Atualizações de fevereiro 2011 Ativar/desativar aninhamento de comentários | Teclas de atalho

  • 28 fev

    Instituto Ethos lança Plataforma para a Sustentabilidade 

    Em parceria com seis grandes empresas atuantes no Brasil o Instituto Ethos lançou no dia 24 de fevereiro de 2011 a Plataforma por uma Economia Inclusiva, Verde e Responsável.

    Com o objetivo de criar uma conduta mais sustentável dentro das instituições no caminho para migrar para uma economia verde, o Instituto Ethos lançou a Plataforma por uma Economia Inclusiva, Verde e Responsável. O documento começou a ser idealizado em maio do ano passado, após a 10ª Conferência Internacional Ethos. Todas as empresas parceiras participantes do Conselho Orientador estiveram de acordo e comprometeram-se em cumprir o que estabelece a plataforma. São seis as empresas que afirmam integrar as suas práticas de gestão os princípios do documento: Alcoa, CPFL energia, Natura, Suzano Papel e Celulose, Vale e Walmart Brasil. Seus diretores e presidentes estiveram presentes no evento para afirmar sua participação e compromisso.

    Esta plataforma será a base de todas as atividades desenvolvidas pelo Instituto, assim como as de seus parceiros, segundo as palavras dos próprios dirigentes presentes. Além disso, o documento não será engessado, permanecerá aberto a sugestões dos associados e parceiros. Periodicamente serão feitas atualizações de acordo com as novas necessidades.

    Entre os motivos que levaram a elaboração do documento estão a necessidade de conscientização do mercado dessa nova forma de se fazer negócios, o grande potencial do Brasil e a carência de uma centralização das iniciativas. Segundo Vania Somavilla, diretora de meio ambiente da Vale, essa é uma oportunidade que o Brasil tem de fazer diferente dos países considerados desenvolvidos. O desenvolvimento é o almejado pelos mercados emergente. Mas esse desenvolvimento deve se dar de forma responsável. Uma nova forma de fazer a Economia, diferentemente do que foi feito pelos países desenvolvidos até o momento, se faz necessária para que o país esteja na vanguarda das mudanças. Para o vice-presidente da Natura, Marcelo Cardoso, a palavra de ordem é desafio. Segundo ele, a Natura, desde o ano passado, tem lançado um olhar para 2030. Isso está sendo incorporado aos princípios para obter resultados em longo prazo.

    Os economistas Sergio Besserman e Ricardo Abramovay mostraram-se pessimistas com relação ao que vem sendo feito no Brasil. De acordo com Abramovay, estamos atrasados em muitos aspectos se nos compararmos com a China, por exemplo. Ambas salientaram que temos uma forma pouco inteligente de consumo. “Usamos uma máquina para nos transportar (carro) que usa mais de 90% da energia para transportar a própria maquina que pesa cerca de 2 toneladas”, diz Abramovay. Ambos, também, salientaram a importância que a Mulher tem nesse novo cenário. “É preciso garantir maior acesso a informação para as mulheres no mundo todo”, diz Besserman. A mulher liberta trabalha, estuda, é independente. Isso garante menos desigualdades sociais. Mulheres que tem acesso a informação tem menos filhos o que diminui a taxa de natalidade. É essencial que as Mulheres convivam com igualdade com o Homem nessa nova Economia.

    A partir desse debate, o Instituto Ethos promoverá uma consulta pública sobre a plataforma proposta.

    Click aqui e acesse a Plataforma na íntegra.

     
  • 25 fev

    Procel realiza curso de etiquetagem de edifícios 

    Bahia – Para informar o nível de eficiência energética de edificações comerciais, de serviços e públicas, em junho de 2009 o Procel Edifica, com o apoio do Inmetro, lançou a Etiqueta Nacional de Conservação de Energia (ENCE). Para capacitar profissionais do setor de construção civil como arquitetos, engenheiros e eletricistas a avaliar o nível de eficiência energética em projetos de futuras edificações, entre os dias 21 e 26 de março acontece, em Salvador (BA), o Curso de Etiquetagem de Edifícios Comerciais, de Serviços e Públicos.

