Atualizações de março 2011 Ativar/desativar aninhamento de comentários | Teclas de atalho

  • 29 mar

    Associação Brasileira dos Profissionais de Sustentabilidade 

    Estréia hoje em nosso blog um novo canal. Sustentabilidade Entrevistas. Um canal, onde profissionais, empresários, pesquisadores, professores, representantes do governo e demais especialistas em sustentabilidade falam sobre seus trabalhos em prol do tema. Nosso objetivo e divulgar as práticas e visões sobre a sustentabilidade nas diversas áreas da sociedade.

    Nossa primeira conversa é com a Associação Brasileira dos Profissionais de Sustentabilidade. Uma entidade que nasceu para representar, conectar e fortalecer a atuação dos profissionais de Sustentabilidade. A idéia é formar uma rede que interligue esses profissionais, e assim, somem e ampliem os conhecimentos gerados nas diversas organizações.

    Nessa entrevista Marcus Nakagawa e Ricardo Oliani apresentam os projetos da Associação, o objetivo da formação de um ponto de referência para os profissionais de sustentabilidade, a necessidade de ampliar e compartilhar os conhecimentos na área e a importância de se discutir sobre a identidade desses profissionais.

     
  • 28 mar

    Itautec lança o Guia para Gestor de TI Sustentável 

    Companhia divulga conceitos e sugestões

    que estimulem os profissionais da área

    Pioneira ao criar em 2003 um programa de reciclagem de resíduos eletrônicos e com os resultados alcançados com o “Guia do Usuário Consciente de Produtos Eletrônicos”, a Itautec lança o “Guia para Gestor de TI Sustentável”.

    A ideia para criar o guia partiu do principio, seguido pela empresa, que TI e sustentabilidade são áreas que podem e devem caminhar juntas. Há algum tempo, esse assunto tornou-se prática dentro da Itautec por meio de políticas e processos que focam na responsabilidade socioambiental, além do pioneirismo na fabricação de equipamentos livres de substâncias tóxicas e na reciclagem de resíduos eletroeletrônicos.

    “Esses profissionais podem contribuir de forma valiosa para uma postura mais sustentável em sua organização, adotando medidas que otimizam o consumo de energia e o gerenciamento do ciclo de vida dos produtos”, explica João Carlos Redondo, gerente de sustentabilidade da Itautec.

    Desenvolvido em parceria com a Gestão Origami, empresa de consultoria especializada em sustentabilidade, e com o Instituto Akatu pelo Consumo Consciente, organização reconhecida por seu trabalho de conscientização do consumidor, o guia pretende contribuir para o uso responsável da tecnologia da informação, com o respeito ao meio ambiente e à defesa dos interesses das futuras gerações.

    “Para as empresas é importante encontrar uma maneira de fazer negócios que garantam lucro, ao mesmo tempo em que geram efeitos positivos para a sociedade, com o menor impacto possível sobre o meio ambiente”, declara Redondo. Assim, o conceito de “TI Sustentável” pode ganhar espaço, já que está diretamente relacionado ao desenvolvimento e implementação de estratégias e ações que sejam consequência de três pontos de vista importantes: econômico, garantindo um equilíbrio de custo-eficiência e vantagem competitiva; ambiental, gerando menor impacto no uso da tecnologia, por exemplo adotando padrões de aquisição e uso dos equipamentos; e social, para gerar e valorizar uma cultura de sustentabilidade junto aos stakeholders.

    Além de explicar esse conceito, o manual traz explicações sobre o que é sustentabilidade; os problemas que produtos do mercado-cinza, no qual equipamentos eletrônicos são produzidos e comercializados sem observar os requisitos legais aplicáveis, podem trazer para o meio ambiente; dicas de como realizar o processo de descarte dos aparelhos eletrônicos e o que fazer com eles quando já não têm uso; além de dicas sobre o uso eficiente da energia para os profissionais de TI e seus desdobramentos para as organizações.

    “O guia foi pensado e elaborado com foco nos profissionais de TI, porém nós sabemos que os usuários finais devem ser permanentemente conscientizados e mobilizados a fazer uso eficiente de seus equipamentos”, afirma Redondo. A Itautec investe consistentemente em sustentabilidade e realiza ações para conscientizar usuários da importância de saber usar os produtos eletrônicos.

    Orientações para o consumidor

    Além do “Guia para o Gestor de TI Sustentável”, o Instituto Akatu também colaborou na produção de uma nova versão do “Guia do Usuário Consciente de Produtos Eletrônicos”, que está em sua segunda edição, agora com as orientações sobre aquisição, uso e pós-uso de equipamentos eletrônicos numa linguagem ainda mais acessível e que facilitará a consulta às informações.

    Ambos os guias estão disponíveis para download gratuito a partir do site da Itautec, no endereço http://www.itautec.com.br/sustentabilidade.

    Sobre a Itautec

    A Itautec é uma empresa 100% nacional, com mais de 30 anos de atuação no mercado de tecnologia, especializada no desenvolvimento de soluções e serviços de computação, automação bancária e comercial. Parte integrante do grupo Itaúsa, maior grupo privado do Brasil, segundo o ranking Exame Melhores e Maiores 2010, a Itautec possui, 35 unidades de serviços e dez laboratórios de suporte, que atendem a mais de 3700 cidades brasileiras. A empresa atua de forma consistente no exterior, com clientes nas Américas, Europa e África e é reconhecida pelo Retail Banking Research por ter a décima maior base instalada de ATMs no mundo e a segunda na América Latina. A empresa foi a única brasileira listada entre os 25 maiores provedores de serviços de tecnologia para o mercado financeiro do mundo pelo ranking FinTech 100, do instituto IDC Financial Insights, ocupando o 24° lugar na lista geral. Em 2010, foi apontada pelo World Finance Technology Institute como a melhor fornecedora de tecnologia para o setor financeiro da América Latina. A Itautec é a primeira empresa do setor de eletroeletrônicos totalmente preparada para atender às exigências da Política Nacional de Resíduos Sólidos, e é pioneira na reciclagem de resíduos eletrônicos. Figura na 1ª posição no ranking de Responsabilidade Social de “As Melhores da Dinheiro 2010” no setor eletroeletrônico.

