Atualizações de maio 2009 Ativar/desativar aninhamento de comentários | Teclas de atalho

  • 28 maio

    PROGRAMAÇÃO 1° WORKSHOP CONVERSA SUSTENTÁVEL 

    EVENTO GRATUITO
    DATA: 03/06/09 (JUNHO DE 2009)

    LOCAL: AUDITÓRIO DA LIVRARIA CULTURA – BOURBON SHOPPING POMPÉIA, SÃO PAULO

    PAINEL 01 – GESTÃO E SUSTENTABILIDADE

    10h30 ás 10h45 – Brunch

    10h45 ás 11h15 – Aron Belinky – ISO 26.000

    11h15 ás 11h45 – Marcelo Torres – Grupo Santander Brasil

    11h45 as 12h15 – Luiz Alexandre – Instituto Jatobás

    12h15 ás 12h45 – Isaac Edington – Instituto Eco desenvolvimento

    12h45 ás 13h15 – Diálogo Sustentável

    13h15 ás 14h30 – Almoço

    PAINEL 02 – SUSTENTABILIDADE, TECNOLOGIAS E VAREJO

    14h30 ás 15h – Leandro Plentz – Grupo Pão de Açúcar

    15h ás 15h30 – Evandro Lopes – C&C Casa e Construção

    15h30 ás 15h40 – Intervalo

    15h40 ás 16h10 – Wagner Dias – Obras On Line

    16h10 ás 17h20 – Daniel Freitas – Cotações e Compras

    17h20 ás 17h50 – Roberto Loureiro – Tecnisa

    17h50 ás 18h20 – Luiz Fernando Lucho do Valle – Ecoesfera

    18h20 ás 18h40 – Diálogo Sustentável

    18h40 ás 19h – Encerramento Conversa Sustentável

    *Vagas Limitadas!

    Faça sua inscrição através do site:

    http://www.conversasustentavel.com.br/workshop.htm

    Maiores Informações: 55 (11) 3804 1705 Falar com Atanácia

     
    • Silvia Dias 21:59 em 31 de maio de 2009 Link permanente | Faça login para responder

      Vivian, trabalho há 20 anos com comunicação corporativa e este ano comecei a me dedicar ao tema sustentabilidade. Fiquei muito interessada no workshop sobre construção sustentável, porém nesse dia estarei no Ethanol Summit. Você pretende repetir o evento? Vai ter algum tipo de divulgação do que foi discutido? Por favor, entre em contato comigo pelo silviadiaspereira@yahoo.com.br

      Obrigada,

      silvia dias

    • Alberto Tomasi 21:35 em 4 de junho de 2009 Link permanente | Faça login para responder

      Vivian.
      Estive no evento ontem e me interessei e gostaria de saber se serão disponibilizados os slides apresentados, você colocará a disposição no site ou blog?
      Atenciosamente.

      Alberto Tomasi

    • Tiago Pavane 13:46 em 5 de junho de 2009 Link permanente | Faça login para responder

      Bom Dia Vivian, tb quero saber se as apresentações serão disponibilizadas para os participantes, e moro no Rio de Janeiro e quero orientação sobre cursos de pós graduação voltado para sustentabilidade, aguardo sua resposta, grato,
      Tiago Pavane.
      t.pavane@hotmail.com

  • 28 maio

    TEXTO DE ABERTURA DO ENCONTRO CONVERSA SUSTENTAVEL NA CASA COR SAO PAULO 

    Caros Amigos,

    Boa Noite!

    Antes de qualquer coisa gostaria de agradecer a presença de cada um de vocês que se disponibilizaram a vir até aqui para um encontro que certamente ficará em nossas memórias.

    Neste dia, quero compartilhar com vocês alguns dilemas comuns entre pessoas como nós, engajadas, motivadas e sonhadoras, que procuram fazer da sustentabilidade uma mola propulsora para chamar a atenção das pessoas como eu, você, ele, que pensam em deixar para as gerações futuras um mundo melhor.

    Muito temos ouvido falar do meio ambiente, da necessidade de mudança e entre outras coisas mais…

    Mas pouco tem se ouvido falar sobre o que empresas como Wal Mart, Philips, OTEC, Conversa Sustentável têm contribuído para este novo olhar.

    Mas que olhar é este? O que faz realmente pessoas como nós, se reunirem aqui hoje para discutir, dialogar sobre a Sustentabilidade?

