Atualizações de agosto 2008 Ativar/desativar aninhamento de comentários | Teclas de atalho

  • 27 ago

    Dilemas sobre os caminhos da sustentabilidade nas organizações 

    Caros Colegas,

    Na semana passada, tive a oportunidade de participar da 5ª turma do evento Espaço Real de Práticas em Sustentabilidade realizado pelo Banco Real. Durante este evento tive a oportunidade de refletir sobre alguns pontos que gostaria de compartilhar neste espaço visto que eles são verdadeiros dilemas que tenho encontrado em muitas conversas informais sobre o assunto.

    1) “Sustentabilidade Corporativa” ela está na essência da organização ou é uma onda mercadológica?

    2) Para começar a praticar sustentabilidade é necessário “arrumar a casa” ou o importante é começar com ações pontuais de envolvimento e engajamento dos públicos da empresa?

    3) Qual o papel da comunicação como ferramenta estratégica promotora dessa mudança?

    4) Será necessário quebrar o paradigma de que sustentabilidade é preservação ambiental para incentivar a organização a pensar de forma sistêmica?

    5) Como adequar o discurso e a linguagem aos diversos públicos na organização para falar do assunto?

    Podemos dizer que uma empresa que está a caminho da sustentabilidade corporativa é aquela que além de declarar em sua missão, valores e objetivos também consegue instigar em seus públicos de interesse a vontade de realizar as ações que visem o seu crescimento de forma sustentável. Neste caminho, o marketing é um instrumento de promoção da sustentabilidade e tem o papel de propagador das boas novas. Entretanto, quando o discurso e a prática não se misturam, a coerência deixa de existir provocando uma quebra entre confiança do público de interesse e a marca. Essa ruptura, muitas vezes pode ocasionar danos irreparáveis, como a perda de talentos por parte da organização.

    Por outro lado, existe uma demanda de organizações que iniciaram seu processo de reflexão sobre a sustentabilidade corporativa por demandas mercadológicas ou meramente marketing, o que não deixa de ser uma forma de começar, o grande dilema é que muitas vezes o discurso vai para o mercado antes de ter sido comunicado oficialmente pelo presidente da empresa para seu público interno, aí temos dois problemas: Coerência e Credibilidade.

    As ações pontuais sejam elas práticas sociais, ou ambientais, também servem como ponto de partida para um grande processo de mudança. O importante é não perder o foco de onde se pretende chegar. A mudança não deve ser imposta ou rápida ela deve ser gradual e perene. Caso contrário, se o presidente for embora da empresa ele não deixa seu legado seguro para tocar a rota em frente, ou seja, alinhar discurso, prática e deixar fluir os objetivos da organização são o caminho da perenidade da empresa.

    A comunicação organizacional tem papel estratégico para auxiliar a empresa a manter-se na rota, dessa forma, é necessário descobrir o discurso e os veículos mais adequados para falar sobre as ações de sustentabilidade e o que a empresa espera. Neste aspecto, outro ponto que merece destaque do curso do Banco Real, é o aprendizado que o banco teve em deixar que “cada um fosse o protagonista da sua história com a sustentabilidade”, dessa forma, o desafio da comunicação organizacional foi o de motivar e manter motivados os colaboradores e demais públicos de interesse do banco engajados no processo e sendo eles os idealizadores da mudança.

    O pensamento sistêmico sobre a sustentabilidade, não pode deixar de fazer parte de reuniões de diretoria, pois os líderes da organização quando se reunirem para discutir os seus próprios dilemas devem incluir na pauta de a reflexão sobre sustentabilidade. Talvez uma maneira simples de intuir o pensamento sistêmico é avaliar qual impacto ambiental, social e econômico essa ação provocou no processo? Depois, quais as oportunidades e ameaças terão ao incluir a questão sustentabilidade no processo? Essas 02 questões ajudarão na mudança do modelo mental existente e no futuro poderão proporcionar mudanças significativas na forma de fazer acontecer.

