Atualizações de novembro 2008 Ativar/desativar aninhamento de comentários | Teclas de atalho

  • 28 nov

    Defesa Civil de SC Pede Sua Ajuda 

    Caros Amigos,

    Hoje venho pedir sua ajuda. A Defesa Civil de SC está recebendo donativos de toda parte, mas temos certeza que ainda é muito pouco para os estragos gerados na região. Recebi de uma amiga que trabalha em uma empresa em SC este apelo, sei que ela está sofrendo e que o seu sofrimento é um espelho do sofrimento dessas pessoas que estão vivendo de muito perto essa situação.Seguem os contatos da defesa civil, espero que você ou a sua empresa possam contribuir para o resgate das pessoas e a reconstrução das cidades que estão em estado de calamidade pública.

    DEFESA CIVIL ABRE CONTA CORRENTE PARA RECEBER DOAÇÕES


    Banco/SICOOB SC – 756 – Agência 1005, Conta Corrente 2008-7 Caixa Econômica Federal – Agência 1877, operação 006, conta 80.000-8 Banco do Brasil – Agência 3582-3, Conta Corrente 80.000-7 Besc – Agência 068-0, Conta Corrente 80.000-0.Bradesco S/A – 237 Agência 0348-4, Conta Corrente 160.000-1Itaú S/A – 341, Agência 0289, Conta Corrência 69971-2Nome da pessoa jurídica é Fundo Estadual da Defesa Civil, CNPJ – 04.426.883/0001-57. Defesa Civil de SC alerta sobre ação de golpistas pela Internet. A Defesa Civil não envia mensagens eletrônicas com pedidos de auxílio. BENEFÍCIOS FISCAIS:
    icms (ICMS) DOAÇÕES: As Secretarias Regionais (SDR’s) da região do Alto Vale do Itajaí (Blumenau, Brusque, Itajaí, Jaraguá do Sul, Joinville e Timbó) montaram bases de distribuição e arrecadação das doações às pessoas afetadas pelas fortes chuvas do último final de semana.

    Consulte locais para entrega no: 48 – 4009 9886 ou nas SDR’s. As empresas ou pessoas de outros estados que tiverem interesse em fazer doações também devem ligar para: (48) 4009 9886 ou 4009-9883. Os catarinenses devem ligar para 199 ou para a SDR mais próxima do seu município.

    Abraços,

    Vivian Blaso

     
  • 25 nov

    Petrobras é excluida do ISE 

    Prezado(a)
    A Petrobras acaba de ser excluída do ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial) da Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo), índice que reúne empresas que se destacam por seu compromisso com a responsabilidade social e a sustentabilidade. O motivo da exclusão é o não cumprimento por parte da empresa da resolução 315/2002 do Conama, que determina a redução do teor do enxofre no diesel comercializado no Brasil a partir de janeiro de 2009. A decisão foi tomada pelo Conselho do ISE, composto por Bovespa, International Finance Corporation (IFC), Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (ABRAPP), Associação dos Analistas e Profissionais de Investimentos do Mercado de Capitais (APIMEC), Associação Nacional de Bancos de Investimentos (ANBID), Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social, Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC), Ministério do Meio Ambiente (MMA) e Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Instituto Brasil PNUMA). Visto que o Governo Federal é sócio majoritário da Petrobras, o MMA se absteve da votação. Todos os outros membros votaram pela exclusão da Petrobras. Em seis de novembro foi encaminhada ao Conselho do ISE uma carta assinada por onze entidades: Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável do Estado de Minas Gerais, Fórum Paulista de Mudanças Climáticas Globais e de Biodiversidade, Secretaria do Verde e Meio Ambiente do Município de São Paulo, Movimento Nossa São Paulo, Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (IDEC), Fundação Brasileira para o Desenvolvimento Sustentável, SOS Mata Atlântica, Greenpeace-Brasil, Amigos da Terra – Amazônia Brasileira, Instituto Akatu pelo Consumo Consciente e Instituto Brasileiro de Advocacia Pública (a íntegra da carta poderá ser acessada pelo site
    http://www.nossasaopaulo.org.br). O documento relata a postura da Petrobrás em relação à resolução do Conama. Infelizmente, tal postura resultou no não cumprimento da resolução e na postergação por vários anos do início de uso de diesel mais limpo em nosso país. A grande quantidade de partículas de enxofre no diesel brasileiro é responsável por graves doenças respiratórias na população (especialmente crianças e idosos) e pela morte prematura de aproximadamente 10 mil pessoas por ano. Esta notícia não nos alegra. Muito pelo contrário. Lamentamos que a postura arrogante e prepotente da atual direção da Petrobras, menosprezando o diálogo com a sociedade e insensível a um problema tão grave de saúde pública, manche de forma tão profunda a história de uma empresa brasileira que já deu tanto orgulho a todos nós por sua excelência tecnológica (mas que atualmente distribui combustíveis que se situam qualitativamente entre os piores do mundo) e seu compromisso com o desenvolvimento econômico e social do país. Oded Grajew
    Movimento Nossa São Paulo
    ograjew@isps.org.br(11) 3894.2400
     
    • Robson Laprovitera 22:24 em 27 de novembro de 2008 Link permanente | Faça login para responder

      Realmente é uma pena que a Petrobrás não tenha tido uma postura de liderança no cumprimento desta Resolução. Acredito que sequer iniciou um diálogo com a sociedade a este respeito. Descumprir legislação não dá. Acho que a postura de retira-la do ISE foi justa.

  • 25 nov

    Empresas discutem o modelo do varejo do futuro 

    A Fundação Dom Cabral promove no dia 27 de novembro, próxima quinta-feira, o 1º Fórum do Varejo do Futuro, em São Paulo, para discutir a construção de novos modelos de consumo num mundo sustentável e seus impactos para o varejo do futuro. O evento é organizado pelo Centro de Desenvolvimento do Varejo Responsável (CDVR) – parceria da FDC e de outras instituições envolvidas com o tema como o Akatu e o Ethos, além do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS).

    “Ousar na construção de um modelo inovador do varejo do futuro para que as empresas possam se estruturar, a partir de hoje, em direção a um novo mercado que vai ditar regras com fortes impactos na sociedade e no planeta, é cuidar da longevidade dos empreendimentos. Dessa forma, o projeto irá promover a discussão sobre a antecipação das tendências e a adoção de posturas criativas que vão mudar a lógica de se fazer negócios”, afirma o coordenador da iniciativa e professor da FDC Paulo Darien.