    Motivação financeira? Motivação ambiental? Motivação econômica? Motivação social? Todas elas? Talvez…..

    Não caros ouvintes, o que nos faz encontrar com pessoas interessadas pelo mesmo tema é uma vontade imensa de mudança, afinal somos Homo Sapiens, Pensamos, Sentimos, Construímos, deixamos nosso legado e temos uma única certeza aqui em comum: Queremos uma vida melhor, Queremos a felicidade.

    Por mais filosófico que possa parecer, este é o sonho comum de alguns líderes que tiveram coragem para mudar situações que pareciam irreversíveis na sociedade:
    Gandhi, Mandela, Obama, Leonardo Da Vinci, não importa.

    Todos eles foram motivados de certa forma por sonhos, por idéias que foram pensados não sob a ótica deles, mas sob ótica do povo, do estado, da nação, da sociedade e finalmente do Homem, o mesmo Homo Sapiens que falamos no começo e que questionamos as suas atitudes e interesses na transformação do mundo.

    Caro Amigo, cada vez mais estou convencida de que só existe um caminho a ser seguido e que não temos mais volta. È o caminho do resgate ao entendimento do homem, não do ponto de vista da medicina, mas do homem interconectado com os sistemas físicos, químicos, tecnológicos, estratosféricos.

    Deste homem que quer promover transformação, que quer ser feliz.

    Deixo aqui essa reflexão para a abertura do nosso diálogo sustentável:

    Como Viver Sustentável pode promover ou contribuir para este resgate? Ou para a felicidade?

     
    • Fabiano Facó 17:55 em 28 de maio de 2009 Link permanente | Faça login para responder

      Vivian e Time, Gostei muito do evento de ontem, tanto pelas palestras como também pela oportunidade de networking entre as pessoas. Vamos aguardar as próximas três !! Abraços Sustentáveis, Fabiano Facó

  • 24 maio

    VIVER SUSTENTÁVEL DIA 27 DE MAIO, CASA COR SÃO PAULO 

    Faça sua inscrição no Encontro Conversa Sustentável e ganhe 50% de desconto na bilheteria da Casa Cor São Paulo
    Data: 27 de maio
    Tema: Viver Sustentável
    Palestrantes:
    Anna C. V. Vicente – Wal-Mart Brasil
    David Douek – OTEC
    Marcus Nakagawa – Philips Brasil
    As inscrições para os encontros são gratuitas e os participantes terão 50% de desconto na bilheteria do evento para visitar a mostra. As vagas são limitadas e as inscrições somente poderão ser feitas através do email: inscricao@conversasustentavel.com.br.

    Horário: 19h ás 20h

    Local: Auditório da Casa Cor São Paulo, localizado a Av. Lineu de Paula Machado, 1075. Jockey Club

     
  • 16 maio

    Mudanças Climáticas na Construção 

    O setor da construção civil é o responsável por cerca de 40% das emissões globais de CO2, dessa forma, organismos internacionais como o SBCI, uma iniciativa coordenada pelo Programa Ambiental das Nações Unidas (UNEP) que propõe a impulsionar o governo à indústria no desenvolvimento de políticas públicas e práticas mais limpas no setor tem contribuído para ajudar o mundo a reduzir estes impactos.

    No Brasil, o CBCS – Conselho Brasileiro de Construção Sustentável um dos membros do SBCI também já desenvolve projetos que tem como objetivo intervir na redução das emissões de CO2 reduzindo os impactos que tem causado as alterações climáticas que hoje tem sido vistas de perto por todos nós.

    O Sinduscon SP realizou no último dia 06 um evento para promover o debate sobre este tema no setor. Um dos destaques apontados pelos especialistas que participaram do evento sobre as mudanças necessárias estão não só na implementação de processos produtivos mais limpos, mas também na mudança imediata do nosso perfil de consumo. Em São Paulo, já temos algumas iniciativas do governo que deram certo na redução de CO2 como, por exemplo, o caso dos 02 aterros sanitários que hoje através dos gases gerados pelo lixo abastecem com energia elétrica 02 cidades no interior do estado que possuem mais 700mil habitantes. Ou seja, hoje já sabemos o que precisa ser feito o que falta é fazer.

