Atualizações de agosto 2011 Ativar/desativar aninhamento de comentários | Teclas de atalho

  • 31 ago

    Investimento verde no setor hídrico poderia gerar grandes benefícios para a saúde humana, a segurança alimentar e o crescimento econômico 

    O relatório Economia Verde descreve estratégias de investimento para a redução da escassez da água


    Estocolmo, 25 de agosto de 2011¬ – Segundo estudo lançado pelas Nações Unidas , um investimento de 0.16% do PIB mundial no setor hídrico poderia diminuir a escassez de água e reduzir pela metade o número de pessoas sem acesso à água potável e a serviços de saneamento básico em um período inferior a quatro anos.

    Atualmente, a falta de investimentos em serviços hídricos, de coleta, tratamento e reutilização eficiente da água resulta na redução de reservas aquíferas em várias partes do mundo e contribui para uma situação em que a demanda global por água poderia ultrapassar a oferta num período de 20 anos.

    No capítulo dedicado à água no Relatório sobre Economia Verde, lançado durante a Conferência da Semana Mundial da Água em Estocolmo, o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) apontou que o investimento em saneamento e água potável, assim como o fortalecimento dos sistemas locais de abastecimento hídrico, a conservação dos ecossistemas vitais para o abastacimento de água e o desenvolvimento mais eficiente de políticas, pode auxiliar na prevenção de altos custos sociais e econômicos resultantes do abastecimento inadequado de água.

    Camboja, Indonésia, Filipinas e Vietnã são alguns dos países cujas perdas causadas pela deficiência no serviço de saneamento básico alcançam cerca de US$ 9 bilhões por ano ou 2% do PIB total combinado.

    Segundo Achim Steiner, Sub-Secretário geral da ONU e Diretor Executivo do PNUMA, “otimizar o acesso à água potável e serviços de saneamento básico é fundamental para uma sociedade mais sustentável e de uso mais eficiente de recursos”.

    “O Relatório sobre Economia Verde revela que o investimento na gestão e infraestrutura hídrica, assim como em ecossistemas dependentes de água, combinado a políticas eficientes, pode contribuir e garantir a segurança da água e dos alimentos, melhorar a saúde e fomentar o crescimento econômico”, concluiu Steiner.

    Caso não haja êxito na promoção do uso mais eficiente da água, a demanda por água pode ultrapassar a oferta em 40% até o ano de 2030.

    O Relatório sobre Economia Verde aponta que a otimização na produtividade de água, assim como o aumento no seu abastecimento (por meio de novas represas, plantas dessalinizadoras e reciclagem) pode diminuir essa lacuna em até 40%. No entanto, os 60% restantes deverão ser compensados a partir de investimentos na infraestrutura, reformas na política de recursos hídricos e desenvolvimento de novas tecnologias.

    Mike Young, da Universidade de Adelaide, principal autor do capítulo sobre água do “Relatório Economia Verde”, afirma que sem investimentos e reforma política, a crise de abastecimento de água será um fato generalizado.

    Melhorar a eficiência e a sustentabilidade do uso da água também é vital para que a crescente demanda por energia seja abastecida. As passo que os países se tornam mais ricos e mais populosos, a demanda industrial por água deve aumentar. Na China, por exemplo, mais da metade do aumento da demanda por água nos próximos 25 anos deverá ser resultado de uma expansão significativa em seu setor industrial.

    Sob o cenário de investimentos verdes previsto no Relatório Economia Verde, o uso global da água pode ser mantido dentro de limites sustentáveis e o Objetivo de Desenvolvimento do Milênio de reduzir pela metade a proporção da população sem acesso sustentável à água potável e saneamento básico poderia ser alcançado até 2015.

    Com um investimento anual de US$ 198 bilhões, ou 0,16 por cento do PIB global até 2030, o uso da água poderia se tornar mais eficiente, permitindo um aumento sustentável da produção agrícola, de biocombustíveis e industrial. Sob esse cenário, o número de pessoas vivendo em regiões com carência de água seria quatro por cento menor do que no cenário habitual, e sete por cento menor em 2050.

    O relatório destaca vários estudos de caso onde os investimentos verdes em água estão produzindo benefícios econômicos e ambientais.

    Como parte de seu plano de cinco anos para o Crescimento Verde, a República da Coréia, por exemplo, anunciou, em 2009, um investimento de US$ 17,3 bilhões em seu Projeto de Restauração de Quatro Grandes Rios. Os cinco principais objetivos do projeto são proteger os recursos hídricos contra a escassez de água, implementar medidas de controle de enchentes, melhorar a qualidade da água e, ao mesmo tempo, restaurar ecossistemas de bacias hidrográficas, e desenvolver regiões locais e espaços de cultura e lazer em torno de grandes rios.