    PROGRAMAÇÃO:

    09:15 – Apresentação do Centro de Desenvolvimento do Varejo Resposável
    10:00 – Mesa redonda: As fronteiras do novo varejo – um modelo de negócios gerando vínculos sustentáveis e riqueza para todas as partes interessadas
    Moderador: Helio Mattar, presidente do Instituto Akatu pelo Consumo Consciente
    Carlos Ximenes de Melo, presidente do conselho da Microinvest/Unibanco
    Cristiane Handel, coordenadora do comitê de sustentabilidade do Tribanco/Grupo Martins
    José Roberto Cosmo, gerente de sustentabilidade da Souza Cruz
    Luiz Carlos Barboza, diretor técnico do Sebrae Nacional
    Wagner Ferrari, diretor executivo comercial varejo do Banco Real
    13:30 – Dinâmica: o modelo do varejo do futuro – como chegar lá?
    15:15 – Conferência magna: Os movimentos da sociedade mundial em direção a um novo modelo nas relações de consumo e suas implicações para o varejo e sua cadeia de valor
    Luiz Moutinho, doutor pela University of Sheffield e detentor da cátedra da Fundação de Marketing pela University of Glascow
    17:00 – Encerramento

    1º Fórum Varejo do Futuro
    Data: 27 de novembro (quinta-feira)
    Local: Hotel Ceaser Business Paulista (Av. Paulista, 2181)

    Informações para a Imprensa – Andreoli MS&L
    Livia Borges – livia@andreolimsl.com.br – (11) 3169-9314
    Renata Morales –
    renata.morales@andreolimsl.com.br – (11) 3169-9341

     
  • 23 nov

    Momento é favorável a investimentos sustentáveis 

    Recebi este texto de uma colega e achei interessante publicar no Blog.

    Sabrina Domingos (CarbonoBrasil) — Os investidores éticos têm chances de se saírem melhor no mercado financeiro, sem serem prejudicados pela atual crise econômica mundial, do que os demais participantes, afirma Nick Robins, autor do livro “Investimento Sustentável – A arte da performance de longo prazo”. Isso porque as escolhas verdes tendem a gerar melhores resultados, já que os investidores éticos costumam adotar estratégias mais voltadas para o futuro. Apesar de ter sido escrito antes de a crise no mercado de crédito estourar, o livro traz conselhos valiosos sobre o tema. Em entrevista para o site ClimateChangeCorp, Robins defende uma definição menos restritiva para o investimento sustentável e critica o costume dos mercados financeiros de focar no curto prazo. Ele diz que, em geral, os investidores sustentáveis apresentam um melhor desempenho do que os demais agentes porque apostam em fundos com maior possibilidade de antecipar o que acontecerá com as empresas no futuro. “Mercados financeiros não representam a verdade da economia”, diz, referindo-se à natureza repentina da crise econômica recente. Robins esclarece que os investidores institucionais precisam ter uma visão avançada do negócio, pensando além dos próximos um, dois ou três anos, caso desejem cultivar alguma forma de estabilidade econômica. Por isso, estima que cerca de 50% dos investidores já estão se informando sobre os riscos do carbono e lendo fontes como o Projeto Carbon Disclosure, em que empresas reportam suas estratégias para as mudanças climáticas. Dois lados Robins vê o apego do mercado às áreas de óleo e gás como uma contradição. “Essas empresas são tratadas como se óleo e gás fossem ativos, quando, na realidade, são os responsáveis pelo carbono”, afirma. Os defensores dessas commodities utilizam como argumento o fato de óleo e gás sempre serem considerados investimentos seguros, enquanto as energias renováveis dependem de subsídios do governo para sobreviverem. Mas Robins não compra a idéia: “Todas as formas de energia são apoiadas por subsídios do governo”, afirma. “Os países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) apóiam a indústria de óleo com US$ 310 bilhões e grande parte da quantia é gasta com custos militares”. O autor defende que os subsídios a óleo e gás sejam repassados para a formação de uma estrutura de energia mais limpa. “No último ano, o líder da Agência Internacional de Energia (IEA) disse que uma economia de baixa emissão de carbono era inatingível; este ano, a IEA publicou um relatório de energia dizendo que é possível cortar emissões em 50% até 2050”, argumenta. Na área corporativa, já existem progressos nesse sentido. Robins diz que tanto a gigante de carros Ford quanto a fabricante de cimento Lafarge estão começando a gerar a própria energia eólica para equilibrar a volatilidade dos preços do óleo e do gás. “A energia eólica produzida na área costeira é competitiva com o gás… e a energia solar será a opção preferida de muitos países [para substituir os fósseis]”, afirma. “Para citar Chevron: A era do petróleo fácil acabou”, comenta. Aposta verde Com a crise econômica, os próximos cinco anos serão uma oportunidade para se balancear duas necessidades críticas, explica Robins: os investidores precisam de ativos seguros e o mundo precisa de investimentos em adaptação e mitigação das mudanças climáticas. A expectativa é de que os investimentos dos governos para acelerar a economia nos próximos anos sejam direcionados para área de infra-estrutura ambiental. Robins vê a possibilidade partindo de iniciativas governamentais ou de empresas e por meio de fundos de infra-estrutura ambiental. Ele destaca ainda a eficiência energética como a maior oportunidade de investimento sustentável do nosso tempo. “As pessoas falam sobre coisas caras, como captura e armazenamento de carbono ou energia solar, mas a eficiência energética apresenta um sistema de rendimento seguro para investidores”. Robins critica o pacote de energia dos Estados Unidos lançado no início do ano por não dar ênfase à questão da eficiência. Entretanto, com os países reagindo à crise econômica e objetivando o corte de custos, e com a América buscando a independência energética, ele acredita que em breve os investidores irão criar “fundos de eficiência energética” nos EUA, na China e na Índia, dedicados ao investimento em eficiência energética em empresas de serviços. Europa x EUA Sobre o esquema de negociação de carbono da União Européia (EU ETS), Robins entende que pode ser uma boa maneira de se controlar os setores industriais, mas vê pouco avanço em eficiência energética e em energias renováveis dentro do sistema. Se por um lado o autor repreende o foco da UE para a negociação de carbono, por outro elogia o pensamento mais unido dos EUA, em que as conversas sobre mudanças climáticas estão voltadas para a criação de empregos e para a redução da dependência do petróleo. “Obama está falando em criar cinco milhões de empregos verdes”, ressalta ao dizer que, por mais que o recém-eleito presidente incentive sistemas “cap and trade” (de captura e comércio de carbono), a sua política está voltada para segurança energética. “Os planos de Obama incluem a redução do consumo de óleo, a produção de um milhão de conectores híbridos, o aperfeiçoamento dos códigos de eficiência nas construções e o desenvolvimento de uma meta para energia renovável. ‘Cap and trade’ será o quinto pilar de um plano completo”, esclarece. Apesar de haver uma chance de que o pacote climático da UE traga mais vantagens para a mesa de negociação, a nova administração americana ressuscita a esperanças de uma economia global de baixa emissão de carbono em um curto espaço de tempo.