    A classificação, que pode ser de “A” até “E”, é obtida através de avaliações do projeto e da inspeção ao local do edifício construído. No curso, questões como iluminação artificial, conceitos e aplicações do conforto térmico, etiquetagem de iluminação, envoltória e condicionamento de ar são abordadas e cobradas em uma prova realizada no último dia de curso. Para mais informações, entrar em contato através do e-mail nucleoteea@yahoo.com.br

     
  • 24 fev

    CNI lança primeiro guia brasileiro em estratégia de baixo carbono 

    A Confederação Nacional da Indústria (CNI) lança nesta sexta-feira, 25 de fevereiro, em São Paulo, o guia Estratégias Corporativas de Baixo Carbono: Gestão de Riscos e Oportunidades. Única do gênero no país, a publicação, elaborada em parceria com a Embaixada do Reino Unido no Brasil, ajudará os empresários a identificar riscos e oportunidades criados com as mudanças climáticas.

    Na avaliação do presidente da CNI, Robson Braga de Andrade, o guia de referência é importante porque, embora o desmatamento responda por cerca de 60% das emissões brasileiras, a indústria terá uma participação importante na transição do país para economia de baixo carbono. Além disso, o Brasil tem terreno a conquistar nessa área.

    De acordo com estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), o Brasil é o terceiro em número de projetos ligados ao mercado de carbono no mundo, com 13%, atrás da China, com 31%, e da Índia, com 21%, em números de 2008. Segundo o Ipea, a atuação brasileira se limita aos projetos desenvolvidos via Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) e está concentrada na área de energia, com participação de 50%.

    Orientações O guia traz um passo a passo que orienta as indústrias a reduzir as emissões. A primeira etapa é o diagnóstico, em que serão medidas as emissões de gases do efeito estufa, avaliados os riscos e as oportunidades. Os passos seguintes são a implementação de programas e a definição de metas, a divulgação das ações e o engajamento de acionistas, clientes e fornecedores na política de adesão à economia de baixo carbono.

    A publicação mostra que a transição para a redução das emissões oferece oportunidades de ganhos para as empresas, como a economia com o uso racional da energia, a eficiência operacional e logística, o aumento da credibilidade da marca, entre outros. Mas há riscos que incluem o aumento do preço das commodities, a imposição de metas de redução das emissões por lei e a queda da oferta de insumos.

    O guia também explica os meios e indica programas independentes para medir as emissões de gases do efeito estufa. Traz ainda as estratégias usadas por grandes empresas brasileiras, como a Vale, a Braskem, a Suzano e a Embraer.

    O lançamento do guia reunirá cerca de 200 empresários em São Paulo, no hotel Grand Hyatt, na Zona Sul, a partir das 9h. Participarão do evento, organizado pela CNI, o embaixador britânico no Brasil, Alan Charlton, o diretor executivo da CNI, José Augusto Fernandes, a diretora de meio ambiente da Vale, Vania Somavilla, o diretor de desenvolvimento sustentável da Braskem, Jorge Soto, e o diretor da unidade de negócio florestal da Suzano, João Comério.

    SERVIÇO

    Evento: Lançamento do guia de referência “Estratégias Corporativas de Baixo Carbono: Gestão de Riscos e Oportunidades”, elaborado por meio de parceria da CNI com a Embaixada do Reino Unido no Brasil;

    Data: 25 de março, sexta-feira, das 9h às 12h

    Onde: Hotel Grand Hyatt São Paulo, à Av. das Nações Unidas, 13.301;

    Mais informações: Theo Saad, assessor de imprensa da CNI em São Paulo

    Telefones (11) 3040-3874 e (11) 93068274

     
  • 21 fev

    Instituto Jatobás ensina grupo de jovens de Pardinho a proteger as nascentes e a mata 

    Fonte: TV Cultura

    A soleira da porta, num fim de tarde, o sorriso de seu Pedro é um convite a uma boa prosa.Aos 95 anos, ele é um livro vivo. Ao lado da mulher testemunha a história de Pardinho,que fica a 200 kms da capital paulista.