     
  • 27 mar

    A difícil passagem do tecnozóico ao ecozóico 

    *Leonardo Boff

    As grandes crises comportam grandes decisões. Há decisões que significam vida ou morte para certas sociedades, para uma instituição ou para uma pessoa. A situação atual é a de um doente ao qual o médico diz: ou você controla suas altas taxas de colesterol e sua pressão ou vai enfrentar o pior. Você escolhe. A humanidade como um todo está com febre e doente e deve decidir: ou continuar com seu ritmo alucinado de produção e consumo, sempre garantindo a subida do PIB nacional e mundial, ritmo altamente hostil à vida, ou enfrentar dentro de pouco as reações do sistema-Terra que já deu sinais claros de estresse global. Não tememos um cataclisma nuclear, não impossível mas improvável, o que significaria o fim da espécie humana. Receamos isto sim, como muitos cientistas advertem, por uma mudança repentina, abrupta e dramática do clima que, rapidamente, dizimaria muitíssimas espécies e colocaria sob grande risco a nossa civilização. I sso não é uma fantasia sinistra. Já o relatório do IPPC de 2001 acenava para esta eventualidade. O relatório da U.S. National Academy of Sciences de 2002 afirmava “que recentes evidências científicas apontam para a presença de uma acelerada e vasta mudança climática; o novo paradigma de uma abrupta mudança no sistema climático está bem estabelecida pela pesquisa já há 10 anos, no entanto, este conhecimento é pouco difundido e parcamente tomado em conta pelos analistas sociais”. Richard Alley, presidente da U.S. National Academy of Sciences Committee on Abrupt Climate Change com seu grupo comprovou que, ao sair da última idade do gelo, há 11 mil anos, o clima da Terra subiu 9 graus em apenas 10 anos (dados em R.W.Miller, Global Climate Disruption and Social Justice, N.Y 2010). Se isso ocorrer consosco estaríamos enfrentando uma hecatombe ambiental e social de conseqüências dramáticas. O que está, finalmente, em jogo com a questão climática? Estão em jogo duas práticas em relação à Terra e a seus recursos limitados. Elas fundam duas eras de nossa história: a tecnozóica e a ecozóica. Na tecnozóica se utiliza um potente instrumental, inventado nos últimos séculos, a tecno-ciência, com a qual se explora de forma sistemática e com cada vez mais rapidez todos os recursos, especialmente em benefício para as minorias mundiais, deixando à margem grande parte da humanidade. Praticamente toda a Terra foi ocupada e explorada. Ela ficou saturada de toxinas, elementos químicos e gases de efeito estufa a ponto de perder sua capacidade de metabolizá-los. O sintoma mais claro desta sua incapacidade é a febre que tomou conta do Planeta. Na ecozóica se considera a Terra dentro da evolução. Por mais de 13,7 bilhões de anos o universo existe e está em expansão, empurrado pela insondável energia de fundo e pelas quatro interações que sustentam e alimentam cada coisa. Ele constitui um processo unitário, diverso e complexo que produziu as grandes estrelas vermelhas, as galáxias, o nosso Sol, os planetas e nossa Terra. Gerou também as primeiras células vivas, os organismos multicelulares, a proliferação da fauna e da flora, a autoconsciência humana pela qual nos sentimos parte do Todo e responsáveis pelo Planeta. Todo este processo envolve a Terra até o momento atual. Respeitado em sua dinâmica, ele permite a Terra manter sua vitalidade e seu equilíbriio. O futuro se joga entre aqueles comprometidos com a era tecnozóica com os riscos que encerra e aqueles que assumiram a ecozóica, lutam para manter os ritmos da Terra, produzem e consomem dentro de seus limites e que colocam a perpetuidade e o bem-estar humano e da comunidade terrestre como seu principal interesse. Se não fizermos esta passagem dificilmente escaparemos do abismo, já cavado lá na frente.
     
  • 25 mar

    ARNOLD SCHWARZENEGGER DEFENDE ABORDAGEM ECONÔNICA PARA O TEMA DA SUSTENTABILIDADE 

    Ex-governador da Califórnia realizou a primeira palestra do 2º Fórum Mundial de Sustentabilidade, no Hotel Tropical, em Manaus (AM)

    O ex-governador da Califórnia, Arnold Schwarzenegger, defendeu hoje uma nova forma de abordagem para temas como sustentabilidade e energias renováveis. “Precisamos de uma abordagem mais dinâmica, com foco nos negócios e no crescimento econômico”, afirmou, durante a palestra “Políticas Públicas a favor da Sustentabilidade”, no 2º Fórum Mundial de Sustentabilidade, que teve início hoje (24), no Hotel Tropical, em Manaus (AM), com o tema “Sustentabilidade Econômica, Ambiental e Social da Amazônia e do Planeta. Realizado pela Seminars e promovido pelo LIDE (Grupo de Líderes Empresariais), o evento reúne 800 lideranças empresariais, políticas, ambientais em defesa das práticas e mecanismos bem-sucedidos para o desenvolvimento sustentável mundial.