     
  • 19 nov

    PÃO DE AÇÚCAR ESTRÉIA LOJA VERDE EM INDAIATUBA 

    Com investimentos de R$ 7,5 milhões, empresa lança o primeiro supermercado verde da América Latina

    REDUZIR, REUTILIZAR E RECICLAR SÃO PRECEITOS QUE ENVOLVEM AÇÕES COMO:

    Construção baseada no sistema LEED (Leadership in Energy and Environmental Design)
    Mais alternativas em embalagens ecológicas e redução de sacolas plásticas
    Certificação FSC e Selo Corporativo
    Estações de reciclagem 100% recicladas e recicláveis
    Reciclagem de resíduos orgânicos e sólidos, pilha e bateria
    Ações educacionais para crianças
    Funcionários com conhecimento de ações sócio-ambientais
    Ampla participação de produtos orgânicos e sustentáveis

    No ano em que comemora seus 60 anos, o Grupo Pão de Açúcar inaugura o primeiro supermercado verde do País dia 07 de junho de 2008, na cidade de Indaiatuba, no Estado de São Paulo, na avenida Presidente Vargas, nº 1264.

    Reconhecido pelo seu pioneirismo na área de responsabilidade sócio-ambiental, com o lançamento da loja verde, o Pão de Açúcar conseguiu reunir, num único espaço, práticas de sustentabilidade já realizadas pela rede e avança ainda mais com uma série de inovações de estímulo ao consumo consciente.

    Com alternativas simples e cotidianas e de grande capilaridade em toda a cadeia produtiva e de consumo a nova loja vai proporcionar uma experiência de compra diferenciada. “Informação, instalações, operação, produtos e completos processos de reciclagem e aproveitamento de resíduos, são algumas das ferramentas escolhidas para envolvermos fornecedores e consumidores acerca de conceitos e práticas de consumo sustentável”, declara José Roberto Tambasco, vice-presidente comercial e de operações do Grupo Pão de Açúcar.

    Já no estacionamento, vagas especialmente demarcadas garantem benefícios aos carros que utilizam biocombustível. Além disso, foram instalados bicicletário, estação de reciclagem e paisagismo com preservação da vegetação nativa, além da incorporação de espécies típicas da região.

    Por todos os cantos, dentro e fora do novo Pão de Açúcar, há muita informação. Clara, simples e precisa. Soluções criadas especialmente para essa loja ajudam a esclarecer, mobilizar e despertar os clientes para a oportunidade de mudança e melhoria no comportamento de consumo.

    “Tudo foi pensado para oferecer uma proposta coerente, sustentável, democrática, inovadora e acessível de consumo consciente. Criamos um espaço educativo, onde esperamos aprender, trocar e promover conhecimento acerca de causas sócio-ambientais que envolvem o nosso negócio e sua relação com todos os stakeholders”, destaca Tambasco.

    Nesse ambiente diferenciado, com cerca de 1.600 m² de área de vendas, está reunido um mix de vinte mil itens distribuídos em gôndolas, grande parte em madeira certificada pelo FSC – Forest Stewardship Council (Conselho de Manejo Florestal), que emolduram um grande sortimento de produtos orgânicos, naturais e funcionais, além da ampla variedade de produtos diferenciados, de qualidade garantida, marca registrada do Pão de Açúcar.

    No atendimento, colaboradores engajados que não só são líderes no seu negócio e que a partir de agora também exercem uma liderança também em sustentabilidade. Os 110 funcionários da loja receberam treinamentos específicos que dizem respeito a questões sócio-ambientais de âmbito geral, no contexto varejo e que estarão na primeira loja verde da América Latina.

    Os preceitos que balizaram a implantação da nova loja Pão de Açúcar são: Reduzir, Reutilizar e Reciclar e estão presentes em cada etapa da loja, do projeto à operação e entre as inovações, destaca-se:

    CONSTRUÇÃO BASEADA NO SISTEMA LEED
    O sistema construtivo da loja foi adequado aos requisitos do LEED (Leadership in Energy and Environmental Design) que prevêem medidas construtivas e procedimentos que aumentam a eficiência no uso de recursos e diminuição do impacto sócio-ambiental no processo da edificação como: aumento da eficiência no uso de energia, no consumo de água potável e na aplicação e utilização dos materiais.

    Segundo o USGBC (United States Green Building Council), com as medidas adotadas no sistema LEED, espera-se significativa redução das emissões de resíduos e aumento das áreas verdes; no ambiente interno dos empreendimentos, maior satisfação dos usuários, redução dos problemas de saúde e maior produtividade dos colaboradores. Ainda de acordo com o USGBC, as expectativas de economias possíveis prevêem 30% em energia, 35% em emissões de carbono, 30% a 50% de água e de 50% a 90% no descarte de resíduos.

    Para cada exigência proposta pelo LEED está um número de créditos correspondentes e que podem culminar numa certificação entregue ao imóvel, após sua inauguração.

    Seguindo os critérios do LEED, vale ressaltar os principais pontos considerados no processo construtivo do Pão de Açúcar verde:

    Localização
    A escolha de Indaiatuba mostra a preocupação da empresa com a coerência que deve trabalhar toda sua cadeia de relacionamentos, minimizando substancialmente o impacto do seu negócio. A localização vai permitir avançar no conceito de fornecimento de produtos com baixo impacto ambiental, especialmente no segmento de hortifruti, com produtores localizados próximos à loja.

    Outro ponto favorável foi a topografia do terreno, que exigiu baixa intervenção de sistemas de terraplanagem, e a existência de vegetação nativa que foi preservada e será integrada à loja. A implantação em local apropriado, minimizou os impactos da operação sobre a região, evitando desmatamento, e prevendo conectividade com a comunidade (fácil acesso).

