Atualizações de junho 2008 Ativar/desativar aninhamento de comentários | Teclas de atalho

  • 16 jun

    AFINAL, O QUE É SUSTENTABILIDADE 

    Afinal, o que é Sustentabilidade?

    Definições:

    “Segundo o Relatório de Brundtland (1987), sustentabilidade é: “suprir as necessidades da geração presente sem afetar a habilidade das gerações futuras de suprir as suas”. Isso é muito parecido com a filosofia dos nativos dos Estados Unidos, que diziam que os seus líderes deviam sempre considerar os efeitos das suas ações nos seus dependentes após sete gerações futuras”. “O termo original foi “desenvolvimento sustentável,” um termo adaptado pela Agenda 21, programa das Nações Unidas. Algumas pessoas hoje, referem-se ao termo “desenvolvimento sustentável” como um termo amplo pois implica em desenvolvimento continuado, e insistem que ele deve ser reservado somente para as atividades de desenvolvimento. “Sustentabilidade”, então, é hoje em dia usado como um termo amplo para todas as atividades humanas.(Wikipédia, a enciclopédia livre)”.

    “Para o setor empresarial, o conceito de sustentabilidade representa uma nova abordagem de se fazer negócios que, simultaneamente, promove inclusão social (com respeito à diversidade cultural e aos interesses de todos os públicos envolvidos no negócio direta ou indiretamente), reduz – ou otimiza – o uso de recursos naturais e o impacto sobre o meio ambiente, preservando a integridade do planeta para as futuras gerações, sem desprezar a rentabilidade econômico-financeira do empreendimento. Esta abordagem, ao lado das melhores práticas de governança corporativa, cria valor ao acionista e proporciona maior probabilidade de continuidade do negócio no longo prazo, ao mesmo tempo em que contribui para o desenvolvimento sustentável para toda a sociedade neste planeta”. (Fonte: ISE, Bovespa São Paulo)

    A substituição de matérias primas, a preservação ambiental, a preocupação com as relações trabalhistas, relacionamento com os stakholders e a responsabilidade social, tem sido levada a sério principalmente pelas empresas que tem buscado investimentos externos para o seu crescimento.

    No Brasil, as empresas têm se preocupado com o tema, principalmente no que diz respeito às organizações que dependem intrinsecamente de matérias primas não renováveis como insumo em sua cadeia produtiva.

    As empresas brasileiras, que tem sido pressionada por alguns destes aspectos relacionados acima, estão em busca da adoção de práticas sustentáveis como: programa de voluntários entre os colaboradores, campanhas de educação e preservação ambiental, apoio e patrocínio em projetos sociais e ambientais com objetivo de associar a sua marca com o tema. Estes grupos de empresas que vem adotando práticas sustentáveis pertencem a um grupo consciente sobre a sua responsabilidade frente ao desafio de ser sustentável.

    Existem também algumas empresas que além de adotarem práticas sustentáveis querem atrair investidores estrangeiros e no futuro pretendem abrir capital. Essas organizações buscam aperfeiçoamento contínuo através de indicadores e metas para redução e otimização de seus impactos sob todos os departamentos envolvidos. Após um diagnóstico preciso em todos os aspectos pertinentes a sustentabilidade: econômico, social e ambiental, a organização estabelece um sistema de pontuação para cada indicador levantado e passa a controlar se suas metas estão sendo alcançadas. Para que isso ocorra, ainda serão necessários alguns passos imprescindíveis para o sucesso da implementação da sustentabilidade empresarial:

    Ø Sensibilização da Diretoria
    Ø Formação de Lideranças
    Ø Boas Práticas de Governança Coorporativa
    Ø Transparência no relacionamento com seus stakholders.

