Atualizações de setembro 2011 Ativar/desativar aninhamento de comentários | Teclas de atalho

  • 30 set

    Sustentável 2011 consolida versão brasileira do Visão 2050 

    Evento que terminou hoje no Rio de Janeiro discutiu propostas do empresariado nacional para o desenvolvimento sustentável nos próximos 40 anos

    Rio de Janeiro, 29 de setembro de 2011 – O Sustentável 2011 – 4º Congresso Internacional sobre Desenvolvimento Sustentável terminou hoje no Rio de Janeiro com avanços na tropicalização do documento Visão 2050, que trará as propostas do empresariado brasileiro para o desenvolvimento sustentável nos próximos 40 anos. O evento foi organizado pelo Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS), representante no país do World Business Council for Sustainable Development (WSBCD), que elaborou a versão mundial do Visão 2050. Ao longo de três dias, o Sustentável 2011 reuniu no Píer Mauá mais de 50 palestrantes nacionais e internacionais em plenárias e oficinas sobre o assunto e contou com a presença de 900 participantes.

    De acordo com a presidente do CEBDS, Marina Grossi, o evento foi um importante passo para promover as discussões em torno da Sustentabilidade, iniciando a construção brasileira do Visão 2050. “Conseguimos reunir em torno do tema as maiores empresas do País, bem como a sociedade civil, em uma reflexão ampliada que subsidiará a posição do Brasil para a Rio+20”, avaliou. Durante o evento, foram realizadas 13 oficinas que contaram com a participação de mais de 450 pesquisadores e especialistas da iniciativa privada, do governo e da sociedade civil em áreas como Energia, Desenvolvimento Humano, Consumo e Insumos, Economia, Biodiversidade e Agricultura, entre outros segmentos prioritários elencados no Visão 2050 para os próximos 40 anos. A questão educacional foi um tema abordado em todas as oficinas e considerado prioritário para se avançar no desenvolvimento sustentável, assim como a necessidade de se consolidar uma regulamentação que incentive a economia verde.

    Já o Chairman do CEBDS e CEO da Philips, Marcos Bicudo, destacou o fortalecimento da coalizão do empresariado nacional para promover mudanças práticas na maneira de gerar negócios. Contamos com a participação de vários CEOS neste evento, o que demonstra o engajamento cada vez maior das lideranças acerca do assunto e influencia decisivamente o poder de transformação para uma realidade mais sustentável, ressaltou.

    O próximo Sustentável acontecerá em maio de 2012, também no Rio de Janeiro, um mês antes da Conferência da Onu Rio+20.

    Rio capital verde

    Na plenária Mudança de Valores e Nova Economia, a secretária Municipal da Fazenda do Rio de Janeiro e economista, Eduarda La Roque, destacou a melhoria do ambiente de negócios da cidade e afirmou que o Rio quer assumir o posto de capital verde mundial. “Precisamos de mudança de valores na nova economia. Para se tornar a capital verde do mundo, o Rio de Janeiro precisa estabelecer o foco no papel dos investidores, dos governos e o empoderamento do consumidor. Para isso, estamos elaborando o primeiro relatório GRI da cidade, onde teremos um rigoroso ajuste fiscal, um planejamento estratégico pensando no Rio em 2020, e sustentabilidade fiscal”, disse.

    O presidente-executivo da Global Reporting Initiative (GRI), Ernst Ligteringen, também presente, destacou a importância das empresas se posicionarem como parte da solução das questões sustentáveis e não do problema. “As empresas brasileiras investem em questões sustentáveis, mas devemos mostrar o que está sendo feito. O Brasil tem que apresentar um relatório com dados reais, ou explicar por que não apresenta”, comentou.

    Open Space

    Nos três dias de evento, mais de 400 pessoas participaram do Open Space, um espaço para livre discussão de temas propostos pelos participantes do evento. Entre os principais temas, Mata Atlântica; Poluição dos Mares; Modelo de Negócios e Política; Brics e Sustentabilidade; O Poder das Redes Sociais; entre outros assuntos, foram discutidos pelos presentes. O Open Space contou com participações como a do Presidente da Fundação Brasileira para o Desenvolvimento Sustentável, Israel Klabin, do surfista profissional Carlos Burle, do Líder da Área Costeira e Oceanógrafa de Engenharia da COPPE/UFRJ, Professor Paulo Cesar Rosman, entre outros.