    No geral, espera-se que o projeto crie 340 mil empregos e gere um valor estimado em US$ 31,1 bilhões em efeitos econômicos positivos da restauração dos rios para a saúde.

    Bioenergia bem planejada é chave para a Economia Verde

    O uso da água para produção de bioenergia é o assunto de outro novo relatório, também lançado na Semana Mundial da Água. O relatório trata da ligação entre bioenergia e água e foi produzido conjuntamente pelo PNUMA, a Oeko-Institut e a Agência Internacional de Energia.

    Fontes sustentáveis e renováveis de energia são uma parte essencial da transição para uma economia verde de baixo carbono e eficiência de recursos. Todas as formas de energia têm, em maior ou menor grau, um impacto sobre os recursos hídricos, e a relação entre a água e a bioenergia (energia renovável derivada de materiais orgânicos, como a biomassa, madeira ou subprodutos agrícolas) é particularmente complexa.

    Este relatório conclui que a demanda da bioenergia por água é em grande parte relacionada com o cultivo e processamento de matérias-primas, que por sua vez têm implicações importantes para a agricultura sustentável, o uso da terra e a produção de alimentos.

    Em um mundo onde mais de 70 por cento da água doce mundial é utilizada para a agricultura, o relatório diz que o desenvolvimento de bioenergia deve ser cuidadosamente planejado para evitar uma pressão maior que a já existente. Esse planejamento deve refletir a crescente necessidade por matérias-primas para usos como alimentos, rações e fibras, considerando a estimativa de que a população mundial deve chegar a nove bilhões de pessoas em 2050. Em alguns casos, essas considerações podem até argumentar contra o desenvolvimento da bioenergia.

    No entanto, o relatório descreve as circunstâncias em que o desenvolvimento bem planejado da bioenergia pode melhorar práticas agrícolas — incluindo a promoção da eficiência hídrica e uso de fertilizantes sustentáveis — e até mesmo melhorar o acesso à água, graças ao bombeamento de água e limpeza com uso de bioenergia, assim como segurança alimentar, no caso de sistemas combinados de produção de alimentos com bioenergia.

    As recomendações do relatório incluem:

    • Abordagem holística e perspectiva de longo-prazo — Considerar o contexto para identificar o melhor uso para a água. Adotar uma abordagem de ciclo de vida, considerar interrelações com a necessidade de outros recursos e levar em conta toda a bacia hidrográfica.

    • Basear decisões em avaliações de impacto para assegurar um manejo sustentável da água — analisar sistemas de bioenergia a partir de uma perspectiva socioecológica compreensiva. Promover o uso sustentável da terra e da água.

    • Criar e implementar políticas efetivas relacionadas à água — Esses programas devem prever a produção de matéria-prima e conversão de energia e monitorar a concorrência entre os setores de uso da água.

    • Promover o desenvolvimento tecnológico — Novas tecnologias podem ajudar a aliviar a pressão sobre os recursos hídricos, mediante devida averiguação antes da implantação.

    • Conduzir pesquisas mais amplas, preencher lacunas de dados, desenvolver ferramentas regionais — Apoiar a cooperação internacional em pesquisas sobre os impactos da bioenergia sobre a água; abordar questões emergentes e pouco exploradas como o potencial e o risco de zonas costeiras / microalgas, microalgas terrestres e organismos geneticamente modificados; monitorar necessidades diárias para preencher lacunas de dados e verificar a conformidade com os regulamentos de produção sustentável; considerar que avaliações de impactos são inadequadas sem ferramentas regionais que avaliem os impactos no local.

    Nota aos editores:

    Para fazer o download do Relatório Economia Verde, acesse:

    http://www.unep.org/greeneconomy


    Para fazer o download do Relatório sobre a relação entre bioenergia e água, acesse:

    Bioenergy and Water Nexus report, http://www.unep.fr/energy/bioenergy


    Para maiores informações sobre o novo capítulo do Relatório Economia Verde, contatar:

    Nick Nuttall, Porta-Voz e Chefe de Mídia do PNUMA

    Tel: +41 795 965 737 ou +254 733 632 755

    E-mail: nick.nuttall@unep.org

    Leigh Ann Hurt, Comunicação do PNUMA em Genebra

    Tel: +41 22 917 8766

    E-mail: leigh-ann.hurt@unep.org

    Solange Montillaud-Joyel, Comunicação do PNUMA em Paris

    Tel : +33 1 44 37 76 20

    E-mail: solange.montillaud@unep.org

    Para informações em português:

    Amanda Talamonte, Comunicação do PNUMA no Brasil

    Tel: +55 61 3038-9237

    E-mail: comunicacao@pnuma.org

    http://www.twitter.com/PNUMABrasil

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    http://www.youtube.com/PNUMABrasil

    http://www.pnuma.org.br

     
  • 30 ago

    Abertas as inscrições do processo seletivo do FIES (Fundo Itaú Excelência Social), que destinará R$ 120 mil a cada ONG selecionada 

    Em 2011, serão selecionados 20 programas nas áreas de educação infantil, ambiental e para o trabalho. Cada um receberá R$ 120.000,00 e apoio técnico para aprimorar a gestão e a sustentabilidade de suas ações. O restante do recurso será aplicado em suporte técnico, monitoramento e formação dos gestores das ONGs. Serão destinados ainda R$ 300 mil ao Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) no Brasil. No total, o FIES fará um investimento social de R$ 3,4 milhões neste ano.

    ONGs interessadas em receber apoio financeiro e técnico devem inscrever-se em http://bit.ly/qDaioC até 30 de agosto para participar do processo seletivo.

    Serão selecionados e apoiados projetos de três categorias. Os de educação infantil envolvem ações executadas por organizações registradas nos Conselhos Municipais de Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA) e destinam-se ao desenvolvimento de crianças com idade até 5 anos. Os projetos de Educação Ambiental dirigem-se à formação de crianças e adolescentes de 6 a 17 anos com o objetivo de promover conhecimentos necessários para a preservação e melhoria da qualidade ambiental, realizados por organizações registradas nos CMDCAs. Já os de Educação para o Trabalho preparam adolescentes e jovens de até 24 anos para o mercado de trabalho.

    O Fundo Itaú Excelência Social (FIES) só investe em ações de empresas socialmente responsáveis e destina 50% de sua taxa de administração para programas sociais desenvolvidos por organizações não-governamentais. Desde sua criação, o Programa de Investimentos Sociais do FIES (PIPS FIES) já repassou mais de R$ 16,6 milhões a programas de 97 ONGs, beneficiando 18.467 crianças e jovens e 1.713 educadores.

    Acesse o site, http://www.itau.com.br/fies, saiba mais sobre o FIES e divulgue-o.

     
  • 30 ago

    Instituto Jatobás Campanha “O que é sustentabilidade?” 

    O que é sustentabilidade?

    A campanha idealizada pelo Instituto Jatobás visa propagar o conceito de sustentabilidade para toda população

    Agosto 2011- Sustentabilidade. Essa palavra, hoje tão usada em comerciais, prêmios, textos e discursos de empresas, governos e instituições, é trazida com diferentes definições e chega a estar quase desgastada. Por isso, para valorizar e disseminar o vasto conhecimento disponível sobre o assunto e mostrar as várias aplicações do conceito, o Instituto Jatobás lança a campanha “O que é sustentabilidade?”.

    O Instituto, uma organização não governamental e sem fins lucrativos, tem como missão influir para a ampliação da consciência e oferecer conhecimento para a construção de um caminho coletivo solidário e sustentável. Com a campanha, quer propagar o conceito de sustentabilidade e mostrar que existem muitas ferramentas e meios para alcançá-la, mas que as preocupações são sempre as mesmas: sobrevivência, qualidade de vida e a garantia de um futuro para as próximas gerações. “Queremos que todos conheçam o conceito, que é simples, e busca a construção de uma sociedade solidária, preocupada com a coletividade, com seu bem-estar e seu futuro”, afirma Betty Feffer, presidente do Instituto Jatobás.

    Na prática, a sustentabilidade é de um jeito para cada um, mas a sustentabilidade para todos requer mudança no modo de pensar: de agora para o futuro; de aqui para o Planeta; de competição para cooperação e compartilhamento; do individual para o coletivo. “Precisamos ter em mente que desenvolver ou evoluir para melhor não significa crescer ou expandir de qualquer maneira; e ser melhor não significa ter mais”, completa João Salvador Furtado, consultor do Instituto Jatobás.