    Entrevista com Pedro Batista Silva-95 anos

    “Antes era uma beleza.Dava gosto viver aqui.Tinha mais mataria, mais bicho, mais pássaro.Agora não tem nada.Acabou.”
    Seu Pedro e Dona narcidia são filhos dessa terra, área de recarga do Aquífero Guarani- uma dos maiores reservatórios subterrâneos de água doce do mundo.Por aqui afloram várias nascentes ,entre eles o rio pardo, o principal curso d’água e mais importante recurso hídrico da região.Uma parte importante da sub-bacia do paranapanema. Entrevista com Francisco Rocha-prefeito
    “É um rio caldaloso, quer serve 42 cidades pela frente.E nós temos a honra de dizer que Pardinho, o nome de Pardinho vem porque aqui passa o rio Pardo, nasce o rio Pardo.”
    Para conhecer a nascente do rio Pardo , jovens da comunidade se embrenham na mata.

    O projeto é do Instituto Jatobás- organização não-governamental , que promete oferecer conhecimento para a construção de um caminho coletivo, solidário e sustentável. Durante o passeio ,os visitantes percebem que no meio do brejo, escondida entre a vegetação, brota da terra o veio de água que dá origem ao rio .
    Gotas cristalinas despertam a sensibilidade dos estudantes para proteger a fonte de água. Base para um futuro melhor.
    Entrevista com João Furtado -biólogo :
    “O que nós queremos desses jovens é uma mudança de modelo mental , sair do aqui e agora e olhar ofuturo com as próximas gerações. O que nós procuramos é uma mudança e cidadania.”
    Pardinho está numa área de transição entre 2 biomas : a Mata Atlântica e o Cerrado. Conserva apenas 6% de cobertura vegetal originária. A mil e 110 metros do nível do mar, as montanhas parecem formar um grande homem deitado,conhecido como o gigante adormecido-obra que a natureza esculpiu ao longo do tempo.
    Entrevista com Beatriz Guerra -bióloga
    “Depois de vários períodos geológicos a gente teve um derramamento de basalto, que é o magma. Escorreu e parou aqui, exatamente onde a gente está, formando esse frente da cuesta. Aqui é um divisor de fauna e flora, de biomas diferentes.E aqui começa o Aquífero Guarani.”
    Entrevista com João Furtado -biólogo:

    “Se não conseguirmos que essas pessoas comecem a pensar qual é a relação da espécie humana com a dependência da natureza ,nós vamos continuar tendo esse modelo mental de cultura de posse, de desenvolvimento sem olhar a base da sustentação da vida.”

     
  • 18 fev

    Lista das 72 Empresas expulsas do Pacto Global pela ONU 

    O Pacto Global, uma iniciativa das Nações Unidas, expulsou 2.048 de seus associados – equivalente a 25% do total de empresas, instituições e autarquias que publicamente prometeram defender os princípios de responsabilidade social propostos pela ONU. Dentre as descartadas estão 72 brasileiras. O projeto conta agora com 6.066 adesões em 332 países; 369 são do Brasil.

    Criado em 2000 pelo então secretário-geral da ONU Kofi Annan, e mantido por Ban Ki-moon, o Pacto Global tem como objetivo estimular a prática de responsabilidade social na iniciativa privada. Baseia-se em dez princípios relacionados a direitos humanos, trabalho, meio ambiente e combate à corrupção.

    Veja abaixo a lista das 72 empresas brasileiras descartadas do Pacto Global:

    1

    1 Tabelionato de Notas e Protestos de N. Hamburgo

    2

    Aguilla Producao e Comunicacao Ltda

    3

    Arte and Byte Intergracao de Sistemas

    4

    Benicio Biz Editores

    5

    Bombril S/A

    6

    Braz Logisitica International Ltda

    7

    BS Colway Pneus Ltda.

    8

    Business to Business Integration Brazil

    9

    Canal e Transmissoes Intertv S/A

    10

    CDI – casa da imprensa

    11

    Centrais Electricas de Santa Catarina S.A. – Celesc S.A.

