentabilidade. A maior feira da América Latina no setor. As maiores novidades e lançamentos em nível mundial sobre o assunto estarão presentes. Além de conferir as novidades os visitantes poderão participar do XIII SIMAI – Seminário Internacional de Meio Ambiente Industrial e Sustentabilidade e do “Seminário de Resíduos – VII Recicle Cempre”.

    Data: 08, 09, 10 de novembro de 2011.

    Local: Expo Center Norte – Pavilhão Azul

    Endereço: Rua José Bernardo Pinto, 333 – Vila Guilherme – SP

    Mais Informação

    Site: http://www.fimai.com.br

    E-mail: ambientepress@ambientepress.com.br

    Tel. (11) 3917.2878

     
  • 11 out

    Comédia sobre sustentabilidade é tema do próximo programa Sustentável S.A. na ALLTV 

    Nesta quarta-feira, dia 12, a Cia. Kómus falará sobre a comédia “É GreenWash, mas um dia amadurece” no programa Sustentável S.A. A peça é uma narrativa divertida para tratar sobre temas da sustentabilidade.

    Respeitável Público,

    A Cia. Kómus de comédia e a Conversa Sustentável têm o prazer de convidá-los a assistir e participar da entrevista sobre a peça de comédia “É GreeWash, mas um dia amadure”. Será às 20h do dia 12 de outubro (quarta-feira) no programa Sustentável S.A. na ALLTV. A peça teatral é uma narrativa divertida sobre temas da sustentabilidade. “A produção desta peça foi para que possamos mexer com o imaginário das pessoas sobre este tema tão real que é a sustentabilidade. O objetivo é mobilizar as pessoas através da arte para uma vida mais sustentável”, afirma a diretora da Agência Conversa Sustentável e Produtora da peça, Vivian Blaso. Para assistir a entrevista basta acessar o canal Sustentável S.A. na internet.

    A comédia terá uma única apresentação no dia 15 de outubro (sábado) na Livraria da Vila da Alameda Lorena em São Paulo. Os interessados podem reservar ingressos pelo site da Conversa Sustentável ou pelo fone (11) 2501.4064. Os lugares são limitados e a censura 12 anos. Entrada Gratuita.

    Quem quiser pode ter um gostinho de como é a peça assistindo um pequeno trecho que está no youtube.

    O programa Sustentável S.A. é apresentado todas as quartas-feiras, às 20h por Ricardo Espigado, Viviane Miras e Adriana Fortunato. Sempre trazendo opiniões, cases corporativos e informações sobre a sustentabilidade. O programa faz parte do canal AllTV que é a primeira TV totalmente voltada para o público da internet. Conta com mais de 1 milhão de acessos mensais. Com programação ao vivo e participação dos internautas.

    Sobre a Cia. Kómus

    Um grupo de comédia que nasceu entre estudantes universitários, voluntários em um cursinho pré-vestibular comunitário da periferia de Guarulhos (Cursinho Comunitário Pimentas). O grupo surgiu com o objetivo de ajudar os alunos a entenderem de forma mais alegre e divertida as obras literárias cobradas nos vestibulares. A primeira peça foi uma adaptação da obra de Gil Vicente, O Auto da Barca do Inferno, e de lá para cá já foram criadas outras peças como A Casa Errada, O Selo da Preguiça, Encruziada, algumas esquetes e curtas. Hoje o projeto principal é levar a educação para sustentabilidade através da peça É GreenWash, mas um dia amadurece.

    Sobre a Conversa Sustentável

    A Conversa Sustentável é uma agência de relações públicas especializada em Sustentabilidade, Comunicação Organizacional e Marketing. Fundada em 2008 por Vivian Blaso, Mestre em Ciências Sociais, Relações Públicas e blogueira em sustentabilidade, e José Ângelo Passeti, engenheiro civil e consultor atuando com construção sustentável. A missão da agência é melhorar a qualidade de vida das pessoas no planeta e nas empresas com ética e responsabilidade sócio-ambiental.