    A favor da cidade de Indaiatuba como sede do primeiro supermercado verde da América Latina, também vale ressaltar a certificação de Parceiro da Paz e de Sustentabilidade no Brasil entregue pelo IGWC – International Global Water Coalition.

    “Para nós, termos uma Loja Verde do Pão de Açúcar instalada em nossa cidade é muito importante. O Grupo Pão de Açúcar segue uma filosofia de trabalho muito parecida com a de nosso governo, apoiando projetos de cidadania, incentivando o esporte e respeitando o meio ambiente”, diz o prefeito de Indaiatuba e presidente do Conselho de Desenvolvimento da Região Metropolitana de Campinas, José Onério da Silva.

    Projeto
    O projeto arquitetônico do Pão de Açúcar Indaiatuba considerou estudos de impacto e o resultado dos levantamentos é um empreendimento que privilegia melhor qualidade ambiental interna, eficiência energética, racionalização do uso de água, sustentabilidade de espaço e materiais, garantindo conforto, qualidade dos produtos e operação com padrão de excelência.

    Como exemplos de qualidade ambiental interna estão vários aspectos ligados ao bem estar. Nos balcões frigoríficos e no ar condicionado será utilizado o gás ecologicamente correto R404. Utilização de cobertura zenital para garantir iluminação natural, espaços administrativos com abertura para área externa e cobertura com alto índice de refletância para diminuir a ilha de calor, também resulta em impacto favorável no microclima com consumo eficiente de energia.

    Entre as medidas visando melhor eficiência e redução no consumo de energia, a empresa implantou controle de iluminação, com energia racionalizada e otimizada por meio de timer e sensores inteligentes nos ambientes da loja. Entre os equipamentos, a escolha da rede foi por aparelhos de alto desempenho, como produtividade maior ou igual às versões tradicionais e menor demanda de energia. A água utilizada nas áreas internas (chuveiros, áreas de manipulação) é aquecida com o calor excedente da casa de máquinas. O abastecimento de energia é proveniente 100% de fontes renováveis – energia verde.

    Para racionalização do uso da água, a instalação de torneiras com comprovada melhoria de rendimento e vasos com possibilidade de escolha de vazão vão permitir 40% de redução do volume utilizado. O sistema de ar-condicionado é especial e não utiliza água para a climatização dos ambientes. A conservação da flora local, na área externa, o plantio de vegetação nativa em 26% da área total do terreno, já acostumada com as variáveis de clima local e sua alternância de chuvas, dispensa a necessidade de irrigação, o que equivale a uma economia mensal de 100.000 litros de água.

    A sustentabilidade de espaço e materiais pode ser vista no estacionamento, (capacidade para mais de 140 veículos), com 75% do sombreamento previsto será realizado por árvores e apenas 25% por cobertura metálica. Ainda na área externa, a pavimentação feita em blocos de concreto vazado com preenchimento em grama, garante maior permeabilidade do terreno e possibilita o abastecimento de lençóis freáticos sem sobrecarregar vias públicas com água de chuva.

    Para quem vai à loja de carro, atenção para os veículos flex. Eles têm espaço diferenciado e reservado no estacionamento, ao lado da entrada e das vagas preferenciais determinadas por lei. Estacionamento garantido tem também os ciclistas. No bicicletário, 20 vagas para deixar a bike em segurança. Para os funcionários, também foi construída uma área dedicada a bicicletas para quem quiser utilizá-las para ir e vir do trabalho.

    Nos materiais e mobiliário da loja, a priorização pela sustentabilidade: nas gôndolas, destaque para a utilização de madeira com certificação FSC. Nos corredores, circulam carrinhos de compra 100% confeccionados em material reciclado, entre outras inovações em produtos.

    Construção
    Na construção, atendendo aos sistemas propostos pelo LEED, a execução da obra teve total controle de sedimentação e erosão. Para evitar o transporte de resíduos para fora da loja e grande incidência de partículas suspensas (poeira), as rodas dos caminhões foram lavadas na saída do canteiro de obras e a água utilizada armazenada numa cisterna para reaproveitamento na própria obra. Outro sistema inovador usado na construção foi o gerenciamento de entulho, com descarte inteligente desse material, que foi segregado em caçambas, dividido por espécie: parte do entulho foi reaproveitada na própria obra e outra parte reprocessada por empresas da região. Além disso, 40% de todo o material utilizado na construção são provenientes de fornecedores localizados numa distância próxima, evitando os fretes de longa distância.

    MAIS ALTERNATIVAS EM EMBALAGENS ECOLÓGICAS E REDUÇÃO DAS PLÁSTICAS
    A rede Pão de Açúcar foi a primeira empresa do varejo brasileiro a oferecer sacolas retornáveis como alternativa às embalagens plásticas, há três anos. Mantendo seu posicionamento de liderança em sustentabilidade no varejo, a empresa reforça o seu portfólio de opções e lança uma nova ecobag, 100% algodão e com a frase: “eu sou uma sacola verde”. Somadas às versões da SOS Mata Atlântica e as confeccionadas em ráfia, a rede oferece dez opções diferentes de ecobags dimensionadas para diferentes momentos de compra. Desde o lançamento do projeto de sacolas retornáveis, já foram comercializadas mais de 180.000 em todo o Brasil.

    Além do incentivo para o uso de meios alternativos de embalagens, os consumidores também têm à sua disposição as sacolas plásticas, mas que terão uma nova versão na loja verde: 100% reciclável, com textura mais grossa que as tradicionais e produzidas em 3 camadas: 25% material virgem – externo -, 50% reprocessado (reciclado), no recheio – e 25% virgem – na área de contato com os alimentos. Mais resistente, o novo modelo de sacola plástica pode ser reutilizada e inibe anda o uso de duas ou mais embalagens no transporte das mercadorias.

    Ainda na linha da redução da demanda por plásticos, estarão disponíveis nessas unidades as caixas de papelão, sacolas kraft e saquinhos de papel, com certificação FSC (Forest Stewardship Council/Conselho de Manejo Florestal), garantindo que o papel utilizado na embalagem é obtido de reflorestamento.

    Nas embalagens de produtos para venda, outra inovação: a fécula de mandioca é matéria prima para uma bandeja em substituição ao isopor. A novidade é ecológica, biodegradável, usada exclusivamente para produtos secos e com casca. Por uma necessidade técnica, os demais itens continuam com a embalagem de isopor reciclável, com o devido selo informativo alertando para a possibilidade de reciclagem.