    Fotos do evento disponíveis em http://www.sustentavel.org.br

     
  • 29 set

    BASF é incluída novamente nos Índices de divulgação de Projetos de Carbono (Carbon Disclosure) 

     Reconhecimento claro da estratégia de Proteção Climática e redução de CO2
     Destaque pela transparência e relatórios

    O grupo internacional de investidores Carbon Disclosure Project incluiu a BASF novamente selecionada para inclusão no Carbon Disclosure Leadership Index (CDLI) – Índice de Liderança sobre Divulgação de Carbono, e também no Carbon Performance Leadership Index (CPLI) – Índice de Liderança de Desempenho de Carbono.

    De acordo com a Carbon Disclosure Project, a BASF está entre as principais empresas do mundo na categoria de mudança climática. O CDLI possui 52 empresas que divulgam seus dados de forma transparente e abrangente. O CPLI representa 29 empresas com base em seu desempenho exemplar em termos de mudanças climáticas – por exemplo, com relação à estratégia, a comunicação com os públicos de relacionamento (stakeholders), ao sistema de gestão e à redução das emissões de gases de efeito estufa. O Carbon Disclosure Project (CDP) representa 551 investidores institucionais segurando 71 trilhões de dólares em ativos sob gestão. Os investidores utilizam os índices de CDP como instrumentos de avaliação.
    “Sentimos-nos muito honrados em fazer parte do Disclosure Leadership
    Índex nos últimos sete anos, bem como estarmos incluídos no Índice de Desempenho, iniciado em 2010. Ao mesmo tempo, vemos isso como um
    incentivo para continuar com nosso compromisso em relação à proteção climática e continuar com o nosso diálogo aberto “, diz Dr. Ulrich von
    Deessen, Responsável pela Proteção Climática e líder da BASF no centro de Competência de Meio Ambiente, Saúde e Segurança. Um componente chave de nosso desempenho é o nosso balanço global de CO2, que apresentamos regularmente desde 2008. “Esta é a base para avaliar as oportunidades e riscos que a BASF enfrenta devido às alterações climáticas, quantificá-los e implementar um plano estratégico para continuarmos avançando neste sentido.”

    O balanço de CO2 da BASF de 2010 demonstra que a empresa tem conseguido reduzir significativamente as emissões de gases de efeito estufa provenientes da produção: As emissões por tonelada de produto vendidas foram reduzidas desde 2002 em cerca de 29% e, assim, pela primeira vez, a BASF conseguiu atingir suas metas climáticas para 2020 (25% de redução). Além disso, as vendas de produtos voltados para a proteção climática aumentou de €6 bilhões em 2008 para € 7,7 bilhões em
    2010, portanto, um crescimento de 10 a 12% das vendas totais do Grupo BASF.

    O balanço de CO2 é baseado nos critérios do Protocolo Gases de Efeito Estufa para relato de CO2, bem como sobre o método de análise de certificação da BASF de ecoeficiência.

    Em setembro de 2011, a BASF foi novamente incluída no Índice Dow Jones de Sustentabilidade Global (DJSI World). A empresa recebeu especial reconhecimento dos analistas por seu empenhamento em sustentabilidade, com destaque para Organismos Geneticamente Modificados, Segurança de Produtos (Product Stewardship), Sistema de Gestão Ambiental , Estratégia Climática e Gestão de Risco e Crise.

    Mais informações sobre a proteção climática da BASF e do Carbon
    Disclosure Leadership Index está disponível em:
    http://www.basf.com / sustainability
    http://www.cdproject.net

     
  • 28 set

    Alckmin cria Comissão Estadual de Erradicação do Trabalho Escravo 

    Vinculado à Secretaria da Justiça, grupo deverá propor mecanismos de prevenção e enfrentamento a este crime no Estado



    Governador Geraldo Alckmin criou, nesta terça-feira, 27 de setembro, a Comissão Estadual para Erradicação do Trabalho Escravo (Coetrae/SP) no Estado de São Paulo, através do Decreto 57.368.
    A Coetrae será coordenada pelo Núcleo de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas (NETP), vinculado a Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania, que em 2010 realizou 50 atendimentos a vítimas de mão-de-obra escrava – o equivalente a quase 75% do total de acolhimentos em 2010.