    A campanha terá como seu principal instrumento o livro “Os 50 melhores livros em sustentabilidade”, edição inédita da versão em português do trabalho do autor Wayne Visser e da Universidade de Cambridge, que selecionou os livros mais importantes na temática sustentabilidade nos últimos 50 anos. O livro será o propulsor de ações de educação para sustentabilidade para todos os públicos e objetivos.

    Ações

    A campanha começa com o lançamento, em agosto, do site http://www.institutojatobas.org.br/sustentabilidade. Nele, o Instituto Jatobás apresenta sua campanha, traz entrevistas com seus especialistas, vídeos, recomendações de leituras e muito mais.

    O segundo passo é o lançamento, em dezembro, do livro “Os 50 melhores livros em sustentabilidade”, de Wayne Visser e da Universidade de Cambridge.

    Para chegar à lista do livro, o autor realizou uma pesquisa com 3.000 líderes e ex-alunos do Programa de Sustentabilidade da Universidade de Cambridge. O livro traz as ideias principais de cada um dos títulos, sinopse do livro, biografia do autor com outros títulos já publicados e entrevistas (realizadas em 2008) com parte dos autores com reflexões sobre seu livro, o papel dos negócios, governos e políticas e as expectativas a respeito do assunto para o futuro. A tradução e distribuição são do Instituto Jatobás em parceria com a Editora Peirópolis.

    Os 50 livros selecionados abordam praticamente todos os temas que envolvem a sustentabilidade, como aspectos tecnológicos, sociais, econômicos, políticos e estratégicos. A ética, governança, gestão, produção e consumo, cidadania e ativismo são alguns dos assuntos discutidos por autores como Al Gore, Amartya Sen, Muhammad Yunus, Max Neef, Peter Senge, Nicholas Stern e E.F. Schumacher. No conjunto, constitui importante herança de ideias e conhecimentos para empresas, governos, população e demais organizações necessárias para a construção da sociedade sustentável.

    O livro se destina a cidadãos, educadores, estudantes, dirigentes e seus colaboradores, profissionais e outros públicos, em todos os setores da sociedade. O livro em português terá uma primeira tiragem de 5.000 cópias, das quais 2.500 serão destinadas para venda nacional a preço de custo de produção e distribuição, e o restante será distribuído gratuitamente para instituições de ensino, bibliotecas, ONGs, conselhos regionais, órgãos públicos federais, estaduais, municipais, imprensa e outros agentes multiplicadores do conhecimento, visando ao acesso democrático.

    A campanha O que é sustentabilidade? é uma iniciativa do Instituto Jatobás e conta com o apoio da Secretaria do Verde e Meio Ambiente, Fundação Palas Athenas, Global Footprint e Editora Peirópolis.

    Sobre o Instituto Jatobás

    O Instituto Jatobás (www.institutojatobas.org.br) é uma organização não governamental, sem fins lucrativos, cuja missão é influir para a ampliação da consciência e oferecer conhecimento para a construção de um caminho coletivo solidário e sustentável. Atua com base na ética humanista e ocupação de espaços de modo sustentável, estando fortemente ancorada no entendimento de Desenvolvimento Sustentável pelo uso equilibrado de recursos econômicos, ambientais e sociais, por tempo indeterminado. Tem como referência especial os centros urbanos, de onde emerge a maior parte dos problemas econômicos, ambientais e sociais da atualidade e que nos afligem, hoje e no futuro próximo.




     
  • 26 ago

    A Pós-Graduação da FAAP convida para a palestra sobre Construção Sustentável 


     
  • 25 ago

    Seminário do Ministério da Ciência e Tecnologia sobre Resíduos Eletroeletrônicos 

    O Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), no âmbito do Programa Ambientronic, realizará no dia 01 de Setembro de 2011 o seminário “Política Nacional de Resíduos Sólidos e seus impactos para o setor de eletroeletrônicos”, na sede do Centro de Tecnologia da Informação (CTI) Renato Archer em Campinas.

    O Seminário em questão tem por objetivo trazer informações atualizadas sobre os desdobramentos da Política Nacional de Resíduos Sólidos para o setor de eletroeletrônicos e servir como fórum de debates entre os profissionais interessados no tema.

    O Programa Ambientronic é uma iniciativa do CTI Renato Archer e do MCT que tem por objetivo promover o desenvolvimento de tecnologias para a sustentabilidade do ciclo de vida dos eletroeletrônicos através da inovação em produtos, processos, modelos de gestão, componentes e materiais. O projeto visa também criar no país a infra-estrutura necessária para auxiliar o complexo eletroeletrônico nas ações de adequação aos requisitos ambientais, concorrendo para aumentar a competitividade dos produtos nacionais nos mercados globalizados.