    “Os ambientalistas falam de ciência e seus discursos têm base no medo, mas isso não funciona. Poucas pessoas têm consciência do que significa sustentabilidade e de que forma essas questões impactam suas vidas”, ressaltou. “Nós podemos construir a economia e o meio ambiente; temos que mostrar que é possível criar empregos com o uso de tecnologias verdes”, defendeu. Schwarzenegger lembrou que, na Califórnia, foram criados 10 vezes mais postos de trabalho no chamado ‘setor verde’ do que em outros segmentos da economia.

    Ele elogiou o Brasil por ter avançado na adoção de energias renováveis. “Hoje, 85% da energia produzida no País é renovável. Vocês foram inteligentes e fizeram um trabalho fantástico nos últimos anos e gostaria de agradecê-los por isso”, disse. “Mesmo que vocês chamem o Brasil de um país pobre, o crescimento aqui nos últimos anos é extraordinário. Somente três países no mundo estão fazendo isso: China, Índia e Brasil”, concluiu.

    Schwarzenegger criticou o uso de combustíveis fósseis como petróleo e citou o exemplo da Califórnia na utilização de energias alternativas. Segundo ele, os Estados Unidos deveriam seguir as leis da Califórnia, uma vez que o Estado é 30% mais eficiente energeticamente que os outros Estados norte-americanos.

    SOBRE A SEMINARS – A Seminars é uma empresa resultado da associação do Grupo Doria, comandado por João Doria Jr., e a Maior Entretenimento, presidida por Sergio Waib, que faz parte do Grupo ABC. Tem como objetivo desenvolver o mercado de palestras, seminários e workshops nas áreas de negócios, política, economia e tecnologia. A Seminars organiza eventos sempre com personalidades relevantes, nacionais e internacionais, que

    sejam autoridades em suas áreas de atuação, como o ex-secretário geral da ONU e prêmio Nobel da Paz, Kofi Annan, o ex-vice-presidente dos EUA, Al Gore, o cineasta James Cameron, o ecólogo Thomas Lovejoy, e o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair.

    SOBRE O LIDE – Fundado em junho de 2003, o LIDE – Grupo de Líderes Empresariais possui sete anos de atuação, registrando crescimento de 700%. Atualmente são 750 empresas associadas (com os braços regionais), que representam 46% do PIB privado nacional. O objetivo do Grupo é difundir e fortalecer os princípios éticos de governança corporativa no Brasil, promover e incentivar as relações empresariais e sensibilizar o apoio privado para programas comunitários. Para isso, são realizados inúmeros eventos ao longo do ano, promovendo a integração entre empresas, organizações, entidades privadas e representantes do poder público, por meio de debates, seminários e fóruns de negócios.

     
  • 25 mar

    Iniciativa global planeja reduzir em 50% as hospitalizações por asma 

    3 de maio: Dia Mundial da Asma


    Segundo dados da Organização Mundial da Saúde, são cerca de 300 milhões de pessoas com asma em todo o mundo. A doença é a principal causa de 250 mil mortes prematuras ao ano, passíveis de prevenção

    Celebrado desde 1998, o Dia Mundial da Asma é comemorado na primeira terça-feira do mês de maio. No Brasil, encabeçada pela Iniciativa Global contra a Asma, GINA, a data servirá de alerta contra a doença, responsável por 250 mil mortes prematuras em todo o mundo, três mil delas só no Brasil. Quase todas poderiam ser prevenidas com tratamento adequado.


    Médicos e profissionais de saúde que lidam com pacientes asmáticos em todo o país buscarão, neste dia, difundir informações sobre a doença e o controle dos seus sintomas a fim de reduzir as hospitalizações e o número de mortes por asma no mundo, contribuindo para que os portadores da doença tenham melhor qualidade de vida.


    “A principal informação que precisa estar clara para a população, e especialmente para portadores da doença e seus familiares, é que só conseguiremos reduzir estes índices de hospitalizações e também as mortes pela doença evitando as exacerbações, que são as crises de asma”, orienta o dr. Álvaro Cruz, diretor-executivo da GINA Brasil.


    O especialista explica que sendo a doença crônica, na maioria das vezes de origem alérgica familiar, não existe cura. Mas todo paciente deve ser tratado e receber acompanhamento médico. “Em casos mais graves, mesmo sob controle, os pacientes precisam continuar usando regularmente as suas medicações, tal como se faz na hipertensão ou diabetes”.


    O principal objetivo da GINA, de lideranças e de associações interessadas no combate à asma em todo o mundo é criar esta cultura de tratamento contínuo, evitando a necessidade de hospitalizações ou atendimentos de emergência no momento das crises, que podem ser fatais.


    “A nossa meta é reduzir as hospitalizações até 2015 em 50%, e não é impossível. Mas precisamos mobilizar não apenas os pacientes, mas também os profissionais de saúde, imprensa, lideranças políticas e sociedade”, revela dr. Rafael Stelmach, membro do Comitê Executivo da ONG no Brasil.

    Mitos e verdades


    MITO: O médico só deve ser procurado em caso de crise: esta afirmação é uma das principais causas dos altos índices de hospitalizações por asma. O correto é manter o tratamento conforme orientação médica, e só interromper quando autorizado pelo médico. Desta forma, o paciente poderá usufruir de uma vida com muito mais qualidade, e sem sustos.


    VERDADE: O paciente asmático pode e deve praticar atividade física, mas sempre sob orientação e acompanhamento médico. Ao contrário do que muitos pensam, uma pessoa com asma controlada não apenas pode praticar esportes regularmente, como pode chegar a nível profissional. Exemplos dessa superação são os nadadores Mark Spitz e o brasileiro Fernando Scherer, o Xuxa; assim como a triatleta brasileira Carla Moreno, heptacampeã do Troféu Brasil de Triatlo.


    MITO: O uso contínuo de medicamentos como as chamadas ‘bombinhas’ oferece risco cardíaco: esta afirmação está errada e é uma das principais causas de falta de tratamento adequado de pessoas com asma. Os tratamentos com medicamentos inalados são os ideais porque agem diretamente onde a doença está, e podem ser utilizados sem receio, sempre sob orientação médica.