    SELO CORPORATIVO
    Para informar o cliente sobre reciclagem, o Grupo Pão de Açúcar lança um Selo Corporativo. Todas as embalagens de marcas exclusivas e suprimentos recebem o Selo que informa sobre a possibilidade da reciclagem e ainda orienta sobre o material que a embalagem é feita: plástico, papel, vidro ou alumínio. Para facilitar o processo, o descarte do material pode ser feito na própria loja, na Estação de Reciclagem Pão de Açúcar Unilever.

    RECICLAGEM DE RESÍDUOS ORGÂNICOS E SÓLIDOS
    Após oito anos desde a instalação da primeira Estação de Reciclagem Pão de Açúcar Unilever, este programa já registra a marca de 25.000.000 quilos de resíduos arrecadados. Atualmente, são arrecadadas cerca de 500 toneladas por mês somadas todas as 94 lojas participantes do projeto em todo o Brasil. Seguindo o pioneirismo do projeto, na loja verde do Pão de Açúcar, mais novidades: é a primeira estação confeccionada em material 100% reciclado e reciclável. Os clientes também poderão descartar pilhas e baterias no equipamento especialmente desenhado para recebimento desse material.

    Além da facilidade para depósito de materiais pós-consumo, os clientes que quiserem optar pela reciclagem pré-consumo podem deixar as embalagens de papel e plástico adquiridas na loja no próprio caixa, no ato da compra. É o projeto Caixa Verde, lançado pela rede no início deste ano, já disponível em 7 lojas e que em Indaiatuba estará disponível em 04 check-outs.

    E não são só os consumidores que estarão envolvidos na cruzada lixo zero. Na loja, entre os treinamentos recebidos pelos colaboradores, está o de separação do lixo, cuja meta é reciclar 90% de todo resíduo gerado no processo operacional, incluindo material orgânico. A empresa responsável é a GMV Recycle. O lixo orgânico é reaproveitado para a ração animal, a sucata da madeira, de caixas e paletes, para elaboração de móveis e o restante – papelão e plástico – vai para reciclagem. O próximo passo é utilizar a biomassa do lixo, ou seja, o descarte, para produzir energia e consequentemente, gerar créditos de carbono.

    Nas entregas das compras, os veículos de transporte se utilizam de biocombustível (álcool) diminuindo o impacto no meio ambiente.

    PROGRAMA PEQUENO CIDADÃO
    Durante o mês junho, todas as quartas-feiras, escolas da região de Indaiatuba vão visitar o novo Pão de Açúcar Indaiatuba para conhecer a loja modelo em sustentabilidade e receber informações sobre consumo consciente, operação sustentável e sistemas de reciclagem. O objetivo é conscientizar os pequenos cidadãos da importância de pequenas atitudes para a preservação do meio ambiente.

    FUNCIONÁRIOS COM CONHECIMENTO DE AÇÕES SÓCIO-AMBIENTAIS
    No atendimento ao público, uma equipe de 110 colaboradores compõe o quadro de profissionais do primeiro supermercado verde do Brasil. Já no processo de seleção, a empresa contemplou candidatos com histórico de engajamento em ações sócio-ambientais e/ou voluntariado que, uma vez contratados, receberam uma série de treinamentos privilegiando conceitos de sustentabilidade, que incluem as inovações implantadas na loja verde do Pão de Açúcar e conhecimentos gerais que irão ajudar no esclarecimento do consumidor em suas dúvidas, destacando a importância do tema.

    AMPLA PARTICIPAÇÃO DE PRODUTOS ORGÂNICOS, SAUDÁVEIS E SUSTENTÁVEIS
    O Pão de Açúcar Indaiatuba oferece uma seção inteira de itens orgânicos – é o maior sortimento da linha verificado num supermercado, 50% a mais que numa loja convencional. São mais de duzentas opções disponíveis na loja entre: frutas, verduras, legumes, sucos, cafés, vinhos, cachaça, azeites, geléias, açúcar, arroz, chás, molho de tomate, lentilhas, purê de maça, farinha, feijão, xampus, condicionadores, cremes e muito mais.

    E para oferecer uma ampla linha de alimentos saudáveis, por seis meses, um grupo de profissionais da área comercial dedicou-se ao desenvolvimento de novos fornecedores e produtos.

    O resultado é um mix de frutas, legumes e verduras, convencionais e orgânicos, entregues diretamente na loja por produtores da região gerando menor impacto ambiental e produtos com maior frescor e qualidade. Na linha de sustentáveis, os destaques são a água carbono neutro da Petrópolis e a carne de terneiro Taeq, ambos lançamentos.

    A água carbono neutro é envasada em garrafa PET de 510ml com a menor gramatura do mercado – 16,5g a 17,0g; o rótulo é de papel reciclado – primeiro produto nacional de água mineral a utilizar este tipo de papel na rotulagem; a neutralização de carbono acontece no processo fabril da unidade de envasamento (fonte), com selo verde carbono neutro no rótulo. As caixas de transporte são confeccionadas em papelão reciclado e retornável, diminuindo o impacto ambiental de lixo.

    A carne de terneiro Taeq é fruto da combinação entre as raças Rubia Gallega (de origem espanhola) e Nelore (tradicional no Brasil). As características são: maior concentração de proteína, baixo teor de gorduras, redução de colesterol e baixa caloria. O resultado é uma carne mais saudável e com alto valor nutricional: 27% menos caloria que a carne convencional e 78% menos gordura total. São 114 calorias a cada 100g. Outro diferencial é a sustentabilidade do produto, feito sob uma cadeia produtiva orientada para a responsabilidade econômica, social e ambiental, fruto da parceria do Grupo Pão de Açúcar com o Instituto ETHOS e do Banco Interamericano de Desenvolvimento

    Mais sobre produtos:
    A padaria da loja verde terá todo diferencial e sortimento já reconhecido pelos consumidores do Pão de Açúcar: pães artesanais e de fabricação própria – franceses, baguetes, italianos, ciabatas, croissants, de queijo -, doces – brioches, sovados, roscas com creme -, bolos – laranja, fubá, cenoura, brownie, confeitados, tortas, doces, e folhados importados da França. Nos destaques, pães com farinha orgânica, integral, de frutas secas, multicereais, de centeio, de soja e girassol.

