Atualizações de agosto 2010 Ativar/desativar aninhamento de comentários | Teclas de atalho

  • 26 ago

    Comunidade escolar de São Paulo e Gabriel Chalita 

    São Paulo, 26 de agosto de 2010 – Há muito tempo o processo de alfabetização gera discussões, dúvidas e preocupações entre os educadores. Na contemporaneidade, se discute: o quê e quanto os alunos aprendem? Eles também ensinam? Como resgatar o prazer nas práticas escolares? Qual a importância do diálogo e da reciprocidade entre estudante e professor? Recentemente, dados de pesquisas educacionais, como o SAEB – Sistema de Avaliação da Educação Básica indicam que 70% dos alunos das séries avaliadas (do quinto e nono anos do ensino fundamental e terceiro do ensino médio) não atingiram níveis de aprendizado considerados adequados. Especialistas como Gabriel Chalita, Maria Cláudia Sondahl Rebellato, Heloisa Harue Takazaki e Paulo Roberto Fiatte Carvalho refletirão sobre a qualidade da educação, sobretudo, como um espelho da qualidade do trabalho dos professores e do papel da escola na vida de seus alunos.

    Partindo deste princípio, no sábado, 28 de agosto, centenas de diretores, coordenadores e professores de São Paulo vão se reunir com os especialistas no Hotel Estanplaza International, para discutir estratégias, desafios e alternativas para tornar os métodos de aprendizado mais eficientes. Além disso, o espaço deverá ser aproveitado para o esclarecimento de dúvidas e para auxiliar o educador, que precisa dominar mais que o conteúdo curricular para efetivar o conhecimento e compreender as necessidades da educação moderna.

    Com mais de 50 títulos publicados, desde livros didáticos até tratados sobre a ética, o tema da palestra de Gabriel Chalita é “Construindo uma escola interdisciplinar”. O intuito é indicar possibilidades para que o aluno seja capaz de compreender a verdadeira aplicação do que está estudando, baseado na interdisciplinaridade – um dos maiores desafios educacionais do Século XXI. Chalita, que também é doutor em Filosofia do Direito e em Comunicação e Semiótica, além de professor dos programas de graduação e pós-graduação da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC) e da Universidade Presbiteriana Mackenzie, apresentará uma tarefa importante para os professores: criar as conexões de ideias entre as abordagens de conteúdo em sala de aula.

    Promovido pela Editora DOM BOSCO – unidade de negócios do Sistema Educacional Brasileiro (SEB), que desenvolve o Sistema de Ensino Dom Bosco, de Curitiba (PR), o evento é denominado de Jornada Pedagógica e realizado ao longo do ano nas principais cidades e capitais do país. Macaé, Maceió, Presidente Prudente, Curitiba, Blumenau, Santos, Campo Grande, Natal, Campinas, Vitória, Caldas Novas e Rio de Janeiro já sediaram etapas do ciclo de encontros que nos próximos meses passará por Florianópolis, Ribeirão Preto, Cascavel e Londrina. As Jornadas Pedagógicas, que fazem parte do Programa de Aperfeiçoamento Docente (PAD), tem uma programação especial para os participantes, com uma palestra geral de abertura e três painéis de discussão por nível de ensino – Educação Infantil, Fundamental I, Fundamental II e Ensino Médio.

    Como parte da programação, a pedagoga Maria Cláudia Sondahl Rebellato fará uma exposição com o tema “De repente… Acontece a aprendizagem, sobre Educação Infantil. Autora de material de alfabetização da coleção “Lições Curitibanas”, Maria Cláudia é responsável pedagógica pelo portal da Turminha Dom Bosco pela Prefeitura Municipal de Curitiba. Durante a palestra, ela trabalhará o aprendizado da criança, que acontece, a todo instante, em todo lugar e não apenas na sala de aula.

    “Aventuras interdisciplinares para educadores audaciosos” é o tema da conversa com os professores de Educação Fundamental I. Licenciada em Letras, Heloisa Harue Takazaki é autora de livros didáticos para Ensinos Fundamental e Médio. Na apresentação, ela discutirá o trabalho interdisciplinar como uma aventura de resultados imprevisíveis. Tratando da interdisciplinaridade como uma questão de postura, de contestação à hegemonia de padrões.