    VERDADE: Asma e bronquite crônica não são a mesma coisa, ao contrário, são doenças bastante diferentes. Enquanto a asma atinge indivíduos de qualquer faixa etária, especialmente as crianças, com sintomas de falta de ar e chiado no peito, a bronquite crônica está relacionada ao tabagismo. É uma doença pulmonar obstrutiva crônica, assim como o enfisema pulmonar, e dificilmente atingirá uma criança. Em geral, os pacientes são adultos e fumantes.

    GINA Brasil


    Trazida para o Brasil em 2010 – que foi o chamado Ano do Pulmão – pelo Dr. Álvaro Cruz (Membro do Conselho Diretor da ONG internacional), com o apoio de 109 médicos brasileiros, a Iniciativa Global contra a Asma é uma organização não governamental formada de voluntários – que compõem um conselho, comitês, e grupos de trabalho e de experts – e empresas parceiras. Parte da Aliança Global contra Doenças Respiratórias Crônicas (GARD), a ONG atua desde 1995 reunindo os maiores especialistas no assunto para elaborar estratégias de controle da doença. Era inicialmente liderada pela OMS e pelo Instituto Nacional de Saúde dos EUA.


    O site oficial da ONG no Brasil (http://www.ginabrasil.com.br) traz informações e algumas dicas para quem quer se engajar nesse projeto. Um dos passos mais importantes para reduzir as hospitalizações por asma em 50% até 2015 é montar um grupo de apoio que englobe autoridades de saúde pública, representantes governamentais, ONGs e sociedades respiratórias.

     
  • 21 mar

    Parque do Ibirapuera recebe o maior evento do Respira Brasil 

    Após as aulas de meditação e yoga nos parques da Aclimação, dia 13, e Villa Lobos, dia 20, é a vez do Parque do Ibirapuera receber os exercícios do Respira Brasil 2011. As atividades, que acontecem neste domingo, dia 27, a partir das 10h30, vão contar ainda com show de músicas indianas, que promete colocar todos os presentes em um clima zen.
    Organizado pela Fundação Arte de Viver, o evento visa mobilizar milhares de pessoas de norte a sul do país para demonstrar a importância da respiração consciente na qualidade de vida. Além de São Paulo, Santos, Rio de Janeiro, Salvador e Recife, Manaus, Brasília, Belo Horizonte, Curitiba, Florianópolis e Porto Alegre fazem parte dessa terceira edição.
    “Uma simples mudança na forma como respiramos pode fazer a diferença em nosso dia a dia. Queremos sensibilizar as pessoas, mostrando de forma prática a importância da respiração e seus resultados, como uma vida com menos estresse e violência”, explica a coordenadora nacional do Respira Brasil, Adriana Ambrósio.
    Além das aulas nos parques da cidade, fazem parte do projeto palestras no The Hub, nos dias 29, 30 e 31 de março, das 18h30 às 20h30. O primeiro tema é “O Poder da Respiração”, realizada pelos instrutores da Fundação Arte de Viver. No dia seguinte, é a vez do Dr. Cesar Deveza falar sobre “Como Aplicar a Prática Milenar da Medicina Ayurveda nos dias de Hoje”. Para finalizar, o Dr. Eric Slywitch ensina “Como Fazer Uma Dieta Vegetariana Equilibrada”.

    Fechando as atividades, acontecem entre os dias 5 e 10 de abril, os cursos de respiração da Arte de Viver que utilizam como ferramentas importantes a meditação e a yoga. São os cursos Parte 1 e YES!PLUS, ambos para iniciantes, sendo o primeiro para maiores de 30 anos, enquanto o segundo é destinado a jovens entre 18 e 30 anos. Os programas fortalecem e desenvolvem aspectos físicos, mentais, sociais e emocionais de seus participantes.

    Com a exceção dos cursos, todas as atividades são gratuitas e abertas ao público, sem a necessidade de inscrição prévia.
    Sobre a Fundação Arte de Viver
    É uma organização internacional sem fins lucrativos com o objetivo de disseminar pelo mundo, por meio de técnicas respiratórias, trabalho voluntário e meditação, práticas de bem estar para a redução do estresse e da violência. A Fundação desenvolve projetos sociais, programas de auto desenvolvimento, eliminação do estresse, yoga e meditação em mais de 150 países.

    Fundada em 1982 por S.S. Sri Sri Ravi Shankar, é creditada desde 1994 como consultora do Conselho Econômico e Social (ECOSOC) das Nações Unidas, além de atuar como consultora da Organização Mundial de Saúde (OMS) no programa “Desenvolvimento da Política Global de Saúde para o Século XXI”. A Arte de Viver oferece programas educacionais e sociais que fortalecem e capacitam o indivíduo a atingir o máximo potencial da vida, fazendo a diferença para diversas comunidades e nações.
    Mais informações no site http://www.artedeviver.org.br e http://www.respirabrasil.com.br
    PROGRAMAÇÃO DO RESPIRA BRASIL 2011 EM SÃO PAULO
    1. Eventos abertos nos parques:
    13 de março – Parque da Aclimação: Tenda com aulas de yoga e meditação, das 9h às 14h;
    20 de março – Parque Villa Lobos: Tenda com aulas de yoga e meditação, das 9h às 14h;
    27 de março – Parque do Ibirapuera: Música, Meditação e Yoga no Parque – Palco com aulas de yoga, meditação guiada e show de músicas indianas, das 10h30 às 13.
    2. Aula de Yoga e Meditação Guiadas – das 10h às 11h30:
    03/04 – Sede da Arte de Viver: Rua João Ramalho, 1171 – Perdizes
    3. Círculo de Palestras: Palestras no The Hub (Rua Bela Cintra, 409, Consolação), das 18h30 às 20h30:
    29 de março: O Poder da Respiração, com Instrutores da Fundação Arte de Viver
    30 de março: Como Aplicar a Prática Milenar da Medicina Ayurveda nos dias de Hoje, com o Dr. Cesar Deveza
    31 de março: Como Fazer Uma Dieta Vegetaria Equilibrada, com o Dr. Eric Slywitch
    4. Cursos:
    Parte 1 – de 5 a 10 de abril na sede da Arte de Viver (Rua João Ramalho, 1171 – Perdizes)
    YES!PLUS – de 5 a 10 de abril no Colégio Madre Alix (Al. Gabriel Monteiro da Silva, 1555 – Jardim Paulistano)
    Informações: 11 3569-6000 / sp@artedeviver.org.br
    Informações para imprensa
    Top Press Comunicação – 11 5072 3400 / 11 5594 6667
    Giulianna Aquarone – giu@toppresscomunicacao.com.br – 11 8124 7809
    Fred Andrade – fred@toppresscomunicacao.com.br – 11 8102 2200
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  • 17 mar