    O Evento contará com a participação de vários especialistas que falarão das muitas possibilidades de trazer sustentabilidade para a cadeia do eletroeletrônico, como a participação da Reciclo Ambiental na palestra “Aspectos economicos e mercadológicos da cadeia de reciclagem de eletroeletrônicos”. Vide programação em anexo.

    O evento contará também com o apoio da RecicloEletros – Associação Brasileira das Empresas de Reciclagem de Eletroeletrônicos.

    CTI Renato Archer:

    Rodovia Dom Pedro I (SP-65), Km 143,6 – Campinas – SP

    CEP: 13069-901

    http://www.cti.gov.br

    Informações: (19) 3746-6136

    Programe-se para participar e convide seus amigos.



    Click aqui e acesse a programação completa


     
  • 21 ago

    Evento vai discutir a necessidade de incluir o desenvolvimento sustentável como disciplina acadêmica 

    NIMA/PUC-Rio representa o Brasil na Itália

    De 23 a 27 de agosto, o Núcleo Interdisciplinar de Meio Ambiente da PUC-Rio (NIMA) participa da Bellagio Conferece 2011, um encontro entre os 17 principais institutos de meio ambiente do mundo, realizado na Itália pelo Earth Institute Columbia University. O diretor do NIMA, Luiz Felipe Guanaes Rego, representará o núcleo e o Brasil na conferência, já que a PUC-Rio foi a única universidade brasileira convidada.

    O Bellagio Conference se propõe a estabelecer uma aliança internacional entre os institutos para uma nova disciplina acadêmica: a de desenvolvimento sustentável. Entre as metas do evento estão a afirmação da importância e da necessidade de uma disciplina pautada no desenvolvimento sustentável; a elaboração de um consenso das propostas e dos objetivos da disciplina; a sua expansão para outras instituições acadêmicas internacionais; e a iniciação de um processo, com os objetivos definidos, de firmação de uma aliança internacional acadêmica para a sustentabilidade.

    Guanaes ressaltou que a participação do NIMA no evento contribui para a internacionalização do núcleo. “É uma fantástica oportunidade que propiciará cooperação com outros centros de referência mundial em sustentabilidade, colaborando com a nossa missão de propiciar ações científicas e educacionais que favoreçam a solução da grave crise ambiental em que vivemos”.

    Entre as universidades participantes destacam-se Columbia University, EUA; University of Stellenbosch, África do Sul; Oxford University, Reino Unido; Pontificia Universidad Católica de Chile; TERI University, Nova Deli; Nnamdi Azikiwe University, Nigéria; e University of Tokyo.

    Mais Informações:

    Mayara Benatti

    Assessoria de Comunicação da PUC-Rio

    assessoria.comunicar@puc-rio.br

    3527-1140 ramal 2252

     
  • 18 ago

    Entrevista com a professora da FAAP a Dra. Sasquia Hizuru falando sobre Construção Sustentável 

    Confiram também a vídeo entrevista no final do artigo!

    Por Dra. Sasquia Hizuru Obata Coordenadora do curso de Pós-Graduação em Construções Sustentáveis da FAAP

    Hoje a palavra sustentabilidade está muito em cena e onde muitos colocam seu uso como necessário para buscar evidência, para expor práticas, demonstrar ações ou tão somente transparecer que estão dentro da moda.

    Mas sustentabilidade não combina com estar em cena ou ser uma moda, pois a própria palavra carrega o significado de ter bases, fundamentos e que possui a condição de suportar e dar sustentação, ou seja, não tem nada com temporário ou efêmero no sentido de terminar na próxima estação, principalmente quando esta palavra se associa a um bem durável que são nossas construções, nossa habitação e nossa cidade.

    Portanto, construções sustentáveis exigem competências para realizá-las, exige o saber da integração de especialidades e especialistas, mas também os conhecimentos de princípios culturais, econômicos, sócio-empresarias, sócio-ambientais, tecnológicos, materiais e o senso crítico e analítico que o dilema ser perfeito será sustentável ou o ser sustentável será perfeito sempre será e um desafio a conquistar.

    Quanto ao que me tange e que me é da experiência docente, criar competências significa formar profissionais que tenham em si a responsabilidade do termo sustentabilidade e integrados às construções, ou seja, como uma única palavra e como a condição de ser das nossas produções civis: construções, cidades e nosso mundo, ou no sentido de habitar, o casulo, o lar, o bairro , a cidade e a nossa casa terra.