    Mais informações

    Conversa Sustentável

    Douglas Lotto ou Vivian Blaso

    (11) 2501.4064 – eventos@conversasustentavel.com.br

     
  • 5 out

    Comunicação para Sustentabilidade no setor da Construção Civil 

    Por Vivian Blaso, Relações Públicas (CNP), Doutoranda e Mestre em Ciências Sociais (PUC-SP), diretora da agência de Relações Públicas Conversa Sustentável, MBA em Gestão Estratégica de Marketing (UFMG) e Especialista em Sustentabilidade (FDC). Professora convidada do curso de Pós-Graduação em Construções Sustentáveis (FAAP).

    Outubro 2011 – A Comunicação Integrada é composta pelo mix Comunicação Institucional, Comunicação Interna e Comunicação Mercadológica, e mediante esse mix é necessário fazer um mapeamento dos públicos de interesse da organização e seus meios, ou seja, dos veículos que são utilizados pelas organizações para comunicarem com seus públicos para qualquer processo que necessite de engajamento.
    Ao considerarmos o mapeamento dos stakeholders em qualquer processo que envolva a sustentabilidade, é necessário o envolvimento com o público interno, pois este tem o poder de aderir à causa. Segundo Kusch(1997),o público interno é um público multiplicador. Tudo dependerá de seu engajamento na empresa, da credibilidade que esta desperta nele e da confiança que ele tem em seus produtos ou serviços. A comunicação interna permitirá que ele seja bem informado e que a organização antecipe respostas para suas expectativas.
    A comunicação organizacional, quando sistematizada, pode ser considerada importante ferramenta para o processo de consolidação e posicionamento de uma marca perante seus públicos. A partir da sistematização de um processo comunicacional é possível que a visão, missão e valores de uma organização sejam “legitimadas” pelos seus stakeholders através de sua “adesão pela causa”.
    Entretanto, hoje, a comunicação em redes, assim como o esquema proposto pela globalização, causa um altíssimo nível de interdependência entre as pessoas capaz de fazer com que entrem em colapso. Segundo Senge (2009), “na aldeia global, só há um barco. Bastaria um furo para todos naufragarmos”.
    Nos processos de comunicação para a sustentabilidade a comunicação tem que engajar seus públicos emocionalmente e possuir uma linguagem acessível e compreensível em todos os aspectos que a empresa deseja comunicar. A partir daí a comunicação sustentável poderá gerar valor agregado para a empresa, pois passa a ser mais um fator de reconhecimento e valorização desta perante seus públicos de relacionamento.
    Contudo, as empresas precisam ter consciência de que a sustentabilidade no seu real significado não é um modismo a ser adotado ou algo que vai se traduzir apenas em ganhos de negócios e de imagem positiva. Mas sim que se trata de algo bem mais complexo, envolvendo uma filosofia de gestão e um compromisso público dos mais relevantes (KUNSCH, 2009).
    As empresas que desejam comunicar adequadamente práticas, projetos ou ações de sustentabilidade deverão levar em consideração os seguintes aspectos: alinhar discurso e prática, ou seja, comunicar apenas o que realmente faz levando em consideração aspectos como transparência, governança, respeito à cultura local, informando o que seja relevante para os seus públicos de interesse com base no “triple boton line”; aspectos ambientais, sociais e econômicos conforme dimensões propostas pela sustentabilidade.
    A resolução CONAR sobre propaganda verde e enganosa recentemente publicada é uma iniciativa que visa a combater a propaganda enganosa com viés de sustentabilidade. A partir dessa regulamentação as empresas deverão comprovar que suas ações estão de acordo, do ponto de vista de normas para a sustentabilidade, com sua comunicação.