    “LANÇAMENTO FERRAMENTA 06 PASSOS, CONSELHO BRASILEIRO DE CONSTRUÇÃO SUSTENTÁVEL” 

    COLETIVA DE IMPRENSA

    “LANÇAMENTO FERRAMENTA 06 PASSOS, CONSELHO BRASILEIRO DE CONSTRUÇÃO SUSTENTÁVEL”

    DATA: 24 DE MARÇO – HORÁRIO: 16H ÁS 17H30
    LOCAL: SALA DE COLETIVAS DE IMPRENSA – PAVILHÃO EXPOREVESTIR

    Durante a Expo Revestir – Feira Internacional de Revestimentos – O Conselho Brasileiro de Construção Sustentável – CBCS – irá lançar a Ferramenta para a seleção de fornecedores e materiais sustentáveis.


    Caro Jornalista reserve em sua agenda o dia 24 de março e participe da coletiva de imprensa sobre o Lançamento da Ferramenta em 06 passos para seleção de fornecedores e materiais sustentáveis. Uma iniciativa do CBCS – Conselho Brasileiro de Construção Sustentável em parceria com a ABRAMAT – Associação de Fabricantes de Materiais, a CDHU – Companhia de Desenvolvimento Urbano de São Paulo, Editora PINI e com apoio da ANFACER – Associação de Fabricantes de Revestimentos.

    A ferramenta indica seis passos básicos para a escolha de empresas fornecedoras alinhadas aos princípios da sustentabilidade.

    “A expectativa a partir da utilização dessa ferramenta é que o setor de um salto de qualidade de maneira que a vida útil dos edifícios brasileiros aumentem e que diminua a necessidade de reposição e manutenção freqüentes para evitar o uso de recursos naturais minimizando os impactos ambientais inerentes a própria atividade de construção”, afirma Vanderley John, Coordenador do Comitê de Materiais e Conselheiro do CBCS.

    A partir da utilização da ferramenta é possível, por exemplo, acessar no site da Receita Federal no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas e identificar a formalidade da empresa. Este é o Passo 1 da ferramenta – Verificação da formalidade da empresa fabricante e fornecedora.

    Os demais passos são: Passo 2 – Verificação da Licença Ambiental. Passo 3 –
    Verificação das Questões Sociais. Passo 4 – Qualidade e Normas Técnicas do produto. Passo 5 – Consultar o perfil responsabilidade socioambiental da empresa. Passo 6 – Identificar a presença de propaganda enganosa.

    O Passo 2 – Licença Ambiental tem a intenção de identificar se a empresa possui licença ambiental para seu funcionamento. Neste passo também é possível aprender como selecionar madeira legal. O Passo 3 – Aspectos Sociais são eliminatórios. Neste passo é analisada a existência de trabalho escravo ou infantil.

    O Passo 4 – Qualidade e Normas Técnicas do Produto identificam se o produto está certificado pelo PBQPH – Programa Brasileiro de Qualidade para o Habitat ou segue recomendações das entidades setoriais. Neste passo O CBCS contou com a ajuda da PINI na indicação da melhor nomenclatura utilizada pelos projetistas e espeficadores na fase de orçamentação dos materiais facilitando a busca por informações sobre as conformidades técnicas aos usuários. Além disso, a CDHU – Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado de São Paulo cedeu as plantas de edifícios tipos das unidades térreas familiares para incorporação na ferramenta, com isso os usuários da ferramenta dos seis passos poderão fazer uma navegação virtual sobre o edifício levando-os direto para o componente a ser consultado dentro do projeto, onde será possível verificar a conformidade do componente com as normas brasileiras.

    Segundo Vera Hachich, conselheira do CBCS “Não há sustentabilidade sem que haja o cumprimento da legislação do país. Então, se você quer ter um empreendimento, dito sustentável, e estiver comprando um produto, por exemplo, uma areia, uma pedra, enfim, insumos que não tenham a sua origem confirmada, ou que estejam em não conformidade com as legislações brasileiras você não está fazendo uma construção sustentável: este é o grande alerta que a ferramenta dos 06 passos vai trazer ao mercado”.

    O Passo 5 – Responsabilidade Social é possível identificar no site da empresa se ela possui uma política sobre a prática de responsabilidade social empresarial. Já o Passo 6 – Identificar a existência de propaganda enganosa trata aspectos relacionados ao marketing da empresa. A partir deste passo o usuário poderá avaliar se existem consistência e relevância das afirmações de eco-eficiência dos produtos e processos declarados pelos fornecedores, ou seja, se o discurso da empresa condiz com a sua prática no mercado ou se trata apenas de uma propaganda.