    Já Paulo Roberto Fiatte Carvalho abordará o tema “Interdisciplinaridade no mundo contemporâneo” direcionado para os professores do Fundamental II e Ensino Médio. Graduado em Física e Matemática pela pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) e professor de ensino médio há 25 anos, Carvalho tratará da tecnologia que conecta diversas culturas em tempo real. Questiona-se se a escola consegue acompanhar o desenvolvimento tecnológico, ensinando os alunos com a mesma dinâmica em que as transformações ocorrem.

    Serviço:

    Jornada Pedagógica – Construindo uma escola interdisciplinar

    São Paulo – SP

    Data: 28 de agosto de 2010

    Local: Hotel Estanplaza International

    Endereço: R. Fernandes Moreira, 1293 – São Paulo – SP

    Mais informações: http://www.dombosco.com.br/editora/jornada2010/

    Programação – 28/08 – São Paulo

    8h às 9h30 – Recepção com café da manhã e credenciamento
    9h30 às 12h – Palestra Geral
    12h às 14h – Intervalo para almoço no local do evento
    14h às 16h30 – Palestras por níveis de ensino

     
  • 18 ago

    Quanto custa erradicar a fome e a miséria no mundo? 

    DICA DE LEITURA: QUANTO CUSTA SALVAR UMA VIDA?AGINDO AGORA PARA ELIMINAR A POBREZA MUNDIAL
    Autor: Peter Singer
    Hoje mais de 1 bilhão de pessoas sobrevivem diariamente com um pouco mais de 1 dólar; no Brasil são 7,5 milhões que ainda vivem em meio à miséria. O filósofo Peter Singer dá argumentos éticos e provocativos para a doação e contribuição com instituições engajadas em erradicar a miséria em seu livro Quanto custa salvar uma vida?, onde apresenta estudos e exemplos para mostrar a necessidade de ação diante da situação desumana de bilhões de seres humanos. Se você está pagando por água potável em sua torneira, faz mais de uma refeição por dia a ponto de saciar sua fome e a de seus filhos, tem atendimento médico disponível, seus filhos têm acesso à educação, vive em uma casa estável que não cairá na primeira intempérie, você é mais rico do que imagina. Uma quantia mínima doada por você pode salvar uma vida.
     
  • 17 ago

    ONU lança década de esforços para combater a desertificação 

    Fortaleza, Brazil / Nairóbi, Quênia, 16 de agosto de 2010 – A Organização das Nações Unidas está lançando, hoje, a Década para os Desertos e a Luta contra a Desertificação (2010-2020), um esforço de 11 anos para sensibilizar e estimular ação por uma maior proteção e melhor manejo das terras secas do mundo, lar de um terço da população mundial, que enfrenta sérias ameaças econômicas e ambientais.

    “A degradação progressiva dos solos – seja por consequência da mudança do clima, das práticas agrícolas insustentáveis ou da má administração dos recursos naturais – representa uma ameaça à segurança alimentar, gerando fome entre as comunidades mais afetadas e roubando as terras produtivas do mundo”, declarou o Secretário-Geral da ONU Ban Ki-moon ao anunciar o lançamento da década.

    “Ao iniciarmos a Década para os Desertos e a Luta Contra a Desertificação, comprometemo-nos a intensificar os nossos esforços para cuidar da terra de que necessitamos para implementar os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio e garantir o bem-estar humano”, adicionou.

    A nível global, a desertificação – degradação da terra em zonas áridas – afeta 3.6 bilhões de hectares, somando 25% da massa terrestre, o que ameaça a subsistência de mais de um bilhão de pessoas em cerca de 100 países. Nesse contexto, os Estados-Membros das Nações Unidas abordaram a desertificação crescente e a degradação da terra ao adotar, em 2007, uma resolução que dedicará a próxima década para o combate à desertificação e a melhoria da proteção e do gerenciamento das terras secas do mundo.

    O lançamento global da Década realizou-se no dia 16 de agosto em Fortaleza, Ceará – região semi-árida brasileira -, durante a Segunda Conferência Internacional: Clima, Sustentabilidade e Desenvolvimento em Regiões Semi-Áridas. Também hoje aconteceu o lançamento para a África em Nairóbi, no Quênia, organizado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desernvolvimento (PNUD). Outros lançamentos regionais estão agendados para acontecer em setembro em Nova Iorque, para a Região Norte Americana, e na República da Coréia, para a região Asiática; na Europa, o lançamento será realizado no mês de novembro.