    Segundo a resolução CONAR, artigo 36, “a publicidade deverá refletir as preocupações de toda a humanidade com os problemas relacionados com a qualidade de vida e a proteção do meio ambiente; assim, serão vigorosamente combatidos os anúncios que, direta ou indiretamente, estimulem: a poluição do ar, das águas, das matas e dos demais recursos naturais; a poluição do meio ambiente urbano; a depredação da fauna, da flora e dos demais recursos naturais; a poluição visual dos campos e das cidades; a poluição sonora; o desperdício de recursos naturais”. A resolução ainda faz um alerta à publicidade institucional e de produtos e serviços que vêm utilizando excessivamente os termos e indicativos ambientais para fazer marketing verde ou Greenwashing e aponta que as empresas deverão considerar na comunicação de seus produtos ou serviços a veracidade das informações desde que sejam passíveis de verificação ou comprovação, exatidão das informações, pertinência, ou seja, as informações ambientais devem se referir aos produtos ou serviços vinculados à ação e não a uma linha de produtos ecológicos, por exemplo, e também a relevância do benefício ambiental em todo ciclo de vida útil, desde a sua produção até o seu descarte. Além disso, para atender ao Código, as empresas deverão refletir a sua responsabilidade ambiental como anunciantes levando em consideração aspectos como concretude, exatidão e clareza, pertinência, relevância, absoluto e marketing relacionado às causas ambientais.
    Na condução das atividades da organização, é fundamental e absolutamente necessário que uma organização se paute segundo padrões éticos. Em contrapartida, a falta de ética nas organizações pode ferir a sua reputação e eficiência, podendo levá-las a perder sua credibilidade perante seus públicos (KUNSCH; OLIVEIRA, 2009, p. 204).
    As empresas do século XXI estão cada vez mais pressionadas a atender às exigências desse novo mercado, e os consumidores estão mais conscientes do seu poder de influência junto às organizações.
    O setor da construção civil, apesar de apresentar avanços significativos nas tecnologias capazes de transformar os edifícios em ambientes mais eficientes do ponto de vista da economia de recursos naturais, como água e energia, apresenta uma dificuldade de compreender que as edificações são produzidas para as pessoas, e, portanto, elas também deverão apreender como operar e o porquê da incorporação desta tecnologia no processo. O processo deverá ser de “dupla pilotagem” entre o edifício tecnológico, chamado Green Building, e os seus habitantes.
    Este novo casamento entre natureza e a humanidade necessitará, sem dúvida, como acabamos de dizer, de uma dupla superação da técnica atual, que por sua vez, necessita de uma superação do modo de pensar atual, inclusive científico (MORIN, 2005: 116).
    Mediante os aspectos relatados neste artigo do ponto de vista da comunicação para a sustentabilidade, seguem algumas recomendações de estratégias de comunicação a serem implementadas nos programas de comunicação de empreendimentos sustentáveis:
     Disponibilizar uma equipe de sensibilização dos stakeholders – fornecedores, funcionários, comunidade local e demais públicos impactados pelos empreendimentos;
     Estabelecer um canal de comunicação com os stakeholders: vizinhança, fornecedores, funcionários, ONGs, mídia, acionistas, sociedade civil, governo, dentre outros;
     Minimizar os impactos sociais e ambientais gerados pelos empreendimentos no seu entorno;
     Valorizar o relacionamento com a vizinhança;
     Gestão de conflitos com os multistakeholders (internos e externos).
    Retornos esperados
     Valorizar o relacionamento com o vizinho local;
     Minimizar impactos sociais, econômicos e ambientais previstos pela implantação e operação dos empreendimentos;
     Contribuição econômica, social e ambiental para a região impactada com o projeto;
     Incentivo às melhorias urbanísticas da região a ser impactada;
     Promover uma coesão entre as partes interessadas do projeto;
     Diálogo com os stakeholders;
     Contribuir para a formação de uma cultura voltada para os aspectos de sustentabilidade na região a ser impactada com o projeto;
     Gestão de conflitos;
     Ganhos de imagem;
     Redução dos riscos recorrentes de multas e paradas na operação e implantação do empreendimento;
     Redução de custos de seguro em função da redução dos riscos do negócio.
    Apoio ao desenvolvimento de fornecedores com critérios de sustentabilidade, gerenciamento de impactos na comunidade de entorno e adoção de práticas antipropina e anticorrupção são ações de responsabilidade socioambiental que se aplicam aos processos de comunicação para a sustentabilidade devido à sua transversalidade e também são inerentes aos processos de sustentabilidade nas empresas.
     