    Historicamente, o tráfico de mão-de-obra escrava é a principal modalidade entre os atendimentos realizados pelo NETP em São Paulo. Neste ano, a Secretaria da Justiça atendeu 37 vítimas deste crime, a maioria delas proveniente da Bolívia. Em maio, também foram registradas denúncias envolvendo 30 paquistaneses que trabalhavam em situação análoga a de escravo em frigoríficos no interior do Estado.
    Entre outras atribuições, caberá à Comissão Estadual para a Erradicação do Trabalho Escravo avaliar e acompanhar as ações, os programas, projetos e planos relacionados ao tema; monitorar a tramitação de projetos de lei e promover a cooperação técnica entre o Estado de São Paulo e os organismos internacionais; além da elaboração de estudos e pesquisas na área.

    A medida do Governo Estadual ratifica a carta-compromisso contra o trabalho escravo, tornada pública perante a Frente Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo através da coligação “Unidos por São Paulo”. A erradicação do trabalho escravo é um dos eixos prioritários do Programa Nacional do Trabalho Decente, criado a partir de uma agenda nacional.
    A comissão será composta por representantes das Secretarias Estaduais da Justiça e da Defesa da Cidadania; do Emprego e Relações do Trabalho; de Agricultura e Abastecimento; do Meio Ambiente; da Fazenda; da Segurança Pública; e da Educação.

    Também integram o grupo os indicados pelo Tribunal Regional do Trabalho; Ministério do Trabalho e Emprego; Superintendência Regional do Trabalho e Emprego de São Paulo; Secretaria de Inspeção do Trabalho; Conselho Nacional de Imigração; Ministério Público do Trabalho; Procuradoria Geral da República em São Paulo; Organização Internacional do Trabalho; Defensoria Pública do Estado de São Paulo; Ministério Público do Estado de São Paulo; Defensoria Pública da União no Estado de São Paulo; Superintendência Regional da Polícia Federal de São Paulo; Superintendência Regional da Polícia Rodoviária Federal; Tribunal Regional Federal da 3ª Região; Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo; Superintendência da Receita Federal do Brasil em São Paulo; e Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária – INCRA.

     
  • 27 set

    30ª Semana Gandhi 

    A arte da vida consiste em fazer da vida uma obra de arte04 de Outubro – 19:00 – Auditório do Masp – Gratuito

    em adesão ao Dia Internacional da Não Violência

    Gandhi foi um artista. Obviamente não um pintor, músico ou poeta. Suas matérias-primas foram a Verdade e a Não Violência que, tecidas na roca dos desafios históricos que sua existência encarou, manifestam o vigor de um propósito e conseguem exprimir significados que ainda hoje reverberam nas aspirações do genuinamente humano.

    Como as obras de arte – que não cansamos de apreciar – nós o revisitamos através de seus livros, artigos e centenas de biografias que analisam seus feitos em busca de novos ângulos, novas interpretações, novas pistas para compreender a arquitetura da pedagogia política que emerge de sua ação.

    Nesta 30º Semana Gandhi, a Associação Palas Athena pediu aos artistas que dessem voz às homenagens oferecidas ao Mahatma – “homem de gestos poéticos”, como o define Rubem Alves. Desse modo, as artes e suas múltiplas linguagens dialogarão no jardim do seu legado, cujas sementes precisamos cultivar.

    P r o g r a m a

    Abertura da celebração – Tambores e performance
    Rede Cultural Beija-Flor

    Monólogo do ator João Signorelli, em atuação como Gandhi

    Histórias
    Tininha Calazans

    Música indiana
    Meeta Ravindra
    , canto e instrumento
    Sagar Karahe, tabla

    Sitar e cantos tradicionais islâmicos e cristãos em ragas
    Krucis, instrumento e voz • Dança indiana Kathak
    E. Gyaneshree

    Poemas de Rabindranath Tagore e pensamentos de Gandhi
    João Moris e Hamilton Faria

    Dança indiana
    Odissi Silvana Duarte

    Gandhi em imagens
    Luiz Henrique Góes e Rosangela C. Ares

    Pintura Sumiê – símbolos da celebração
    José Roberto Marinho Bueno

    Pássaros da paz – tsurus, em origami, confeccionados durante a celebração
    Direção artística: Silvana Duarte