    Por fim, a adequação do discurso e da linguagem para comunicar com diversos públicos é um fator chave de sucesso para proporcionar a mudança da cultura para sustentabilidade. Conversar com acionistas é diferente de conversar com os técnicos e operadores. Para os acionistas, talvez seja melhor os termos: Programas de Redução, Otimização de Processos e Ecoeficiencia, o termo sustentabilidade já está gasto e os agentes de mudanças nas empresas necessitam cada vez mais de criatividade e inovação para adequação dos discursos com os diversos públicos.

    E você qual a sua opinião sobre os aspectos abordados, eles são seus dilemas ou suas oportunidades?

    Autora: Vivian Aparecida Blaso Souza Soares César, Relações Públicas, especialista em Sustentabilidade

     
    • Agência Etc...Publicidade 02:01 em 31 de agosto de 2008 Link permanente | Faça login para responder

      i agree and we need show the things

    • Rodrigo Vieira da Cunha 22:49 em 4 de setembro de 2008 Link permanente | Faça login para responder

      Cara Vivian, que bom que você gostou. Legal também que você compartilhou o aprendizado. Gostaria de lembrar que no site de sustentabilidade do Banco Real (www.bancoreal.com.br/sustentabilidade) há muitas informações sobre o assunto.

    • Marcia 20:19 em 15 de setembro de 2008 Link permanente | Faça login para responder

      Este comentário foi removido pelo autor.

    • Marcia 20:21 em 15 de setembro de 2008 Link permanente | Faça login para responder

      Prezada Vivian,

      Parto da perspectiva de que as empresas que não têm em seu DNA o foco na sustentabilidade devem reconhecer sua importância e incorporá-la aos seus valores para refletir as mudanças de percepção da sociedade. A equação “consumir = gerar impactos” já está internalizada em grandes centros de consumo, que forma que as Empresas e marcas têm uma excelente oportunidade de diferenciação se agregarem ao seu “brand package” valores sociais e ambientais, redimindo em parte, a culpa dos consumidores à medida que proporcionam a estes maior sensação de bem-estar pós-consumo.

  • 16 ago

    EntreNessaOnda! Venha de Azul – Parque Villa Lobos 

     
  • 15 ago

    DICAS PARA A CIDADANIA COM O PLANETA 

    Caros Colegas,

    Essa semana o Conversa Sustentável destaca algumas dicas práticas sobre cidadania com o planeta. Como você pode começar a mudar a realidade e as projeções futuras sobre a destruição do planeta? Simples, faça sua parte!

    Comece pelos cuidados com a saúde. O equilíbrio do corpo mente e alma é o oxigênio para inovações e uma vida sem estresse;

    Evite o consumo de alimentos processados, enlatados e com conservantes, eles podem causar o aumento do colesterol e o aumento da pressão arterial;

    Exercite – se, mexa seu corpo, cante assim você libera endorfina e previne doenças como a depressão;

    Prefira o consumo de produtos locais, quanto maior o consumo local, maiores serão as chances de geração de empregos, essa ação, poderá evitar o deslocamento das pessoas para os grandes centros;

    Compartilhe com as pessoas suas experiências assim as mudanças locais poderão atingir escalas globais;

    Antes de consumir, separe tudo que poderá ser doado para o outro;

    Conecte-se com pessoas de diversas partes do mundo, às vezes uma palavra de carinho pode salvar uma vida;

    Entre em contato com a Natureza, pratique a cidadania, todas as vezes que for a praia, recolha seu lixo e se possível o do outro uma atitude pode salvar um ecossistema;

    Respeite a diversidade de sexo, raça, cor, cultura, religião e idade, respeitar o outro também favorece outro princípio: a compaixão.

    Comece exercendo uma ação por dia, assim ao final da semana você terá inovado seus hábitos o que também favorece a prevenção de doenças relacionadas à perda de memória.

    Faça sua parte! Comece agora!