  • 4 out

    Hidrovias da Amazônia Legal pedem socorro 

    * Renato Casali Pavan

    É notável a preocupação das federações da indústria e de setores da agricultura, de governadores, deputados, senadores e empresários da maioria das cadeias produtivas, assim como dos demais brasileiros, diante do total comprometimento da logística de transporte de cargas na Amazônia Legal. Um dos motivos para tamanha apreensão se dá justamente por conta de ações que inviabilizam as hidrovias que se localizam na região, muito embora haja uma pregação regional e nacional em favor do maior uso das mesmas.

    Em recente estudo encomendado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e realizado pela consultoria Macrologistica, através da Ação Pró-Amazônica – que congrega todas as Federações de Indústria da região amazônica –, foi constatado que o custo da logística de transporte de carga na Amazônia Legal, compreendendo os estados do Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins, é de R$ 17 bilhões/ano, ou o equivalente a 7,5% do PIB regional.

    O estudo também revelou que, se fossem superados os entraves que impedem ou dificultam a navegação nas hidrovias do rio Paraguay-Paraná, dorio Madeira, dos rios Teles Pires/Juruena-Tapajós, dorio Araguaia edorio Tocantins, entre outros projetos, o custo logístico diminuiria em R$ 1,25 bi/ano, valor equivalente a 5% do PIB da região, tornando-a competitiva, com maior geração de empregos e renda. Junta-se aos benefícios econômicos e sociais o imensurável ganho ambiental, uma vez que esse modal de transporte é menos poluente do que as extensas ferrovias e rodovias que cortam os estados do Norte do país.

    Embora os benefícios obtidos com o uso das hidrovias sejam comprovadamente valiosos, o cenário que tal modal apresenta atualmente não é nada animador. Na hidrovia dos rios Paraguay-Paraná, importante para as cadeias produtivas situadas no sudoeste do estado do Mato Grosso, por exemplo, foi elaborado um projeto há cerca de dez anos, onde é proposta a construção de um porto a 70 quilômetros ao sul de Cáceres (Morrinhos), com acesso pela rodovia federal BR 174. Com o projeto, não há necessidade de se utilizar o trecho inicial da hidrovia do rio Paraguay e deixam de ser dragados 14 pontos, inutilizando o trecho com curvas pronunciadas e calado de um metro, o que limita a navegação a barcaças de apenas 600 toneladas, ampliando a navegação para barcaças de duas mil toneladas.

    O projeto cria capacidade de exportação de três milhões de toneladas/ano. Além de diminuir consideravelmente o custo do transporte, tira 60 mil carretas das estradas que congestionam e poluem cerca de três mil quilômetros de rodovias, ao considerar o percurso de ida e volta a Santos ou Paranaguá. Seria uma excelente alternativa para reduzir custos e aumentar a competitividade dos estados envolvidos. Seria, se não tivesse sido embargado pela Promotoria e pela Justiça quando foi levado para audiência pública. Por falta de vontade política e morosidade nos processos judiciais, o projeto completou uma década sem qualquer avanço.

    Na hidrovia do rio Madeira, o problema está na falta das eclusas na região onde estão sendo construídas as hidroelétricas de Santo Antonio e Jirau, a montante de Porto Velho, o que inviabiliza todo o tramo sul da hidrovia. A falta das eclusas impede a navegação e reduz substancialmente a competitividade dos estados de Rondônia, Acre e Mato Grosso, além de parte da Bolívia. O tramo norte, por sua vez, opera com enormes dificuldades e necessita de obras que melhorem a navegabilidade durante todo o ano.

    Já a hidrovia do rio Araguaia, de grande importância para o leste do estado do Mato Grosso, também está inviabilizada pela falta de obras que proporcionem a transposição da Corredeira de Santa Isabel que, após serem construídas, necessitam também de dragagem, derrocagem e sinalização.