    ENTRADA FRANCA
    4 de outubro ▪ terça-feira ▪ 19 horas
    Auditório do MASP ▪ Museu de Arte de São Paulo
    Av. Paulista, 1578 – São Paulo/SP – Estação Trianon-Masp do metrô

    Não é necessário fazer inscrição antecipada

    Realização: Comitê da Cultura de Paz http://www.palasathena.org.br

     
  • 26 set

    Revista Sustentabilidade 


    A Revista Sustentabilidade , já na terceira edição, é uma publicação que visa discutir com profundidade e objetividade os problemas, desafios e oportunidades da inovação brasileira, na transição para uma economia verde e de baixo carbono.

     
  • 26 set

    Dica de Leitura: Morin,Edgar 

    RUMO AO ABISMO?
    ENSAIO SOBRE O DESTINO DA HUMANIDADE
    Formato: Livro
    Autor: MORIN, EDGAR
    Tradutor: CARVALHO, EDGARD DE ASSIS
    Tradutor: BOSCO, MARIZA PERASSI
    Editora: BERTRAND BRASIL
    Assunto: FILOSOFIA

    Edgar Morin – Sociólogo e filósofo francês nascido em Paris, um dos pensadores mais originais de nossa época sua influencia tem nos ajudado a apreender o real em toda sua complexidade, a começar pelo real humano que é o pensar enriquecido de todas as suas facetas e de todas as suas contradições. Em Rumo ao Abismo? O autor nos aponta que a humanidade está diante do caos, mas que estamos em uma oportunidade inédita: metarfosear-se. A coletânea traz diversos artigos do pensador, um conjunto de provocações que foram originalmente publicadas no jornal Le Monde.

    “Mesmo a ideia de desenvolvimento “sustentável” oferece como modelo uma civilização em crise,que também seria necessário reformar. Ela impede o mundo de encontrar outras formas de evolução que aquelas calcadas na ocidentalização.”(2011:12)
     
  • 21 set

    Instituto Jatobás lança seu primeiro Relatório de Atividades 

    O ano de 2011 marca nova maturidade do Instituto Jatobás, que desde 2002, vem fomentando a discussão sobre o desenvolvimento sustentável em diversas frentes e ações

    Criado em 2002, o Instituto Jatobás é uma organização não governamental, sem fins lucrativos, com o propósito de promover a difusão do conhecimento em Desenvolvimento Sustentável buscando a incorporação desses conceitos nas práticas pessoais, organizacionais e comunitárias. Com grandes resultados alcançados, chega a hora de compartilhar essa grande experiência. Está disponível para todos os interessados seu primeiro relatório de atividades, referente aos anos de 2009 e 2010 e o caminho percorrido desde 2002, com sua história, sua equipe, seus modelos, sua atuação no núcleo Pardinho e no núcleo São Paulo, seus parceiros, prêmios, atividades e retorno para sociedade.

    A atuação teve início com a implantação do Projeto piloto do Sistema Ecopolo de DS Municipal – um sistema de organização e gestão estratégica para o desenvolvimento sustentável de comunidades e suas organizações.

    O Instituto Jatobás construiu um portfólio de produtos e serviços para comunidades e organizações que desejam se desenvolver de maneira sustentável. Tais produtos e serviços estão fundamentos do desenvolvimento sustentável, na convergência de interesses das partes envolvidas, na educação para a sustentabilidade e na responsabilidade socioambiental.


     
  • 20 set

     
  • 19 set

    World Green Building Week começa dia 19 de setembro 

    Entre 19 e 23 de setembro líderes do mundo todo realizarão atividades e eventos visando difundir os benefícios sociais, econômicos e ambientais das construções sustentáveis

    Mais de 80 países já contam com um Green Building Council Brasil, organizações que fomentam a indústria da construção sustentável e o selo LEED. Anualmente, esses GBCs se mobilizam para a World Green Building Week, uma semana no calendário global com atividades e eventos para difundir e discutir os benefícios da construção sustentável.

    Esse ano, o movimento será promovido entre os dias 19 e 23 de setembro e terá como tema As Construções Sustentáveis (Green Building) em uma nova Economia Verde. Esse tema foi escolhido visando aquecer a discussão do Rio+20 que será realizado em junho de 2012 no Rio de Janeiro e terá como foco a temática “Uma Economia Verde no contexto da Erradicação da Pobreza e do Desenvolvimento Sustentável”.