    A seção de frios e laticínios conta com um amplo espaço para produtos a base de soja, linha saudável, diet, light e funcionais. O cliente também irá encontrar manteiga e iogurtes orgânicos, queijos artesanais e com procedência de várias regiões do mundo: Portugal, Espanha, Itália, França, Suíça, Inglaterra e Holanda. Pessoas com intolerância à lactose e celíacos, terão uma compra facilitada com linhas específicas que atendem às suas necessidades.

    No açougue, além de toda variedade de cortes especiais, carnes certificadas de animais que recebem alimentação sem hormônios de crescimento e produzidas sem agrotóxicos ou adubos químicos. As carnes podem ser encontradas cortadas, embaladas, prontas para o consumo. Na peixaria, pescados frescos, limpos na hora e congelados. Há peixes de várias espécies, camarões, polvos, mexilhões, ostras, lulas, linguados, trutas e salmões.

    Na seção de bebidas, são mais de 600 rótulos de vinhos, incluindo os orgânicos. Para facilitar a escolha, um atendente especializado está à disposição dos clientes com as melhores dicas e sugestões. Na loja verde do Pão de Açúcar há também oferta de cachaça orgânica e sucos que são produzidos sem utilização de fertilizantes químicos.

    Na linha de comércio solidário, o programa Caras do Brasil, estará com sua linha completa com mais de 200 produtos disponíveis na loja verde do Pão de Açúcar. São alimentos produzidos artesanalmente como mel, geléias, cafés, granola, melado orgânico, bala de banana, entre outros, e objetos de decoração – fantoches, tapetes, jogos americanos, fruteiras, sousplat – provenientes de 87 comunidades de várias regiões do Brasil.

    Na perfumaria, produtos 100% naturais e orgânicos de marcas como L´Occitane, Vyvedas, Granado, Weleda e Ikove estão no portfólio. Da L´Occitane, sabonetes, creme de ducha, leite corporal, cremes para as mãos e para os pés, condicionares e xampus, gel, desodorantes, pós-barba das linhas Verbena, Lavanda, Amêndoa, Mercador, Masculina, Aromacologia, Karité. Da Vyvedas, as opções naturais vêm em barras de sabonete de capim santo e limão, condicionadores e xampus de cupuaçu e de abacate, loção de buriti, entre outros. A Ikove, pela primeira vez, traz sua linha de orgânicos para um supermercado. São xampus, condicionares e cremes, feitas com ativos da biodiversidade brasileira e certificados pela Ecocert da França.

    SERVIÇOS DIFERENCIADOS
    Em uma área de 380m², o Pão de Açúcar Indaiatuba reúne rotisserie, sushi bar, pizzaria, frutaria, sorveteria e o espaço café.

    Na rotisserie, todo dia uma sugestão verde. O menu elaborado pela chef Mariana Seabra conta com um cardápio variado incluindo as linhas orgânica e vegetariana. Haverá também o pastifício com fabricação diária de 6 tipos de massas frescas: recheada com carne e nozes, mussarela de búfala, alho poró e parmesão; secas: nhoque de mandioquinha e batata. Os molhos são branco, bolonhesa e casse. Na pizzaria, opções em pizzas e paninis com massa integral. Tem também os Smothies, uma combinação de polpa de frutas orgânicas, frutas, sorvetes ou iogurtes light em várias versões.

    No Espaço Café estão dispostas mesas com vista para um jardim com vegetação nativa e onde são servidos sanduíches e salgados, incluindo os naturais e/ou integrais, acompanhados de sucos e cafés, chocolates e chás, que são servidos em xícaras do projeto Hope Cups –, do Instituto Rodrigo Mendes (http://www.institutorodrigomendes.org.br, instituição comprometida com a construção de uma sociedade inclusiva por meio da arte. As “xícaras da esperança”, como são chamadas as louças pintadas pelos alunos do instituto também serão comercializadas pela rede nas linhas Sunrise, Abstratos e Contrastes.

    DELIVERY & ENTREGAS
    Para quem quiser optar pelas facilidades e comodidade do comércio eletrônico, a loja verde conta com o Pão de Açúcar Delivery Express, com entrega em até 3 horas (tempo médio de entrega). O serviço está disponível para região de Indaiatuba pelo site http://www.paodeacucar.com.br.

    SOBRE O PÃO DE AÇÚCAR
    Supermercado de vizinhança, com foco nos consumidores de perfil cosmopolita, que prima pela variedade e qualidade em produtos e serviços personalizados. Com 145 lojas distribuídas em nove estados brasileiros, o Pão de Açúcar caracteriza-se pela ampla oferta de soluções e pioneirismos lançados ao longo da história do varejo brasileiro. Entre as bandeiras do Grupo Pão de Açúcar, a rede Pão de Açúcar apresentou o melhor desempenho do ano de 2007, com crescimento de vendas acima da média da Companhia.

    Grupo Pão de Açúcar – Relacionamento com a Imprensa – 11 3886 0465

     
  • 19 nov

    RETROSPECTIVA CONVERSA SUSTENTÁVEL 

    Caros Amigos,

    Estamos chegando ao término de mais um ano, e o Blog Conversa Sustentável gostaria de fazer uma retrospectiva sobre a sustentabilidade no Brasil em 2008.

    Quando começamos este Blog, fomos incentivados como as demais mídias a falar de sustentabilidade em função do relatório da ONU sobre as mudanças climáticas, o documentário do Algore, do colapso da Amazônia e da saída da Marina Silva do governo Lula. Todos estes fatos foram amplamente divulgados pela mídia e no momento seguinte, dormimos marrom e acordamos “verdes”. Começamos a perceber um movimento impulsionado pelo marketing das empresas preocupadas com sua imagem em comunicar para seus públicos as suas atividades sob a ótica da preservação ambiental.

    No setor da construção civil, encontramos um verdadeiro “desespero” dos fornecedores de insumos para se adequar ao atendimento das especificações exigidas pelo sistema de certificação de empreendimento LEED tais como; localização das matérias primas, incorporação de conteúdo reciclado, certificados de qualidade, legalidade e formalidade da empresa e gestão ou política de gestão dos resíduos gerados tanto no processo de fabricação quanto na execução e entrega dos produtos nas obras. Levou um tempo (um rápido tempo) para que os profissionais do setor percebessem que além da adequação dos produtos ás exigências comerciais demandadas em função das certificações existentes no Brasil era necessário também incorporar no processo de gestão do negócio de maneira transversal o tema sustentabilidade.