    12

    Central Press S/C

    13

    Cia da Informacao

    14

    Citeluz – Empresa de Iluminacao Urbana S/A

    15

    Claro – BCP S/A

    16

    Classe Sistema de Ensino S/C Ltda

    17

    Clube Curitibano

    18

    Companhia Energetica da Borborema

    19

    Complexo Juridico Damasio de Jesus

    20

    CONSULTE – Consultoria e Assessoria em Relacoes Governamentais

    21

    CorpBrasil Comunicacaqo Corporativa

    22

    DJ Contabilidade

    23

    Doceira Beijinho Doce Ltda. EPP

    24

    DOT Corporation Comercio e Servicos de Informatica Ltda

    25

    DryWash Industria e Comercio Ltda

    26

    Eaton Ltda. – Transmission Division

    27

    Editora o Estado do Parana S.A.

    28

    Embafort Ind. E. Com de Artefatos de Madeira Ltda.

    29

    Inter TV Cabugi

    30

    Faculdades Integradas do Brasil – UNIBRASIL

    31

    Famiglia Publicidade Ltda.

    32

    Federacao das Unimeds do Estado de Sao Paulo

    33

    PAR Corretora de Seguros e Administracao de Bens S/A

    34

    Gelre Trabalho Temporario S.A.

    35

    Giroflex S.A.

    36

    Gremio Recreativo Escola de Samba Portela

    37

    Grupo Eco Negocios Sustentaveis Ltda

    38

    Grupo Labrunier

    39

    Incorp Participacoes e Empreendimentos Ltda.

    40

    Instituto Curitiba de Informatica

    41

    Instituto Horizonte

    42

    Inter TV Cabugi

    43

    Jardim Botanico Partners

    44

    Jornal Empresas & Cia

    45

    Jornal Razao (Ex-Gente Ciente)

    46

    JRJ Imports Comercio Ltda.

    47

    KG Laboratorio de Analises Clinicas

    48

    Magliano S.A.

    49

    Maxion Sistemas Automotivos Ltda.

    50

    PA Arquivos Ltda

    51

    Pallet do Brasil Embalagem Industrial

    52

    PATRI Relacoes Governamentais e Politicas Publicas Ltda.

    53

    Propeg Comunicacao Ltda.

    54

    Provider LTDA

    55

    Radio e Televisao Iguacu S.A.

    56

    Refrigerantes Maraja S.A.

    57

    Rodonorte – Concessionaria de Rodovias Integradas S/A

    58

    Samarco Mineracao S.A.

    59

    Santuario Nhundiaquara

    60

    Scot Consultoria

    61

    Smart N IT Solutions

    62

    SNR Rolamentos do Brasil Ltda.

    63

    Spaipa S/A Ind. Bras. Bebidas

    64

    Studio Eletronico Assessoria e Producao de Cine e TV LTDA

    65

    Studio Eletronico Ltda.

    66

    Supermercado Festval S.A.

    67

    Suzano Petroquimica S/A

    68

    Szazi Bechara Advogados

    69

    TV Planicie Ltda

    70

    Unimed Amparo Cooperativa de Trabalho Medico

    71

    Usina Sao Jose da Estiva S/A – Acucar e Alcool

    72

    Veracel Celulose S.A.

     
  • 18 fev

    Repórter Eco mostra trabalho desenvolvido pelo Instituto Jatobás na Região de Pardinho-SP 

    A região do Aquífero Guarani, em Pardinho, que fica a 200 km da capital paulista, também está em destaque no programa da TV Cultura deste domingo (20/2), às 18h

    No programa haverá a reportagem feita em Pardinho, região do Aquífero Guarani, que fica a a 200 quilômetros da capital paulista. O lugar é considerado um dos maiores reservatórios subterrâneos de água doce do mundo. Daí afloram várias nascentes, entre elas o rio Pardo, o principal curso d’água e mais importante recurso hídrico da região, além de ser uma parte importante da sub-bacia do Paranapanema. Para despertar a sensibilidade e construir uma base visando proteger essa fonte de água, jovens da comunidade se embrenham na mata, em uma ação promovida pelo projeto do instituto Jatobás – organização não-governamental, que promete oferecer conhecimento para a construção de um caminho coletivo, solidário e sustentável.