    “É muito positivo ter uma semana dedicada a refletir sobre esse tema. Os green buildings, além de mais eficientes e saudáveis, consomem menos energia e recursos naturais e são potenciais geradores de novos empregos. Ao invés de entraves ao crescimento, podem ser um dos importantes propulsores da economia e do desenvolvimento sustentável. Neste momento de crescimento do Brasil, especialmente do setor da construção civil e de muitos e grandes projetos de infraestrutura e habitação, é importante aplicar as práticas de construção sustentável, reduzindo o impacto negativo ao meio ambiente, e deixando um legado positivo de obras “verdes” para as futuras gerações”, comenta Maria Clara Coracini, Diretora Executiva do GBC Brasil.

    Desde agosto, várias ações foram realizadas pelo GBC Brasil para aquecer a discussão no país. Uma delas a 2ª Greenbuilding Brasil – Conferência Internacional & Expo, realizada entre 29 e 31 de agosto, reuniu especialistas internacionais e recebeu mais de 1200 visitantes. Além disso, a organização lançou o Prêmio Green Building Brasil para reconhecer os destaques da construção sustentável. Os finalistas já foram escolhidos e o a votação popular está aberta no portal http://www.premiogbb.org.br.

    Hoje o Brasil é o 4º no ranking mundial de construções sustentáveis, atrás apenas dos Estados Unidos, Emirados Árabes e China. Além disso, o país está se preparando para uma Copa do Mundo Sustentável com nove dos 12 estádios que serão sede em processo de certificação LEED.

    No site do movimento http://www.worldgbc.org há mais informações sobre as ações que serão realizadas em todo o mundo. No twitter, os internautas poderão acompanhar os tweets de todo o mundo pela hashtag #WGBW.

    Sobre o Green Building Council Brasil:

    O Green Building Council é uma organização não governamental que visa fomentar a indústria de construção sustentável no Brasil, por meio de sua atuação junto ao governo e à sociedade civil, capacitação técnica de profissionais, disseminação de informações, práticas e conhecimentos e promoção de processos de certificação. Além de disseminar e apoiar as iniciativas do setor, atua fortemente na capacitação técnica de profissionais dos vários elos do setor da construção. Site: http://www.gbcbrasil.org.br.