    Glossário

    Cidadania
    Cidadania (do latim,civitas,”cidade”)[1], é o conjunto de direitos, e deveres ao qual um indivíduo está sujeito em relação à sociedade em que vive[2].
    O conceito de cidadania sempre esteve fortemente atrelado à noção de direitos, especialmente os direitos políticos, que permitem ao indivíduo intervir na direção dos negócios públicos do Estado, participando de modo direto ou indireto na formação do governo e na sua administração, seja ao votar (direto), seja ao concorrer a cargo público (indireto)[3]. No entanto, dentro de uma democracia, a própria definição de Direito, pressupõe a contrapartida de deveres, uma vez que em uma coletividade os direitos de um indivíduo são garantidos a partir do cumprimento dos deveres dos demais componentes da sociedade[4] Cidadania, direitos e deveres.
    Compaixão (do latim compassione) pode ser descrito como uma compreensão do estado emocional de outrem; não deve ser confundida com empatia. A compaixão freqüentemente combina-se a um desejo de aliviar ou minorar o sofrimento de outra pessoa, bem como demonstrar especial gentileza com aqueles que sofrem. A compaixão pode levar alguém a sentir empatia por outra pessoa. A compaixão é freqüentemente caracterizada através de ações, na qual uma pessoa agindo com espírito de compaixão busca ajudar aqueles pelos quais se compadece.
    A compaixão diferencia-se de outras formas de comportamento prestativo humano no sentido de que seu foco primário é o alívio da dor e sofrimento alheios. Atos de caridade que busquem principalmente conceder benefícios em vez de aliviar a dor e o sofrimento existentes, são mais corretamente classificados como atos de altruísmo, embora, neste sentido, a compaixão possa ser vista como um subconjunto do altruísmo, sendo definida como o tipo de comportamento que busca beneficiar os outros minorando o sofrimento deles.

    Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Wikip%C3%A9dia

    Diversidade
    Princípio básico de cidadania que visa assegurar em todas as condições de pleno desenvolvimento de seus talentos e potencialidades, considerando a busca por oportunidades iguais e respeito à dignidade de todas as pessoas. A prática da diversidade representa a efetivação do direito à diferença, criando condições e ambientes em que as pessoas possam agir em conformidade com seus valores individuais.
    Fonte: http://www.ethos.org.br/docs/conceitos_praticas/indicadores/glossario/

    Autora: Vivian Aparecida Blaso Souza Soares César, Relações Públicas, especialista em Sustentabilidade