     
  • 17 fev

    Seis anos após protocolo de Kyoto, humanidade não está “virando o jogo” contra poluentes 

    No dia 16 de fevereiro de 2005 entrou em vigor o Protocolo de Kyoto, com normas sobre a redução de emissões de gases que causam o efeito estufa e o aquecimento global, especialmente o dióxido de carbono (CO2). O tratado resultou da 3.ª Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, e os países que assinaram o protocolo se comprometeram a reduzir suas emissões. Seis anos após o tratado, a meta parece estar longe de ser alcançada.

    O Diretor Executivo da Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental (SPVS), Clóvis Borges, disse que desde a assinatura do tratado, se desenvolveu um “negócio” em torno da questão do aquecimento global. “Há negócios, recursos, investimentos sendo viabilizados buscando diminuir as emissões, de forma bastante diversificada, incluindo a fabricação de matrizes energéticas com menos emissões de poluentes, com utilização de diesel e madeira de eucalipto, por exemplo”, diz Borges.

    Em muitos países, há legislações avançadas que impõem à iniciativa privada que reduza a emissão de gases como condição para que as empresas continuem na ativa. Clóvis Borges menciona como exemplo políticas no estado americano da Califórnia, nos Estados Unidos, que acabam superando a legislação de todo o país nesse sentido. Na Escócia, há um projeto de longo prazo para que se atinja a emissão zero em questão de 10 anos.

    A conservação da natureza, no entanto, que é segundo Borges uma das medidas para o controle do aquecimento global, acaba não sendo tão contemplada. De acordo com o especialista, mexer em seu próprio negócio, diminuir a emissão de gás em uma empresa com atitudes pontuais é mais simples. A transformação da necessidade da preservação da biodiversidade em uma demanda de negócio ainda está longe de ocorrer.

    Em uma análise global, Clóvis Borges acredita que mesmo com o mercado pela emissão de gases e ações de voluntariado e de conscientização pela preservação da natureza, a humanidade não está conseguindo virar o jogo. Borges acredita que o problema é falta de controle. Mesmo com o Protocolo de Kyoto, há no planeta uma lógica de aumento de produtividade através de um maior consumo de recursos naturais. Assim, por mais que por todo o lado o pensamento seja “vamos buscar alterativas”, não existe, segundo o próprio especialista, uma “Fórmula Mágica”.

    Entenda melhor o Protocolo de Kyoto:

     
  • 17 fev

    Municípios buscam caminhos para manejo sustentável do lixo 

    Sérgio Abranches
    A lei sobre resíduos sólidos é um grande avanço na legislação ambiental brasileira. Foi redigida de acordo com os conceitos mais atuais sobre manejo de resíduos sólidos.

    Ela pode representar ganhos significativos de saúde, qualidade ambiental e valor econômico. Foi programada para entrar em vigor progressivamente para dar tempo aos municípios e às empresas para se prepararem.

    Uma das áreas de impacto relevante da lei é no lixo. Ela proíbe lixões a partir de 2014. Todos os municípios terão que fazer aterros sanitários ou centrais de processamento de lixo. Os aterros não podem ser feitos em determinados locais por razões ambientais. Representam um investimento caro e nem sempre são o melhor destino para o lixo. Grande número de municípios brasileiros não têm coleta de lixo adequada e o lixo acaba nas beiras de estrada, nos rios, em áreas verdes, nas redes pluviais.

    Matéria hoje no Valor mostra que parte considerável do custo do manejo do lixo nas cidades é com o transporte para os aterros que ficam a mais de 100 quilômetros de distância. E este transporte é feito em caminhões a diesel, portanto aumentam as emissões de gases estufa e a poluição associadas ao lixo, além de aumentarem o consumo de combustível fóssil. Aterros sanitários nem sempre são bem feitos e acabam sendo fonte de poluição e emissões de metano, um gás estufa muito danoso ao clima.

    Muitos municípios brasileiros terão dificuldades, sozinhos, de se enquadrar na nova lei. São pequenos, têm orçamentos limitados e não têm volume de lixo suficiente para dar escala a empreendimentos econômicos rentáveis. Nem por isso seu lixo causa menos danos às suas populações e ao seu ambiente. A solução é a formação de consórcios associando vários municípios na busca por uma solução comum para o lixo.