    Os fornecedores começaram a perceber que, além disso, seria necessária uma nova postura das equipes de desenvolvimento de produtos e projetos que agora terão que incorporar em seus produtos, aspectos sociais, econômicos e ambientais. Passamos mais uma etapa de descobertas e aprendizados e nos dedicamos a mostrar em nosso Blog os indicadores de sustentabilidade que tem sido utilizado pelas empresas no Brasil. Abordamos também temas como: Papel do Gestor Responsável pela Sustentabilidade, Liderança Responsável, Resgate aos conceitos de Ética e Cidadania, Diversidade, Inovações em produtos até chegarmos à discussão da Crise e a Sustentabilidade.

    Neste cenário, de evolução acelerada, percebemos que há muito que se fazer para promover a tão esperada transformação necessária dos padrões atuais de produção e consumo, entretanto, existe uma evolução significativa das empresas em aceitar que sustentabilidade é um caminho sem volta. No próximo ano, acreditamos que apesar da crise, será um ano de consolidação da sustentabilidade no Brasil, principalmente, na construção civil que hoje vem impulsionando a cadeia de suprimentos para adequação de seus produtos e processos aos aspectos de sustentabilidade. A construção sustentável também vem impulsionando o varejo a adotar pratica de sustentabilidade com seus usuários, exemplo que as grandes redes de supermercados vêm fazendo no mundo. Finalmente chegamos no varejo, talvez um dos pontos mais preciosos da sustentabilidade dos empreendimentos que já estão em operação no Brasil porque o varejo é o impulsionador do consumo e é nele que acontecem as interações entre o homem e os empreendimentos. Neste ponto, é necessário comunicar, educar e motivar o consumidor a compreender o porquê de o empreendimento possuir uma certificação ou selo LEED. As equipes de marketing e gestão têm que se desdobrar para comunicar ao consumidor os aspectos que fazem a empresa se diferenciar das demais existentes no mercado das que não possuem os mesmos padrões. È necessário comunicar com responsabilidade, com linguagem adequada, pois a sociedade tem acesso a um espaço inovador e incentivador de uma nova cultura onde pretende se instalar a cultura da sustentabilidade.

    Superamos os conhecimentos no varejo sustentável, percebemos que as empresas começam a entender que sustentabilidade em empreendimentos não é apenas uma certificação, mas um conceito que deverá ser incorporado na gestão da empresa como filosofia, estratégia e principalmente nas atitudes e nos procedimentos. As perspectivas para 2009 é que o conceito de sustentabilidade apesar de banalizado pela alta exposição na mídia seja amplamente discutido e difundido nas escolas, universidades, empresas e entidades de classe que tem como objetivo incentivar os stakeholders a pensarem suas atitudes e processos sob a ótica da sustentabilidade. Desejamos a todos ótimas descobertas e esperamos continuar contribuindo com a disseminação deste conceito tão relevante a nossa sociedade.

    Autora: Vivian Aparecida Blaso Souza Soares César, Relações Públicas especialista em Sustentabilidade
     
  • 18 nov

    Inovação Social – Changemakers 

    Caros Colegas,

    No site http://www.changemakers.net/ você encontra uma rede aberta colaborativa onde empreendedores sociais podem enviar seus projetos que sejam relevantes para sociedade sob os aspectos sociais e ambientais. Muitas empresas como a Nike, Coca Cola tem utilizado a rede para incentivar projetos como, por exemplo, novos produtos para a Nike e de acesso a água potável apoiado pela Coca Cola. O Changemakers no Brasil irá promover competições locais, por isso, não perca a chance de fazer parte dessa rede.

    Para maiores informações acesse o site: http://www.changemakers.net/

     
  • 18 nov

    Sustentabilidade em tempos de crise 

    A sustentabilidade é um conceito transversal que vem sendo inserido nas empresas, devido à escassez de recursos naturais não renováveis, sobretudo na construção civil que é responsável por 40% das emissões de CO2 no planeta. O CO2 é um dos gases responsáveis pelo aquecimento global do planeta e do comprometimento da espécie humana na terra.

    Com o advento das certificações (LEED, HQE) amplamente difundido no Brasil, E a partir da certificação da agência do Banco Real localizada na Granja Vianna, a sustentabilidade do setor da construção civil passou a ganhar respaldo das mídias e o consumidor começou a perceber a necessidade de novas formas de consumo de produtos mais “verdes”.

    O conceito de sustentabilidade ainda não internalizado no consumidor brasileiro, já se tornou banalizado devido à alta exploração da mídia e publicidade “verde”. A expectativa mediante estes fatos é de que no Brasil nos próximos anos os consumidores passem a ter maior consciência e preferência por empresas que adotam em seus procedimentos a sustentabilidade em todos os seus processos e atitudes com respeito, ética e responsabilidade.

    A sustentabilidade não é a salvação para as empresas mediante a crise econômica que o mundo atravessa, mas sem dúvida alguma é o caminho que poderá salvar o planeta do colapso frente à escassez dos recursos naturais não renováveis.

    A crise talvez tenha sido providencial, com a desaceleração do consumo e conseqüentemente a desaceleração da produção, algumas organizações tem repensado seus processos de fabricação e uso dos recursos naturais antes de instigar no consumidor a vontade de sempre “precisar” do que é novo tecnológico e de ponta.

    As equipes de desenvolvimento de novos projetos e novos produtos hoje estão frente a grandes desafios: ambientais econômicos e sociais.

    No caso da operação e manutenção dos empreendimentos estes também deverão ser sustentáveis. Sob o aspecto da operação encontramos no homem a solução para uma operação sustentável, não basta ter recursos, tecnologias se o usuário dos empreendimentos não tiver treinamento, e, sobretudo a convicção de que suas atitudes por menores que pareçam ser afetam toda mecânica preparada para a operação do empreendimento que foi projetado para ser sustentável.

    Voltamos ao ponto chave da discussão sobre sustentabilidade afinal, como podemos definir sustentabilidade sem pensar no homem como agente de interação com o planeta?

    Sustentabilidade é, sobretudo, uma relação de interdependência entre o homem e o meio ambiente no qual se um sobrepuser vantagens sobre o outro não teremos como manter coerência e tão pouco atender as partes interessadas no processo de manutenção da espécie humana na terra. Fazem-se necessário cada vez mais, novas formas de pensar, de fazer e operar, que possam promover a mudança imediata na forma de viver, consumir, trabalhar e de relacionar.

    Não temos mais tempo para conscientização, temos apenas tempo para mudança, ou seja, tempo para ação.

    O homem precisa apreender a trabalhar de forma compartilhada e em equipe.