     
  • 15 ago
    ABDL lança programa sobre mudanças climáticas em São PauloA ABDL (Associação Brasileira para o Desenvolvimento de Lideranças) lança no próximo dia 19 de agosto em São Paulo (SP) um programa para qualificar lideranças no desenvolvimento de ações em torno do tema das mudanças climáticas. Inédito no Brasil, o programa terá participantes dos setores privado, público, não-governamental, acadêmico e da mídia. No lançamento, que ocorrerá no auditório do prédio 36 do IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas), na Cidade Universitária, os interessados poderão conhecer maiores detalhes do programa “Liderança para a Segurança Climática”. A proposta foi concebida com base na metodologia da organização Lead International (Liderança para o Meio Ambiente e o Desenvolvimento na sigla em inglês), que tem sede em Londres e é representada no Brasil pela ABDL. Com uma rede de 1.800 lideranças presente em mais de 90 países, o Lead surgiu em 1992, inspirado pela Rio-92, a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento.
    Dalberto Adulis, coordenador executivo da ABDL, chama a atenção para a metodologia do programa, que privilegia a formação para a ação. Por isso, haverá reflexões e exercícios em torno de projetos que os participantes trarão de suas organizações ou que serão formulados no início do programa. Um aspecto que ganhará maior importância nesta edição será a perspectiva individual da liderança, além das dimensões interpessoal e sistêmica, focos usuais do Lead..Também é traço marcante no Lead desde sua criação o enfoque multissetorial. Não é comum que programas de formação de lideranças para o desenvolvimento contem com público tão diverso e representativo como o reunido pelo Lead. “O programa é um espaço de exercício prático para a liderança lidar com a diversidade diante de questões complexas como as mudanças climáticas”, explica Adulis. Ao longo dos três encontros do programa, especialistas nas áreas de economia, meio ambiente, liderança e desenvolvimento humano apresentarão dilemas e perspectivas para as sociedades enfrentarem o aquecimento global, que o Lead considera ser o maior desafio da humanidade no século 21. O corpo docente contará com Eduardo Viola, da Universidade de Brasília, Thais Corral, coordenadora geral da Redeh (Rede de Desenvolvimento Humana) e co-diretora da GLN (na sigla em inglês, Rede Global de Liderança), Fábio Feldmann, ex-secretário do Meio Ambiente do Estado de São Paulo, Samyra Crespo, secretária executiva do Iser (Institudo de Estudos da Religião), e Ricardo Abramovay e Jacques Marcovitch, da Faculdade de Economia e Administração da USP.Embora essenciais na formação dos participantes, palestras e debates com especialistas são apenas um dos vários elementos do programa, lembra o coordenador executivo da ABDL. Haverá, também, dinâmicas de trabalho individual e em grupo em torno de conceitos e problemas relacionados ao exercício da liderança e a tópicos cruciais sobre mudanças climáticas. O trabalho colaborativo entre os participantes será uma dimensão central do programa.Faz parte, ainda, do programa a participação no seminário internacional do Lead. Este ano, o evento será realizado em novembro na Cidade do México, tendo como tema “Megacidades e Mudanças Climáticas”. Durante sete dias, cerca de 200 pessoas de mais de 50 países mergulharão num ambiente de exercícios, dinâmicas, debates e interação com problemas ambientais típicos de uma megacidade em um país em desenvolvimento, tais como água e saneamento, poluição atmosférica, consumo e produção de energia, uso da terra e desenvolvimento urbano e transporte.O Lead International elegeu as mudanças climáticas como um de seus eixos temáticos prioritários em2007. Seu último seminário internacional, realizado em novembro de 2007 em Bandung, na Indonésia, teve como tema “Liderança e mudanças climáticas”. O assunto também tem sido foco do programa em vários países desde o ano passado. No dia 19 de agosto, a ABDL lançará o programa com a presença de alguns de seus docentes. Será uma boa oportunidade para os interessados conhecerem seus detalhes. As inscrições para o programa terminam no dia 31 de agosto e o primeiro encontro ocorrerá de 29 de setembro a 31 de agosto. ServiçoJornada de Lançamento do Programa Liderança para a Segurança Climática19 de agosto de 2008 – terça-feira, das 14h30 às 17h30Local: auditório do prédio 36 do IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas) na Cidade Universitária, em São Paulo (SP).Inscrições gratuitas na página da ABDL na internet, http://www.abdl.org.brInformações pelo telefone 11 3719-1532
     
  • 1 ago

    I Simpósio Brasileiro de Construção Sustentável 

    Caros amigos,

    O Conselho Brasileiro de Construção Sustentável estará realizando nos dias 04 e 05 de setembro o I Simpósio Brasileiro de Construção Sustentável. O evento será o primeiro do país a tratar o tema sob as óticas políticas, econômico e ambiental.

    O evento está sendo organizado pelo Conselho Brasileiro de Construção Sustentável que foi lançado em 2007 e é presidido pelo engenheiro Marcelo Takaoka. “O CBCS tem como objetivo ser fonte de conhecimento das boas práticas de construção civil”, diz Marcelo Takaoka. “Segundo ele, a solução para essa indústria deve vir dela e dos vários setores que interagem com a construção civil, como transporte, telecomunicações, energia e, ainda, do setor social, pois, quem compra os produtos da construção civil são pessoas.”

    O conselho conta também com os comitês temáticos de água; energia; resíduos sólidos; economia e finanças; mercado financeiro e avaliação de sustentabilidade e materiais onde são discutidos com os profissionais do setor da construção civil os temas pertinentes a sustentabilidade.

    Durante o Simpósio também serão apresentados os resultados das discussões dos comitês aos participantes do evento.

    Todos os palestrantes do 1º. Simpósio Brasileiro de Construção Sustentável são convidados do CBCS. Participam de forma independente e voluntária.

    Maiores informações: http://www.sbcs08.org.br/

     
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