    Embora a preocupação sobre a desertificação esteja crescendo, nem tudo está ruim. Esforços têm sido depositados para solucionar o problema de degradação da terra e, ao mesmo tempo que resultados positivos têm surgido, mais ação é necessária para conter e reverter a degradação dos solos e a progressiva desertificação ao redor do mundo.

    Luc Gnacadja, Secretário Executivo da Convenção da ONU de Combate à Desertificação, advertiu que a comunidade internacional encontra-se em uma encruzilhada e tem que decidir se manterá a abordagem usual, que será caracterizada por secas severas e prolongadas, inundações e escassez de água, ou um caminho alternativo, que “servirá de canal para nossas ações coletivas para a sustentabilidade”.

    Gnacadja acrescentou que a mensagem da década salienta que terra é vida, “por isso, devemos assegurar que desertos continuem produtivos e produzindo” e que o objetivo da década é “criar uma parceria global para reverter e prevenir a desertificação e a degradação dos solos e para mitigar os efeitos da seca em áreas afetadas, a fim de contribuir com a diminuição da pobreza e a sustentabilidade ambiental”.

    Nota aos editores:

    História e objetivos da década

    Em 2007, a Assembléia Geral das Nações Unidas declararam 2010-2020 como a Década da ONU para os Desertos e a Luta Contra a Desertificação. Em dezembro de 2009, cinco agências da ONU foram encarregadas de liderar as atividades da década. Estas são: o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA) e outros órgão relevantes das Nações Unidas, incluindo o Departamento de Informação Pública do Secretariado. A década é projetada para elevar a sensibilização pública sobre as ameaças de desertificação, a degradação dos solos e o papel das secas no desenvolvimento sustentável, além de caminhos que levem à sua redução.

    Valor dos Desertos e das Terras Secas

    • 2.1 bilhões de pessoas, cerca de 40% da população mundial, habita os desertos e terras secas do mundo
    • 90% dessa população vive em países em desenvolvimento
    • 50% da pecuária do mundo é sustentada por pastagens
    • 46% do carbono global é armazenado em terras áridas
    • 44% de todas a terra cultivada localiza-se em zonas áridas
    • 30% de todas as plantas cultivadas são provenientes de terras secas

    Ameaças da desertificação

    • A desertificação afeta 3,6 bilhões de hectares de terra no mundo inteiro – ou 25% da massa terrestre
    • 110 países estão em risco de degradação dos solos
    • 12 milhões de hectares de terra são perdidos a cada ano
    • A terra perdida anualmente poderia produzir 20 milhões de toneladas de grãos

    · Anualmente, US$42 bilhões são perdidos em renda devido à desertificação e à degradação dos solos

    Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação (UNCCD)

    Estabelecida em 1994, a Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação (UNCCD) é o único acordo internacional legalmente vinculante que estabelece essa ligação entre meio ambiente, desenvolvimento e a promoção de solos saudáveis. Os 193 países – ou Partes – signatários da convenção, trabalham para amenizar a pobreza nas terras secas, manter e restaurar a produtividade da terra e mitigar os efeitos da seca. A convenção prevê o Iraque como seu 194º membro na próxima semana, com a adesão que acontecerá no dia 28 de agosto.

     
  • 9 ago

    BUNGE BRASIL LANÇA RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE 2010 

    A publicação contém a nova linha de diretrizes da empresa para a melhoria contínua da gestão sustentável, trazendo informações relevantes sobre adaptações estratégicas para Açúcar & Bioenergia, o monitoramento de produtores rurais e a redução de emissões

    São Paulo, 09 de agosto de 2010Com o tema “Sustentabilidade na Cadeia de Valor”, a Bunge Brasil lançou recentemente o seu Relatório de Sustentabilidade 2010 nas versões impressa e online. Nesta nova edição, o relatório manteve o nível A+, padrão máximo da Global Reporting Initiative (GRI), modelo de gestão em sustentabilidade mais adotado em todo o mundo.

    O compromisso mundial da Bunge é com a sustentabilidade em todos os níveis, negócios e locais da empresa. Sua atuação é apoiada por uma plataforma, que associa práticas de relacionamento com seus diversos públicos à criação de valor aos negócios da empresa. A plataforma é amparada por quatro pilares: agricultura sustentável, efeitos climáticos, dietas saudáveis e disposição de resíduos.