    Uma lembrança e um bom referencial de consistência do termo construções-sustentáveis e ainda de qualquer um que já viu, mesmo por foto ou in loco, são as pirâmides ou a via Apia, que logo fazem a correspondência com o antigo e remetem ao histórico, mas que continuam lá, são marcos e pontos culturais. Mas o objetivo de citar as Pirâmides e via Ápia é a oportunidade de demonstrar que os materiais e técnicas ainda estão lá presentes e ainda com condições de durabilidade indeterminada e uso.

    Evidentemente não estou dizendo sobre usar tumbas ou aplicar em nossas ruas as técnicas da Via Ápia, esta por sinal seria um desconforto de vibração e geração de ruídos no seu entorno, mas já deveria ser nosso referencial tecnológico perante a infinidade de recapeamentos e pontos de asfaltos que só se apresentam como necessários em um ciclo vicioso e porque não dizer corrupto, pois muitas vezes estamos absortos nos deslocamentos, no trânsito e tempo perdido e ainda tempo que não estamos com os nossos familiares, amigos, ou simplesmente não é fácil, estar já no local que devemos sem o já impregnado stress.

    Neste contexto as conexões, circulações e as zonas de “mixed-use” das cidades são hoje mais que aderentes e sustentáveis, pois combinam trabalho-casa, casa-comércio, casa-educação, etc sem deslocamentos excessivos e a oportunidade do uso de bicicletas ou mesmo o caminhar.

    Retornando a Via Apia, sua forma então poderia estar em um bairro sustentável de hoje, e em um percurso curto sem gerar os incômodos já apresentados, mas de fato era assim que as cidades romanas eram implantadas, sem deixar de analisar o uso misto, o solo, a topografia, os deslocamentos, as águas para uso e as usadas, os ventos, a insolação, a localização das casas da população, os palácios, cada qual com técnicas específicas e ainda com a proximidade de fontes de alimentos e zonas agrícolas próximas.

    No que se refere a zonas agrícolas próximas, nos dias de hoje se busca alternativas de cultivo em vasos nas varandas de edifícios, mas são ações para obter parte do tempero, são incipientes, mas muito mais inspiradoras de inclusão sustentável com todo merecimento, mas não de solução de atendimento a crescente população. Uma das respostas a esta demanda seriam as praças-hortas e até edifícios fazendas, as primeiras foram já soluções de alimentos para a cidade de Rosário na Argentina em crise de 2001 e em face ao alto índice de pobreza, já os edifícios fazendas são respostas visionárias de agricultura urbana, um mixed-use dentro do espaço verticalizado das cidades e com vistas a respostas através de construções sustentáveis.

    Mas nossas demandas no Brasil são diversas, de atendimento ao aquecido mercado imobiliário em franca expansão e no momento de atendimento a padrão “minha casa minha vida”, edifícios convencionais a edifícios com vistas a certificações e com tecnologias inovadoras e porque não dizer high-tech, mas ainda diante da instabilidade da infraestrutura e da falta de atendimento a pobreza e miséria.

    E mesmo com o andamento de grandes construções no sentido de melhoria de infraestrutuara e planejamento energético sustentável, como de usinas hidrelétricas e a já tão polêmica Belo Monte, em que uma cidade inteira de trabalhadores é instalada dentro de outra, nos resta questionar sobre os indicadores urbanísticos básicos de qualidade de uma cidade, quanto a sustentabilidade urbana e preparo político, como não eram previsíveis os níveis de criminalidade e desordem perante a grande oportunidade.

    Outra polêmica é a já entregue usina de Balbina em que o caos de erros tecnológicos e ecológicos são exemplos em andamento e de divergência a sustentabilidade das construções como um todo, pois uma casa hoje além de ser um produto da indústria da construção exigindo em seu meios fabris energia, além de ser um bem durável que necessita da energia elétrica e recursos ao longo de seu ciclo de vida, ocupando hoje a posição de maior consumidor de energia entre os diversos setores, acima inclusive do setor comercial e industrial.

    Portanto, o reconhecer exemplos de sucesso e insucessos, nossos potenciais de mercado e de atuação profissional, ter a oportunidade de identificar as tecnologias, certificações e materiais verdes, além de buscar os conhecimentos históricos e culturais, combinadas a ações sócio-empresariais que podem impactar no desenvolvimento humano, são itens que podem ser vivenciados ao longo de uma vida profissional e de estudos, mas podem ser os estudos de casos quando os profissionais voltam ao ambiente acadêmico para especializarem e atualizarem, perante um mercado que está procurando transformar moda em exigência de fato por sustentabilidade e diante do mundo na continuidade de “desastres naturais” e a demonstrar o desgaste da nossa maior casa que é a terra.