    A matéria de Luciano Máximo para o Valor mostra que outra saída é a parceria público-privada (PPP), principalmente para uso econômico integral do lixo. E a PPP é compatível com consórcios. Um grupo de municípios pode se associar para formar uma única PPP, dando escala a um empreendimento que permite associar seleção, reciclagem, uso econômico de resíduos sólidos e geração de eletricidade.

    A lei sobre resíduos sólidos criará várias oportunidades importantes de negócios e é preciso que o restante das políticas governamentais se adeque a ela. Por exemplo, a geração de bioeletricidade vinda de usinas de processamento de lixo precisa ter tratamento apropriado na política energética e é uma boa oportunidade para descentralizar essa política, hoje excessivamente centralizada. O BNDES poderia abandonar linhas de crédito para atividades de alto carbono e destinar uma parcela maior de recursos a projetos econômicos de manejo de lixo municipal. A Caixa poderia parar de salvar bancos privados falidos por incúria e fraude e investir no financiamento de projetos de processamento adequado do lixo urbano. O lixo pode ter elevado valor econômico. Basta saber o que fazer com ele.

    Outro exemplo de atividade econômica importante e altamente rentável estimulada pela nova lei é a logística reversa. Ela cria toda uma cadeia de atividades e serviços para recolher, desmontar e processar aparelhos elétricos, eletrônicos, máquinas, de modo a permitir o reuso, a reciclagem e a adequada destinação final dos resíduos inservíveis. É uma atividade de porte que mobilizará vultosos investimentos privados e gerará muitos empregos. Já estão sendo criadas empresas para vender serviços de logística reversa a empresas que não querem ou não têm condições de fazerem por conta própria. Empresas de porte dessa nova indústria no EUA e na Europa se preparam para entrar no mercado brasileiro.

    Toda a regulamentação do manejo de resíduos sólidos derivada dessa lei incentiva fortemente a busca de resíduo zero. Ou seja, produtos que, após o uso, sejam inteiramente reusados, reciclados ou aproveitados para geração de energia ou produção de insumos, criando um circuito fechado. A meta de resíduo zero envolve mudança tecnológica, novos investimentos e novos empregos. É mais um exemplo de que a legislação ambiental não bloqueia o progresso, ao contrário, abre os caminhos de uma nova economia. O mesmo se pode dizer da eliminação de componentes tóxicos.

    Um exemplo interessante de município que busca se antecipar à lei de resíduos e já começa a planejar o manejo futuro de seu lixo é dado por Luciano Máximo na matéria do Valor:

    O gasto anual da prefeitura de São Sebastião com limpeza pública é de cerca de R$ 20 milhões. Um quarto desse valor é destinado só para levar as 110 toneladas diárias de lixo até o aterro sanitário mais próximo, em Tremembé, a 165 quilômetros da cidade. A lei federal aprovada no ano passado fez o prefeito Ernani Bilotti se inquietar: “Quando o aterro de Tremembé ficar saturado vamos ter que levar nosso lixo mais longe? Não dá mais para continuar assim.”

    No ano passado, ele lançou concorrência para avaliar projetos de uma central de tratamento de lixo no município. “No litoral e na nossa região do Parque da Serra do Mar não se aprova a abertura de um aterro sanitário. A única saída é a construção de uma usina térmica ou biomecânica de lixo. Tivemos seis estudos apresentados e escolhemos a segunda opção. Agora vamos licitar a usina por PPP, porque não temos R$ 150 milhões do investimento nem condições técnicas para tocar o projeto.”

    O prefeito está conversando com a comunidade sobre a localização da usina, explicando que não se trata de um aterro ou depósito de lixo, mas de uma indústria “limpa”.