    Sobre o CBCS
    O Conselho Brasileiro de Construção Sustentável foi constituído em agosto de 2007 como uma OSCIP com o objetivo de induzir o setor da construção a utilizar práticas mais sustentáveis que venham melhorar a qualidade de vida dos usuários, dos trabalhadores e do ambiente que cerca as edificações. O Conselho é resultado da articulação entre lideranças empresariais, pesquisadores, consultores, profissionais atuantes e formadores de opinião.

    O CBCS se relaciona com importantes organizações nacionais e internacionais que se dedicam ao tema, sob diferentes perspectivas, a partir da ótica ambiental, de responsabilidade social e econômica dos negócios. Além disso, os comitês temáticos que estão em funcionamento, debatem e indicam boas práticas para as áreas mais prementes da edificação, como a de Energia, Água, Materiais, Projetos, Avaliação de Sustentabilidade, Urbano além de questões econômicas e financeiras.

    SERVIÇO

    Data: 24/03/11
    Local: Sala de Coletivas de Imprensa – Pavilhão da Exporevestir
    Informações sobre a Ferramenta 06 Passos: Vivian Blaso
    e-mail: vivian.blaso@cbcs.org.br
    (11) 6339 – 1710 / Celular: (11) 9616 – 5360

     
  • 16 mar

    Mais da metade das empresas apontam benefícios reais em adotar estratégias de sustentabilidade, revela pesquisa da KPMG 

    São Paulo, dia 16 de março de 2011 – Pesquisa da KPMG International realizada em conjunto com a Economist Intelligence Unit (EIU) indicou que apesar dos principais motivos para as empresas adotarem estratégias de sustentabilidade ainda ser a pressão dos órgãos regulatórios e o potencial de dano à reputação, 60% dos respondentes indicaram maior apoio a métodos sustentáveis no terreno operacional e comercial, uma vez que os benefícios práticos foram obtidos.

    O levantamento ‘A Review of Corporate Sustainability’, que foi realizado com 378 empresas de grande e médio porte de 61 países, mostrou que 62% dessas companhias já possuem um programa de sustentabilidade em vigor e que 11% delas já estão desenvolvendo algum projeto nessa área, atualmente.

    Das empresas com programas ativos, 61% constataram que manter essa estratégia trouxe mais benefícios que inconvenientes, apesar do aumento de investimento. Esse número aumenta para 72% entre as grandes empresas, com receitas superiores a cinco bilhões de dólares. Uma companhia entrevistada reportou que obteve um retorno financeiro de US$1,50 a US$2,00 para cada dólar investido em um programa de sustentabilidade de longo prazo.

    Os benefícios identificados incluem reduções significativas nos custos de energia, melhor relacionamento com clientes e fornecedores e uso mais eficiente dos recursos, especialmente da água. Alguns dos participantes também verificaram que o foco na sustentabilidade estimulou a inovação em suas empresas, estreando novas linhas de produtos e abrindo novos mercados.

    “A demanda por processos sustentáveis está se tornando parte do ambiente de negócios. Inicialmente, as organizações podem reagir a isso da mesma maneira que iriam reagir a qualquer outro sinal de seus mercados, mas uma vez que começarem a analisar suas operações pelas lentes da sustentabilidade, a maioria vai constatar que os benefícios comerciais são óbvios e que a agenda de sustentabilidade ganha vida própria”, diz Sidney Ito, sócio-líder da área de Governança e Sustentabilidade da KPMG no Brasil e na América do Sul.

    Um tópico importante entre as empresas que adotaram práticas sustentáveis, porém, é como mensurar sua eficácia e reportar o progresso às partes interessadas. No que tange à prestação de contas, o estudo revela que 38% dos respondentes não têm planos de reportar seu desempenho em sustentabilidade. Os motivos alegados incluem falta de dados e benchmarks confiáveis, além do ceticismo sobre a validade desses relatórios.

    Além disso, apesar de 46% dos participantes considerarem que um acordo climático global irá aumentar a pressão regulatória e outros 41% afirmarem que isso também aumentaria seus custos operacionais, a principal ação que essas empresas cobram do poder público é justamente uma regulamentação mais rígida, preferivelmente em uma base internacional. Nesse contexto, mais de 66% das companhias enfatizaram que a regulamentação do segundo período de compromisso do Protocolo de Kyoto (2013 – 2020) é muito importante, por exemplo.

    “A prestação de contas sobre sustentabilidade é o caminho para corporações mais eficientes e preocupadas com a boa gestão e governança. Para eliminar totalmente o ceticismo que cerca as organizações em relação a isso, é preciso fornecer informações melhores, precisas e confiáveis, baseada em uma estrutura regulatória sólida”, conclui Ito.

    Acesse o relatório:

     
  • 15 mar

    ”Inclusão social e spread menor podem ser incompatíveis” 

    A ”bancarização”, processo que abriu o mercado financeiro para milhões de pessoas, envolve mais riscos para os bancos. E isso leva a juros maiores, diz o executivo
    13 de março de 2011 | 0h 00

    David Friedlander e Ricardo Grinbaum – O Estado de S.Paulo

    Poucos temas exigiram tanto de Fábio Barbosa nos quatro anos à frente da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban)quanto o tamanho do spread cobrado no Brasil. No dialeto da praça financeira, spread é a diferença entre a taxa que o banco paga na captação de dinheiro e a que cobra do cliente. Há poucos dias de transferir a presidência da entidade para seu sucessor, Murilo Portugal, o tema reaparece na agenda de Barbosa.