    Outra importante hidrovia para o transporte de cargas do estado mato-grossense é a do rio Tocantins, que também atenderia à demanda logística do Maranhão, Pará, além do estado que leva o nome do rio. Tal rota, porém, está inviabilizada. Para ativá-la, entre as intervenções necessárias está o término da construção da eclusa de Lageado, a construção da eclusa da hidrelétrica de Estreito, a derrocagem de 43 quilômetros no Pedral de São Lourenço e a dragagem do canal do Quiriri, até 17 metros, que permitirá ao Porto de Vila do Conde operar com navios tipo Cape-Size, cujo custo de frete é bem menor em relação aos navios tipo Panamax operados atualmente pelo Porto.

    A hidrovia dos rios Teles Pires/Juruena-Tapajós é outra que também está se tornando inviável. No rio Teles Pires está prevista a instalação de cinco hidroelétricas, todas sem eclusas, como já acontece na Usina Teles Pires, em fase de construção, o que já a inviabiliza. No estudo da CNI, essa hidrovia é considerada a mais importante. Sozinha, diminuiria o custo do transporte da região amazônica em um bilhão de reais anuais. É onde se revela o mais preocupante cenário, já que a sua inviabilização tira toda a competitividade da Amazônia Legal.

    Além de proporcionar uma diminuição de custo no transporte de cargas da região, a hidrovia Juruena-Tapajós pode reduzir profundamente a pressão sobre os portos de Paranaguá e Santos, por onde partem os produtos do agronegócio, combustível e fertilizantes. Tais produtos viajariam até os Portos de Santarém e Vila do Conde, que ficam cerca de dois mil quilômetros mais próximos de Rotterdam (Holanda) e de Xangai (China), o que garantiria redução do custo do frete transoceânico. Porém, o governo federal anunciou recentemente a construção das hidroelétricas de São Luis do Tapajós, Jatobá, Jardim de Ouro e Chacorão no rio Tapajós, com previsão de término em 2015. E nenhuma delas tem o projeto de eclusas.

    Nesse cenário, rondam informalmente duas informações: a primeira é que o setor elétrico necessita dessas hidrelétricas e que o Ministério dos Transportes não providenciou até o momento o projeto das eclusas. A segunda é que o custo das eclusas não pode ser incluído no custo do KWh. Para isso, basta considerar no modelo econômico-financeiro a receita com a eclusagem a ser embutida na concessão como Parceria Público Privada (PPP).

    É preciso salientar que, se a eclusa for construída junto com a hidrelétrica, seu custo será infinitamente menor do que se construída depois, além do enorme tempo que demoraria tal execução. Basta ver como exemplo a eclusa de Tucuruí, no Pará, que demorou trinta anos para ser construída a um custo bem maior do que o previsto inicialmente, e o caso de Itaipu, que até hoje não teve a eclusa construída, o que torna inviável a navegação do rio Paraná em direção a Argentina. O mesmo desfecho também terá a hidrovia do rio Xingu, onde a hidrelétrica de Belo Monte está sendo construída também sem a eclusa.

    É difícil acreditar que por falta de coordenação interministerial, de um lado se pratique um discurso quase que generalizado, mostrando vantagens e benefícios que a hidrovia traz em relação aos modais ferroviários e rodoviários e, de outro, se impeça de forma quase maquiavélica que elas realmente sejam implantadas. É urgente a necessidade de intervenção do Ministério dos Transportes, do Planejamento e da Casa Civil para reverter o quadro atual de inviabilidade das hidrovias da Amazônia Legal para tornar essa imensa região mais competitiva, gerando mais renda e emprego. Os frutos serão colhidos não apenas pelos nove estados que a compõem, mas também por todo o país.

    * Renato Casali Pavan é diretor presidente da Macrologistica Consultoria e um dos responsáveis pelos estudos que culminaram nos projetos Norte Competitivo e Sul Competitivo.

     
  • 3 out

    Braskem conclui estudo inédito sobre cooperativas de reciclagem na cidade de São Paulo 

    Diagnóstico sobre panorama do setor abrange ainda cidades dos estados de Alagoas e Bahia e será entregue ao CEMPRE – Compromisso Empresarial para a Reciclagem

    A Braskem, empresa líder das Américas em produção de resinas termoplásticas e maior produtora mundial de biopolímeros, filiou-se ao CEMPRE – Compromisso Empresarial para a Reciclagem. Como primeira contribuição para a instituição, a empresa entrega um diagnóstico sobre as cooperativas de catadores de material reciclável em cidades dos estados de São Paulo, Alagoas e Bahia.