    É necessário o olhar para o social. Não temos tempo para filantropia ou de comprar nossa consciência em investimentos que não são capazes de promover transformação social. È tempo de repensar: Será necessário crescer? Ou talvez fosse necessário decrescer de forma sustentável com o reparte das economias de forma mais igualitária? Como enfrentar a crise de forma individual se a crise ultrapassa as esferas locais e se transforma cada vez mais em uma crise global?

    Frente a estes desafios para os próximos anos, podemos considerar que uma das tendências em sustentabilidade está na capacidade do homem de superar a sua forma de pensar e operar o planeta terra, pois da forma que estamos, além da crise financeira, estamos em uma crise pela sobrevivência da espécie humana. A escassez de recursos naturais não renováveis, o aquecimento global e nossa cultura do ter e não do ser nos posiciona com um déficit de 30% em relação aos recursos disponíveis no planeta. Será que essa crise econômica não veio no momento certo? Essa crise não seria o indício do colapso do processo capitalista de uma sociedade de consumo?

    Autora: Vivian Aparecida Blaso Souza Soares César, Relações Públicas, especialista em sustentabilidade
     
  • 11 nov
    INDICADORES DE SUSTENTABILIDADE – FERRAMENTA DE GESTÃO NAS EMPRESAS
    “O termo indicador é originário do latim indicare, que significa descobrir, apontar, anunciar, estimar (Hammond et.al,1995). Os indicadores podem comunicar ou informar sobre o progresso em direção a uma determinada meta e representar o modelo da realidade e não a realidade como colocado pelo autor. Os seus objetivos estão em agregar informações e quantificá-las de forma que seja possível avaliar os estágios que as empresas se encontram sob determinados temas. Segundo Hans, em seu livro Indicadores de Sustentabilidade: uma análise comparativa pode citar:“Os objetivos dos indicadores é agregar, quantificar informações de modo que sua significância fique mais aparente. Eles simplificam as informações sobre fenômenos complexos tentando melhorar com isso o processo de comunicação. Indicadores podem ser quantitativos ou qualitativos, existindo autores que defendem que os mais adequados para avaliação de experiências de desenvolvimento sustentável deveriam ser mais qualitativos em função das limitações explicitas ou implícitas que existem em relação a indicadores simplesmente numéricos. Entretanto, podem ser transformadas numa noção quantitativa”
    “Os valores dos indicadores devem ser mensuráveis (ou observáveis);
    Deve existir disponibilidade de dados; A metodologia para a coleta e o processamento dos dados, bem como para a construção dos indicadores, deve ser limpa, transparente e padronizada;
    Os meios para construir e monitorar os indicadores devem estar disponíveis, incluindo capacidade financeira, humana e técnica;Os indicadores ou grupos de indicadores devem ser financeiramente viáveis e deve existir aceitação política dos indicadores no nível adequado; indicadores não legitimados pelos tomadores de decisão são incapazes de influenciar as decisões”. Estes conceito foram extraídos do livro do autor Bellen, Hans Michael van. Indicadores de Sustentabilidade: uma análise comparativa, Editora FGV,2006.

    Dentre os conceitos abordados pelo autor, encontramos os 03 indicadores que vem sendo mais utilizados pelas empresas no Brasil: Ethos, ISE e GRI.
    Cada indicador apresenta objetivos específicos e se diferenciam conforme os objetivos e estágios no qual a empresa se encontra.

    ETHOS – Trata-se de uma ferramenta de uso essencialmente interno, que permite a avaliação da gestão no que diz respeito à incorporação de práticas de responsabilidade social, além do planejamento de estratégias e do monitoramento do desempenho geral da empresa.
    GRI – A Estrutura de Relatórios da GRI visa servir como um modelo amplamente aceito para a elaboração de relatórios sobre o desempenho econômico, ambiental e social de uma organização.
    ISE – Constituir uma ferramenta objetiva para comparar o desempenho de empresas listadas na Bovespa sob os aspectos da sustentabilidade.

    A partir da aplicação da metodologia de indicadores de sustentabilidade as empresas poderão:
    Avaliar seus resultados em relação a sustentabilidade e implementar metas e ações para alcançar melhores resultados;
    Melhoria na performance dos resultados da gestão sob os aspectos sociais, ambientais e econômicos propostos pelo tripé da sustentabilidade;
    Comunicar resultados identificando quais são os indicadores mais importantes em relação aos seus públicos de interesse;
    Melhorar sua imagem e agregar valor a sua marca.

    Para maiores informações sobre indicadores acesse os sites:
    http://www.bovespa.com.br/
    http://www.ethos.org.br/
    http://www.globalreporting.org/

    Autora: Vivian Aparecida Blaso Souza Soares César, Relações Públicas, especialista em Sustentabilidade
     
  • 11 nov

    Praça Victor Civita – Museu Aberto da Sustentabilidade 

    Caros Colegas,

    Este final de semana estive visitando a Praça Victor Civita – Museu Aberto da Sustentabilidade.

    O local é encantador, crianças, famílias, cidadãos paulistanos passeando e curtindo as atividades culturais e de educação ambiental promovidos pelo espaço em um local totalmente revitalizado.

    Este projeto foi idealizado pelo Instituto Abril em parceria com órgãos das iniciativas pública e privada: Itaú, Even Construtora e Incorporadora, CETESB, Secretaria do Verde e Meio Ambiente, Levisky Arquitetos, Holcim Brasil, Carbone Construtora, CMS Engenharia, GTZ (Agência Alemã de Cooperação Técnica) e IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas).

    “O projeto arquitetônico da Praça Victor Civita trata-se de uma iniciativa pioneira na América Latina, com a utilização de um grande deck de madeira legalizada de diferentes espécies brasileiras (ipê, tatajuba, garapa, sucupira e itaúba) e uma laje alveolar nas transversais e bordas da Praça, de forma a evitar que os visitantes tenham contato com as áreas de solo contaminado existentes no terreno”


    “A arquitetura conta, ainda, com uma série de medidas sustentáveis, como placas de energia solar com fins educativos; iluminação com leds, mais duráveis que lâmpadas comuns; sistema de tec garden com calhas para reaproveitamento da água da chuva; além de projeto paisagístico composto por diferentes espécies com funções orgânicas, fitoterápicas e utilizadas na produção de bicombustíveis, para efeito demonstrativo”.

    Para maiores informações sobre este espaço acesse o

    http://pracavictorcivita.abril.com.br/ferramentas/blog/

     
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