    Após todas essas etapas, a empresa está preparada para preencher alguns questionários existentes no Brasil que irão gerar um relatório de práticas sustentáveis:

    Ø ETHOS
    Ø GRI
    Ø CEBEDS
    Ø ISE

    Na próxima edição o conversa sustentável irá apresentar algumas empresas brasileiras que tem adotado a Sustentabilidade Empresarial como estratégia de seus negócios e os indicadores ETHOS, GRI, CEBEDS e ISE.Autora: Vivian Aparecida Blaso Souza Soares César, Relações Públicas, especialista em Sustentabilidade

     
    • Anonymous 03:35 em 13 de setembro de 2008 Link permanente | Faça login para responder

      Oi Vivian

      Sou Richard do GRS ainda com a cabeça fervendo com os assuntos do Modulo II. Estava vendo os vários artigos do Blog e este sobre “definições” me chamou a atenção.

      Lembrei da minha pergunta hóje para o palestrante sobre quais as conexões e diferenças entre os significados de Responsabilidade Social(RS), Desenvolvimento Sustentável(DS) e Sustentabilidade (Su).

      As respostas foram:

      RS = a responsabilidade da empresa para contribuir para o DS;

      DS = o desenvolvimento sustentável é o desenvolvimento (humano) que satisfaz as necessidades da geração atual sem prejudicar as futuras gerações na satisfação das suas necessidades (assim contribuindo para a Su)

      Su = continuação da vida no planeta com qualidade de vida (humana)a longo prazo

      Eu entendo a lógica da seqüência de RS para o DS porque se trata de desenvolvimento econômico ( proportionando qualidade de vida para humanos) e cuidados para reduzir os impactos ambientais.

      Mas o próximo passo (DS para Su)não me parece ser lógico porque o desenvolvimento econômico(= aumento de um processo linear de consumo de recursos naturais)não é sustentável “forever” no sentido de estar compatível com a redução de impactos ambientais (mesmo com inovação e tecnólogia).

      Assim um dia os “serviços de ecosistemas” vão entrar em colapso.

      DS é o objetivo certo?

      O que você pensa?

      Bjo

      Richard

    • Vivian Blaso 15:06 em 13 de setembro de 2008 Link permanente | Faça login para responder

      Olá Richard,

      Estou pensando, pensando e pensando… Ainda não consegui elaborar uma resposta coerente, pois se levarmos essa discussão para o campo do “consumo” ou para o campo do ‘lucro” considerando que a perenidade das empresas depende do consumo e conseqüentemente da sua lucratividade, qual será o momento que as organizações e a sociedade irão perceber que primeiro: os recursos naturais são finitos e a sobrevivência da nossa espécie depende intrinsecamente dos mesmos, segundo, se o desenvolvimento sustentável depende das responsabilidades das empresas em todas as dimensões apresentadas pelo “Biograma” e as empresas, governo e a própria sociedade atual cumpre apenas algumas parcelas daquilo que vimos ontem na discussão do curso dos 31 mandamentos eu diria que na verdade com uma visão pessimista estamos já estamos vivendo este colapso. Portanto, o desenvolvimento sustentável é algo que estaremos sempre almejando, pois para que ele aconteça não podemos ter gargalos em nenhuma parte do processo de produção e consumo. Para confortar este dilema eu me apoio no campo espiritual e acredito que como nos outros grandes momentos de crise da humanidade o homem irá recorrer a este campo para confortar as suas próprias atitudes perante a vida. Acredito ainda, que nossos filhos, netos ou seja as próximas gerações já estarão com a sua carga genética aflorada para resolverem as questões que estamos nos debatendo sem respostas claras e objetivas. Bem, essa não é uma resposta definitiva, mas é o reflexo das minhas e suas dúvidas que consegui intuir até o momento. Abraços, e obrigada por contribuir com as discussões do Blog.

      Vivian Blaso

  • 9 jun

    Novas Profissões Ambientais x Responsabilidade das Instituições de Ensino 

    Na semana do meio ambiente o conversa sustentável pesquisou sobre as novas profissões ambientais e a sua representatividade junto às entidades de classe.

    As novas profissões ambientais têm atraído o público jovem nas universidades em função da necessidade e vontade das pessoas de trabalhar com as questões ambientais.