    Outro ponto importante para se começar uma mudança rápida é fazer com que as empresas conheçam a sua pegada de carbono. Hoje, através de uma ferramenta gratuita disponível no site: http://www.ghgprotocol.org/calculation-tools/all-tools é possível que as empresas calculem sua pegada de carbono, através dessa ferramenta que foi desenvolvida em parceria pelas entidades: MMA – Ministério do Meio Ambiente, FGV – Fundação Getúlio Vargas, CEBEDS – Conselho Brasileiro de Desenvolvimento Sustentável, WBCSD – World Business Council for Sustainable Development e WRI – World Resources Institute. Com estes dados, as empresas poderão estabelecer metas para a redução de seus impactos e melhoria de seus processos. È importante ressaltar que por enquanto esse relatório é voluntário, mas que já está tramitando no congresso projeto que tornará obrigatório a entrega deste relatório anualmente pelas empresas. Algumas empresas já aderiram à ferramenta como: Alcoa, AmBev, Arcelor Mittal, Banco Real, Sadia, Boticário, Suzano Papel Celulose dentre outras.

    Outro ponto relevante apontado durante o evento foi sobre eficiência energética, por exemplo hoje segundo a Eletrobrás 40% do uso de energia elétrica no Norte do país se deve ao uso do ar condicionado, isso significa que precisamos alterar a forma de projetar, aplicando medidas como sombreamento nas fachadas,utilização de energia solar dentre outras. Por isso, na hora de escolher um empreendimento, estes aspectos são relevantes para uma escolha mais sustentável.
    Maiores informações:
    http://www.ghgprotocol.org/programs-and-registries/brazil-programhttp://www.eletrobras.com/elb/data/Pages/LUMIS6D5DB3B1ITEMIDPTBRIE.htm

    Autora: Vivian Aparecida Blaso Souza Soares César, Relações Públicas, Especialista em Sustentabilidade
     
  • 13 maio

    Casa Cor e Conversa Sustentável juntos 

    Além do primeiro workshop, que acontece dia 3 de junho, o Conversa Sustentável também participa do maior evento de decoração do país

    A Casa Cor São Paulo 2009, além de apresentar as novidades e os projetos de grandes arquitetos, vai discutir a questão da construção sustentável. Em parceria com a empresa Conversa Sustentável, o maior evento de decoração do país vai realizar 4 encontros temáticos sobre sustentabilidade.

    Os debates serão marcados pelos temas da Casa Cor e foram estruturados para atender o público visitante da mostra. O primeiro encontro será dia 27 de maio com o título Viver Sustentável. As inscrições são gratuitas e os participantes terão 50% de desconto na bilheteria para a visita na mostra. As vagas são limitadas.
    Para se inscrever, envie um e-mail para inscricao@conversasustentavel.com.br


    Datas dos encontros
    27 de maio – Tema: Viver Sustentável
    24 de junho – Tema: Hotelaria e a Sustentabilidade
    01 de julho – Tema: Sustentabilidade nas Escolas
    08 de julho – Tema: Sustentabilidade e Econegócios

    Serviço:
    Encontros Conversa Sustentável
    Começa dia 27 de maio

    Casa Cor São Paulo
    26 de maio a 14 de julho
    Av. Lineu de Paula Machado, 1075. Jockey Club.

    Informações para imprensa:
    Maria Claudia Perassolli – mcperassolli@uol.com.br – (11) 9136-2122
    Eduardo Pugnali – pugnali@uol.com.br – (11) 9943-0761