     
  • 8 ago

    A Rio+20 – Esforços necessários para alcançar uma economia verde, inclusiva e de baixo carbono 

    São Paulo,08 de agosto de 2011
    Por: Vivian Blaso, Mestre em Ciências Sociais, Relações Públicas e Especialista em Sustentabilidade

    Durante o SBCS11 – 4º Simpósio Brasileiro de Construção Sustentável –, realizado nos dias 04 e 05 de agosto de 2011, no WTC Convention Center, em São Paulo, a Ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, apontou as perspectivas diante da realização da Rio+20 – Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável – 2012, evento mais importante desde a realização da Rio 92 – 1ª Conferência das Nações Unidas sobre meio ambiente e desenvolvimento.
    A Rio+20 reunirá os esforços necessários para alcançar uma economia verde, inclusiva e de baixo carbono em busca do desenvolvimento sustentável.
    A Ministra afirmou que será necessário o engajamento dos diversos grupos da sociedade para que a conferência tenha sucesso. Para tanto, ela aposta nas iniciativas organizadas dos empresários, como a apresentação de propostas que possam ser colocadas na pauta das discussões da conferência, uma vez que o seu eixo central está pautado na Green Economy, e para isso será necessário que o Brasil apresente suas experiências nas questões relacionadas ao Etanol e à Amazônia, além da nossa biodiversidade, que hoje abastece a cadeia de produção e consumo em escala global. A Ministra considera que a Rio+20 é um evento político e será o mais importante do governo da presidenta Dilma.
    O foco deverá ser colocado em torno de como a sustentabilidade se relaciona com países subdesenvolvidos, uma vez que só existe uma alternativa para eles: uma economia verde que proporcione a equidade. Na conferência Rio 92 falamos sobre os limites do planeta como algo intangível, entretanto agora é um grande risco para a economia, pois a biodiversidade está relacionada de maneira intrínseca ao desenvolvimento das nações.
    A estratégia do governo para a conferência está voltada para a mobilização e o engajamento da sociedade, por isso ele vai fazer um grande esforço para mobilizar principalmente os jovens, porque eles é que terão de cobrar dos governantes e implementar ações que promovam a economia verde e inclusiva.
    “Hoje, cada vez mais existe a temática ambiental na agenda econômica do governo federal. Ela faz parte da governança da nossa estrutura de gestão e também está em nossa pauta a questão da Construção Civil, pois se vamos construir casas, vamos construir com eficiência energética, com sustentabilidade, sobretudo priorizando produtos e tecnologias produzidas no Brasil, porque isso gera desenvolvimento”, enfatiza a Ministra.
    De acordo com o relatório intitulado Rumo a uma Economia Verde: Caminhos para o Desenvolvimento Sustentável e a Erradicação da Pobreza, lançado pelo PNUMA em 2011, existem grandes oportunidades para desacoplar, por exemplo, a geração de resíduos do crescimento do PIB, incluindo em seu lugar ações de recuperação e reciclagem. Isso gera no Brasil retornos de 2 bilhões de dólares por ano, ao mesmo tempo que evita a emissão de 10 milhões de toneladas de gases de efeito estufa; aqui, uma economia de reciclagem plena valeria 0,3% do PIB.
    O Brasil precisa se articular através de espaços que promovam debates sobre a Rio+20. Esses espaços devem ser liderados pela sociedade, e o que queremos deixar como legado da conferência será uma sólida política ambiental para os próximos anos. Nosso país tem muitas experiências, e o que precisamos fazer é empacotá-las, ou seja, colocar juntas e divulgá-las para que outros empresários possam mostrar a sua viabilidade econômica para a sociedade.
    A Rio+20 não terá caráter deliberativo, isto é, não promete um resultado final, mas tem como desafio atrair a adesão por parte dos líderes mundiais para ser considerada um sucesso. Uma das propostas é que seja criada uma agência de Meio Ambiente da ONU, algo mais forte que apenas programas como o PNUMA.
    O evento será realizado nos dias 04, 05 e 06 de junho de 2012 no Rio de Janeiro, e a expectativa de público é de aproximadamente 50 mil pessoas.
     