    Podemos destacar algumas profissões conforme abaixo:

    1. Advogado Ambiental: podendo advogar tanto na defesa de supostos transgressores das leis ambientais, bem como fornecer assessoria para a prevenção de futuras punições;2. Auditor Ambiental: realiza a avaliação das medidas exigidas concernentes à preservação do meio ambiente, para a obtenção das certificações ambientais, como por exemplo da série ISO 14.000;3. Biólogo: dentre as inúmeras atividades que podem ser exercidas por um biólogo, ressaltam-se levantamento de fauna e flora, elaboração de EIA-RIMA, consultoria para reservas naturais, responder tecnicamente em projetos e programas sobre assuntos afetos à sua área de formação técnica etc.;4. Cientista Ambiental: possui o conhecimento genérico da ciência, propondo medidas que visem a melhoria da qualidade de vida;5. Consultor Ambiental: prepara os relatórios referentes ao impacto ambiental, estabelecendo certos parâmetros como o ruído, contaminação de solo etc.;6. Contador Ambiental: contabiliza os benefícios e malefícios que determinado produto poderá trazer ao meio ambiente;7. Ecólogo: possui inúmeras funções, destacando-se a busca de modos para a diminuição do impacto ambiental, utilização correta dos recursos naturais etc.8. Educador Ambiental: conscientiza crianças, empresas e a comunidade de um modo geral da necessidade de mudança de certos atos, para que se conserve e preserve o meio ambiente;9. Engenharia Ambiental: fiscaliza e monitora as indústrias no sentido de preservação do meio ambiente;10. Geólogo: pesquisas para a proteção e planejamento, envolvendo o meio da superfície terrestre; físico11. Gestor Ambiental: supervisiona ou administra os setores ou departamentos de meio ambiente das empresas. É conhecido também como gerente de meio ambiente.12. Monitor de ecoturismo: trabalha como guia de turistas, explicando sobre os animais, reservas etc.

    A geografia e análise ambiental prepara o profissional para desenvolver algumas atividades que antes eram pertinentes a engenharia ambiental como a investigação de passivos ambientais.

    O mercado de trabalho tem dificuldades de absorção destes profissionais, pois não há massa crítica formada para identificação do potencial que estes profissionais apresentam ao mercado em suas habilidades. Isso ocorre, pelo falta de representatividade destes novos profissionais em suas respectivas entidades de classe. No dia 04.06.08 quarta feira, o CREA e o CONFEA realizaram as eleições para a presidência, inspetores da comissão executiva, das Inspetorias, e para os Diretores Regionais – Geral e Administrativo Caixa de Assistência – MG. “Todos os cargos são honoríficos”.

    Todos os profissionais devidamente registrados e em dia com o conselho poderiam participar das eleições.

    Hoje, em Minas Gerais, a profissão de Geógrafo e Analista Ambiental, está registrada junto ao CREA e CONFEA, entretanto, não existe uma associação representativa destes profissionais junto à entidade de classe, o que dificulta o seu fortalecimento no mercado. Uma das conseqüências é a falta de reconhecimento destes profissionais para o exercício da profissão e a falta de oportunidades no mercado de trabalho.

    Neste sentido, o Conversa Sustentável, vem questionar as instituições de ensino superior sobre a responsabilidade no oferecimento de novos cursos aos jovens profissionais que desejam ingressar na área ambiental. Estes profissionais são abandonados no mercado de trabalho sem que tenham orientação sobre a necessidade de formatação de uma associação de classe que possa fomentar a atividade profissional divulgando a sociedade as habilidades e competências técnicas compreendidas a profissão.

    Autora: Vivian Aparecida Blaso Souza Soares César, Relações Públicas, especialista em Sustentabilidade

     
    • Ellen Blaso 12:16 em 13 de junho de 2008 Link permanente | Faça login para responder

      Olá Geógrafos e Geógrafas,

      É a hora de lutarmos pela nossa profissão junto ao CREA-MG. Estive presente no dia das Eleições, vi de perto como tudo acontece, precisamos de conhecer melhor nossas atribuições e competencias. Convido a todos a participar de uma reunião com o Sr. Enderson (Engenheiro Elétrico) que irá nos orientar como devemos participar ativamente do nosso conselho. Aguardo um retorno de todos

      Abraços Ellen Blaso

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