    Esse é o caminho. O mapa da economia de baixo carbono já existe. Quem procura acha. Só não vê quem não quer.

    fonte: ecopolitica

     
  • 17 fev

    Empresas definem estratégia para Rio+20 

    por Prima Pagina


    As associações empresariais já se organizaram para defender seus interesses na Rio+20, a conferência das Nações Unidas que, 20 anos depois da Rio-92, vai avaliar os progressos ambientais feitos no período, identificar os desafios atuais e apresentar propostas para tentar assegurar o desenvolvimento sustentável do planeta.

    A conferência, apoiada pelo PNUD, ocorrerá em maio do ano que vem, no Rio de Janeiro. O setor privado será representado pela Ação Empresarial para o Desenvolvimento Sustentável 2012, formada pelo Conselho Empresarial Mundial para o Desenvolvimento Sustentável, pela Câmara Internacional de Comércio e pelo Pacto Global, uma iniciativa das Nações Unidas em prol da responsabilidade social. O chefe da delegação será o presidente do Bank of America, Chad Holliday.

    “Na avaliação dos governos sobre como fortalecer e fazer avançar os compromissos para a Rio+20, é oportuno levar em conta o forte progresso feito pelas empresas e o potencial futuro das soluções empresariais na superação dos desafios da sustentabilidade”, disse Holliday após um encontro entre o grupo e membros das Nações Unidas.

    Os líderes empresariais consideram que o setor tem um papel fundamental na agenda ambiental dos próximos anos. Para o Pacto Global, por exemplo, a ação responsável do setor privado pode alavancar a economia ao fornecer valores e soluções práticas que promovam o desenvolvimento sustentável e inclusivo.

    Um documento do Pacto Global indica que, nas discussões relacionadas a indústria, comércio e serviço, um dos pontos a serem defendidos pelas empresas na Rio+20 é que é preciso aumentar e intensificar a contribuição do setor privado para a sustentabilidade. Para isso, é essencial demonstrar sua “habilidade comprovada” em fornecer soluções sustentáveis e disseminar a importância de a iniciativa privada, em qualquer lugar, incorporar princípios de responsabilidade social em suas estratégias, operações e cadeias de suprimento.

    Outro ponto a ser defendido é a necessidade de haver maior contribuição entre as empresas – e entre estas e governos, organizações multilaterais e sociedade civil – para identificar e ampliar as tecnologias mais promissoras, particularmente as relacionadas a mudanças climáticas, energia, água e comida.

    “As empresas podem ser e serão uma força significativa da sustentabilidade. As companhias já estão contribuindo para um futuro mais verde – todo dia elas inovam e criam soluções para produção, distribuição e venda de seus produtos e serviços”, afirmou Holliday.

     
  • 16 fev

    Economia Verde e Inclusiva na Rio + 20 

    Em maio de 2012, a cidade do Rio de Janeiro volta a sediar uma Conferência das Nações Unidas sobre desenvolvimento sustentável, desta vez, a denominada: Rio + 20. O tema é: “Economia verde, desenvolvimento sustentável e erradicação da pobreza”.

    Vinte anos após a Rio/92 – ou Cúpula da Terra – está cada vez mais claro que os recursos do planeta são limitados e algumas fontes de vida estão se esgotando ou se reduzindo de forma dramática, como as áreas férteis de terra, a água potável, a capacidade de pesca, etc. O aquecimento global tem provocado mudanças climáticas que elevam o nível dos oceanos, ameaçando diversos países e cidades litorâneas, além de aumentar a acidez dos mares e lagos. A população mundial deve ultrapassar sete bilhões de habitantes em 2011, com um padrão de produção e consumo que é ecologicamente insustentável. A exploração de recusos naturais, a poluição e a devastação ambiental têm comprometido a capacidade de regeneração do planeta e provocado a extinção de inúmeras espécies animais e vegetais.

    Em termos sociais, os benefícios do crescimento econômico não são divididos eqüitativamente, nem entre as nações e nem internamente aos países. Embora exista um esforço para atingir as metas estabelecidas nos Objetivos do Desenvolvimento do Milênio, a pobreza, a ignorância, a violência e a injustiça social ainda são uma realidade na maioria dos países do mundo. Cresce a consciência de que as desigualdades sociais e a sobrecarga do sistema ecológico deve ser evitadas, mesmo não sendo tarefas fáceis

     
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