    O levantamento teve por objetivo identificar as principais características e dificuldades para o aumento e desenvolvimento da produção nas cooperativas, dados estes que orientarão potenciais investimentos no segmento.

    A filiação ao CEMPRE e a elaboração do levantamento fazem parte de uma série de ações da empresa visando promover o desenvolvimento sustentável e o investimento no mercado de reciclagem de plástico no Brasil.

    Na cidade de São Paulo, o mapeamento foi feito com 50 grupos relacionados à coleta seletiva e triagem de material reciclável no município de São Paulo. Deste total, 82% são formalizadas e metade destes grupos surgiu entre 2000 e 2004.

    Foi identificado que 90% destes grupos possuem algum tipo de parceria com empresas privadas, poder público ou ONGs. Do total de grupos, apenas cinco possuem espaço próprio. A maioria desenvolve suas atividades em espaços cedidos, principalmente pelo Poder Público. É possível dizer que as Centrais de Triagem apresentam melhores condições quanto às instalações físicas e equipamentos disponíveis, em relação aos demais grupos.

    A pesquisa revela ainda a informação de que em 72% dos empreendimentos a carga horária de trabalho é de 8 horas e remuneração dos trabalhadores está entre R$ 400,00 e R$ 800,00 em 57% dos casos, e, em 14%, menor do que R$ 400,00.

    “Este estudo tem como objetivo orientar potenciais investimentos no segmento e é parte do esforço de alinhar os investimentos sociais de forma a contribuir efetivamente para o desafio da Braskem de fortalecer seu papel como agente de desenvolvimento humano”, diz André Leal, que atua na área de Desenvolvimento Sustentável da Braskem.

    O diagnóstico traz detalhes sobre as cooperativas de várias cidades próximas às plantas da empresa. Já nas cidades de Mauá e Santo André foram entrevistados os gestores locais vinculados às prefeituras e às associações de catadores. Em Maceió foram identificadas 47 entidades entre cooperativas de materiais recicláveis, comerciantes, empresas e indústrias ligadas à reciclagem de plástico e realizou entrevista com 97 catadores independentes. Para a Bahia, o estudo coletou detalhes de como o mercado está organizado no estado e do volume de resíduos recicláveis disponíveis e separados nas maiores cidades do estado.

    O levantamento conclui que as principais dificuldades encontradas em todos os locais analisados se referem à falta de capacitação e organização de mão-de-obra, precárias condições de funcionamento das cooperativas, ineficiência na coleta e na triagem, falta de valorização do material reciclado e assimetria de informação na rede de comercialização.

    O resumo do Diagnóstico Socioambiental de Reciclagem com o detalhamento das informações em cada cidade pode ser encontrado no portal http://www.braskem.com.br/reciclagem.

     
  • 2 out

    Grupo teatral reapresenta peça sobre sustentabilidade 

    Após o sucesso da primeira apresentação a Cia. Kómus de comédia e a Agência Conversa Sustentável, em parceria com a Livraria da Vila, têm o prazer de convidar a todos para assistir a nova apresentação da peça “É Greenwash, mas um dia amadurece – Uma comédia de erros”, uma visão diferente e bem-humorada sobre temas da sustentabilidade.

    “Trazer uma peça teatral para abordar a sustentabilidade foi desafiador. Mas o importante nesse tema é chamar a atenção das pessoas e a arte faz muito bem esse papel. Quem não gosta de escutar ou assistir uma boa narrativa? A primeira apresentação foi um sucesso. Nossa expectativa é atingir um público ainda maior. O objetivo é mobilizar as pessoas através da arte para uma vida mais sustentável”, afirma Vivian Blaso, diretora da agência de relações públicas e editora do Blog Conversa Sustentável. A indicação da peça é para maiores de 12 anos e a entrada é gratuita!