    Respeitando esta plataforma de sustentabilidade, o Relatório faz um apanhado geral da cadeia de valor da Bunge – antes do campo, estendendo-se até depois da mesa – trazendo informações relevantes tais como o monitoramento de produtores rurais, adaptações estratégicas para Açúcar & Bioenergia, a redução de emissões em 12% entre 2008/2009 e a nova linha de gestão da Bunge Brasil.

    Este ano a publicação impressa está ainda mais sintética e objetiva, em linha com as últimas tendências do mercado, concentrando-se nos assuntos mais importantes apontados por diferentes públicos de relacionamento. O relatório é acompanhado do novo folheto de sustentabilidade, que é uma síntese dos principais pontos, destinado a todos os públicos.

    O Relatório de Sustentabilidade é o resultado do engajamento de diversas áreas da Bunge no Brasil, e tem sido utilizado como importante ferramenta de gestão, possibilitando o acompanhamento da evolução por indicadores de desempenho e aprimoramento da governança da empresa.

    A publicação está disponível no site da Bunge Brasil:

    http://www.bunge.com.br/sustentabilidade

    A Bunge Brasil mantém investimentos expressivos em todos os seus setores de atuação e vem contribuindo de maneira substancial para o saldo positivo da balança comercial e para as divisas da economia nacional. Presente no Brasil desde 1905 é uma das principais empresas do agronegócio e uma das maiores exportadoras do País. Atua nos setores de fertilizantes, agronegócio, alimentos, ingredientes, açúcar e bioenergia. Está em 16 estados de todas as regiões brasileiras, e possui hoje mais de 17 mil colaboradores e centenas de unidades, entre indústrias, centros de distribuição, silos e instalações portuárias.

     
  • 6 ago

    Construção Sustentável 

    O setor de construção civil é responsável pela maior parte do desenvolvimento econômico no país, gerando empregos, renda, crescimento do produto interno bruto (PIB) e uma série de riquezas e crescimento para as cidades.

    No entanto, a construção civil é responsável por 40% do consumo da energia mundial, além de gerar praticamente a metade de todos os resíduos produzidos pelos municípios. Uma vez que é possível medir todo o impacto causado por estas atividades, é preciso buscar a diminuição dos impactos ambientais na fase de implantação e na sua vida útil.

    A construção sustentável tem como objetivo apresentar uma nova conduta e postura nos processos produtivos, buscando eliminar os impactos negativos sociais e ambientais em todo o ciclo de vida dos empreendimentos.

    Atualmente é possível implantar uma gestão de qualidade buscando a construção de empreendimentos mais sustentáveis. Para adequação dos projetos aos critérios de sustentabilidade existem diversas ferramentas, tais como: aproveitamento das condições naturais do local; utilização mínima do terreno pela área construída buscando a máxima integração ao ambiente natural; implantação e análise do ambiente de entorno; anular ou reduzir impactos e modificações na paisagem; manter a qualidade ambiental interna e externa; adaptação do espaço físico às necessidades atuais e futuras dos usuários; utilizar matérias-primas ecoeficientes; reduzir o consumo de água e energia; aplicação dos 3Rs (reduzir, reutilizar, reciclar); realizar a gestão correta dos resíduos sólidos gerados; introduzir inovações tecnológicas sempre que possível e realizar a conscientização ambiental de todos os envolvidos no processo.*

    A importância da água na construção civil

    Hoje os empreendimentos que operam com critérios de sustentabilidade apresentam soluções de uso racional da água e de energia elétrica já a partir de sua construção. Os prédios residenciais optam por produtos e técnicas que economizem água, como torneiras, chuveiros e válvulas de descarga mais econômicos, medidores de água individualizados em condomínios, aproveitamento de água da chuva, sistema de tratamento interno para o reúso da água proveniente dos chuveiros e lavatórios, utilização de aquecedores solares para o aquecimento de água para os chuveiros reduzindo o consumo de energia do condomínio, bacias sanitárias com caixas acopladas com duas opções de fluxos (3 ou 6 litros), entre outros.