  • 8 ago

    Yoga pela Paz 2011: uma onda pela paz na cidade 

    Evento gratuito promove yoga e meditação em prol da paz mundial

    No dia 21 de agosto o Parque do Ibirapuera será palco da 6ª edição do Yoga pela Paz, um evento anual, sem fins lucrativos e que tem como principal objetivo reunir o maior número de pessoas em uma meditação pela paz por meio da prática do Yoga.

    Idealizado pela professora de yoga Márcia De Luca e pelo publicitário Fran Abreu, o Yoga pela Paz nasceu do sonho de conquistar um mundo mais seguro com uma vida de paz. O evento foi inspirado por comprovações científicas de que essa meditação em grupo tem um impacto relevante na diminuição da violência da cidade, além de espalhar consciência e paz a cada um dos que participam.

    Sem limitação de idade, o Yoga pela Paz pretende unir a família em um domingo no parque para um grande encontro. É acessível até mesmo para quem nunca teve contato com a prática.

    O evento, que acontece das 10h às 13h, contará com a abertura musical banda de Word music Prem Joshua, que pela primeira vez no Brasil, apresentará uma mistura de música étnica e eletrônica. Outra convidada especial do Yoga pela Paz 2011 é Mother Maya, uma líder mundial em prol da paz que conduzirá uma meditação com mantas entoados. A programação seguirá com uma prática de Yoga e Meditação coletiva com a presença dos principais instrutores do Brasil, onde todos os presentes focarão suas energias num mundo melhor, de mais saúde e paz praticando o Karma Yoga, o yoga para o bem da humanidade sem esperar n ada em troca.

    O encerramento acontece com a tradicional apresentação de Krishna Das, que garante animação e música de qualidade para o público.

    Yoga significa união e integração. Um de seus objetivos é o de atingir a hiperconsciência, a identificação com o Absoluto. Neste sentido, os praticantes de Yoga estão empenhados na construção de um mundo mais feliz, mais equilibrado e mais seguro.

    Yoga pela Paz 2011

    Data: 21 de agosto

    Local: Parque do Ibirapuera

    Horário: 10h às 13 horas

    http://www.yogapelapaz.com.br

    Informações à Imprensa

    Máxima Assessoria de Imprensa

    Karina Martins – karina@maximasp.com.br

    Mari Maellaro – mari.maellaro@uol.com.br

    Tel.(11) 3283-2508

     
  • 3 ago

    Educação financeira – Entrevista com o Prof. Jurandir Macedo e Martin Iglesias, do Itaú Unibanco 

    O uso consciente do dinheiro traz benefícios não só ao nosso bolso, mas também ao meio ambiente. Consumir de forma desregrada aumenta a extração de recursos naturais. Isso se torna insustentável à medida que o consumo fica maior que a capacidade que o planeta tem de reposição. O problema não está necessariamente no consumo, e sim na falta de planejamento ao consumir. Muitas vezes produtos são adquiridos pelo simples impulso de compra, sem que haja necessidade efetiva.

    Nesta entrevista o Prof. Jurandir Macedo e Martin Iglesias nos apontam que o equilíbrio é a palavra-chave para um consumo consciente. Os extremos devem ser evitados. Nem um consumo descontrolado sem planejamento, satisfazendo apenas os desejos do presente, nem poupar em excesso com o intuito de usufruir no futuro. A virtude está no equilíbrio.

    Eles também tratam de temas como:

    Consumo consciente

    Os jovens e o consumo

    A família e a educação financeira

    Itaú e o programa Uso Consciente do Dinheiro

    O Prof. Jurandir Macedo é professor da UFSC, consultor de Finanças Pessoais do Itaú Unibanco e fundador do Instituto de Educação Financeira.

    Martin Iglesias é Gerente de Educação para Investidores do Itaú Unibanco e Mestre em Economia pela FGV/SP.

    O Itaú Unibanco foi eleito o Banco Mais Sustentável do Mundo no prêmio “2011 FT/IFC Sustainable Finance Awards”, concedido pelo jornal britânico Financial Times e pelo IFC (International Finance Corporation), braço financeiro do Banco Mundial. O banco também foi reconhecido como Mais Sustentável das Américas, concorrendo com instituições da Argentina e do México. Em 2009 e 2010 o Itaú Unibanco já havia recebido o prêmio na categoria Banco Mais Sustentável da América Latina e de Mercados Emergentes.

    Para mais informações acesse:

    Itaú – Uso Consciente do Dinheiro

    http://www.itau.com.br/usoconsciente

    Instituto de Educação Financeira

    http://www.edufinanceira.org.br/

     
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