    Local: Livraria da Vila – Alameda Lorena, 1731 – Jardim Paulista
    Data: Dia 15 de outubro
    Horário: às 20h

    Ingressos através do portal http://www.conversasustentavel.com.br ou pelo telefone 11 2501.4064 ou envie um email para eventos@conversasustentavel.com.br ou contato direto com a Livraria da Vila.

    Realização
    Cia. Kómus e Conversa Sustentável
    Apoio Cultural
    Livraria da Vila e Ornare
    Sinopse
    A peça conta a história dos patrões e empregados… ops! colaboradores de uma indústria produtora de pisos e revestimentos – A Piso Bom. Os negócios não andam nada bem, pois um dos donos da empresa é o Leonardo, um avarento de primeira. Só pensa em dinheiro e economizar, porém está cheio de dívidas e as vendas vão de mal a pior, pois as pessoas agora querem empresas com responsabilidade socioambiental, o que passa longe da cabeça de Leonardo. Sustentabilidade para ele é produto de uma conspiração para arrancar mais dinheiro dos pobres empresários dos países subdesenvolvidos. Faz de tudo para deixar o processo produtivo mais barato, o que acaba gerando muitos problemas para a fábrica. Paga mal os funcionários e não se preocupa com a sua segurança. Tem uma péssima relação com a vizinhança da fábrica. Ela emite muita sujeira, que acaba entrando nas casas dos moradores. Os caminhões velhos e barulhentos rodam noite e dia e não deixam as pessoas dormirem. Além disso, o esgoto industrial é despejado no rio, o que deixa a população ainda mais nervosa.
    Já o outro irmão, Catatau, é o oposto de Leonardo. Ficou longe da empresa um bom tempo, viajou o mundo e fez cursos com os maiores pensadores sobre a sustentabilidade no mundo. Voltou cheio de ideias e quer tirar a empresa do buraco. Aí está a confusão! Leonardo sempre querendo dar um jeitinho para esconder as falcatruas e Catatau buscando fazer as coisas do jeito correto.

    Na história ainda temos a secretária Valdívia, que na verdade é uma faz-tudo. É explorada pelo patrão Leonardo, mas não deixa de dizer o que pensa; Evellyn, namorada do Catatau e diretora de vendas, que só pensa em comprar e comprar; a vizinha Florinda, líder comunitária que invade a fábrica para reclamar das condições do bairro; um ativista que ocupa a fábrica, se amarra ao pé da mesa, faz greve de fome, mas esqueceu de ir ao banheiro antes; e o fiscal, Seu Adamastor, que já é bem de idade, meio surdo, meio cego, meio alcoólatra e muito esperto.

    A Cia Kómus de comédia
    Um grupo de comédia que nasceu entre estudantes universitários, voluntários em um cursinho pré-vestibular comunitário da periferia de Guarulhos (Cursinho Comunitário Pimentas). O projeto surgiu com o objetivo de ajudar os alunos a entenderem obras literárias cobradas nos vestibulares de forma mais alegre e divertida. A primeira peça foi uma adaptação da obra de Gil Vicente, O Auto da Barca do Inferno, e de lá para cá já foram criadas outras peças como A Casa Errada, O Selo da Preguiça, Encruziada e algumas esquetes.

    A Conversa Sustentável
    Existe um novo ambiente regulatório. O mercado passa por grandes transformações visando a sustentabilidade, e para atender nossos clientes neste cenário desenvolvemos Soluções em Comunicação e Sustentabilidade para cada necessidade. De forma sistêmica, com agilidade consistência e relevância, as ações são planejadas para que a linguagem comunicacional da organização permita uma integração perfeita com seus diferentes stakeholders.

    O embrião da empresa foi o blog conversasustentavel.blogspot.com, que fomenta e divulga práticas sustentáveis à sociedade, tratando dos temas e sub-temas com uma apuração séria, ética e transparente, para apresentá-los de modo claro e objetivo ao seu público, que hoje o reconhece plenamente e opina através de comentários e sugestões de pauta.