     
  • 11 maio

    SUSTENTAR OU MORRER 

    Desde a década de 1980, a atuação empresarial passou a ser regida pelas mudanças no cenário político, econômico e social, contando com a influência direta da globalização, da tecnologia da informação e do esgotamento dos recursos naturais. Diante desse quadro, aumentou a pressão por parte da sociedade e do próprio poder público para as empresas assumirem a responsabilidade pelo impacto socioambiental de suas operações. Para abraçar as novas expectativas do mercado e da sociedade, surge a chamada sustentabilidade corporativa, voltada às boas práticas de gestão, produção e atuação, não apenas para garantir a sobrevivência da empresa, como, principalmente, do planeta.A engenheira Cristina Fedato, instrutora da rede Ethos/Uniethos e especialista em sustentabilidade corporativa, observa que existem duas visões para o conceito de sustentabilidade: uma mais voltada para a perenidade do negócio e outra para a sobrevivência da humanidade. “Desenvolvimento sustentável é o que satisfaz as necessidades do presente sem comprometer a capacidade das futuras gerações, conforme texto da Comissão Brundtland, de 1987; pela cartilha do Instituto Ethos, a sustentabilidade empresarial assegura o sucesso do negócio em longo prazo e, ao mesmo tempo, contribui para o desenvolvimento econômico e social da comunidade, um meio ambiente saudável e uma sociedade estável”, diz a especialista.
    Para ela, as empresas no Brasil cada vez mais começam a implantar esses princípios, induzidas por diferentes mecanismos, como legislação, pressão da matriz, dos clientes e tomada de consciência da alta direção. As empresas da cadeia da construção, por sua vez, também aparecem em escala crescente entre as interessada em adotar as diretrizes da sustentabilidade corporativa.O engenheiro Roberto de Souza, diretor do Centro de Tecnologia de Edificações (CTE) e articulista da Construção&Negócios, observa que as empresas de ponta têm trabalhado as dimensões ambiental e social dentro de seus planejamentos, o que traz resultados para os acionistas, colaboradores, meio ambiente e sociedade. Esse direcionamento implicaria em adotar a sustentabilidade corporativa como valor e estratégia empresarial, servindo como orientação ao desenvolvimento de empreendimentos, como condicionante dos processos de fabricação de materiais. Além disso, seria premissa de planejamento urbano, no desenvolvimento de projetos e na execução de obras.
    Mas, qual é o momento atual da sustentabilidade corporativa? “Podemos dizer que o conceito ainda não está internalizado no DNA das empresas nem nas pessoas”, observa Vivian Blaso, diretora de marketing e sustentabilidade da consultoria Conversa Sustentável. Para ela, esse conceito vem adentrando as empresas devido à escassez de recursos naturais não renováveis, às mudanças climáticas e pelas próprias demandas por mudanças nas formas de produção e consumo”, o que interfere nas relações humanas, na forma de se fazer negócios e na forma de se viver na terra.Visão estratégica“A adoção da sustentabilidade corporativa nas incorporadoras e construtoras é hoje uma questão de visão estratégica do empresário e de atitude dos vários profissionais envolvidos, pois diz respeito a uma mudança de paradigmas em relação ao negócio e aos processos de produção”, afirma Danusa Nascimento, consultora em sustentabilidade corporativa do CTE. “Entendo que a crise atual abre um grande campo de oportunidades para que as empresas da cadeia produtiva se reposicionem e criem vantagens competitivas por meio da gestão sustentável incorporada em suas práticas”.Na estratégia do negócio, ela diz ser imprescindível adotar uma visão que englobe questões econômicas, ambientais e sociais, com o foco em sua perpetuidade. Assim, essa visão se desdobraria para a gestão da empresa e seus processos, projetos, empreendimentos e obras, na racionalização dos custos, aumento de produtividade, retenção e desenvolvimento de talentos, além da prática da responsabilidade socioambiental. “É um movimento conjugado em que a empresa de construção cria instrumentos para sobreviver à crise e, ao mesmo tempo, constrói diferenciais competitivos calcados na sustentabilidade, de forma a se posicionar em um novo momento de crescimento pós-crise”, diz a consultora.