     
  • 15 set

    Sustentabilidade, o contexto urbano e expectativas sobre a Rio+20 

    Por Vivian Blaso, Relações Públicas (UNP), Doutoranda e Mestre em Ciências Sociais (PUC-SP), diretora da agência de Relações Públicas Conversa Sustentável, MBA em Gestão Estratégica de Marketing (UFMG), Especialista em Sustentabilidade (FDC) e Professora convidada do Curso de Pós Graduação em Construções Sustentáveis (FAAP).
    Setembro de 2011
    No contexto urbano em que vivemos, as cidades são ao mesmo tempo centros de desenvolvimento, onde há aumento da expectativa de vida, mas também de geração de lixo, de poluição e de problemas de mobilidade.
    O aumento da frota de automóveis na cidade de São Paulo tem contribuído para piorar aspectos de mobilidade urbana, qualidade do ar e consequentemente interferindo na qualidade de vida dos seus habitantes.
    Hoje a velocidade média do tráfego paulistano é de 10 km por hora, e doenças relacionadas à qualidade do ar, ou seja, o aumento de mortes por pneumonia e doenças respiratórias tem crescido exponencialmente mais que câncer e AIDS, de acordo com o Dr. Paulo Saldiva.
    O excesso de veículos tem aumentado a demanda por áreas para tráfego e estacionamento, e como consequência a pavimentação, o que contribui para a impermeabilização do solo, facilitando a ocorrência de enchentes. Além disso, o calor retido por essas superfícies, somado ao calor gerado pelos veículos, tem contribuído para o aumento da temperatura do ambiente por meio da formação de ilhas de calor, o que interfere no microclima da cidade.
    São Paulo, apesar de ser a cidade mais rica do país, no âmbito do urbanismo e do planejamento urbano está entre as mais carentes, com a necessidade latente de uma reforma urbana ampla.
    Os governos e prefeituras responsáveis pelo planejamento urbano da cidade e dos seus espaços públicos na maioria das vezes não conseguem absorver a expansão exponencial da cidade. Por isso, são de extrema importância as ações de intervenção no espaço urbano por organizações da Sociedade Civil, Fundações e Empresas.
    Dessa forma, podemos perceber que a estrutura das cidades determina a qualidade do espaço urbano e de vida de seus habitantes, tendo a qualidade expressa também no seu microclima, no consumo energético, na gestão de água e de resíduos, em sua capacidade de adaptação aos eventos climáticos, na garantia da saúde e da satisfação dos moradores.
    Neste sentido, podemos considerar que o planejamento urbano municipal é estratégico para a ordenação espacial do território e tem como principal instrumento o plano diretor, que, por sua vez, tem a função de ser um integrador, articulador das políticas setoriais para as cidades.
    Neste cenário, o setor da construção civil como é extremamente relevante, principalmente as empresas de incorporação imobiliária, pois atuam como um dos agentes indutores na concepção espacial das cidades.
    Esse setor, em especial o imobiliário, é responsável por articular parcerias público-privadas cuja intenção é promover uma melhoria do ambiente construído, influenciando na melhoria da qualidade de vida. Entretanto, nem sempre o que está explícito nas legislações, ou o que foi previsto pelos investidores e governos, consegue atender à demanda social latente por infraestrutura de serviços, acesso à saúde, transporte e educação.
    O setor da construção civil também poderá contribuir no processo de adaptação das cidades diante desses grandes desafios mundiais enfrentados pelas cidades?
    O modelo de desenvolvimento urbano de São Paulo é um exemplo de como existem lacunas que necessitam ser preenchidas, pois basta olhar para a cidade e ela nos mostra as questões relacionadas à mobilidade urbana, coleta de lixo domiciliar, enchentes, ocupações em áreas vulneráveis, entre outros problemas que fazem parte da agenda do município.
    Como adaptar as cidades para a economia de recursos naturais e melhoria da qualidade de vida?
    Neste quadro, a palavra “sustentabilidade” se apresenta como o tema do momento, em toda a sociedade, principalmente porque hoje a maior parte da população mundial vive nas grandes metrópoles.
    A origem da palavra, ou seja, o seu significado etimológico, aponta que sustentabilidade “é a capacidade de fornecer ou garantir o necessário para a sobrevivência no planeta”.
    Segundo o relatório “O estado do mundo”, divulgado em 2010 pela ONU – Organização das Nações Unidas, atualmente cerca de um sexto da população mundial é responsável por quase 80% do que é consumido mundialmente em termos de bens e serviços e 5 bilhões de pessoas ainda consomem um décimo do que compra um europeu médio. Hoje já consumimos 30% acima da capacidade de reposição da Terra; diariamente retiramos do planeta, em termos de recursos naturais, o equivalente a 112 prédios do Empire State, que tem 105 andares. É impossível continuarmos a agir da mesma maneira sem que tenhamos perdas.
    Diante dessa conjuntura, só existe uma saída para o mundo: o desenvolvimento nas três esferas propostas pela sustentabilidade: econômica, social e ambiental.
    Aliar o desenvolvimento sustentável de maneira a proporcionar condições de igualdade e inclusão social das classes menos privilegiadas é o grande desafio das nações.