    Fundada em 2008 por Vivian Blaso, doutoranda e mestre em ciências sociais, relações públicas e blogueira em sustentabilidade a missão da empresa é melhorar a qualidade de vida das pessoas no planeta e nas empresas com ética e responsabilidade sócio-ambiental.Por isso, a “Aproximar” é a palavra chave do nosso trabalho.Uma agência de relações públicas, especializada em Sustentabilidade, Comunicação Organizacional e Marketing, que aproxima!
    http://www.conversasustentavel.com.br

    Integrantes da Kómus
    Zé Honorato, O Eterno – Graduando em Analise e Desenvolvimento de Sistemas- IFSP campus Guarulhos e ainda se diz uma pessoa normal. Um rapaz extremamente pró-ativo, só tem preguiça de trabalhar, comer, andar, respirar, pensar, falar etc. Mas no resto ele é bom!
    Leidiane dos Santos, Leidi em Chamas – Cursando Educação Física na UNESP de Presidente Prudente, mas está meio gordinha. Moça prendada. Sabe passar, lavar, cozinhar, tirar pó. Procura um marido rico e de preferência bonito. Entrou nesse grupo para ver se desencalha. Ainda não obteve sucesso.
    Marcos Lima, Marcos Semi-homem – É formado em Biblioteconomia e tem orgulho disso. Começou atuando como Quico em um projeto de teatro, logo em seguida protagonizou um macaco com uma peça chamada “O rio que perdeu o espírito”, depois veio o “Auto da Barca do Inferno, como Diabo, “A casa errada”, como Francelino um empregado gay, “Selo da preguiça”, com dois personagens em cena Sr. Laércio e o Cangaceiro nove horas. Seu sonho é atuar na rede Globo na novela das oito ao lado, na frente e atrás do Gianecchini.
    Douglas Lotto, KBção – Estuda na Escola de Comunicação e Artes da USP. Sua maior qualidade é sua cabeça, e põe maior nisso. Na infância quando alguém jogava uma pedra essa entrava em órbita ao redor dessa melancia que ele carrega sobre o pescoço. Foi atacado brutalmente por uma lagartixa enquanto tomava banho e para superar o trauma seu terapeuta recomendou que ele entrasse no grupo de teatro.
    Thiago Xavier, Thiago Doido – Formado em Publicidade e Propaganda pela USP. Atuou em muitos papeis e ficou muito famoso dando muitos autógrafos durante a copa do mundo de 2010, pois as pessoas o confundiam com a Jabulani, a bola da copa. O teatro lhe trouxe benefícios, ele parou de ser viciado em Tv Globinho e até arrumou uma namorada.
    Erica Love – Curso incompleto no Macunaíma de teatro. Resolveu fazer um curso superior turismo, pois vivia viajando nas idéias. Sua primeira ação no grupo foi fazer o papel da esposa do Thiago Doido, na curta “A mulé Dama e o Vagabundo”. O curta foi um teste para saber se ela resistiria ou não entrar na Kómus. Um teste muito difícil, pois ser esposa do Thiago não é coisa fácil. Atuo como Laís na peça “Encruziada”, e espera realizar seu sonho de entrar na “Malhação”, pois apresenta-se um pouco acima do peso.
    Rafael, Biri – Estudante de Engenharia, uma mistura quase perfeita adora a natureza respeita profundamente a vida animal e assim segue o estilo de vida “vegetarian”. É só meio emo, pois não tem franja. Não temos um Severino, mas temos o “biri quebra galho”. Cuida da parte de iluminação e sonoplastia da companhia.
    Geisa Gonçalves, Geisão – superior incompleto em pedagogia pela UNIFESP. Desistiu para namorar um negão e agora faz curso de inglês para atender os turistas em Guarulhos.

    Informações e imprensa
    Conversa Sustentável
    Vivian Blaso e Douglas Lotto
    11 2501 4064 / 11 4108 4064
    eventos@conversasustentavel.com.br

     
c
Compor novo post
j
Próximo post/próximo comentário
k
Post anterior/comentário anterior
r
Responder
e
Editar
o
Mostrar/Ocultar Comentários
t
Ir para o Topo
l
Ir para o login
h
Mostrar / Esconder ajuda
shift + esc
Cancelar