    Werther Santana/AE
    O spread caiu nos últimos anos, mas voltou a subir este ano. De dezembro para janeiro, a taxa aumentou de 24,1% para 25,6% para as empresas, e de 28,8% para 31,5%, para as pessoas físicas. Desta vez, diz Barbosa, a alta foi motivada por uma atitude deliberada do governo, que adotou medidas para encarecer o crédito, esfriar o consumo e assim se proteger contra uma retomada da inflação.

    Mesmo assim, Barbosa faz um alerta. O processo de inclusão social no Brasil levou gente nova aos bancos, um fenômeno chamado de “bancarização”. Esse público está tomando crédito pela primeira vez e, para os bancos, ainda representa risco. Para eles, sim, o spread é maior. “Bancarização e spread menor podem ser coisas incompatíveis”, afirma o executivo.

    Nesta entrevista, Barbosa também aborda temas como o papel dos bancos e o caso Panamericano.

    Até o ano passado, os bancos e o governo diziam que o spread cairia no Brasil. Ele até diminuiu, mas agora voltou a subir. Por que?

    Ao longo dos últimos anos houve uma redução importante do spread. Ele subiu agora como resposta a ações do governo, que tomou medidas para evitar que o crescimento acelerado pudesse pressionar a inflação. As medidas, aumento do compulsório dos bancos e da necessidade de capital para suportar novas operações, foram justamente para encarecer o crédito, desacelerar o crescimento e evitar a aceleração da inflação.

    O spread vai continuar subindo?

    Não sei. As medidas foram adotadas em dezembro e o spread já subiu. Não parece haver necessidade de continuar – a não ser que o governo venha a adotar novas medidas. Mas é preciso deixar claro que spread não é a margem de lucro do banco. Ele é a diferença entre o custo de captação do dinheiro e o custo do empréstimo. Aí dentro cabem várias coisas: compulsório, impostos, inadimplência e os custos da organização. O que sobra para o banco é só um pedaço do spread.

    E quanto esse pedaço aumentou?

    A margem de lucro dos bancos não aumentou.

    De quanto é a margem dos bancos?

    Do spread bruto, 27% é a margem de lucro dos bancos. Os outros 73% são custos, dos quais 27% a 28% são impostos. Imposto assim sobre a intermediação financeira não existe em outros países.

    E como é a margem de lucro dos bancos em outros países?

    O retorno sobre o capital nos bancos brasileiros é mais ou menos 16%. O Brasil está um pouco acima da média, mas não é nada absurdo. Há uns outros dez países relevantes que têm retorno sobre o capital maior.

    Desde o fim da hiperinflação (anos 90), espera-se que os juros e o spread no Brasil caiam a níveis de países desenvolvidos. Mas esse dia nunca chega…

    Primeiro, o spread já caiu bastante. Entre 2002 e 2010, a média caiu de 31% para 24%. Para a pessoa física, de 55% para 28%. Segundo, como já disse, a intermediação financeira aqui é muito tributada. Mas, além disso, existe uma outra questão. A sociedade precisa escolher entre o desejo de bancarização (a popularização do banco)e o desejo de taxas menores de juros.

    Não podemos ter as duas coisas?

    As duas coisas podem ser incompatíveis. Com o processo de inclusão social no Brasil, milhões de pessoas e muitas pequenas e médias empresas entraram no mercado. Passou-se a emprestar também para eles. Quando começo a trabalhar com uma massa de pessoas que eu não conheço, que representam um risco de fato maior, o spread não pode ser igual ao de uma Petrobrás, por exemplo. Se eu cobro 0,5% da Petrobrás, o spread da Barbosa & Irmãos (empresa fictícia) vai ser de 5,5%, porque eles são menores e o risco é maior.

    O sr. não teme que o brasileiro tenha se endividado demais nos últimos anos?

    Ao contrário do que aconteceu no exterior, onde a renda não crescia e as pessoas se endividavam de uma forma crescente, aqui a coisa é diferente. Primeiro, a renda está aumentando. Segundo, os juros baixaram, os prazos se alongaram, as garantias aumentaram e por isso os custos caíram. Então, a relação da renda das famílias com obrigações financeiras ficou estável. Embora ele tenha dívidas maiores, o ônus dessa dívida sobre sua renda não é maior do que anos atrás.

    Os novos aumentos de juros do BC não podem desequilibrar essa relação?

    Não. Os aumentos não chegam a afetar os contratos em andamento, eles desestimulam novos empréstimos.

    O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) cresceu muito nos últimos anos e há dias o governo anunciou mais um repasse de R$ 55 bilhões para ele. O argumento oficial é que os bancos privados não estão preparados para substituir o BNDES no financiamento de longo prazo …

    A sociedade cobra que o BNDES está recebendo capital porque os bancos não financiam a longo prazo. Não é porque não quero. Pelo contrário, vivo de emprestar. Temos conversado com o governo sobre quais são as condições necessárias para isso. O conceito básico é que um banco não pode fazer empréstimo de longo prazo se sua captação for toda de curto prazo. E isso não se faz obrigando o cliente a investir por dez anos, se faz criando instrumentos financeiros para permitir que ele vá ao mercado secundário e encontre liquidez para seu papel, como acontece mundo afora.

    O que falta para isso acontecer?

    Precisamos trabalhar um pouco a mentalidade das pessoas. Elas querem investir o dinheiro basicamente indexado ao CDI (certificado de depósito interbancário) com liquidez diária. Mas como posso emprestar dinheiro para Belo Monte (a Hidrelétrica do rio Xingu), que o cara vai me devolver daqui a 20 anos, se você pode resgatar o dinheiro no dia seguinte? Estamos discutindo isso com o BC. Estamos discutindo a criação de um mercado secundário.

    Na crise, o governo incentivou o Banco do Brasil a comprar parte do Votorantim e a Caixa Econômica Federal a se tornar sócia do Panamericano. O objetivo seria estimular o crédito. Qual sua avaliação sobre estes negócios?