    O Professor Jurandir Macedo, especialista em comportamento e finanças, comenta que só existem dois erros em nossa vida financeira: “Ou economizamos muito e morremos cedo sem usufruir dos benefícios que o dinheiro pode nos proporcionar ou temos uma vida perdulária, gastando o que não temos e perdemos qualidade de vida”. Do ponto de vista da sustentabilidade também funciona da mesma maneira, ou seja, ou a sociedade muda os padrões individuais de consumo e devastação ambiental ou teremos perdas irreversíveis à nossa saúde e à própria sobrevida no planeta. As pessoas ao redor do mundo precisam se conscientizar de que é necessário o equilíbrio ou não vamos ter planeta.
    E como fazer isso, tendo em vista a proximidade da Rio+20 – Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável, que será realizada em 2012?
    A Rio+20 reunirá os esforços necessários para alcançar uma economia verde, inclusiva e de baixo carbono em busca do desenvolvimento sustentável. Seu eixo central está pautado na Green Economy, e para isso será necessário que o Brasil apresente suas experiências nas questões relacionadas ao etanol e à Amazônia, além da nossa biodiversidade, que hoje abastece a cadeia de produção e consumo em escala global.
    O foco deverá ser colocado em torno de como a sustentabilidade se relaciona com países subdesenvolvidos, uma vez que só existe uma alternativa para eles: uma economia verde que proporcione a equidade. Na conferência Rio 92 falamos sobre os limites do planeta como algo intangível, entretanto agora é um grande risco para a economia, pois a biodiversidade está relacionada de maneira intrínseca ao desenvolvimento das nações.
    A estratégia do governo para a conferência está voltada para a mobilização e o engajamento da sociedade, por isso ele vai fazer um grande esforço para mobilizar principalmente os jovens, porque eles é que terão de cobrar dos governantes e implementar ações que promovam a economia verde e inclusiva.
    De acordo com o relatório intitulado “Rumo a uma Economia Verde: Caminhos para o Desenvolvimento Sustentável e a Erradicação da Pobreza”, lançado pelo PNUMA em 2011, existem grandes oportunidades para desacoplar, por exemplo, a geração de resíduos do crescimento do PIB, incluindo em seu lugar ações de recuperação e reciclagem. Isso gera no Brasil retornos de 2 bilhões de dólares por ano, ao mesmo tempo que evita a emissão de 10 milhões de toneladas de gases de efeito estufa; aqui, uma economia de reciclagem plena valeria 0,3% do PIB.
    O Professor Ignacy Sachs apontou, durante oficina realizada pela Secretaria de Assuntos Estratégicos do Governo Federal, que a humanidade entrou em uma nova era: geológica e antropocêntrica, e o que nos interessa agora é a era geológica, porque as atividades humanas começam a fazer a diferença no planeta. “Somos como aprendizes de feiticeiro, entretanto ou criamos um roteiro para os geonautas se alinharem à Rio+20 ou caso contrário não teremos o Brasil e o mundo na rota social e ambientalmente includentes e sustentável. Ou seja, será necessário reaprendermos a planejar”, disse o professor. Isto é, na visão de Sachs será necessário que os países se adaptem sob três grandes aspectos: pegada ecológica, geração de trabalho decente e gestão de um fundo de financiamentos para subsidiar a sustentabilidade nos países em desenvolvimento.
    O cientista nos propõe a criação do imposto sobre o carbono, pois caso contrário os empresários que não investirem em sustentabilidade ficarão em desvantagem competitiva em relação ao preço de suas mercadorias e em relação aos concorrentes que não incorporam sustentabilidade e isso pode gerar mais desigualdade. Segundo Sachs, estamos vivendo uma grande crise econômica, e os consumidores vão comprar produtos mais baratos porque vão controlar o que entra e sai de recursos para sua subsistência. Na sua visão seria necessária a criação de pedágios para utilização dos oceanos, dos ares onde os países desenvolvidos deverão subsidiar a utilização dos recursos aos países em desenvolvimento, ou seja, quem utiliza mais paga mais.
    Outro aspecto apontado por Sachs está na necessidade de redefinir os eixos das cooperações técnicas a partir dos biomas, por exemplo: os cientistas que estudam as florestas tropicais no Brasil deverão fazer intercâmbios com os cientistas que estudam as florestas tropicais da Índia, pois isso facilitaria a interlocução entre planos de cooperação técnico-científica e neste momento poderíamos dar um passo rumo ao desenvolvimento includente e sustentável.
    Sachs conclui que será necessário replanejar as agendas verde e azul, discutir formas de trabalho decente, olhar para a pegada ecológica e trabalhar com programas de mutirão assistidos de habitação. Essas seriam as estratégias para colocarmos o Brasil na liderança do evento mais importante da ONU em 2012.
    Hoje o Brasil possui uma quantidade significativa de recursos naturais, e é a partir desses recursos que extraímos toda a base da nossa economia, mas se eles forem retirados de maneira predatória e indiscriminada, o que vai acontecer? A economia entrará em colapso. Portanto, hoje não é possível haver desenvolvimento social e ambiental se pensarmos apenas na geração de riquezas, como também não é possível pensarmos somente na preservação ambiental sem levarmos em conta a economia. Por isso é necessário o equilíbrio dessa equação similar ao equilíbrio da nossa vida financeira.
     
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