    Diversas normas, certificações e referências também podem orientar as empresas na adoção de práticas socioambientais, como os princípios do Pacto Global, os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), a Carta da Terra, a Agenda 21, as Diretrizes da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) para Empresas Multinacionais, a Declaração Universal dos Direitos Humanos, a SA 8.000 – Social Accountability 8.000, a norma OHSAS 18.001 sobre gestão da segurança e saúde no trabalho, a série de normas ISO 14.000 sobre gestão ambiental, o Código das Melhores Práticas de Governança Corporativado Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC), o Balanço Social Ibase e as Diretrizes para Relatórios de Sustentabilidade da Global Reporting Initiative. Além desses, Danusa Nascimento ressalta a boa aceitação dos chamados selos verdes por parte das construtoras e incorporadoras. É o caso do Leadership in Energy and Environmental Design (Leed) e da certificação Alta Qualidade Ambiental (Aqua), baseada em modelo francês.
    Rumo certo
    Segundo Vivian Blaso, da consultoria Conversa Sustentável, “o setor se movimenta para repensar o seu modelo de negócios sob a ótica da sustentabilidade. No caso da construção existe uma verdadeira correria em direção aos produtos verdes, processos ecoeficientes e melhores práticas”, afirma.Blaso acredita que, em função de alguns parâmetros empregados na construção sustentável, esse movimento tem impulsionado toda a cadeia a adotar melhores práticas. Nesse sentido, fabricantes de materiais de construção, por exemplo, têm buscado ganhar vantagem competitiva frente à concorrência em função do seu desempenho em relação à sustentabilidade – e não só dos produtos, mas da própria organização. “Podemos destacar grandes empresas nesse caminho como a Holcim, Camargo Corrêa, InterfaceFLOR, Saint-Gobain e ArcelorMittal, entre outras. Esse movimento tem maior força nas grandes empresas, que, por sua própria atividade industrial, estão ligadas à mineração e também são alvo de maiores riscos, tanto sociais como ambientais”, complementa.“As empresas da cadeia da construção estão se familiarizando com os princípios da sustentabilidade corporativa, mas ainda estamos muito atrás das práticas dos países desenvolvidos”, afirma Ludmila Lepri, diretora de marketing da Lepri, que, dentro desse espectro, produz cerâmicas e pastilhas com a reciclagem de lâmpadas fluorescentes. Quando descartadas incorretamente, as lâmpadas contaminam o solo e as águas com o mercúrio metálico, nocivo tanto ao meio ambiente quanto aos seres humanos.Países como Alemanha e Japão, por exemplo, possuem leis que cercam e ajudam as empresas e os consumidores a trabalharem dentro de princípios de sustentabilidade. Mas, geralmente, adotar esses princípios envolve gastos financeiros e com recursos humanos. “As empresas ainda veem isso como um custo, e não como um investimento”, afirma Ludmila Lepri.
    No Brasil ainda estamos longe dessas implantações?
    “O maior dilema para se conseguir adotar e suportar um programa de sustentabilidade corporativa está nas pessoas. O mais difícil é a mudança cultural”, deixa claro Vivian Blaso.
    O passo a passo
    Como implantar um projeto de sustentabilidade corporativa.Uma parcela da cadeia da construção já se conscientizou de que não é possível manter o crescimento do negócio sem entender os impactos de seus processos, produtos e serviços, seja no aspecto social, ambiental ou econômico. Tal visão tem se ampliado com a crise financeira que o mundo enfrenta, que é também “uma crise de ética empresarial, governança corporativa e gestão sustentável”, conforme visão de Danusa Nascimento, consultora em sustentabilidade corporativa do CTE.“A premissa inicial para trilhar um caminho de sustentabilidade corporativa é estabelecê-la como valor estratégico para a empresa e seus negócios, e desdobrar esse valor para a gestão corporativa e para os empreendimentos, projetos, obras, fornecedores e demais partes envolvidas”, afirma Danusa. Segundo ela, uma empresa da construção deve procurar implantar um Programa de Sustentabilidade Corporativa liderado pela alta direção, de forma evolutiva e planejada, pois o tema deve ser tratado com uma visão de curto, médio e longo prazo.Esse programa começa com um diagnóstico da empresa, de sua estratégia, dos seus processos de trabalho e suas interfaces, da cultura interna e conceitos de sustentabilidade já adotados pela empresa de forma a subsidiar a concepção e desenvolvimento do projeto. Esse levantamento permite entender o perfil e a estratégia da organização; a missão, visão, valores e princípios éticos que norteiam as suas ações e decisões cotidianas e os impactos sociais, ambientais e econômicos que estão envolvidos em seus processos e produtos, verificando como a organização está posicionada em termos de boas práticas de sustentabilidade.Após o diagnóstico, Danusa recomenda a formação de um comitê de sustentabilidade composto por profissionais da diretoria, gerências e facilitadores das áreas envolvidas, como incorporação, suprimentos, projetos, obras e setor administrativo-financeiro. Cabe a tal comitê:
    • mapear os stakeholders, ou seja as partes envolvidas que estão de alguma forma ligadas ao negócio da empresa, como público interno, fornecedores, comunidade, clientes e consumidores, governo e sociedade;• entender de forma clara o que é a responsabilidade empresarial e difundir seus conceitos para os colaboradores da empresa;• definir a Política da Sustentabilidade da empresa e criar metas e indicadores para monitorar e controlar o desempenho do programa;• desdobrar a Política da Sustentabilidade para os processos de gestão empresarial, empreendimentos, projetos e obras;• orientar a implantação do Programa de Sustentabilidade.O segundo passo é a elaboração de um plano de ação em função das prioridades da empresa. Esse escopo envolve os processos corporativos e produtivos, podendo abranger questões relativas à estratégia e gestão, aspectos econômicos e ambientais dos empreendimentos, projetos e obras, de responsabilidade social e de educação e sensibilização dos colaboradores. Alguns exemplos de ações que podem fazer parte deste escopo inicial:• estruturação de um código de ética;• políticas de combate à corrupção;• políticas de não-discriminação, promoção da equidade e valorização da diversidade;• neutralização das emissões de carbono das operações do escritório e de seus empreendimentos;• programa de saúde, segurança e condições de trabalho;• programas de ações sociais;• programa de economia de água em empreendimentos;• programa de aumento de eficiência energética e conforto ambiental dos projetos;• programa de gestão de resíduos em obra;• programa de coleta seletiva do lixo;• políticas de remuneração e bonificação.O terceiro passo é a efetiva implantação do programa, seu monitoramento e avaliação, de forma a corrigir desvios e promover ações de melhoria, assim como desenvolver ações de comunicação do mesmo para os stakeholders, informando-os de que a empresa está em um caminho sustentável. Destacam-se nessa etapa as seguintes ações: • medir o desempenho do programa e compará-lo com as metas e indicadores definidos no passo inicial;• elaborar os Relatórios de Sustentabilidade da empresas e difundi-los para as partes interessadas;• promover ações de comunicação e marketing visando a divulgação dos resultados para o público interno e externo.O quarto passo é a definição de uma nova fase chamada de escopo intermediário, que novamente será implantado, monitorado e divulgado, seguindo as mesmas etapas e a sequência definida nos passos anteriores, até a empresa consolidar uma nova posição do ranking da sustentabilidade.O quinto passo é a definição e implantação do escopo avançado da sustentabilidade, no qual a empresa atinge as diretrizes contidas nos referenciais de boas práticas socioambientais existentes no mercado, seguindo a mesma metodologia citada anteriormente. Esse processo evolutivo de escopo permite que a empresa amplie, em cada fase, o conjunto de ações sustentáveis sendo implantadas, de uma forma que se consolide e permeie o DNA da organização.Apoio
    Sebrae-SP dispõe de Sistema de Gestão Ambiental (SGA) baseado no desenvolvimento socioeconômico, além de proteção ambiental.
    Para as empresas que desejam adotar os princípios da sustentabilidade corporativa, o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de São Paulo (Sebrae-SP) coloca à disposição seu Sistema de Gestão Ambiental (SGA), que se baseia em três pilares interdependentes e equilibrados: desenvolvimento econômico e social, além de proteção ambiental, focado nascartas da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, mais conhecida como ECO-92, realizada no Rio de Janeiro, e da Cúpula Mundial de 2002, em Joanesburgo (África do Sul), que definiu que o desenvolvimento sustentável deve ser construído nos âmbitos local, regional, nacional e global. O objetivo do SGA é tornar a empresa mais eficiente e competitiva quanto ao desempenho econômico, ao mesmo tempo em queos aspectos ecológicos e sociais são tratados não enquanto problemas, mas como fatores fundamentais para que seu sucesso ocorra de forma segura, duradoura e responsável.O órgão diagnostica e elabora um Relatório Técnico no qual são analisados os aspectos ecológicos, sociais e econômicos da empresa. Ao final, algumas recomendações são indicadas para que o empresário possa analisar criticamente tanto o seu processo produtivo quanto as próprias recomendações, visando melhorá-las ou adequá-las de acordo com sua experiência ou possibilidades econômico-financeiras. Tudo dentro de um processo de melhoria contínua.
    Texto: Jair Marcos Vieira
     