    Além dessas ações, são necessários hábitos cotidianos para contribuir com o uso consciente da água no dia a dia. Atitudes como fechar a torneira ao escovar os dentes e ao fazer a barba, tomar banhos rápidos, manter a válvula de descarga do vaso sanitário sempre regulada, realizar a manutenção preventiva das tubulações, juntar e lavar louças e roupas de uma só vez procurando ensaboar tudo em um mesmo momento para posteriormente enxaguar, reutilizar a água das lavagens para lavar o quintal, usar vassoura para ajudar a limpar a calçada, usar um balde para ajudar a limpar o carro em vez de usar a mangueira e utilizar um regador para molhar as plantas
    * Princípios básicos apresentados por algumas instituições, como a Associação Brasileira de Escritórios de Arquitetura – AsBEA e o Conselho Brasileiro de Construção Sustentável – CBCS.

    Autora: Vivian Aparecida Blaso Souza Soares César, Relações Públicas especialista em sustentabilidade
     
  • 4 ago

    ONU proclama Década sobre Desertos e de Combate à Desertificação na ICID 2010 

    As Nações Unidas lançam, oficialmente, durante a abertura da II Conferência Internacional sobre Clima, Sustentabilidade e Desenvolvimento em Regiões Áridas e Semiáridas (ICID 2010), a Década da ONU sobre Desertos e de Combate à Desertificação
    04/08/2010
    Cadija Tissiani

    Como parte dos esforços para conter o acelerado processo de desertificação enfrentado por mais de 100 países e para mitigar os impactos do aquecimento global em regiões áridas e semiáridas do planeta, as Nações Unidas lançam, oficialmente, durante a abertura da II Conferência Internacional sobre Clima, Sustentabilidade e Desenvolvimento em Regiões Áridas e Semiáridas (ICID 2010), a Década da ONU sobre Desertos e de Combate à Desertificação.

    O lançamento global da Década será conduzido pelo Secretário Executivo da Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação (UNCCD), Luc Gnacadja, na presença dos Ministros do Meio Ambiente do Brasil, da Suíça, do Niger, de Burkina Faso, do Senegal e de Cabo Verde, além do governador do Ceará, Cid Gomes, do coordenador da ICID 2010, Antônio Rocha Magalhães, e diversas autoridades envolvidas na agenda de combate à desertificação. “Será uma década de discussões, debates e buscas de soluções para os problemas enfrentados por muitos países no mundo”, prevê Gnacadja.

    A Década das Nações Unidas sobre Desertos e de Combate à Desertificação pretende ser um marco de conscientização sobre as dimensões alarmantes da desertificação em todo planeta, e de cooperação entre os países desenvolvidos e em desenvolvimento, e entre os setores público, privado e sociedade civil, na elaboração de políticas de prevenção e de adaptação às mudanças climáticas nas áreas consideradas de risco.

    A UNCCD considera áreas com risco de desertificação as zonas áridas, semi-áridas, subúmidas, e todas as áreas com exceção das polares e das subpolares com Índice de Aridez entre 0,05 e 0,65. Trinta e três por cento da superfície do planeta se encontram nessa faixa, atingindo cerca de 2,6 bilhões de pessoas.
    Na região Subsaariana, na África, de 20% a 50% das terras estão degradadas, atingindo mais de 200 milhões de pessoas. A degradação do solo é também severa na Ásia e América Latina, onde mais de 357 milhões de hectares são afetados pela desertificação, segundo dados da UNCCD. Como resultado desse processo perde-se a cada ano, nos 11 países da América Latina, 2,7 bilhões de toneladas da camada arável do solo, o que equivale a um prejuízo de US$ 27 bilhões por ano.
    Custo elevado – Segundo um estudo sobre os custos da desertificação na América Latina, conduzido pelo representante da UNCCD na América Latina, Heitor Matallo, mesmo considerando que a metodologia existente para a avaliação econômica deve ser aperfeiçoada, a fim de oferecer dados mais precisos, as estimativas das perdas em solos e recursos hídricos representam uma enorme perda econômica que afeta milhões de pessoas e contribui para a pobreza e a vulnerabilidade social.
    No Brasil, onde mais de um milhão de quilômetros quadrados é afetado pela desertificação nos estados do Nordeste, Minas Gerais e Espírito Santo, o custo das perdas de solo e de recursos hídricos chegam a US$ 5 bilhões por ano, o equivalente a 0,8% do Produto Interno Bruto (PIB), e afetam negativamente a vida de mais de 15 milhões de pessoas. Caso a previsão mais pessimista se confirme – de que a temperatura do planeta suba mais de 2 graus célsius -, até 2100 o País poderá perder até um terço de sua economia.
    http://www.icid18.org

     
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