    A compra do Panamericano e do Votorantim foram a maneira pela qual o governo operacionalizou o papel de agente contracíclico. Em outros países, foi feito através de empréstimos para grandes bancos. No Brasil, foi através da compra de dois agentes importantes, que ajudaram a disseminar o crédito.

    Por que os bancos, por meio do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), salvaram o Panamericano e livraram Silvio Santos das dívidas?

    Com relação ao Panamericano, o FGC deu os esclarecimentos necessários. Em todo caso, o conceito sempre foi a preservação do sistema financeiro. Depois que dá o problema e uma instituição quebra, como aconteceu com o Lehman (Brothers, que detonou a crise econômica mundial), ficam as questões: será que não teria sido melhor salvar o Lehman? O Panamericano é um pouco isso. Para o setor financeiro como um todo, a avaliação foi que era melhor segurar do que ter a quebra e ter de lidar com os cacos. Foi uma decisão muito centrada na ideia de preservação do sistema financeiro, que tem suas fragilidades e vive da confiança.

    E o fato do Silvio Santos sair sem dívidas dessa confusão?

    Cada caso é um caso. Naquele momento, o dano menor era esse. Será que se tivesse deixado quebrar para deixar imputar uma perda maior para o acionista (Silvio Santos) teria sido melhor para a sociedade? Tem lições a serem aprendidas. Mas estou convencido que naquela situação foi a melhor decisão.

    Qual foi seu momento mais difícil na Febraban?

    Sem dúvida foi na crise econômica de 2008 e 2009. Os bancos retraíram num primeiro momento suas operações de crédito, como seria natural. Foi uma fase difícil, mas em nenhum momento a gente se furtou a conversar com o governo sobre quais eram os receios e qual era a situação no mercado internacional. Conversamos de forma muito aberta, e a pressão em cima dos bancos, especialmente em cima de mim, foi muito grande sobre se os bancos estavam ou não agregando valor, querendo colaborar ou não. Desde o primeiro momento, nós colaboramos.

    Que marca o sr. acha que deixa na entidade?

    Transparência. Quando acende a luz, tudo fica mais fácil. Essa foi a marca. Há menos de um ano, por exemplo, trouxemos o pessoal do sindicato para discutir a dinâmica de resultados dos bancos. E o pessoal na época ficou meio preocupado com que o sindicato ia fazer com essas informações. Quanto mais eles souberem sobre os bancos, melhor. Adiantou alguma coisa? Não sei. Mas acho que todos ganhamos. Se educação é o grande tema, as pessoas devem se educar sobre os assuntos sobre os quais opinam.

    
    Tópicos: , Economia, Versão impressa

     
  • 15 mar

    NO DIA DO CONSUMIDOR, INSTITUTO AKATU FAZ 10 ANOS

    Entidade foi criada no âmbito do Instituto Ethos em 15 de março de 2011 e, pela importância do tema do consumo consciente, acabou desmembrada como uma ONG autônoma

    O Instituto Akatu pelo Consumo Consciente completa nesta terça feira (15/03) dez anos de fundação. É uma década de trabalho buscando conscientizar e mobilizar os brasileiros pelo consumo consciente. Este Dia do Consumidor marca o início das comemorações que se estenderão por todo o ano.

    Nesta terça-feira, o instituto lança portal novo, inaugura seu perfil no Facebook e começa a implementar sua política de comunicação digital integrada. Ao longo do ano, haverá eventos, seminários, oficinas de consumo consciente, exposição, campanha publicitária, anúncio de novas parcerias e atuação conjunta com outras entidades no Brasil e no exterior (Chile e Estados Unidos, por exemplo).

    O Akatu foi criado no âmbito do Instituto Ethos, e, pela importância do tema do consumo consciente, acabou desmembrado como uma ONG autônoma.

    Ao longo destes dez anos, o trabalho do instituto alcançou mais de 60 milhões de pessoas. Neste ano, o Akatu aprofunda seu trabalho de comunicação e educação e ainda lança uma nova campanha publicitária.

    Participante do Processo de Marrakesh (reuniões da ONU sobre consumo e produção sustentáveis), o instituto também investe para que o tema ganhe espaço e importância na Rio+10, ano que vem.

    O Instituto propõe, por exemplo, que consumo consciente seja ensinado na educação formal – como assunto interdisciplinar em todas as escolas –, que os governos criem critérios de sustentabilidade nas compras e construções públicas (como para os estádios da Copa 2014) e que as empresas mudem processos tecnológicos para serem mais sustentáveis. Tudo isso só será possível e realidade com muita pressão dos consumidores.

    Conceito – CONSUMO CONSCIENTE

    · É consumir diferente: tendo no consumo um instrumento de bem-estar e não um fim em si mesmo

    · É consumir solidariamente: buscando os impactos positivos do consumo para o bem-estar da sociedade e do meio ambiente

    · É consumir sustentavelmente: deixando um mundo melhor para as próximas gerações

    Seis etapas do processo consumo:

    Consumir implica em um processo de seis etapas que, normalmente, realizamos de modo automático e, mais ainda, muitas vezes impulsivo. O mais comum é as pessoas associarem consumo a compras, o que está correto, mas incompleto. A compra é apenas uma etapa do consumo.

    Antes dela, temos que decidir:

    1. porque comprar

    2. o que comprar

    3. como comprar e

    4. de quem comprar.

    Após a compra, há mais duas etapas do processo de consumo:

    5. o uso do produto adquirido

    6. e o descarte do que foi adquirido.

    Para conhecer as dicas sobre consumo consciente de água, energia, alimentos, resíduos, transporte, entre outras ações que podem ser incluídas no dia-a-dia, basta acessar o site http://www.akatu.org.br.

     
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