    • Ellen Blaso 12:33 em 12 de maio de 2009 Link permanente | Faça login para responder

      Apenas quando o homem derrubar a última árvore, poluir o ultimo rio e matar o último peixe, irá perceber que não poderá comer do dinheiro que ganhou.

  • 8 maio

    São Paulo mais limpa e mais saudável 

    São Paulo está mudando de cara. A imagem de poluição que automaticamente se associa à cidade está se desfazendo – graças aos programas implantados em parceria pelos governos Municipal e do Estado. Ao retirar o lixo das águas das represas e córregos e promover e urbanizar seu entorno, a contribuição não é unicamente ambiental. Há também ação em benefício da saúde e do bem estar público. Em linhas gerais, são esforços voltados à promoção da qualidade de vida.
    Atualmente, dois programas de despoluição merecem destaque em São Paulo. Iniciados há cerca de dois anos, o Córrego Limpo e o Defesa das Águas trabalham com estratégias bem particulares, mas ambos visam o combate das enchentes – que, conforme verificamos nas últimas semanas, são problemas graves na cidade. Da mesma forma, os dois programas demandam que a população também faça sua parte.

    O Córrego Limpo é uma parceria entre Prefeitura e Governo do Estado – visando a limpeza dos córregos, a contenção e manutenção das margens, o atendimento às famílias removidas para a realização das obras e da fiscalização – além da ampliação das redes de esgoto. A primeira etapa acaba de ser concluída, tendo despoluído totalmente 28 córregos e recuperado outros 14. A segunda está prevista para trabalhar em mais 58 cursos de rios.

    Ao todo, o Córrego Limpo custará R$ 400 milhões e beneficiará quatro milhões de pessoas. Seu grande diferencial é que, com atuação pontual, reduz-se a quantidade de resíduos e detritos que desembocam nos rios Tietê e Pinheiros.
    Enquanto isso, o programa Defesa das Águas atua nas áreas de mananciais, como as várzeas do Tietê, a Serra da Cantareira e a Represa Guarapiranga, responsável pelo abastecimento de 20% da Região Metropolitana de São Paulo. E, especialmente nessa última localidade, os resultados surpreendem. Apenas em fevereiro, a equipe do Defesa retirou o equivalente a mil sacos de lixo das águas da represa.
    Ao todo, já foram retirados 11 mil sacos em dois anos. Por conta disso, hoje não são mais necessários mergulhadores para desentupir os canos submersos, que antes ficavam obstruídos pela sujeira despejada no reservatório. Para reforçar a operação, em breve, dois novos barcos de coleta de lixo vão entrar em operação.

    Para garantir a efetividade plena desses dois programas, é necessário promover algum tipo de conscientização a fim de que as pessoas entendam o problema em despejar lixo nas águas da cidade. Importante lembrar que a população vizinha a mananciais e córregos é a que mais sofre com as inundações provocadas por chuvas fortes. E, nesses casos, as pessoas se veem cercadas pelo lixo que elas próprias costumam descartar. Isso sem falar na proliferação dos agentes causadores de doenças, como a leptospirose e a dengue.
    Tornar São Paulo uma cidade mais limpa, agradável à vista e à saúde é um árduo trabalho que não inclui somente a ação pontual, como também a conscientização. Por isso, não se trata de obrigação de uma só parte. Este é um esforço conjunto, multilateral.
    Finalizando, convido você, leitor, para participar no dia 26 de maio, em São Paulo, da oitava edição da Conferência Municipal Produção Mais Limpa (P + L), a partir das 8h, no Memorial da América Latina. O tema deste ano, “Saúde e Ambiente: os impactos das mudanças climáticas”, tem relação direta com a questão das enchentes e dos programas de despoluição.
    A P + L vem reforçar a necessidade de promover a conscientização pública sobre o descarte correto do lixo, indo ao encontro da necessidade de preservação do nosso meio ambiente – uma agenda tão inovadora quanto necessária à garantia do futuro de todos nós.

    Gilberto Natalini é médico e vereador (PSDB/SP).
    natalini@camara.sp.gov.br

     
  • 8 maio

    Conversa Sustentavel e Casa Cor São Paulo, juntas para formação de uma consciência sustentável 

    Conversa Sustentável, acaba de consolidar uma parceria com a Casa Cor São Paulo para realização de 04 encontros temáticos sobre sustentabilidade.
    Os eventos serão realizados durante a Casa Cor São Paulo que inaugura para o público a partir do dia 26 de maio.Os encontros serão marcados pelos temas da Casa Cor e foram estruturados para atender o público visitante da maior mostra de decoração da América Latina.
    Datas dos encontros
    27 de maio – Tema: Viver Sustentável
    24 de junho – Tema: Hotelaria e a Sustentabilidade
    01 de julho – Tema: Sustentabilidade nas Escolas
    08 de juho – Tema: Sustentabilidade e Econegócios
    As inscrições para os encontros são gratuitas e os participantes terão 50% de desconto na bilheteria da mostra para visitar o evento. As vagas são limitadas e as inscrições somente poderão ser feitas através do email: inscricoes@conversasustentavel.com.br em formulário específico.
    Maiores informações sobre os eventos envie um email para conversasustentavel@conversasustentavel.com.br
     
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